Guardian Angel

13 Capítulo 13 - Caroline


Notas iniciais
Oi tortinhas ❤ Mais um capítulo meio louco. Imaginem o Roy como o Colton Haynes mozão 💟

Um ano depois ...

Minneapolis, Minnesota

"- Eu amo você. Fica comigo.

– Eu também te amo, Deanna. "

Acordei ofegante. Tenho esses sonhos frequentemente. Passei a mão pelo meu rosto e pelos meus cabelos, amarrei os mesmos num rabo de cavalo. Olhei para o lado e Roy ainda dormia, o sacudi. Ele abriu os olhos lentamente.

– Bom dia, brutamonte .- ele murmurou. Eu reagi bem à aquele nome, foi como se fosse familiar. Eu sorri.

–Idiota.- eu disse.Me deitei em cima dele.

– Ai meu deus. Vou morrer esmagado.- ele disse e riu, eu ri junto. Roy me faz bem, a gente cuida um do outro, nos conhecemos à uns oito meses. Um pouco depois de eu acordar.

Flashback ON

Eu acordei num hospital, uma enfermeira, que estava medindo a minha temperatura, me olhou apavorada. Minha cabeça estava doendo e minha visão era tênue.

– O que...o que aconteceu? — eu perguntei, ela me olhou com ternura.

– Do que você se lembra?- perguntou ela, pousando a mão no meu braço. Eu levei a mão à cabeça. Eu fechei os olhos com força. Me forçando a lembrar...nada.

– De nada.-eu olhei para ela, com os olhos arregalados. — Ai meu deus.

– Ei, lindona. Se acalma...-ela disse. -meu nome é Crystal. Eu vou ajudar você. Você tem um nome? — ela sorriu e eu neguei.- Hm, oque você acha de Caroline? — eu franzi o cenho.

– Caroline?-eu perguntei.

– Seria o nome que eu daria para a minha filha.- ela sorriu e eu também.

– Eu gostei.

Dois meses depois...

– Crys, você está bêbada.-eu disse e nós rimos escandalosamente. — Você disse que ia me apresentar alguém? -eu levantei a sobrancelha.

– Ah, sim. Caroline, relaxa. É só um encontro.- ela olhou por cima do meu ombro. Ela se levantou e foi até alguém. -Olha ele ai. O grande Roy — ela gritou. Eu fiquei com uma vergonha pelo cara. Quando a Crys saiu a frente eu pude vê- lo. Ele era alto mas não muito, era forte e tinha um topete bem arrumado, os traços de seu rosto eram bem fortes e ele tinha uns olhos maravilhosos. Ele se aproximou e ficou com uma cara de bobo quando me viu. Eu me levantei e o cumprimentei, ele tinha cheiro de maracujá, eu gostei. Crystal foi embora mas antes sussurrou um "não mostra os seus poderes para ele, fadinha" eu olhei para ela, indignada, ela piscou para mim e saiu. Nós ficamos conversando a noite toda sobre a vida dele até que chegamos na minha vez.

– Então, você não se lembra de nada?-ele disse, ele estava interessado. Uma tristeza me pegou. Eu não sabia nada da minha vida. Era confuso, ele iria me chamar de estranha e iria embora, como as amigas da Crystal. — Não me lembro de nada.-eu disse, cabisbaixa. Ele sorriu com carinho.

– Deve ter sido difícil para você. — ele disse. Eu olhei para ele, surpresa. Nossos olhares se cruzaram, os olhos dele eram de um verde intenso. Achei familiar mas ignorei os pensamentos. Sorri e virei o rosto. Ele pigarreiou e se indireitou na cadeira.

– Você é um mistério. Eu gostei.- ele disse. Meu corpo se amoleceu e uma onda de calor passou pelo mesmo. Eu tenho certeza que fiquei vermelha. Ele foi se levantar e esbarrou no garçom, o mesmo derrubou uma garrafa de cerveja no Roy, que se abaixou para juntar e acabou cortando a mão. Ele foi correndo para o banheiro e eu fui atrás dele. Ele estava precionando um pedaço de papel por cima do corte.

– Me desculpa, eu sou muito estabanado.- ele disse e eu sorri.

– É, você é sim. -eu debochei. — Deixa eu ver isso.- eu disse, pegando a mão dele curando- a. Ele olhou para a mão e me olhou confuso. — Parece que não foi tão fundo.-eu disse, tentando disfarçar. Então percebi que ainda estava segurando a mão dele. Ele sorriu para mim, botou uma mão no meu rosto e acariciou o local. Nós nos aproximamos e ele roçou os seus lábios no meu.

– Me dá a honra?- ele disse ainda com nossos lábios colados, eu me inclinei para a frente e o beijei, passei minhas mãos pela sua nuca e ele laçou minha cintura com os braços. Senti meu corpo se arrepiar quando nossas línguas se tocaram. Nos afastamos e ele ficou me olhando nos olhos com as suas mãos delicadamente em volta do meu rosto.

Flashback OFF

Dei um pulinho e me levantei da cama, fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Sai do quarto e desci as escadas. Ainda eram 08:45, fiz uma xícara de café e fui em direção ao sofá. Peguei o jornal em baixo da porta. Me deparei com uma matéria com a foto da Crys.

"Depoimentos

Crystal Crawford foi encontrada morta em seu apartamento, nesta manhã. A polícia está trabalhando no caso.A família de Crystal está totalmente sem chão.

'Eu conhecia a Crys desde quando éramos pequenos e posso garantir que ela era amada por todos. Estamos muito abalados com o assassinato dela.

Descanse em paz, Crys.'

John Huston, amigo e companheiro de trabalho de Crystal. "

Levei a mão à boca, contendo um grito. Meus olhos se encheram de lágrimas. Crystal era minha amiga e colega de trabalho. Quando eu estava sem saber de onde eu vim ou quem eu era, ela me acolheu e me ajudou. Oque havia acontecido com ela?

Subi as escadas correndo e entrei no quarto. Roy tinha adormecido de novo.

– Roy, acorda.-eu disse o sacudindo. Ele abriu os olhos.

– Ai bebê. — ele sorriu, sua expressão mudou assim que ele viu as minhas lágrimas caindo.- O que aconteceu, Caroline?- ele perguntou, pousando sua mão em minha perna. Eu olhei para ele, chorando.

– A Crystal...ela...morreu.-eu disse, soluçando.

– O quê? — ele arregalou os olhos.- Vamos até lá.

POV. Sam

Já fazia um ano desde a morte da Isa. Ela morreu e nós ficamos esperando ela voltar mas isso nunca aconteceu. Dean largou essa vida uns dois meses depois daquilo, foi procurar a Lisa, uma mulher com quem ele passou um final de semana à alguns anos atrás. Eu não o vejo à meses, ele sofreu muito com a morte da Isa, quase matou o Castiel e um dia ele só foi embora. Charlie e eu ainda moramos no bunker mas não é mais a mesma coisa. Nós já perdemos muitas pessoas mas a morte da Isa, foi como se nós três tivéssemos morrido junto.

Castiel desapareceu, ele também ficou muito abalado com a perda. Na última vez que nos vimos, digamos que não foi agradável.

Flashback ON

Faz umas três horas que a Isa morreu. Nós estávamos no bunker bebendo, quando o Castiel aparece. Ele não estava com a sua expressão normal, estava triste e eu juro que parecia que ele chorou por horas.

– Oi, Cas.-disse Charlie, se levantando e indo abraçá -lo.

– Onde você estava? -perguntou Dean.

– Resolvendo uns assuntos.- respondeu Castiel. Eu o olhei, incrédulo.

– "Resolvendo uns assuntos"?- disse Dean, se levantando.- A ISA MORREU E VOCÊ ESTAVA "RESOLVENDO UNS ASSUNTOS"?- ele bateu com os punhos fechados na mesa, abaixou a cabeça e umas lágrimas caíram. A essa altura eu já estava de pé com as mãos em seus ombros.

– Ei, se acalma, cara.- eu sussurrei em seu ouvido. Charlie foi para o seu quarto.

– Me acalmar? SAM, A ISA MORREU.- ele se soltou de mim e foi em direção ao Castiel. Depositando socos no rosto do mesmo.

Flashback OFF

– No que você está pensando?- perguntou Charlie. Eu balancei a cabeça negativamente. Não valia a pena relembrar. — O último ano foi terrível e, para ajudar, nenhum caso. NENHUM!- eu falei. Ela concordou, o seu celular apitou e seu rosto se encheu de esperança.

– Parece que falou cedo demais, Vadia.- ela sorriu. Até que enfim.

– Manda.

"Crystal Crawford foi encontrada morta em seu apartamento, nesta manhã, com as entranhas torradas. A polícia está trabalhando no caso. A família de Crystal diz que ela não tinha inimigos."– ela leu em voz alta. -Eu tenho uma amiga que é legista e pedi para ela me avisar de qualquer caso estranho.- ela acrescentou.

– Anjos?- perguntei, ela assentiu.- Onde é?

– Minneapolis, Minnesota.- ela leu.

– Saímos em quinze minutos.- eu disse e fui rumo ao meu quarto.

POV. Dean

Eu acordei com o barulho da chuva do lado de fora. Me levantei, Lisa não estava mais ali. Eu suspirei. Não havia um dia se quer que eu não pensava na Isa, eu nunca senti por alguém oque eu sentia por ela. Eu ainda lembro dos olhos azuis dela, do gosto de seu beijo, da maneira como ela cantarolava no banho. "Eu também te amo, Deanna". Essa frase ecoou na minha cabeça, fico pensando se eu não fiz nada de errado? Quando eu a vi naquele quarto de hotel, logo depois de ter me curado, dormindo, eu só queria que ela fosse embora. Eu não queria mais nenhum anjo na minha cola. Mas eu já sabia, tentei negar mas eu sabia. Eu a amava, mas como era possível? Eu nem a conhecia. Hoje eu sei que era possível.

Eu não queria abandonar o Sam, ou a Charlie mas eu não podia viver daquele jeito. Eu estou cansado de perder as pessoas. Eu não falo com eles à muito tempo, o Sam me manda umas mensagens as vezes e a Charlie, bom, ela não gosta muito da Lisa. Me levantei e desci as escadas. Ben e Lisa estavam assistindo televisão.

– Bom dia. -eu disse, ainda meio sonolento.

– Bom dia, dorminhoco.- os dois falaram juntos, eu fiz uma careta e me sentei junto com eles.

POV. Caroline

Nós nos arrumamos depressa e o Roy dirigiu até a casa da Crystal. Eu não conseguia parar de chorar. Roy também estava mal. Eu recebi uma ligação da mãe da Crys e avisei que estávamos chegando. Eu avistei o apartamento e estava rodeado de políciais, os pais dela também estavam ali, eu e Roy fomos em direção a eles.

– Carol, oh querida.- a mãe da Crys, Rose, me puxou para um abraço, ambas estávamos chorando. Eu desfiz o braço. Roy estava falando com o Sr. Crawford, que me abraçou.

– O que aconteceu? -perguntou Roy.

– O vizinhos foram reclamar que o cachorro não parava de acuar, quando eles chegaram a porta estava aberta e ela estava...-ele fez uma pausa e algumas lágrimas caíram de nós três. — ela estava morta.- ele disse, por fim.

– FBI. Agentes Dixon e Peletier*. — eu ouvi ao longe, inclinei a cabeça mas não consegui ver.

– Roy, você quer o seu casaco? — eu perguntei, vi que ele estava tremendo, ele assentiu e eu fui até o carro, peguei o casaco dele no banco de trás e senti o seu cheiro doce de maracujá, me acalmava. Peguei o casaco e fui até ele, eles estavam conversando com um casal, um cara alto e forte de cabelos compridos e uma mulher um pouco mais baixa que eu, ruiva. Eu senti um dejá vu mas ignorei. A mulher ruiva notou a minha aproximação e me olhou, ela congelou, ficou totalmente pálida. Ela cutucou o cara alto.

– O que foi?-ele perguntou, se virando para ela. Ele seguiu seu olhar e pousou os olhos em mim, ele também gelou. Era como se tivessem visto um fantasma. Estavam ali parados como idiotas, me aproximei e franzi o cenho, entreguei o casaco do Roy.

– Quem são vocês? -perguntei, desconfiada.

–V- v- v- você não sabe quem eu sou?- o cara alto gaguejou.

– Eu deveria? -eu inclinei a cabeça para o lado.

– Isa...?- foi a vez da garota ruiva.

Notas finais
Esclarecendo: Basicamente na minha fic, o Dean não ficou com a Lisa lá na 5/6 temporada. EU NÃO GOSTO DA LISA mas tive a idéia de inserir ela na fanfic por pouco tempo. * Eu amo TWD e sou Caryl Shipper ♡