Guardian Angel
11 Capítulo 11 - Good Night, Little Angel
POV. Charlie
– Já era para eles terem dito alguma coisa.- eu disse. Isa assentiu.
Isa chutou a porta e nós entramos. Tinha quatro vampiros lá dentro. Três homens e uma mulher. Eles nos olharam surpresos.
– Cuidem delas!- gritou a mulher. Ela estava de pé de frente para o Dean, que se encontrava amarrado no pilar do celeiro junto com Sam. Os três homens vieram em nossa direção.
POV. Isa
Dean e Sam estavam amarrados e desacordados. A vampira estava de frente para o Dean com um olhar malicioso. O barulho da porta fez o Sam acordar assustado, Dean despertou logo em seguida.
Três vampiros vieram em nossa direção. Um cara alto, moreno e forte jogou Charlie contra a parede enquanto o outro desarmava ela, mas não antes dela conseguir cortar a cabeça do mesmo. O cara moreno mostrou seus dentes e foi para cima dela. Um homem que aparentava uns 40 anos, me deu um soco no estômago que fez eu cair no chão. Ele mostrou os dentes para mim e subiu em cima de mim. Eu botei dois dedos em sua testa e sua cabeça literalmente torrou. Vantagens de ser metade anjo. Me levantei a tempo de ver Charlie fincar uma seringa no pescoço do cara moreno, o mesmo caiu no chão. Eu a ajudei a se levantar. A vampira olhou para mim apavorada. Ela veio pra cima de mim e me prenssou contra a parede.
– Ei. Me paga um jantar primeiro.-eu disse, debochando. Ela deu um sorrisinho sínico e sua cabeça rolou no chão, me fazendo ficar toda suja de sangue. Charlie estava de pé com um facão na mão.
– Arrasamos com os crepúsculos. — ela disse. Eu ri. Charlie foi desamarrar o Sam e eu olhei para o Dean amarrado, ele me olhava malicioso.
– Estou gostando da idéia.-Eu disse. Charlie e Sam reviraram os olhos.
– Já terminou de fantasiar? Não está muito confortável aqui.- disse Dean. Eu o desamarrei.
– "Nós somos os melhores, garotas"- Charlie falou, imitando a voz do Dean. O mesmo deu de ombros.
– Eles nos pegaram de surpresa.- disse Sam. Dean concordou.
– Com certeza.- eu disse, irônica. Nós estávamos saindo do celeiro quando eu senti alguma coisa.- Esperem!- Eles congelaram.
– O que foi?- Sam perguntou.
– Tem alguma coisa...-eu disse. Eu tive uma sensação estranha.-Acho que ainda não acabou.
– Você acha que tem mais dentuços? -Charlie perguntou. Eu assenti. Com certeza tinha mais.
...
O caminho de volta foi silencioso. Dean tomou a direção do Impala, oque foi um alívio porque antes ele estava me comendo com os olhos. De vez em quando ele me olhava pelo retrovisor. Sam e Charlie me olhavam de cinco em cinco minutos. Eu sabia oque eles queriam mas não queria tocar no assunto.
Os meses que decorreram depois da minha saída do bunker não foram muito agradáveis de se contar. Minha rotina diária se baseava em caçada, encher a cara e sexo. Teve uma noite que eu estava, num bar de New Jersey, que eu conheci um cara. Ele era um daqueles caras com jeito de universitário, loiro e gostoso(mera coincidência). Ele me pagou uma bebida e depois de umas doses e algumas risadas, nós estávamos no carro dele. Eu acabei descobrindo que ele era um vampiro...
Flashback ON
Era o meu quinto copo e ele já estava olhando para os meus peitos. São todos iguais.
– Quer ir pro meu carro?-ele disse, sorrindo. Eu concordei. Ele me pegou pela mão e me guiou até um Camaro preto. Me sentei no capo e ele ficou entre minhas pernas. Ele deu beijos no meu pescoço, eu tirei sua camisa, ele tirou a minha. Nós entramos semi nus dentro do carro e foi quando ele mostrou os dentes. Passei a mão nos meus pés na esperança de ainda estar com minhas botas e nada. Ele veio pra cima de mim e segurou meus braços. Eu chutei suas partes íntimas fazendo ele se contorcer de dor. Eu alcancei minhas botas e peguei a faca. Finquei ela em sua garganta e puxei para os lados fazendo sua cabeça rolar. Eu sai do carro só de sutiã e calcinha. Quando virei me deparei com uma senhora balançando a cabeça negativamente.
– Essas mulheres de hoje em dia saem peladas pela rua como se fosse normal.- ela disse virando as costas e saindo.
– Me desculpe, senhora.-eu falei.
Flashback OFF
Me peguei rindo só de me lembrar da cena. Sam e Charlie me olharam como se eu fosse maluca. Dean deu um sorriso malicioso.
...
Depois de pegarmos o meu carro, nós fomos para um apartamento que eu aluguei. Eu tinha ganhado num jogo de poker um dia desses, então o lugar era incrível. Dois quartos com banheiro, cozinha e uma sala com TV. Sam e Charlie quiseram dividir o quarto. Imbecis.
Eu estava toda suja. Fui para meu determinado quarto e tirei as roupas e entrei no chuveiro. Deixei a água cair sobre a minha nuca e lavei meu cabelo. Toquei meus lábios ao lembrar do beijo. Eu sorri. Devo ter levado uma meia hora no banho. Me enrrolei na toalha e me olhei no espelho, meu braço ardia. Eu molhei minhas mãos e passei no meu rosto, meus olhos azuis e aquela marca no meu braço eram as únicas coisas que eu via em meio a fumaça. Sai do banheiro e vesti meu pijama (foto nas notas finais). Sai do quarto. Charlie também já havia tomado banho e já estava de pijama.
– Achei que não ia mais sair de lá.- Ela disse, rindo.
– Uau!- Dean disse, me olhando da cabeça aos pés. Eu mostrei a língua para ele. Sam me viu e corou. Eu pisquei para ele. O mais novo dos Winchesters era um amor de pessoa, ele era fofo. Eu adorava deixar ele sem jeito. Como eu estava com saudade desses três.
– Eu...estou...com...FOME.-gritei a última parte. Eles concordaram. Peguei meu celular e disquei o número da pizzaria. Pedimos duas pizzas grandes.
...
Nós já havíamos comido e bebido mais do que o suficiente para uma noite. Eu me levantei e cambaleei (consequência da quantidade de cervejas que eu bebi). Sam me segurou para que eu não caísse. O Sam também estava bêbado mas lidava com isso melhor do que eu.
– Eu acho que precisamos dormir. -ele disse, passando a mão nos seus cabelos.
– Eu concordo com a Rapunzel.-disse Dean. Que lidava melhor que o irmão com a bebida. Eu o olhei desconfiada. Então olhei para Charlie, que havia capotado no sofá. Eu assenti. Sam pegou Charlie no colo e a levou para o quarto. Eu tentei caminhar até o meu quarto mas falhei. Dean me pegou em seus braços e me carregou.
– Não é porque você é um cavalheiro que a gente vai transar.- eu disse o encarando. Ele me deitou na cama e fez uma cara de choro. Eu ri. Ele se deitou ao meu lado, me encarando, também. Eu me virei de costas para ele. Ele chegou mais perto de mim.
– Vai se fuder, Dean.-eu disse, bocejando.
– Era a minha intenção.- ele disse com uma voz de galã de novela (sim, eu olho novelas. Não me julgue). — Boa noite, baby.- ele passou o braço por cima de mim. Eu me virei e me aconcheguei em seu peito. Eu estava praticamente dormindo. Dean sussurrou alguma coisa no meu ouvido mas eu não entendi.
Cause you are the piece of me
I wish I didn't need
Chasing relentlessly
Still fight and I don't know why
If our love is tragedy, why are you my remedy?
If our love's insanity, why are you my clarity?
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