Guardian

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas esta ai mais um caps!!! espero que gostem!!

Quando acordamos na manhã seguinte, Tristan ainda dormia, mesmo com as péssimas condições. Todos se preparavam para partir logo, então ele despertou assim que sentiu a areia ser jogada em seu rosto, quando um dos homens passou por onde ele dormia arrastando suas sandálias. Ele sentiu o peso da noite mal dormida em suas costas.

Já com tudo pronto para partirmos, Arthuro se aproximou de mim e perguntou:

-Pretende levar o magrelo conosco? –ele apontou para Tristan enquanto ele sacudia a areia das vestes-

-Não. –respondi- Vamos deixar que ele nos siga até a aldeia mais próxima apenas. Iana me fez prometer que o ajudaria...

-Vamos deixar uma menina guiar nossos passos agora?

-São só algumas horas. Depois ele se vira sozinho... –me virei e andei até Iana que estava novamente de conversa com Tristan-

Quando me aproximei ambos me olharam nos olhos. Fechei a cara para os dois, e então disse me dirigindo a Iana:

-Já deu a ele a boa notícia?

-Obrigado pela ajuda! –disse Tristan sorrindo sem mostrar os dentes-

-Eu vou deixar bem claro para que não esqueça... –andei ate ele- Se não fosse por ela, voce já estaria morto. Mas pra sua sorte, não estou disposta a deixar que uma garotinha presencie o derramamento de sangue de um homem. Mas isso não significa que somos amigos. Viajará conosco, mas em silencio. Se abrir a boca deixarei que os outros lhe arranquem a língua...

O encarei profundamente nos olhos, enquanto ele parecia não gostar do meu tom de voz, enquanto eu estava impondo respeito, e distancia. Seria bom que ele não tentasse ultrapassar aquela barreira... Depois me virei e fui apanhar minhas coisas, deixando que Iana e ele conversassem:

-Ela é sempre assim? –disse ele franzindo a testa-

-Mal humorada? –respondeu Iana sorridente- O tempo todo, mas vai gostar dela!

Iana segurou a mão do príncipe de Asgard e o conduziu rumo a floresta, assim que os homens partiram. Eu os segui logo depois, sem entender por que Iana simpatizara tão rápido por aquele estranho. Segui ao lado de Arthuro, enquanto conversávamos sobre quais caminhos tomar em nossa viagem.

...

Quando finalmente fizemos uma nova parada, pouco antes de alcançarmos os limites de Asgard. Deparamos-nos com um grupo de soldados do rei, acampados a poucos passos de nossa localização. Um dos nossos se aproximou de nós e nos passou a localização exata dos homens do rei. Arthuro decidiu que o melhor a fazer seria evitar confronto, e fazer a volta.

-Isso vai levar a noite inteira e já estamos quase sem comida. –disse Sebastian-

-Vamos passar por eles, -continuou Zacharias- eles estão em desvantagem, somos em maior numero. Vai ser fácil...

-Não podem atacar os homens do rei... –disse Tristan franzindo a testa-

Iana o olhou esperando que ele ficasse calado, antes que delatasse quem ele realmente era, e atrairia apenas problemas para si mesmo. Ela ficou apreensiva, e apenas o observou de longe enquanto Aldora se aproximou pelas suas costas dizendo:

-E quem foi que disse que voce poderia dar opinião? –ela olhou séria para Tristan, depois voltou os olhos a Arthuro-

Tristan franziu ainda mais a testa, ficando zangado com a grosseria da jovem moça. Ele observou enquanto ela conversava com os outros.

-Temos mais homens, -dizia Leonard tentando convencer Arthuro- não podemos nos dar ao luxo de mudar nosso caminho.

-É melhor seguirmos em frente, e confrontá-los logo. –continuou Zacharias que estava logo ao lado de Tristan-

-O que acha sobre isso Aldora? –perguntou Arthuro, e todos voltaram os olhos a mim-

Olhei para o rosto de Iana que tambem parecia esperar uma resposta minha então disse aos homens:

-Podemos cercá-los e atacar de surpresa. Mas temos um pequeno problema... –apontei para Iana-

-Dois... –Tristan se aproximou novamente do grupo e se meteu na conversa voltando a me tirar do sério- Pois eu não concordo com esse ataque...

-Já não mandei voce ficar quieto? –o encarei-

-São homens do rei. –ele afirmou mais uma vez algo que era obvio-

-Por isso mesmo vamos atacar... –disse Leonard- É exatamente o que eles fariam se nos encontrassem primeiro...

-Somos ladrões, com quem pensa que está viajando? –perguntou Sebastian- Monges?

-Por que estão discutindo com este garoto? –disse Zacharias encarando Tristan- Ele nem deveria estar aqui...–ele olhou Arthuro- Vamos atacar.

-Mas o que faremos com a menina? –disse Leonard-

-Alguém cuidará dela enquanto atacamos... –disse Arthuro- Vamos precisar da sua pontaria Aldora, então virá conosco...

-Tudo bem... –respondi-

Os homens começaram então a se preparar para assumir seus postos para um ataque surpresa que não demoraria muito a acontecer. Tristan virou-se e me seguiu, assim como Iana que veio logo atrás dele ate onde fui apanhar minhas coisas.

-Não pode deixá-los fazer isso. –insistiu Tristan- Aqueles homens estão protegendo a cidade. Muitos nem estão preparados para uma batalha. São jovens... Estão apenas fazendo seu trabalho. Convença-os a voltar...

-Ora, voce acha que isso tem alguma importância? –voltei a olhar pra ele- E não fale comigo neste tom. Não devemos nada ao rei... –desviei dele e dei alguns passos-

-Estes homens estão apenas protegendo os habitantes de Asgard... Servindo ao rei da maneira mais honesta.

-Até parece que o rei se importa tanto assim com seus soldados... –ergui minha voz- Se ele se importasse viveria em Asgard, e não a km/s longe da cidade muito confortavelmente em seu castelo luxuoso... Faça-me o favor, o rei não se importa com o povo, apenas com suas riquezas...

-Está enganada... –ele afirmou com total certeza- O rei é um homem bom... Preocupa-se com seu povo.

-Como sabe? –andei até estar diante dele- Já o viu andar pela cidade? Já falou com ele alguma vez na sua vida, sonhador? Acorde, e veja o que o rei fez com seus soldados... –estendi minha mão na direção dos homens do nosso grupo- Estes homens um dia serviram o rei que voce tanto idolatra. E veja aonde eles vieram parar... Se quer proteger os interesses do rei, vá em frente junte-se aos soldados dele e lute contra nós... –passei por ele batendo com meu ombro no seu braço-

Tristan manteve os olhos fixos na grama entre as arvores sem entender bem o que estava acontecendo. Ele conhecia bem o homem que governava aquela cidade, e sabia que o mesmo fazia o seu melhor para manter o povo feliz. Seu pai não era aquele homem cruel que Aldora julgara conhecer. Mas não seria fácil convencê-la do contrario, e Tristan sabia que não seria uma boa idéia tentar lhe dizer o que ele realmente sabia sobre o rei de Asgard.