Notas iniciais
Heeey!! Novo capítulo pela visão dos queridos vilões. Enjoy

- Rapunzel, jogue seus cabelos!

Já era a décima vez que Gothel gritava para a filha. E a ideia de que ela dormira demais se dissipou completamente de sua mente.

A escuridão que ela mesma ajudara a produzir agora tampava toda a área. Se não fosse por esses fatos, ela estaria orgulhos e feliz agora. Mas não é bem o caso!

Num desespero aparente, Gothel corre até a escondida entrada bloqueada por pedras na parte de trás da torre e arranca as pedras como um bicho selvagem.

Sobe as escadas tão apressada que tropeça em seu vestido de tempos em tempos. Não é possível que aquela inútil a tenha lhe desobedecido! Gothel sabia que sim! Ninguém em sã consciência a sequestraria...

E se tivesse sequestrado... Será morto de forma dolorosa.

Chegando na parte de cima da torre, os temores de Gothel se tornaram concretos. Rapunzel não estava lá.

Com a raiva formigando os ouvidos, Gothel se dirige à cozinha e solta um tijolo de cor diferente dos outros. Gothel pega a pesada caixa de madeira e a leva para cima da mesa. Ao abri-la, tira o amuleto negro em forma de lua e grita com toda a força.

Como de se esperado, as sombras se formam à sua frente. Formando uma imagem bem familiar.

Breu massageou os ouvidos, numa expressão de dor sarcástica.

- Ai... — ele diz, sem abandonar o sarcasmo — me chame com mais calma. Não estamos na sua...

Gothel grita de frustração, agarrando os cabelos. Breu recua um passo.

- Ela fugiu!

- Quem fugiu? — Breu pergunta com extrema vontade de rir.

- Rapunzel.

A expressão dele agora se torna séria. Gothel ainda tinha vontade de socar ou arranhar alguma coisa sólida.

- A Guardiã? — Breu pergunta, quase engasgando.

- ISSO MESMO!

- Como pôde deixar isso acontecer?

- Eu fui falar com você pela trigésima vez! Viajar no tempo demora um certo... tempo!

- Um momento — diz Breu como se estivesse se lembrando de algo — sua filha é loira com cabelos imensos?

- É!

Ele arregala os olhos. Gothel estuda sua expressão assustada e arrependida. Que besteira ele fez agora?

- O que você fez? — ela pergunta quase que ameaçando-o.

- Sabe aquele pequeno ataque na casa do Norte...

- O que tem ele? — pergunta a feiticeira já rosnando e praticamente soltando fogo pelas orelhas (sério).

- Eu acho... Que vi ela lá.

Gothel fica um bom tempo quieta, tentando manter o controle. Breu sabia muito bem que precisaria de um escudo para quando ela começasse a falar... Ou matar.

- E ela morreu? — pergunta ela, de olhos fechados do nervosismo.

- Eu... não... sei.

Ela grita tão alto e com tanto ódio que todas as taças de vidro da cozinha se quebram ao mesmo tempo.

Ao terminar o ataque, Gothel vira de costas e procura pelo caldeirão de ferro, derrubando toda a mobília que a atrapalhar.

Quando ela o encontra o coloca na pia e o deixa encher, enquanto procura o resto das coisas.

- O que você está fazendo? — pergunta Breu, curioso.

- Me certificando se você não acabou com minha imortalidade.

Ela vai até a dispensa e pega as ervas que havia colhido mais cedo. Maioria delas era suficiente para o que ela faria. Ela fecha a torneira e as joga no caldeirão.

- Apague as luzes, Breu.

Breu estala os dedos e as lamparinas se apagam. Na ponta do indicador de Gothel uma chama acende. A feiticeira acende as velas em volta do caldeirão. Ela pega uma grande colher de pau e começa a girar na mistura de água e ervas em sentido horário.

- Cortinam vices, rota hypnosis. Vitam trahentem. Properante morte. Magia, quæ portat. — ela diz de olhos fechados.

Breu prende a respiração. Estava acostumado a ver magia, sim, mas não realizada de forma tão precisa. Não estava acostumado a ver magia ser invocada, ao invés de simplesmente feita.

Gothel abre os olhos.

- Mostre-me Rapunzel — ela diz.

Breu se aproxima e olha para dentro do caldeirão. A água dentro dele começou a tremeluzir, formando imagens.

Aos poucos as imagens se tornam nítidas. Via uma floresta. O primeiro dos quatro Guardiões que ele reconheceu foi Jack Frost. Sentando a uma pedra, pensativo.

A filha de Gothel estava lá. Conversava com outra Guardiã. Uma ruiva. Mais para trás, um garoto magro e fraco brincava com seu dragão. Dragão. Aquilo sim era algo difícil de se lutar.

- Não dá para ouvir o que falam? — pergunta Breu.

- Eu precisaria de uma erva que, infelizmente, não possuo agora. Mas isto já está de bom tamanho. Os quatro estão vivos. Inclusive minha adorável fonte de juventude.

- E a adaga?

Gothel sorri. Depois volta o olhar para dentro do caldeirão.

- Mostre-nos a adaga.

Por alguns momentos, a caixa ornamentada é vista. Num lugar escuro e sombrio. Mas poucos momentos depois há uma explosão e a água do caldeirão jorra para todos os lados.

- Já deveria imaginar — diz Gothel — a adaga é demasiado poderosa para ser localizada em um simples feitiço de adivinhação.

- Mas nós conseguimos ver algo.

- Sim. A adaga está em uma região sombria e escura. Não será difícil localiza-la com nossos poderes crescendo. Enquanto isso, há algo que precisamos fazer com urgência.

- E o que é, minha rainha? — Gothel sorri com o apelido. Breu adorava deixa-la em posição de poder. Conhecia ela o suficiente para isso.

- Os Guardiões. Quero que imagine a melhor das formas de se livrar deles.

Breu exibe um largo sorriso divertido.

- Tenho uma ideias.

Notas finais
So..