Grey Potter
4 A vida com Lupin
Notas iniciais
Pov. Grey
A vida com Remo era tranquila. Nós dividíamos as tarefas da casa para que ninguém ficasse sobrecarregado, ele havia pegado as mais difíceis, longas e cansativas. Eu era criança gostava de me divertir e ele sabia disso, entendia essa necessidade.
Faz poucas semanas que eu estou nessa casa e já estou arrumando as malas novamente, amanhã o ano letivo de Durmstrang. A única coisa que sei de lá é que o idioma principal é búlgaro. Para ficar registrado: sei falar, o segredo é pensar no idioma e não traduzir todas as frases, mas o meu sotaque é muito forte. Vou dar sorte se alguém entender o que eu falo.
Dessa vez, não estou levando seis malas, estou levando um malão e um bolsa, estilo academia, um pouco menor. Dentro disso tem minhas roupas, os livros do meu irmão, livros que eu vou ler esse ano, livros para consulta, maquiagem contrabandeada e outras coisas menos importantes.
— Como que eu vou parar naquela escola mesmo? – perguntei pela trigésima vez no jantar.
— Nós vamos em uma caverna numa montanha perto daqui, lá vai ter uma estação de trem e, esse trem vai, te levar a Durmstrang. – respondeu Lupin pacientemente.
— Vou precisar de uma passagem, não vou?
— Não. O trem só irá aceitar que estiver com o uniforme.
— Dependendo do horário e da temperatura de amanhã, vou dar graças a Merlim por estar de uniforme. – falei fazendo meu padrinho rir.
— Queria eu ter um casaco de pele enorme desses para o inverno. – disse ele e eu ri também.
Era, literalmente, divertido morar em uma casa com um maroto. Ou, melhor, dois. EU e ele somos marotos. Remo é do tipo quieto que sabe aprontar e eu sou do tipo que, mesmo sem procurar, as encrencas vem até mim, igual meu pai.
Terminamos de comer e eu subi as escadas para o meu quarto. Ficaria na sala por mais tempo se Lupin não tivesse me mandado ir dormir para ficar disposta amanhã. Tomei meu segundo banho do dia, o primeiro foi de manhã, para tirar a base do meu corpo. Vesti meu pijama, conferi se tinha colocado todo o uniforme de Durmstrang na escrivaninha e deitei.
Demorei para dormir, não durmo rápido desde que descobri que sou uma Potter, fico pensando no Harry, pensando se ele esta bem. Sei que está, já decorei todo o livro de Pedra Filosofal por conta da minha inquietação.
Acordei num pulo, no dia seguinte, e corri para o espelho verificar se havia alguma outra tatuagem no meu corpo. Graças a Merlin, não tinha. Estava ficando neurótica, já tive sonhos em eu acordava, tomava banho e tinha que cobrir quase todo o meu corpo com maquiagem, era terrível.
Voei para dentro do banheiro e sai, também, voando de lá. Coloquei meu uniforme, não achei que o casaco fosse tão pesado. A cada passo eu tinha a impressão de que ia cair a cada passo. Como o casaco era de manga comprida em não teria que cobrir minha tatuagem.
— Bom dia! – cantarolei (gritei) adentrando a cozinha correndo, Remo quase saiu do corpo.
— Que susto, garota. – falou rindo, eu já ria a séculos, não sabia que ele iria se assuntar tanto.
— Desculpa. – disse assim que parei de rir com a mão na barriga. – Quando o café fica pronto?
— Daqui a cinco minutos. – respondeu meu padrinho. – Não precisa correr tanto ainda temos mais de quarenta minutos.
— Sério!?- minha surpresa era grande- Então vou assistir TV.
— De jeito nenhum, você vai é me ajudar aqui!
Fui vencida.
—Ok, ok, eu me rendo. – falei levantando as mãos.
Quando terminamos de comer e saímos de casa, eu já estava morta de frio.
— Tem um feitiço que repele o frio, não? – perguntei.
— Existe um, sim. – respondeu Lupin.
— Lança nesse casaco, pelo amor de Merlin. – disse desesperada e ele fez o que pedi.
Caminhamos por muito tempo, subimos morros e depois de anos, chegamos na bendita caverna. O trem já estava parado e os alunos já entravam. A locomotiva era inteira preta, não custava colocar uma cor não?
Nesse momento fez-se a luz em minha mente. Se esse trem ficasse parado em Durmstrang, eu poderia armar uma traquinagem das grandes. Só precisava de um feitiço de tinta. Eu iria levar a maior bronca, mas não estava nem aí.
Fiz uma nota mental para não me esquecer disso, me despedi do Remo e entrei no trem. Logo que o fiz, vi a bagunça que os adolescentes faziam. Esse seria um longo ano.
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