Green & Yellow
24 Luxúria
Tarde da noite, Laxus caminhava pelas ruas frias e escuras, aproximando-se da casa do garoto.
Laxus parou em frente a uma casa. Tinha tomado uma decisão, e não podia voltar atrás. Não antes de ter mais uma dúvida esclarecida. Bateu na porta. Freed, que já estava dormindo, acordou. Levantou-se de pijama, esfregando um olho. Caminhou até a sala e abriu a porta.
O loiro agarrou a cintura de Freed, o empurrando para dentro da casa, já tomando sua boca. Bateu a porta e tentou achar um lugar apropriado. Freed o empurrou, pois não havia reconhecido quem era – tal voracidade e rapidez do beijo –, mas quando o viu, sorriu. Era quem imaginava ser.
Aquele sorriso foi o sinal verde para Laxus. Viu uma porta aberta e imaginou ser o quarto do garoto. O agarrou novamente, sedento pelo gosto doce de sua boca. O levou para a tal porta, e quando entrou, apalpou a parede em busca do interruptor. A luz acendeu, e ele se separou dos lábios do outro para poder rir. Freed, sem entender, olhou para trás e riu também. Estavam no banheiro. Freed virou o rosto com uma cara sedutora.
— Meu quarto é na porta da frente.
Laxus o puxou pela cintura, apagando a luz ao mesmo tempo. Agora Freed quem o leava até seu quarto. Ao chegaram, Laxus girou o corpo de Freed para conduzi-lo até a cama. Será? Riu. Jogou Freed na cama, e se ajoelhou com a cintura do garoto entre as pernas. Colocou as mãos ao lado de sua cabeça, e desceu lentamente, até ficar cara a cara com Freed.
Ofegantes, os dois ficaram se olhando. A dúvida surgiu: deveriam mesmo fazer aquilo? Era certo? O beijo apressado de Laxus respondeu: não importa. Freed estava com os braços na atirados para cima da cama. Suas pernas caíam na borda, enquanto a cintura de Laxus estava colada a sua barriga. Sentiu alguma coisa. Corou mais do que nunca. Laxus riu, e perguntou:
— Você é... Virgem?
Freed virou a cabeça, corando mais. Laxus riu novamente. Se aproximou da orelha direita do garoto e a mordeu. Sussurrou: não se preocupe, não tenha medo. Desceu sua boca até o pescoço do garoto, mordendo-o e chupando-o como um vampiro. Mas vampiro algum poderia chegar aos pés de Laxus.
Freed suspirava cada vez mais. Sentiu as mãos grandes de Laxus puxarem sua camisa para cima. Freed levantou os braços, ajudando-o. Agarrando a cintura do garoto, Laxus apertava-o mais para se aguentar. Mordia os lábios de Freed a ponto de machucá-los um pouco. Precisava descarregar aquilo o mais rápido possível. Mas precisava ter calma.
Laxus deu um beijo em Freed e voltou a ficar ereto, de joelhos sobre a sua cintura. Tirou o casaco de seus ombros, e o jogou para uma cadeira ao lado da cama. Freed tentou se sentar na cama, mas Laxus o impediu, o empurrando para a cama sem a menor delicadeza – e Freed gostou. Tirou a camisa e também a jogou na cadeira. Freed contemplou aquela tatuagem que ele tinha no tronco. Apesar de todos os anos juntos, foram poucas as vezes que ele a viu.
Laxus caiu sobre o corpo de Freed, passeando com suas mãos sobre o corpo do garoto. Em movimentos sutis, Laxus mexia o corpo para cima e para baixo, provocando atrito entre o corpo dele e o corpo do garoto. Freed sentia cada músculo do corpo do loiro se mover sobre o seu. Sentia cada vez mais uma pressão em sua barriga.
Laxus apoiou sua testa na do garoto, e usou as mãos para agarrar sua cintura. Puxou a calça de tecido leve do garoto, que corava a cada centímetro que a calça se movia para baixo. Laxus gostava daquilo, e quis torturá-lo, puxando sua calça o mais devagar possível. Tirando a calça e as meias do garoto, ele ficara apenas de cueca. Freed sentia-se exposto.
Não importava, nada podia parar Laxus agora. Freed, numa tentativa desesperada de não ficar tão exposto, tentou tirar as calças de Laxus. Mas ele o impediu bruscamente, agarrando suas mãos. Mas não as tirou de onde estavam. Só então Freed percebeu realmente onde elas estavam. Corou. Laxus sorriu maliciosamente. Prensou as mãos do garoto contra sua calça, e lentamente as soltou.
O desejo finalmente havia se apoderado de Freed. Estava se entregando. Desistiu de resistir. Apesar de Laxus ter soltado suas mãos, Freed ainda as mantinha sobre a calça de Laxus. E aos poucos, tomou coragem de agarrar o que estava apenas tocando por cima da calça. Freed, que estava com o rosto virado, olhou para Laxus, ainda corado, mas a vergonha não o impedia. Abriu o zíper da calça do loiro. Laxus tirou sua calça, junto com seus sapatos e meia.
Os dois estavam de cueca apenas. E nesse momento, ela já era um incômodo para Laxus. Mas devia ter paciência, esperar. Era o que repetia mentalmente para si mesmo. E Freed mantinha uma de suas mãos sobre a cueca de Laxus, que fazia o mesmo com o garoto. Freed gemia por este simples fato, já que não estava acostumado. Então Laxus começou a movimentar sua mão lentamente – se fizesse mais rápido, aquilo chegaria ao ápice – e Freed controlava seus gemidos. Mas seus suspiros pesados lhe entregavam, assim como seus olhos fechados.
Laxus agora movimentava a língua pelo peito do garoto, aumentando seus suspiros. Mas nesse ponto ouviu um gemido mais alto. Parou. Freed abriu os olhos e o olhou. O loiro o olhou um pouco desanimado.
— Já?
— Não.
Suspirando, Laxus retomou os movimentos com a mão. Lentamente desceu seu corpo sobre o corpo do garoto. Sua cabeça estava sobre o calor do volume – nem tão grande assim pensando em comparação ao seu – da cueca de Freed. Apesar de saber tanto quanto Freed, ele tinha controle. Mordeu a borda da cueca box branca e a puxou com a boca mesmo. Freed se excitou mais com a cena. Laxus não desgrudou os olhos dos orbes azuis enquanto fazia aquilo.
Jogando a cueca pela cama, Laxus deitou-se novamente sobre Freed. Estranhamente se sentia excitado com o volume que sentia em sua barriga. Ainda de cueca, Laxus começou a fazer movimentos lentos de vaivém sobre a barriga de Freed. As mãos ao lado da cabeça de Freed o apoiavam. Encarando um ao outro, Laxus riu. A expressão prazerosa de Freed o satisfazia. Sentir Laxus sobre seu corpo não era assim tão fácil.
Freed sabia que estava sendo tímido demais, então deixou uma onda de coragem lhe tomar. Agarrou os braços de Laxus – que o apoiavam – e puxou, fazendo-o cair sobre seu peito. O virou e ficou por cima. Agora eu estou no controle. Desceu beijos que pareciam queimar o corpo do loiro. Da mesma forma que ele, mordeu sua cueca box preta e a puxou. Sentiu o volume do loiro com seu rosto, sem querer, enquanto puxava. E ficou realmente encabulado ao ver o quão evoluído Laxus era perto dele.
Freed já havia lido livros que falavam sobre práticas antigas de sexo homossexual – quando este era aceito – e sabia algumas coisas sobre o que fazer. Tomou coragem. Olhou para Laxus de uma forma que nunca o olhou. Era pura luxúria, puro desejo. Laxus sorriu. Freed estava tomado por aquele sentimento. Enchendo sua mão, agarrou o membro de Laxus, fazendo alguns movimentos. Laxus gemeu baixinho, satisfeito. Aproveitava para descansar.
Freed não se contentou com a masturbação, e decidiu encher sua boca. Laxus que descansava e aproveitava de olhos fechados, agora os abrira bruscamente. Olhou para Freed assustado. Não sabia que ele era capaz disso tão rapidamente. Sorriu e gemeu alto, para provocá-lo. Freed apenas o olhou. Os dois voltaram a fechar os olhos. Freed fazia movimentos suaves, tanto com a mão quanto com a língua. Apesar de sentir um gosto desagradável, ele gostava.
Cada vez mais rápido, Freed tomava mais controle sobre o corpo de Laxus. O loiro abriu os olhos já olhando para o garoto. E surpreendeu-se ao ver que ele o olhava. E com um olhar de quem estava no controle. Mas que desaforo! Não vou te deixar ter toda essa moral! Pensou Laxus. Agarrando o cabelo de Freed, o loiro o puxou para cima. Freed se assustou um pouco com o ato brusco, mas logo percebeu que a intenção não era machucá-lo. Agora Laxus quem controlava os movimentos da cabeça de Freed.
Acelerando cada vez mais, Laxus sentia toda uma tensão preencher seu corpo. Sabia que ia chegar a hora, e no último segundo puxou Freed pelos cabelos novamente, dessa vez mais rápido e forte. O fez chegar perto de seu rosto. Se beijaram e Laxus fez questão de sentir seu próprio gosto pela boca de Freed. Se excitou mais.
Viraram-se de novo. Mas dessa vez Laxus fez Freed ficar de costas para ele. Com sua mão grande prensou a cabeça de Freed contra o colchão, e sussurrou em seu ouvido: pronto? A resposta veio com um aceno reprimido de sua cabeça. Laxus o soltou e Freed pôde respirar aliviado ele não vai me matar. Laxus fazia questão de provocar medo no garoto para que as sensações se misturassem, e se tornassem uma melhor.
Laxus conduziu o corpo de Freed até ele ficar de quatro, apoiando suas mãos no ferro da cama. Segurando forte, Freed temia. Ficou envergonhado de perguntar, mas teve:
— Dói?
Laxus riu. Laxus sabia responder apenas pela experiência com mulheres, mas não achava que seria diferente com ele.
— Sim.
Freed pensou rapidamente em desistir.
— Não se preocupe, vai passar logo. E eu vou ter cuidado.
Freed suspirou aliviado. Mas Laxus não lhe deu tempo. Como se sacasse uma arma, agarrou seu membro e prensou contra Freed. Ele gemeu. Prensou mais até conseguir entrar. Freed sabia que aquilo não se compararia com a dor a seguir. Laxus se manteve parado por um tempo. Depois penetrou mais o corpo de Freed. Dessa vez de forma brusca, que o fez Freed gemer alto. Queria gritar.
Depois que Freed havia se acostumado, Laxus penetrou tudo o que tinha em Freed, que gemeu tanto de dor quando prazer. Laxus começou movimentos leves e foi aumentando devagar. Cada vez mais forte. Ouvia os gemidos altos de Freed como uma canção. Quando viu que a dor dele não era tanta, ele se afastou até ter uma pequena parte de seu membro penetrada. Sorriu. Com toda a força foi até o fundo do corpo de Freed, descarregando uma fraca corrente elétrica das suas mãos que estavam sobre os ombros do garoto. Ele gritou, virando um uivo que fez Laxus jogar a cabeça para trás ao ouvir.
Laxus quase chegara ao ápice, então decidiu mudar. Pegou o corpo do garoto e o levou até uma estante baixa. Aos beijos, Laxus o posicionou com uma perna levantada, apoiada na estante, enquanto a outra permanecia no chão. Como Laxus era mais alto que Freed, não teria muitas dificuldades. De pé, agarrando a cintura de Freed, ele se movia com toda a força. Freed não estava completamente acostumado, e ainda sentia dor em estocadas fortes. Gritava de dor e prazer, e Laxus se aproveitava daquilo.
Freed já estava quase sem voz, Laxus tirou seu membro de Freed, e o pegou em seus braços. Pensou no que fazer. O jogou na cama novamente e se ajoelhou. Pegou a perna esquerda de Freed e a colocou em seu ombro. Começou os movimentos, já rápidos, e aproveitou a mão que não segurava a perna de Freed, para masturbá-lo violentamente.
Freed sentia dor no corpo, de tanto tempo que estava ali. Mas era a melhor coisa que já havia feito. Laxus quase gritava, e sentia cada vez mais o prazer lhe preencher. E por fim, transbordou no corpo de Freed. Sentindo aquilo, Freed também não resistiu. Sujou a si mesmo. Mas aquilo não lhe incomodava. Porém Laxus não estava satisfeito.
Deixando Freed se deitar na cama, Laxus lambeu cada gota que Freed derramou sobre seu próprio corpo. Depois o beijou, para que ele provasse do mesmo gosto. Freed ainda não havia se acostumado com aquele tipo de coisa, mas achava bom de qualquer forma. Laxus esperava se recuperar enquanto atacava o corpo de Freed com seus beijos. Teve uma idéia ao se aproximar da cintura do garoto.
Laxus pensou enquanto aproveitava do corpo do garoto. Decidiu engolir seu orgulho. Desceu pelo corpo do garoto, e fez o mesmo que ele. Agarrando o membro dele, moveu sua cabeça lentamente, olhando para Freed. Freed também se surpreendeu. Gemeu mais alto quando sentiu a boca de Laxus lhe tocar. Laxus nunca havia pensado que poderia fazer algo do tipo, mas estava adorando.
Agora a energia de Freed havia sido recuperada, e seu membro mostrava isso. Laxus ficou mais excitado ao senti-lo crescer com sua própria boca. Não demorou muito para que Freed lhe fizesse engolir o que derramou novamente. Laxus tomou a boca de Freed novamente. Agora Freed aproveitara mais o gosto do que antes.
Sem perder o ritmo, Laxus agarrou a cabeça de Freed, que ainda estava deitado, sentiu Laxus socar seu membro dentro de sua garganta. Parecia se engasgar, mas Laxus não se importava. De joelhos ele movia a cabeça de Freed com toda a força. Laxus jogava a cabeça para trás. Logo chegou ao ápice, e fez Freed não ter alternativa a não ser engolir. O beijou novamente, compartilhando de seu prazer.
Agora satisfeito, se jogou para o lado. Os dois estavam deitados, nus na cama bagunçada. Freed sorriu, olhando para o teto. Laxus o olhou, e sorriu também. Olhou para o teto e viu que sua dúvida havia sido esclarecida:
Com homens é bem melhor do que com mulheres.
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