Notas iniciais
Foi a dezenove anos atrás. Os dois irmãos chegaram aqui e tudo virou de cabeça para baixo, ele e os seus diários com monstros sinistros e criaturas arrepiantes. A pior delas sendo: Aquele cara de triângulo. Onde ele poderia estar? Ass: Soos

Bem, como posso começar isso?

Porque desde que cheguei aqui, minha vida virou do avesso.

Meu nome é Lisa Pines, estou no momento olhando para um monte de árvores pela janela do melhor carro vermelho que meu pai Dipper pode comprar, não entendi o que poderia ser de tão importante para nos tirar de nossa casa na Califórnia para essa cidadezinha chamada Gravity Falls, minha tia Mabel estava olhando um mapa sobre os novos pontos turísticos da cidade enquanto Nicholas, meu primo e filho da minha tia usava seus fones de ouvidos olhando para o outro lado.

O carro parou em frente a uma grande casa, o letreiro dizia "Cabana do Mistério", segundo o meu pai foi construída pelo seu Tio Avô Stanley a muito tempo atrás e deixada nas mãos competentes de seu ajudante Soos, esse cara alto e gordo de cabelos grisalhos usando terno e gravata sobre uma camisa verde, em sua cabeça um chapéu vermelho com um estranho símbolo Dourado.

— Dipper, Mabel, galera! — Cumprimentou Soos fazendo uma pose estranha — Por que não vieram antes?

— A vida adulta é tão corrida; trabalhos, casa, relacionamentos, filhos — Disse tia Mabel sorrindo enquanto balançava o cabelo de Nicholas que saiu de perto dela — E cadê a Wendy? Ela não trabalha mais aqui?

Percebi que o rosto de meu pai ficou levemente vermelho ao mencionar deste nome.

— Claro, mas está tirando uns dias de folga no momento... — Ele olhou para Nicholas e então para mim, se abaixando e sorrindo — E essas crianças? Quem é essa garotinha adorável?

— Essa é Lisa, minha filha — Disse ele com a mão em meu ombro — E o loiro do fone é Nicholas, filho da Mabel.

— Ele só está de mal humor por viagem — tia Mabel comentou, olhando em sua direção e o chamando — Venha Nicholas, não vai querer ficar sem quarto, não é? — Ah sim, preparei os quartos de vocês — Soos comentou já subindo as escadas, paramos em uma porta no corredor, o quarto tinha duas camas de casal em um tapete azul cobrindo todo o chão. — Esse foi o que vocês queria antes, né crianças? — Perguntou Soos olhando do meu pai para Mabel.

— Nossa, você ainda lembra Soos? — Meu pai riu enquanto minha tia fechou a porta rapidamente. — Eu ganhei a chave lembra, Mabel?

— Eu lembro do tivô dizendo isso para mim, mas tudo bem. — Tia Mabel comentou enquanto mantinha a mão na porta — Vamos redecorar, azul não é minha cor favorita.

Soos continuou andando e nós o seguimos até o sótão, nele havia duas camas em paredes opostas com seus criados-mudos e uma janela em formato de triângulo.

— Lisa, você vai dividir o quarto com Nicholas — Anunciou tia Mabel.

— O QUÊ? — Exclamou eu e Nicholas ao mesmo tempo.

— Sem reclamações crianças, esse é o melhor quarto da casa.

Eu duvido.

Coloquei minha malas no chão, irritada. Nicholas era o garoto mais excêntrico da face da terra. Seu olhos eram castanho BEM claro e ele gostava de de pintar seu cabelo de loiro, deixando a parte de baixo no seu natural preto, ele parecia sempre está com os fones de ouvido ouvindo sei lá o que, mas barulhento demais para deixa-lo acordado se fosse ver pelo tamanho de suas olheiras.

Ele se jogou na cama ao lado e abriu um pacote de Doritos, começando a comer distraidamente.

Comecei a arrumar minhas coisas, conseguindo terminar a primeira das... três? Essa mala vermelha não é minha, abri o zíper e vi muitos papéis guardados em pastas de cartolina, com certeza eram casos de meu pai, estava quase fechando quando um nome escrito a mão chamou minha atenção: Stan.

Minha curiosidade ganhou quando puxei a pasta para fora e comecei a ler as cartas, todas elas assinadas por Stan e Ford.

Por que essas cartas estavam na maletas de casos do meu pai?

— O que é isso, Lisa? — Veio a voz de Nicholas da cama, ele havia tirado apenas um fone e não parecia que ia levantar — Essa não é a mala do tio Dipper?

— Sim, sim, é dele — Disse eu colocando a pasta dentro do casaco e fechando a mala de costas para Nicholas, tampando sua visão com o corpo — Carreguei ela até aqui sem querer, já volto.

Ele acenou colocando os fones de ouvido de volta. Se ele visse que eu estava vendo os arquivos, com certeza me dedudaria para meu pai.

Descendo as escadas passei pelo quarto deles e estava vazio, melhor ainda, coloquei a mala junto as outras e fechei a porta lentamente para acelerar nas escadas e encontrar Soos na loja.

— Soos, você viu o meu pai? — Perguntei rapidamente.

— Saiu com a Mabel para as compras, disse para você não sair de perto da cabana e para o Nicholas ficar de olho em você. — Disse ele olhando para as escadas — A propósito: Cadê ele?

— Arrumando as malas — Ele deu de ombros quando comecei a olhar as blusas estampadas, pontos de interrogação e triângulos de um olho.

Saí da loja assim que seus olhos foram para um cliente do outro lado da sala e entrei na floresta, indo o mais longe possível da Cabana para que Nicholas e Soos não me encontrassem.

Parei ao encontrar uma estranha estátua num formato de triângulo em pedra (Sério? Qual é a dessa cidade com triângulos?), a grama ameaçava esconde-lo, porém uma cartola e um braço fino estendido se destacavam, de mais perto era possível ver apenas um olho no centro.

Estranho. Porém quando estiquei a mão para toca-lo tive uma sensação que não devia faze-lo. Dei um passo para trás, intrigada, mas então lembrei da pasta no casaco e a peguei, sentando em uma árvore próxima e lendo a primeira carta:

Mabel e Dipper,

Olá, minhas crianças, aqui são os seus tivôs Stan e Ford. Como sabem, partimos para o Oceano Ártico para combater as criaturas estranhas que estavam vindo do portal da outra dimensão e descobrimos Yetis (Você adoraria ver Dipper).

Esperamos que vocês sejam muito felizes nessa nova fase da vida de vocês; Dipper, parabéns pelo bebê, mande uma foto da próxima vez e Mabel, espero que não fique chateada se não chegarmos a tempo no seu casamento.

Até a próxima carta

Assinado:

Stan e Ford.

Crianças, gostaria que soubessem que Bill pode não está totalmente derrotado.

Sim, não quero assustar vocês com esse assunto, mas Bill é uma força muito poderosa, como a um demônio — por assim dizer, creio que ele ainda está na mente de Stan apenas esperando um bom momento para sair.

Ass. Ford

Então Ford também era meu tio avô? Por que meu pai nunca comentou sobre ele? E quem era Bill?

Por um minuto achei que a estátua de triângulo estava me observando, mas quando olhei de novo parecia normal.

O que estava acontecendo?

Guardei as cartas no bolso e continuei caminhando pela floresta, me arrependendo de não ter passado repelente enquanto espantava os mosquitos irritantes. Numa das árvores, porém, me deparo com letras pretas gravadas em seus troncos.

Sejam todos bem vindos ao Estranhageddon, diziam elas.

Por uma fração de segundo, as árvores pareciam ter pés, pisquei os olhos rapidamente. Não havia mais nada nelas.

O que era aquele lugar?

Uma cidade sinistra ou eu realmente estava ficando paranóica por ler livros demais?

Voltei para a Cabana e pulei em Nicholas, que tirou os fones e me encarou.

— Você já ouviu falar de um Ford? — Perguntei a ele.

— Acho que não... Por quê?

— Eu não sei, é só uma suspeita, mas... — A porta da cozinha bateu e o carro vermelho estava de volta, puxei a mão de Nicholas e descemos as escadas, parando de frente ao meu pai tirando as compras das sacolas enquanto tia Mabel as guardava nos armários.

— Pai, o que é isso? — Pergunto apoiando a carta que li na floresta no balcão — Quem é Ford?

— Filha, é só uma carta de parentes distantes — Meu pai diz, ainda guardando as coisas.

— Sim, mas quem é Bill? — Me apoiei no balcão, tentando ver seus rostos — E o que é esse Estranhageddon?

O ar ficou mais frio depois que eu citei esse nome.

— Dipper, com trinta e dois anos você ainda não sabe explicar nada! — Disse tia Mabel colocando uma mão sobre seu ombro e pegando a carta com a outra, a guardando ela no bolso — Querida, Estranhageddon é um apelido para um evento que ocorre todos os invernos aqui em Gravity Falls e Bill é o nome de um prefeito falecido, diziam que ele era o demônio em pessoa. — Tia Mabel olhou para meu pai e piscou divertida — Aliás, como você colocou as mãos nessa carta Lisa?

— Ela... estava no chão do corredor, pisamos nela quando descíamos para a loja, não é Nicholas?

— Claro, pensamos que era dinheiro — Disse ele soando totalmente inocente enquanto colocava as mãos no bolso.

— Ok, ok, dessa vez vamos deixar passar, podem subir — Disse ela olhando para o relógio — Já é bem tarde.

Assentimos e lhes demos boa noite, segui Nicholas pelas escadas enquanto pensava no que a tia Mabel disse mesmo tendo a leve sensação de que eles estavam nos escondendo algo.

Fomos para o quarto e Nicholas já estava dormindo as si que bateu na cama, o que foi um alívio. Pelo menos, eu teria alguns minutos sozinha, repassei mentalmente o que havia acontecido naquele dia e, definitivamente, Gravity Falls era uma cidade diferente de qualquer outra cidade existente no mundo. Com certeza, havia acontecido coisas estranhas lá e eu faria de tudo para descobrir o que elas eram.

Acabei adormecendo com essa idéia e com Nicholas murmurando alguma música em outras línguas.

O sdiagicniof ãno sfiniciga anda!

Notas finais
Olá! Bem, espero que tenham gostado desse primeiro capitulo! Aceitamos reviews, recomendações, favoritos e o resto! Bill: NÃO ACEITAMOS LEITORES FANTASMAS! *Bill, para, tá estragando!* Espero que tenham gostado. Até!