Notas iniciais
Tebaldi: Bem, esse capítulo já estava pronto antes do cinco, mas eu só fiz a revisão hoje kkkkkkk Espero que gostem, pois dei muita atenção nele! Ah, eu e Italo digitamos a nomeclatura original dos continentes, então é "Silverland" ao invés de "Terra de Prata".

Jin.

De longe o lutador ruivo podia ouvir passos se aproximando das Ruínas.

Devem ser apenas mais deles..., pensou Jin.

– Hyaaaah! – o vento gélido da tarde em Silverland beijava o rosto dele como uma dama. Ele acabara de socar um esqueleto de Prata.

Esqueleto de Prata foi o nome dado aos “zumbis” dos Cavaleiros de Prata. Anos antes, Victor, líder dos cavaleiros de Prata, sucumbiu às trevas e traiu seu próprio exército. Agora os cavaleiros de Prata eram apenas esqueletos.

Após derrubar o morto, Jin nem sequer percebeu que tinham pessoas no local. Ele iria continuar a derrubá-los, um por um, mas a voz um tanto grossa de uma mulher lhe roubou a atenção:

– Ei! Quem é você!? – a garota tinha cabelos ruivos assim como Jin.

– Eu sou Jin, dos cavaleiros de Prata – respondeu o ruivo, sem nenhum pingo de animação. – E vocês? Quem são?

– Sou Elesis, da Casa Sieghart. E esse é meu grupo, somos a Grand Chase – Elesis encheu o peito de orgulho. No entanto, seu sorriso confiante parecia não ter efeito em Jin.

– Grand Chase? São turistas? – ele realmente não sabia do que ela estava falando. – Bem, tomem cuidado. Se vocês não conseguiram derrotar nem um esqueleto de Prata, este lugar pode ser perigoso demais para vocês.

Aquilo realmente ofendeu a garota. Ela era forte, não ia deixar que um ruivo arrogante zombasse assim dela. Elesis, que ainda tinha sua espada em mãos, avançou para cima de Jin. Ela não entendeu nada, mas logo se viu no chão.

– Eu avisei – disse Jin. Ao fundo, Arme ria e o restante do grupo estava realmente impressionado.

– O que você fez!? – Elesis estava ficando irritada.

– Nada, apenas me defendi – Jin soltou a garota e encarou o resto do grupo. Percebeu que os passos que ouvira anteriormente eram deles. – Eu posso levá-los para um local seguro. Sigam-me.

Todos do grupo queriam questionar, mas eles estavam realmente tendo problemas com os esqueletos, já que Arme era apenas uma. Jin derrotara todos os dez mortos-vivos com apenas um golpe. Havia muita diferença de força entre eles.

– Vamos ouvi-lo, Lady Elesis – disse Ronan, ajudando a garota a se levantar.

– Não sabemos de que lado ele está. Ele me atacou!

– Sabemos, sim. Ele nos deu dicas e nos ofereceu abrigo, e ele não te atacou. Você quem atacou ele.

– E tomou uma surra! – acrescentou Arme entre risos.

– Aaah! Que seja! – Elesis estava realmente irritada.

Jin ignorou o estresse da ruiva e seguiu caminho no seu próprio ritmo. Tudo o que ele queria era sair daquele lugar... a velha Cidade de Prata. O jovem guerreiro nasceu e cresceu naquela cidade. Estar nela agora que toda a ilha estava inabitada era doloroso. Ele seguiu por entre casas e mais casas, mas logo parou e fez um sinal para que os outros também parassem.

– Shh – fez ele e pôs o indicador em frente à boca. Era um sinal de silêncio.

– Eu posso senti-los – sussurrou Lire para o jovem – Não são muitos... mas tem um mais forte...

– São quantos? Um mais forte? – devolveu Jin, estremecendo.

– Sim... são uns três e mais uma fonte enorme de poder. É um poder maior que o de Gaicoz... não, é a maior fonte de caos que eu já senti na vida! – completou Lire. Todos trocaram olhares.

Com um simples olhar, Jin entendeu o que eles pensavam. Fugir. Mas o garoto não podia... Se aquele poder fosse daquele monstro, ele tinha que avançar. Ele precisava se vingar dela pela morte de todos os Cavaleiros de Prata.

Sem deixar tempo para o grupo agir, Jin se revelou para o inimigo e lhes chamou a atenção:

– Eu encontrei você sua fada imunda! – gritou ele no exato momento em que seus olhos se encontraram com os da Rainha Negra.

– O que está fazendo, garoto!? – gritou Elesis, em fúria – Isso era uma armadilha!? Você trabalha para Cazeaje! – Mas as ações de Jin contradisseram as palavras dela. Ele avançou sem piedade para cima da fada negra, no entanto tinham três esqueletos de Prata em seu caminho.

Ele deu uma sequência de três chutes no primeiro, destruindo-o completamente.

– Jin! Oras, não esperava te ver novamente... como você cresceu! – disse a Rainha. Seu tom de voz era irônico e ela parecia deliciar-se com a ideia de ver o garoto lutar – O que achou de acabar com seu precioso amigo? Sabe que o esqueleto que você acabou de matar era um Cavaleiro de Prata, não é?

– Ele já deixou de ser um Cavaleiro de Prata faz cinco anos! – gritou Jin de volta. Uma aura vermelha começou a cobrir seu corpo. Ele acertou um soco no segundo esqueleto e esse voou por seis metros, desfazendo-se em pó. – Eu nunca vou te perdoar pelo que fez!

– Vamos ajudá-lo! – Lire saiu sem pensar e foi atrás de Jin. Ao ver que Lire queria ajudar, Elesis a seguiu.

Uma flecha zuniu ao ouvido de Jin. Ele se virou para ver o que foi aquilo e viu a Grand Chase novamente com armas em mãos.

– Não é nada pessoal, cabeça de pimenta – disse Elesis, o que era algo realmente estranho de se ouvir dela, que também era ruiva. – Nós só queremos chegar ao tal lugar seguro e queremos que você nos explique a situação por aqui! Agora vá, nós podemos cuidar desse esqueleto.

Jin assentiu e agradeceu, mentalmente. Sua mente estava ocupada demais para educação ou cortesias. Ele agora mantinha o foco na Rainha Negra. Ela era como uma fada. Sua pele tinha escurecido desde que ela se corrompeu e agora tinha uma cor azul escuro. Seus olhos eram vermelhos e brilhavam de maldade. Ela levantou voo ao bater suas asas de libélula, coloridas como um arco-íris. Jin partiu para cima, mas a rainha jogou nele um meteoro de gelo. O garoto conhecia aquele ataque, então desviou sem dificuldades. Ele conhecia o padrão de ataques da rainha, mas ela se tornava imprevisível pelo seu teleporte... e assim foi. Ela se teleportou para trás de Jin e o acertou em cheio nas costas com uma estaca de gelo. Era uma fada de gelo – e trevas.

O jovem Cavaleiro de Prata pôs a mão sobre a ferida e sentiu o calor do sangue escorrer por entre seus dedos. Antes mesmo que ele processasse o que acabara de acontecer, a Rainha soltou um sopro tão gélido sobre Jin que o mesmo sentiu seus ossos congelando. Ele tomou distância e logo percebeu que a aura vermelha que o cercava tinha salvado sua vida. Sem ela, ele teria congelado ali mesmo.

Mesmo tendo escapado de virar um cubo de gelo, a Rainha não queria parar de brincar. Ela novamente se teleportou para perto de Jin e o olhou nos olhos, mas logo se decepcionou; ela procurava medo. Infelizmente, Jin apenas a olhava com um profundo ódio e desprezo.

– Parece que você gosta de sentir dor, Jin – zombava ela, mas no fundo, sentia medo do jovem. O coração do rapaz estava duro como pedra e nesses cinco anos ele sobreviveu sozinho. Mas não bastava isso. Jin antes era fraco, apenas um aluno prodígio, mas agora ele tinha superado todas as expectativas. Ele derrotava cada ex-cavaleiro de Prata tão rapidamente que fazia os antigos heróis da ilha parecerem um bando de fracotes.

Ela não só temia Jin, como temia a morte dele. Se o rapaz morresse, seria uma enorme perda para os exércitos do Deus Governante. E, além disso, seu mestre sentia algo de especial em Jin. Ele não era somente um Cavaleiro de Prata.

– Não temo você, Rainha Negra – disse Jin, se levantando.

– Devia temer. Desculpe-me, Jin, eu realmente me divirto com você, mas está na hora de dar um fim nisso – ela reuniu energia das trevas e se preparava para mais um meteoro.

Jin aceitou. Ele morreria ali, não tinha como escapar. Ele ficou de joelhos e pediu desculpas a todos, mentalmente.

Victor, Asin, Amy, pai, mãe, Valky, todos vocês... foi então que ele viu uma luz. Em sua mente, um brilho forte de luz chamou-lhe a atenção.

É assim que tudo vai acabar?”, disse uma voz. Era a voz de Amy. “Você não vai cumprir a promessa que fez comigo?

Eu... – Jin não tinha palavras. Um nó se formou em sua garganta.

Eu acreditei em você, Jin.”, dessa vez era a voz de Asin. “Realmente pensei que você era um prodígio”.

Novamente o garoto não conseguiu responder. Sua garganta estava seca, sua visão agora estava turva pelas lágrimas que lhe escorriam pelo rosto.

Eu realmente apostei todo meu exército para ajudar o homem errado”, e mais uma vez, a voz mudara. Dessa vez era a de Valky.

Quem... quem é você!? – isso foi tudo que saiu por seus lábios. O rapaz enxugou as lágrimas.

Eu sou você, Jin.”, dessa vez a voz tinha a mesma do jovem ruivo. Agora a luz estava tomando forma: um corpo forte, malhado e definido. Seus olhos eram dourados como o sol e os cabelos imitavam essa mesma cor. Tudo normal, seria apenas a projeção de um deus na mente do garoto, porém eles eram exatamente iguais. Jin via sua imagem e semelhança, só que de cabelos e olhos dourados.

Quem... não, o que é você? – perguntou novamente o garoto.

Eu sou o seu poder, Jin. A fonte de sua fúria, o mal e o bem dentro de você.

Não... esse tom de dourado em seus olhos e cabelos... você é um deus.

Ha, ha, ha, ha!! – gargalhou o deus. – Isso mesmo. Eu sou o espírito do deus da guerra, protetor da fronteira de Xenia.

Asura – deduziu Jin. Ele já tinha ouvido sobre os deuses de Xenia através de Amy. Asura era um deus intolerante e impaciente como uma tempestade.

Parece que já ouviu de mim. Amy, não é? Quer vê-la, sei disso.

Sim... – Jin parecia irritado pelo deus ter invadido sua mente, todavia, discutir com deuses não era uma coisa inteligente a se fazer. Ainda mais um deus impaciente como Asura. – Mas não irei. Eu prometi que só iria vê-la quando me tornasse um Mestre.

– E vai quebrar sua promessa assim? Levante-se, guerreiro. Tens que derrotar Victor e tornar-se um Mestre. Irei te dizer onde encontrá-la se o fizer. Mas se morreres aqui, também irei morrer.

Deuses morrem?, questionou-se Jin. Mas agora tudo estava claro. Ele não podia morrer ali, não sem dizer para Amy o que sente. Não sem se vingar pelos Cavaleiros de Prata. E foi assim que ele reuniu forças para levantar.

– Ei! Você está bem!? – gritava Elesis ao seu ouvido.

Jin focou sua visão. A situação não estava boa: a Grand Chase estava o protegendo.

– Desculpem-me pelo meu momento de fraqueza – conseguiu dizer.

– O que você está pensando? Está machucado demais para... – ia dizendo a ruiva, mas o garoto era teimoso e a desobedeceu – ...se levantar...

Jin, agora de pé, chamou a atenção de todos:

– Vocês podem segurá-la por mais um tempo? – o garoto encarou a Rainha Negra. O grupo estava cansado, mas todos assentiram confiantes.

– Elesis, preciso que você me cubra. – Ele olhou nos olhos da semelhante, com seriedade.

Ela o encarou. Eles trocaram olhares por alguns segundos que mais pareceram horas. Talvez fosse o olhar confiante de Jin, talvez a garota tenha conseguido ler o coração dele através daqueles poucos segundos em que se entreolharam, mas algo ali convenceu Elesis. Ela não era de confiar em qualquer um e odiava receber ordens, mas algo em Jin conquistou sua confiança.

O garoto apenas sentou e começou a meditar. A ruiva estranhou o que Jin estava fazendo, mas decidiu não questionar. Ele estava concentrado demais para ouvir qualquer coisa.

Asura! – gritou ele. Novamente ele estava naquele lugar. Não tinha chão e nem céu, era apenas um imenso espaço vermelho.

O deus surgiu na frente de Jin no mesmo instante.

Diga, garoto. – ele parecia realmente despreocupado.

Eu desejo seu poder. Empreste-me sua força e não irei te decepcionar!

Ha, ha, ha, ha, ha!! – Asura gargalhou alto. – Isso foi interessante, garoto. Não conheces sua própria força?

Jin não entendeu o que o deus disse. Sua própria força havia se esgotado minutos antes, na luta contra a Rainha Negra. Ele fora completamente derrotado.

Entenda uma coisa, garoto. – continuou ele – Não foras completamente derrotado. Podes perder quantas vezes for necessário, mas só será derrotado quando desistires de tentar. Tua força vem da vontade de lutar. Agora lute com tudo que você tem! E não ouse me pedir ajuda novamente. Se isso acontecer, não serei tolerante e te matarei por mim mesmo.

As palavras do deus se fixaram na mente de Jin e então ele voltou.

– Desculpem-me a demora. Podem deixar comigo agora – ele sorria confiantemente.

Partiu para cima da Rainha Negra e a acertou em cheio com um chute na barriga.

– Argh! – grunhiu o monstro.

– Voltei, Fadinha das Trevas!

– Essa presença... então era disso que o mestre estava falando! Kukukuku... você é interessante, Jin. Mostre-me a fúria de Asura!

– Sinto muito. Asura é um tanto intolerante, então irei acabar com você com meu próprio poder!

– Tente se puder! – disse a Rainha, teleportando-se para outro local. – Estou aqui! – disse ela, por trás de Jin, mas o rapaz fora mais rápido. Ele desviou da estocada da fada corrompida e a surpreendeu com uma sequência de golpes com a palma da mão.

Ele se manteve perto o suficiente para que a Rainha não tivesse tempo para teleportar. Suas palmas estavam ensanguentadas, porém o sangue ia escorrendo e espirrando a cada golpe. Logo pudemos ver uma energia amarelada emanando da palma do rapaz.

– Você não pode me matar, não é? – disse a Rainha, tentando parecer segura. – Ou não quer. Está usando as palmas das mãos, não os punhos fechados! – sua voz tremia de medo e seus olhos agora não eram mais tão assustadores.

Jin parou sua sequência de golpes e olhou para o monstro com desprezo.

– Não é por isso. Eu estava apenas tentando me divertir. Mas isso não tem graça. – ele pôs a palma da mão esquerda próxima ao rosto da Rainha negra e com a direita, fechou o punho. – Um soco meu pode facilmente te matar, assim não seria divertido. Quero que você morra lentamente, assim como morreram os meus companheiros! – Sua voz mudou de desprezo para ódio profundo – ISSO É PELOS CAVALEIROS DE PRATA! – Então uma enorme esfera de energia começou a se formar. Era grande e densa o suficiente para ferir um deus. – Receba o seu Fim dos Dias!

Então ele deu o golpe. O soco fora tão forte que fez com que a esfera de energia se movesse por mais três metros. Pôde-se ouvir um sonoro grito de dor, e, esgotado, Jin não esperou para ver o resultado. Suas dores voltaram duas vezes mais forte, fazendo-o perder a consciência.

* * *

– Jin! Jin! – gritava a voz de uma mulher.

O ruivo abriu os olhos, mas sua visão ainda estava turva. Ele tinha recobrado a consciência, mas ainda não tinha recuperado todos os sentidos. Sua visão estava embaçada e a audição, turva. Ele podia ouvir vozes, mas algumas palavras ele ainda não conseguia processar. Tudo o que conseguiu entender de tudo que ouviu fora anemia, dita por uma voz suave e trêmula. Sentiu seu corpo sendo erguido do chão por braços fortes e então foi carregado. Logo, dormiu. Não tinha energia para manter-se acordado. Quando acordou, estava em sua cama. Uma garota loura estava no quarto com ele, o observando. Ao olhar bem, ela tinha orelhas pontudas.

– Você é uma fada...? – conseguiu perguntar, de garganta seca.

– Não. Sou uma elfa de Eryuell. – respondeu a garota enquanto servia-lhe com água.

– Nós... como acharam esse lugar?

–Uma mulher de cabelos rosa-escuros veio a nosso encontro. Ela nos disse que estava com você, então nós confiamos nela. Seu nome, se não me engano, era Valky.

– Ah... então ela está bem... – Jin relaxou. – Você esteve cuidando de mim todo esse tempo? Err...

– Lire. Estive. Bem... você foi realmente incrível agora a pouco e agora nos deu abrigo, então o mínimo que podíamos fazer por você era isso. Realmente, você é muito forte.

– Obrigado... mas não foi apenas eu. Amy, Victor, Asin, papai, mamãe, Valky e... – ele fez uma pausa. Era estranho admitir isso, mas ele também estava lá. – Asura. Todos estavam lá.

– Essas são as pessoas preciosas para você? – perguntou a loura, curiosa.

– Algumas são, outras foram. Apenas Valky e Amy estão vivos no momento... e Asura eu não sei ao certo. Nada sei dele.

– Sinto por sua perda... – Lire parecia arrependida por ter perguntado.

Jin ia dizer algo, mas a porta se abriu com um estrondo. Isso fez ele esquecer o que ia dizer.

– Ele acordou!? – era Elesis, e ela parecia preocupada, pois respirava pela boca.

– Fale baixo, Elesis. – disse Lire, suavemente.

Ela entrou no quarto e viu Jin acordado. Soltou um suspiro.

– Bem... err... Não sou boa com esse tipo de coisa, mas... obrigada – ela parecia sincera, mas encontrava dificuldades em falar, além de estar levemente corada. – Sem você nós teríamos todos morrido e...

Jin riu um pouco. Fazia cinco anos que ele sequer mostrava algum sorriso, mas agora ria de Elesis.

– Oras! Está rindo do quê!?

– Nada, me desculpe – conteve o riso. – Não precisa agradecer. Eu fiz aquilo por mim mesmo.

– Bem... se está tudo resolvido, então temos perguntas para te fazer – ela parecia aliviada por não precisar pedir desculpas – O que aconteceu nesse lugar?

– Ah... havia uma Ordem de Cavaleiros que protegia a ilha. Isso durou até cinco anos atrás, quando Victor sucumbiu às trevas e traiu seu próprio exército. Todos os Cavaleiros de Prata foram mortos pela Rainha Negra e agora seus esqueletos são profanados, controlados por ela. Tudo que eu quero é dar um fim a isso, para que meus antigos companheiros possam descansar em paz.

– Entendo... mas... ilha? Victor? Rainha Negra? Onde está Cazeaje?!

– Cazeaje? – perguntou Jin. – Quem é essa?

– A Rainha das Trevas. A Escuridão. Ela é o mal que assola Ernas... como você nunca ouviu falar dela?!

– Perdemos contato externo faz anos. A ilha está inabitada por humanos, a não ser nós. Tudo aqui em Silverland está perdido.

– Silverland? – Elesis fez uma terrível cara de surpresa. – Não estamos em Ellia?!

– Ellia!? – até Jin se surpreendeu com essa. Mas não era estranho. Silverland era uma ilha com milhares de minérios, diferentes tipos de pedras e em tamanha abundância que qualquer bússola ficaria confusa. – Deixe-me ver a sua bússola. Talvez ela tenha dado problema devido ao magnetismo desta ilha. Silverland é uma ilha de minérios, então é normal esse tipo de coisa acontecer.

– Entendo... – Elesis pareceu convencida. Ela deu sua bússola para ele.

Era vermelha, com um dragão negro talhado na capa. Era o símbolo da Casa Sieghart.

– É, ela realmente está com defeito... – concluiu o rapaz.

Elesis quis ver com seus próprios olhos. Ele estava certo, a bússola girava sem rumo algum agora que estava na ilha.

– E agora...? Como chegaremos a Ellia?

–Bem, se vocês ficarem aqui por alguns dias, a bússola vai se acostumar com o magnetismo da ilha e logo voltará ao normal. Mas por que vocês querem tanto chegar a Ellia?

– Bem... Jun Cazeaje está em guerra com Vermécia. Ela parece tentar dominar o mundo, mas nós, a Grand Chase, vamos impedi-la. Somos uma elite com os melhores guerreiros de Serdin e Canaban, e temos como dever derrotar todo o mal de Ernas.

– Entendo. Bem, podem ficar aqui. É o único lugar seguro em toda a ilha.

– Não é tão simples – disse Elesis, mostrando novamente seu sorriso confiante para Jin. Dessa vez, teve efeito – Nós estamos em dívida com um ruivo que nos salvou mais cedo. E queremos que esse ruivo se junte a nós. Nós iremos te ajudar, Jin. Vamos derrotar esse tal deus governante e dar paz aos seus antigos companheiros.

Jin sorriu mais uma vez. Depois de anos de sofrimento, ele finalmente encontrou o apoio que precisava para seguir em frente. E foi sorrindo que ele respondeu:

– Sim, Elesis. Eu desejo me juntar a vocês!

Notas finais
Por favor, deixem comentários (reviews) para valorizar nosso trabalho e nos dizer no que podemos melhorar!