Notas iniciais
Tebaldi: Finalmente esse capítulo saiu :P Os próximos sairão logo. ^_^ Ah, Italo, como o Sieg tem mais de 600 anos, a Elesis seria a décima quinta geração, e não a sétima, pois cada uma tem em média 25 anos, 1/4 de 100 :P Já consertei aqui ^_^

Arme.

Elesis começou a sorrir e Lire fez uma cara de desentendida. Ryan também não estava entendendo, então cochichou para Arme:

– O que ele quis dizer com isso? O que é honra?

– Você não sabe o que é honra? – inquiriu Arme.

– Bem... eu cresci na floresta, não possuo um título e não sou um nobre... – Ryan parecia ofendido.

– Ah... honra é a vida de um guerreiro. Um guerreiro honrado é o que até mesmo seus inimigos respeitam... bem, é difícil de explicar, mas honra é, de certo modo, respeito.

– Mas respeito todos os nobres têm... se não forem respeitados, quem o fez será punido.

– Isso é medo. Uma coisa é intimidar, outra é merecer ser respeitado, sem nem mesmo pedir por isso. Acho que honra é algo assim.

– Entendi... eu acho – ele parecia convencido.

Como ele é burro, pensou Arme. Mas ela não podia apenas ignorá-lo, de longe podia sentir os olhos dele sobre ela.

Ronan adentrou os limites do castelo e muitos esqueletos surgiram do chão. Arme se perguntou se aquilo seria o resultado de quando os cachorros enterram os ossos que ganham do almoço, mas afastou a ideia da mente. Era inteligente demais para uma ideia tão infantil. Elesis ordenou a todos que o seguissem, pois ela não podia deixar um desertor agir tão livremente. Quando entraram no território de Gaicoz, os esqueletos intervieram:

– Isso é algo entre nosso mestre e o jovem guerreiro. Não podemos deixar que vocês interfiram – disse um deles, enquanto pegava uma katana e uma espingarda. Os outros esqueletos repetiram o processo.

– Ah, que ótimo! Estamos perseguindo o maldito desertor há dias, limpamos pântanos e florestas infestadas de monstros e alguns esqueletos acham que vão nos parar? – zombou Elesis, puxando sua espada da bainha.

Ryan, Lire e Elesis destruíram os esqueletos rapidamente, então Arme avançou. Ela foi à única que conseguiu entrar no castelo, então prometeu para si mesma que seria útil para reconquistar a confiança de Elesis. Elas se odiavam, mas Arme não queria ser expulsa do grupo. Após se perder umas cinco vezes, a Maga Violeta finalmente chega ao terraço. Bem, não era bem um terraço, mas o telhado do templo. Ronan trocava golpes de espadas com o maior esqueleto que Arme já viu.

– Ora, ora, vejo que eu estava certo. Você ainda tem honra – observou Gaicoz.

– Sim, sinto muito, mas eu jurei por ela que não morreria até ter derrotado Cazeaje!

Derrotar Cazeaje?, perguntou-se Arme mentalmente. Para um desertor, ele fala demais... eles cruzavam as espadas freneticamente. Mesmo que a espada de Gaicoz fosse dez vezes o tamanho de Ronan, o tal conseguia se defender e atacar muito bem. Além de golpear o esqueleto com o gládio, o arcano usava sua majestosa magia a seu favor. Eles lutaram por bastante tempo em uma batalha equilibrada, até que Ronan derrubou o esqueleto, aproveitando uma brecha que o guerreiro deu e lançando uma bola de fogo, e pôs a espada em seu pescoço.

– Obrigado pela batalha, Gaicoz. Você é realmente um guerreiro honrado e merecedor de seu título. – agradeceu Ronan.

– Não é algo que eu me orgulho de ouvir de um desertor, mas obrigado. – respondeu Gaicoz, que parecia tentar um sorriso zombeteiro – Eu te honro, Lorde Erudon. Em minha propriedade você não é mais um desertor.

Elesis, Lire e Ryan chegaram ao local.

– Mas que o diabo! – resmungava Elesis. – Aqueles malditos esqueletos não paravam de se reconstruir!

– Demoraram – observou Arme.

– O que está acontecendo aqui!? – estranhou Elesis.

– Vocês, quem são!? – Gaicoz ficou furioso ao ver o grupo. Ele tinha dado permissão para Ronan entrar, mas os outros eram invasores.

– Somos a Grand Chase. – disse Lire. – Você é...?

– Gaicoz, líder do exército samurai e uma vez o orgulho de Canaban.

– Gaicoz... então era isso – observou Elesis. – Você realmente voltou à vida... bem, não totalmente, mas... já ouvi teu nome em canções, é uma honra conhecê-lo.

– Quem é você, garota? Esses cabelos... Scarlet?

– Não – ela respondeu. – Sou Elesis, da Casa Sieghart. Lendas dizem que seiscentos anos atrás, Ekaterina, primeira de seu nome da Casa Scarlet, casou-se com Ercnard, primeiro de seu nome da Casa Sieghart. Sou a décima quinta geração dessa família, segunda de meu nome.

– Entendo... é uma honra conhecê-la. Por que está desertando?

– Não estamos, Meu Lorde. Somos a Grand Chase. Uma elite que fora criada por Lothos, antiga Guarda Real de Serdin. Estávamos seguindo esse homem, Ronan Erudon, para prendê-lo, em nome do reino.

– Não será necessário. Em minhas terras ele é bem-vindo, sendo meu servo – Gaicoz não iria entregar Ronan tão facilmente. – Ele tem orgulho e honra, com palavras carregadas de poder, ordeno que o escutem. Agora irei descansar em paz, adeus crianças. Acabe logo com isso, Lorde Erudon.

Ronan hesitou por um momento, lembrando-se de que Gaicoz não lhe matou quando falhou na primeira batalha, mas o orgulho foi maior que o altruísmo, então ele deferiu o golpe e decapitou o esqueleto de Gaicoz. Após isso, ele contou que após receber o perdão real do rei de Canaban, foi exigido por Serdin que ele morresse. Ele não aceitou sua morte antes que pudesse se vingar de Cazeaje pela morte da rainha. Desertou sem honra por três anos sem ser encontrado e agora pedia perdão e suporte da Grand Chase.

– Parece-me real. Lire e Ryan disseram não sentir maldade vinda de você, e até mesmo Gaicoz te perdoou. Arme, o que acha? – perguntou Elesis.

– O quê? – Arme não entendeu as intenções da ruiva.

– De eu te substituir por ele. Ele também sabe usar magia.

– É o quê?!

– Brincadeira – Elesis riu um pouco. – Estou pedindo a sua opinião como membro da GC. O que acha de Ronan se unir a nós?

Arme sentiu-se um tanto culpada. Ela estava rancorosa por Elesis quase a trocar por um semielfo burro e sujo na floresta élfica, mas agora a tratava como membro da equipe... isso deixou Arme um tanto feliz. Após pensar um pouco e se lembrar da luta honrosa, respondeu:

– Sim, ele é bem-vindo.

– Bem, temos uma unanimidade. Ronan Erudon, bem-vindo à Grand Chase! – Elesis mostrou seu sorriso confiante que já estava quase marcado em seu rosto.

Todos voltaram penosamente para a Aeronave. Elesis tomou o leme, enquanto Arme lia seu livro e Lire apresentava a Ronan os quartos. Ele ficaria no mesmo quarto de Ryan, que agora seria o quarto dos meninos.

“... — Sinto muito, Belphegor! Mas seus planos malignos terminam aqui! – disse Agnecia. A deusa assim sacrificou sua essência para selar os poderes de Belphegor.”

– Lendo o quê? – perguntou Ronan.

– Ah, uma história antiga – respondeu Arme, fechando o livro e mostrando a capa. – É um mito, ninguém sabe se realmente aconteceu. Alguns dizem que sim, outros dizem que não... bem, eu não acredito. Só estou lendo, pois foi o último presente do vovô. Ele me disse que é uma profecia... mas essa história é tão surreal que não consigo acreditar.

– Hm... trata-se do quê? – ele realmente não estava interessado. Mas Arme decidiu ser educada, assim como lhe fora ensinado.

– A lenda de uma deusa e do maior mau que já se viu por Ernas. Bem... diz aqui que há milhares de anos, as trevas engoliram a luz e o mundo caiu na escuridão, mas Agnecia, a deusa da luz, sacrificou sua própria essência para selar Belphegor e assim dá-se o fim da guerra. É como uma lenda clichê que os cavaleiros livres mentem em tabernas após uma longa viagem.

– Entendo. Bem, irei falar com Elesis... só queria agradecer pelo voto positivo quanto a me juntar a vocês.

– Disponha.

Lá se foi ele, e para azar de Arme, Ryan veio a seu encontro.

– O-Oi! – o garoto estava corado.

– Para se referir à nobreza, você devia usar "miLady" – brincou Arme, para ver a reação do garoto. Ela esperava que ele se afastasse dela, mas não foi bem assim...

– Ah, desculpe. Não sei nada sobre tratamento... só fui treinado para proteger a natureza sem afetá-la – ele era tão simplório que fazia Arme sentir náuseas. – Enfim, tudo bem com você, miLady?

– Sim, estou bem. Estava lendo um livro, mas já estou acabando.

Ryan iria dizer algo, mas Elesis falou mais alto.

– Chegamos! Logo ali em baixo, está Ellia!

– Mas já tão cedo? – perguntou Lire. – Pensei que seria bem mais longe...

– Bem dizem às lendas que Sieghart levou quatro luas de Vermécia até aqui. Mas, naquela época, não existiam as Aeronaves... e ele saiu de Canaban marchando para as praias do norte e seguiu o além-mar com um navio. Nós sobrevoamos todo o continente em uma quinzena de dias... fomos bem mais rápidos – devolveu Elesis.

– Você pode estar certa, mas... – disse Ronan ao longe. Arme saiu do quarto e foi observar os dois conversando. – E se aqui não for Ellia?

– Mas é claro que é!

Quando ela gritou isso e já se preparava para pousar em uma clareira, um monstro voador bateu com força na aeronave, desviando a Grand Chase do local seguro. Eles começaram a cair de forma perigosa, e, perto do chão, a ruiva gritou:

– Estamos caindo! Segurem-se em algum lugar!

Arme se agachou. Com uma mão, a maga segurou um amparo de madeira de alguma porta, e com a outra ergueu o cetro e recitou uma magia. Eles pousaram gentilmente na floresta densa. A líder do GC olhou para trás e viu Arme, ofegante e com o cetro na mão, logo descobrindo que ela os salvara. Sorriu e confessou:

– Ufa... ainda bem que você estava aqui, Arme! O que seria da gente sem você... tenho que admitir que foi útil.

Arme sorriu, mesmo exaurida. Ryan se aproximou dela, agachou-se e perguntou:

– O-obrigado por nos salvar, mas... você está bem? Parece...

– EU ESTOU BEM! SAIA DE PERTO DE MIM! – gritou Arme, já cansada da companhia do falso elfo.

Ryan saiu ressentido da presença dela. Elesis franziu o cenho.

– Por que o tratou assim? – perguntou ela.

– Porque ele é insuportável. Só por isso... – respondeu Arme.

Elesis não sabia o que dizer, então deixou o assunto morrer. A Grand Chase saiu da Aeronave, vendo os estragos causados pelo monstro voador e os galhos das árvores.

– Diabos! – reclamou Elesis. – Vai demorar uma semana para reparar essa aeronave!

– Enquanto isso – começou Lire. – Vamos explorar o continente?

– Ótima ideia – assentiu Ronan.

– Sim, devemos fazer isso – concordou Ryan.

– Além de explorarmos, devemos recolher materiais para consertar a aeronave. E você, Arme? – perguntou Elesis. – Concorda com isso?

Arme não estava prestando atenção neles, e sim em uma voz quase inaudível e distante. Venha, venha... maga Violeta... Liberte-nos..., a voz dizia. Arme entendeu isso algum tempo depois, e ficou meio apavorada, imaginando que fantasmas iriam arrastá-la para o Hades. Afastou a ideia infantil da cabeça e respondeu à líder da Grand Chase:

– Explorem vocês. Eu irei atrás... de algo.

– De algo? Como assim?! – estranhou Elesis. – Vai abandonar a GC finalmente?

– Não! – gritou Arme furiosa. – Essa brincadeira já não tem mais graça! Não acha?!

Elesis sufocou uma risada e depois encarou a Maga seriamente, dizendo:

– Você está certa, mas... aonde vai?

– Seguir uma voz da floresta. Estão me chamando... devo ajudar...

– Mas como pode confiar em uma voz assim? – perguntou Ronan. – E se for algum ser das trevas? Aconteceu algo parecido com a rainha de Canaban, quando foi enganada por Cazeaje...

– Não! Desta vez é diferente! Não tem maldade nessa voz! Tenho certeza!

– Se está tão certa disso, por que grita tanto? – inquiriu Elesis.

Arme corou um pouco. Ryan resolveu defendê-la:

– A-acho que miLady deve estar apenas... confusa. Muitas coisas estão acontecendo, e ela talvez... não esteja conseguindo lidar com isso.

A Grand Chase segurou uma risada quando Ryan se referiu a Arme como “miLady”.

– Ryan... – a maga estava impressionada pela coragem ou estupidez do elfo. Ela achava que era mais estupidez do que coragem, mas não duvidava do contrário, não totalmente.

– E, para garantir que ela fique bem e não seja atacada pela força das trevas, eu irei com ela! – ele concluiu sorridente.

Idiota, pensou Arme. Eu gritei e fui grosseira com ele, e ainda sim gosta de mim? Pare com isso!

– Boa ideia – concordou Elesis com um sorriso malicioso. – Eu iria mandar a Lire com Arme, mas as habilidades de arqueira serão mais úteis para nós. Boa sorte para os dois!

Arme não sabia dizer se Elesis estava brincando com ela ou se desejava boa sorte para a busca deles. Suspirou, e depois respondeu:

–Tanto faz... Vamos, Ryan...

Ela estava chocada. Pensava que Elesis finalmente teria algo para se valorizar, mas simplesmente a ruiva continuava a zombar de sua cara. Além disso, teria que agir junto com aquele maltrapilho sozinha em uma floresta desconhecida.

À medida que entravam na floresta, Arme era capaz de sentir um calor estranho e ouvir as vozes mais nitidamente. Ryan olhava para o rosto dela, admirado pela determinação sem explicação da garota. Depois de certo tempo de caminhada, Ryan parou Arme, estendendo o braço e puxando-a para detrás de uma árvore.

– Seu animal, o que está fazendo?! – gritou Arme, totalmente confusa.

– Shhh!! – Ryan colocou o dedo indicador na frente da boca, indicando para ela fazer silêncio. – Sinto presenças malignas se aproximando. Vamos ficar escondidos aqui e observar. Faça o máximo de silêncio que conseguir, por favor...

Arme assentiu com a cabeça e engoliu em seco. Ele não é tão idiota quanto eu pensava..., pensou Arme, corando levemente. O que estou pensando?! Ele continua sendo um simples elfo mal-educado!

Logo se confirmou o que Ryan dissera: vários monstros surgiram, como aranhas, baratas e caranguejos modificados pelas forças do mal. O elfo queria atacá-los com seu machado por trás, pegando-os desprevenidos. Entretanto os monstros perceberam a presença dos dois antes e atacaram. Arme defendeu o garoto com sua magia. Ele ficou com os olhos molhados e agradeceu:

– O-obrigado, miLady! Ficarei mais atento na próxima!

– Assim espero... – disse Arme, suspirando em seguida.

Se ele é tão rápido quanto diziam, por que não desviou? Ah, óbvio que foi para ser salvo por mim... idiota..., pensou Arme.

Eles derrotaram os monstros rapidamente. Por mais que Arme não suportasse Ryan, eles formavam uma boa dupla, pelo menos em luta. Derrotados os monstros, começaram a seguir em direção a algumas ruínas. Ryan cochichou no ouvido de Arme:

–Estou sentindo uma fonte maior de energia das trevas do que antes... tome cuidado, pois o próximo inimigo será mais poderoso.

Arme já sabia disso. A energia que vinha do final da floresta era de dar frio na barriga. Mas era no limite entre as ruínas e a floresta que estavam os espíritos. As vozes deles agora gritavam, clamando desesperadamente por ajuda. Eles praticamente saíram da mata fechada e encontraram uma clareira que fazia divisa com grandes ruínas. Havia um altar no centro da clareira, porém um Ente gigantesco o guardava. Arme suspirou pesarosa. Ryan ficou apavorado.

– Teremos que enfrentar... esse Ente?

– Mas é claro! Se quisermos libertar os espíritos...

– MiLady, por que você quer libertar esses espíritos?

A piada já tinha perdido a graça, então Arme respondeu:

– Quer saber, pode me chamar de Arme mesmo. Respondendo a pergunta, sinto que esses espíritos foram aprisionados por pura maldade de alguém. Devo ajudá-los.

– Então... vamos lá! – gritou Ryan, empolgado.

Ele é mesmo um idiota..., pensou Arme, suspirando.

Ryan atacou o Ente de frente, atraindo a atenção do monstro. O tal perseguiu o semielfo para destroçá-lo. Enquanto Ryan corria e se defendia do Ente, Arme atacou-o por trás, e ele caiu ajoelhado. Arme então gritou:

– Agora!

Eles realizaram um ataque cruzado, derrotando o Ente. Para não sobrar dúvidas, Arme realizou as magias Relâmpago e Bola de Fogo nele. Seu corpo de árvore virou cinzas, e então o caminho para o altar estava livre. Arme seguiu sozinha para ele, e quando se aproximou, viu uma espécie de tranca mágica, e uma inscrição antiga e arcaica abaixo dela. Arme começou a lê-la, mas foi interrompida por Ryan, que a assustou:

– O que está escrito?

– Cala a boca, idiota! Eu estou querendo ler! – respondeu Arme, irada.

– Calma, calma... só estou curioso... – disse Ryan, afastando-se da maga.

Ela leu a inscrição. Falava sobre os espíritos da natureza, três gigantes que a regiam até Victor, o líder dos Cavaleiros de Prata, aprisioná-los para que ele mesmo controlasse a natureza. Arme ficou meio confusa, e sentiu uma energia sinistra aprisionando os espíritos. Olhou para a fissura da tranca, e percebeu que o cetro em sua mão se encaixava perfeitamente nela. Então o fez, e o altar de pedra começou a brilhar magicamente. Ryan assistiu a tudo e disse algo como “Uau!”, totalmente impressionado. Arme o achou mais idiota ainda. Um clarão dominou a visão do casal, e quando ele se dissipou, três orbes de energia flutuavam a frente de Arme.

“Obrigado, jovem maga.”, um dos espíritos agradeceu. “Como agradecimento por acreditar em nós e nos libertar das forças das trevas, lhe daremos novos poderes e forças para continuar lutando...”.

Um brilho místico envolveu Arme, e quando ele se dissipou, as roupas dela haviam mudado e seu cetro se transformado em um pote mágico. Ryan ficou babando por ela. Arme ficou olhando, maravilhada, para os resultados dessa transformação. Mas logo franziu o cenho e revelou aos espíritos:

– O meu avô disse uma vez que é possível fazer alquimia explosiva com potes mágicos, e que isso tem um alto poder destrutivo, mas nunca consegui usar esse tipo de habilidade.

“Não se preocupe. Demos-lhe tal habilidade, mas ela gastará muito de sua energia. Por isso, quando precisar, nos evoque. Estaremos dispostos a ajudá-la a qualquer momento e em qualquer lugar.”

Os olhos da Alquimista brilharam de tão molhados, pois ela poderia dominar a alquimia que seu avô tentara lhe ensinar, e então agradeceu animada:

– Obrigada! Conto com vocês!

“Nós que lhe agradecemos. Estamos indo, mas a qualquer momento que nos chamar, apareceremos para ajudá-la. Adeus...”.

Eles sumiram da vista de Arme e Ryan, mas Arme sabia que poderia contar com eles. Sorridente, se virou e falou com Ryan:

– Temos que voltar agora!

– Sim – ele respondeu, sério.

Quando Arme começou a andar, percebeu que o pote era mais pesado do que pensava, porém ela usou suas magias novas e conseguiu carregá-lo. Ryan guiou a Alquimista até a Aeronave, mas não havia ninguém nela.

– Onde será que eles estão? – perguntou-se Arme.

– Eu sinto a presença deles... – respondeu Ryan. – Estão próximos, em luta.

– Vamos até eles! – disse Arme decidida.

Enquanto caminhavam, Arme percebeu que estava começando a aceitar o elfo, pelo menos como companheiro da GC. Ficou meio sem jeito com esse pensamento, e resolveu guardá-lo para si até esquecê-lo. Ryan a guiou até o campo de batalha, onde a Grand Chase enfrentava esqueletos. Estes, porém, eram diferentes dos de Gaicoz. Eram guerreiros que morreram e foram amaldiçoados na mesma hora. Ninguém conseguia derrotá-los de fato, pois sempre que eram destroçados, reconstruíam-se. Arme então utilizou-se de seus novos poderes para acabar com os esqueletos, armando bombas e armadilhas para os inimigos. Ela os derrotou com sucesso. Todos, com exceção de Ryan, ficaram impressionados com as novas habilidades e com a roupa. Ela riu sem jeito e depois explicou o que havia acontecido.

– De qualquer forma, precisamos explorar mais o continente – disse Elesis. – Lire nos informou que ao sul do continente encontra-se uma força maligna que controla todos os monstros do continente. Suspeitamos que seja Cazeaje.

– Mas e se não for Cazeaje? – duvidou Ronan.

– Ronan, já discutimos isso – cortou Elesis. – Aqui é Ellia, e Cazeaje está aqui.

– Mas... se essa força maligna fosse de Cazeaje, eu sentiria. Até porque já fui possuído por ela.

– Ele tem razão... – concordou Lire. – A força é maligna, mas não diz nada sobre ela.

– Mesmo que não seja ela, vamos atrás dessa potência maligna! – a ruiva jamais aceitaria que ali não era Ellia, a não ser que provassem de fato que não era.

Eles seguiram floresta adentro, recolhendo materiais e trazendo de volta para a Aeronave. Quando tudo estava pronto, Lire disse:

– Lembram-se que nos limites dessa Floresta Antiga, há umas ruínas?

– Sim... – disseram todos em uníssono.

– Acho que teremos uma pista sobre Cazeaje, ou quem quer que seja, lá...

– Por quê? – questionou Elesis.

– Porque sinto que o mesmo possuidor dessa grande energia maligna estivera por lá, por bastante tempo até.

Elesis sorriu, satisfeita, e então decidiu:

– Então vamos lá após um descanso?

Todos assentiram, entusiasmados.

Notas finais
Deixem reviews, isso deu trabalho...