Grand Chase - Os Defensores de Ernas
21 Capítulo 21 - Um dia para refletir
Notas iniciais
Um dia para refletir
A recepção foi bastante calorosa quanto à chegada da Grand Chase ao continente de Vermécia, mas o clima desagradável ainda os atormentava, principalmente Elesis. General Sieghart tomou a frente e reportou todo o ocorrido a comandante Lothos que esperava ansiosa por boas noticias. Ela, assim como todos, percebeu que a tal noticia não era tão boa quanto, deixando-a bastante atribulada com a situação, sem saber o que fazer.
Ronan e Elesis partiram para Canaban, sua cidade natal, para enterrar o corpo de Karina Erudon e reportar a rainha de Canaban suas situações. Elesis aproveitou para visitar a casa que ela havia deixado há muito tempo atrás quando partiu a procura de Elscud Sieghart, seu pai.
— Lembro-me desta casa como se fosse ontem que a deixei... Quando estava em perfeito estado. — dizia Elesis olhando para todos os cantos da casa, estava suja, varias teias de aranha nos cantos da casa, vidros quebrados, plantas mortas e muitos insetos.
— Eu também. — concordou Ronan que não parava de observar a ruiva.
— Eu nunca o perguntei... depois que eu... Você sabe... — dizia Elesis temendo suas palavras.
— Foi embora?
— Sim. Como ficou os Cavaleiros Vermelhos?
— O mundo não para, não é mesmo? Eles deram seu jeito. Lembra-se de Gerard Palenwhith?
— Sim. Filho de Depas Palenwhith.
— Ele é o atual líder, pelo menos até o seu retorno, “Oh”, Honrável líder dos Cavaleiros Vermelhos. — dizia Ronan curvando-se diante de Elesis, sendo sarcástico.
— Para — Elesis solta uma pequena risada e levemente levanta o garoto. — Então ele tornou-se o líder. — Elesis muda totalmente a expressão.
— O que foi? Algum problema com ele?
— Não, não, é que... competimos para o posto de líder. Ele não era a favor de mulheres no campo de batalha.
— Parece que ele aprendeu uma bela lição após perder para você. — dizia Ronan.
— Não sei. — Elesis fica bastante pensativa e distraída. — Talvez ele só se importasse com minha segurança, talvez tivesse medo que alguém me machucasse. Ele me viu treinando, e... eu treinava pesado demais para uma garota. Após esse dia ele começou a me tratar como rival e deixou todos seus sentimentos de lado. Eu não havia entendido, por qual motivo faria isso? Mas depois de inúmeras batalhas que enfrentei após deixar Canaban, percebi que nenhum daqueles inimigos tinha sentimentos por mim, todos me trataram com seriedade, como rival. Talvez ele só quisesse me mostrar isso, que no mundo lá fora é bem diferente. — Novamente Elesis fica pensativa.
— Se ele soubesse o quão forte se tornou, ficaria preocupado com o adversário de Elesis Sieghart.
— Eu... — Elesis fica bastante cabisbaixa.
— O que foi? Conte-me o que te aflige.
— Eu não sou tão forte... Muito pelo contrario. — dizia Elesis enquanto chorava. — Em Ellia percebi o quanto éramos fracos, inúteis. Mesmo após ter treinado tanto, desenvolvido técnicas, nada disso foi suficiente. Mesmo juntando todos nos, Ryan, Sieg, Jin, Arme, Lire, Holy, e até mesmo você, Ronan, não fomos capazes de superar Cazeaje, e sei que todos se sentem da mesma forma, mas tem medo de dizer. E agora? O que vamos fazer?
— Elesis, calma. — Ronan abraça a garota que desabava em choro. — Se tudo que fizemos ainda não foi suficiente, vamos treinar mais, vamos dar o jeito, mas de uma coisa eu sei ninguém ira desistir enquanto respirarem. Você que se tornou líder dos Cavaleiros Vermelhos de Canaban, conseguiu entrar para Grand Chase e torna-se líder de equipe. Destruiu o mal que infligia Vermécia, o Samurai Gaicoz. Derrotou Paprion, e lutou até mesmo com o temível Victor. Logo você que teve a honra de lutar ao lado do Imortal, de ser neta dele. Foi aos confins de Ellia a procura de Cazeaje e seu pai. Você fez tudo isso Elesis, e com coragem, você não deve temer e nem desistir agora, por que você é uma Sieghart, aquela que ira salvar Ernas.
Elesis ficou muito encabulada com as palavras de Ronan, mas verdadeiramente ele estava certo. Ela o abraça novamente e dessa vez ainda mais forte, e agora chorava por emoção. Elesis faz uma breve visita ao seu amigo Arthur Larryschmidt, filho do mais talentoso ferreiro de Vermécia, o qual não os via por muitos anos. Segundo ela, Arthur fez sua primeira arma, a qual ela levou em sua jornada a procura de seu pai, e até mesmo quando entrou para a Grand Chase. Ela conta a Arthur que sua espada havia se quebrado em uma batalha contra um caranguejo gigante que falava no lago do crepúsculo na Terra de Prata. Arthur fica bastante feliz em ver Elesis e bastante impressionado com suas aventuras e por ter ingressado na Grand Chase, e lógico, por sua espada ter durado tanto. Arthur relembra de quando fez sua espada, escondido de seu pai e o pai de Elesis, e conta que seu pai havia falecido há alguns meses, mas deixou-lhe toda a loja de ferragem como herança. Arthur que já trabalhava com seu pai, tornou-se o sucessor do posto de melhor ferreiro. Elesis pede a Arthur que fabrique uma nova espada para ela, uma espada poderosa, resistente e mais leve. Rapidamente Arthur teve ideias extremamente exclusivas quanto à arma de Elesis e logo começa seu trabalho, dizendo que ficaria pronta antes do por do sol.
Enquanto isso Arme partia para Serdin, uma Cidade antes de Canaban, carregando consigo o corpo de Elena. Ela reporta para a rainha de Serdin tudo que havia acontecido após sua partida e que o mal que intitulava Cazeaje estava morta. Arme pede para que ficasse a sós com a rainha e assim seu desejo foi concedido, contando-lhe que Cazeaje era na verdade Karina Erudon, amiga de infância da antiga rainha de Serdin, Enna.
Arme sai do palácio e segue em direção à academia dos Magos Violetas, a procura de seu mestre, Serre, o Grande Arquimago, que também o tratava como avô. Arme nunca conheceu seus pais e desde pequena vive na academia ao lado dos magos. Ainda no colo, Serre observou que Arme era capaz de conjurar magias e logo a colocou como aluna na escola de magia, formando com 15 anos como uma das melhores magas da academia, podendo conjurar magias brancas e negras.
— Vovô Serre. Digo... Mestre. Eu nunca havia perguntado antes, mas... Quem são meus pais?
— Eu temia que este dia chegasse, minha pequena Arme. — dizia um velho de cabelos e barba longos e brancos. Segurava um cajado que tocava o chão, servindo de bengala enquanto andava.
— Eu sei que sou adotiva mas... eu nunca o perguntei quem era meus pais, mas na minha jornada conhecia uma garota que procurava seu pai desaparecido... o que eu quero dizer é que todos têm um motivo para estarem na Grand Chase, todos procuram algo, mas eu... eu não sei o que procuro. — dizia Arme bastante cabisbaixa.
— Eu entendo seus sentimentos, minha querida, mas devo confessar-lhe que não conheci seus pais biológicos. Você foi deixada em minha porta, acredito que não havia muitos dias de vida, mas mesmo com todas minhas habilidades mágicas, eu não fui capaz de encontrara-los. É como se logo após tivessem... — Serre prefere não dizer, mas iria concluir que haviam sido mortos. — mas parece que conseguiram salva-la no último instante, mesmo isso lhes custando à própria vida... Talvez antes você não tivesse muitos motivos para lutar a não ser impedir que Cazeaje usasse a magia para o mal, mas creio que agora mais do que nunca você tem motivos para continuar lutando, pelo amor de suas amigas, o amor e amigos que você conquistou. Lute por ele, lute por esse mundo, Arme Glenstid. — Arme derrama algumas lágrimas de emoção.
— Grande Mestre, eu preciso de um favor seu.
— Diga-me querida.
— Eu fui capaz de dominar os espíritos Siba, Efreet e Exaon, mas não foi suficiente, Cazeaje era muito forte e tolerou a todas as minhas magias... O que eu quero é que amplie minha magia e me ensine às magias perdidas dos grandes Arquimagos. — Serre a olha muito assustado.
Lire retorna a sua cidade natal, que na verdade era uma pequena ilha bem próxima ao continente de Vermécia. Chegando a pequena ilha, a primeira coisa que Lire fez foi ir até os anciões.
— Lire Eryuell. — dizia o Ancião. Um velho elfo sentado em um trono em cima de um pequeno altar. Era uma sala escura com apenas uma janela muito acima do ancião, mas as árvores impediam os raios solares, quase não dava para ver o velho, que dizia com uma voz bem roca. — Vejo que você tornou-se bastante poderosa, jovem elfa. Presumo que traga boas noticia.
— Na verdade... Não são tão boas, Sábio Ancião. — Lire estava prostrada diante do trono.
— Não seja tímida minha querida, sabe que você é sempre bem vinda aqui, levante-se. — disse o ancião e Lire se levanta lentamente. — Você vai finalmente voltar para casa?
— Realmente conseguimos acabar com o mal que se intitulava Cazeaje, mas há uma ameaça ainda maior, e eu vou precisar voltar para a Grand Chase, Sábio Ancião. — Lire demonstrava receio em dizer as palavras.
— Eu admiro sua coragem em ir ao mundo exterior e realmente estamos preocupados com sua segurança. Você sabe que os elfos são bastante perseguidos e ainda estamos em guerra com os anões, mas sempre estaremos apoiando você, jovem Lire. Quero que passe na oficina de Goonso, ele desenvolveu um novo arco e eu quero que seja a primeira a utilizá-lo.
— E-eu... Sim, Sábio Ancião.
— Algo te perturba? Diga-me.
— S-sim. Lembro que os anciões de Eryuell contavam historias sobre outras dimensões, Haros, Elyos, entre outros, mas ouvi dizer que existe algo chamado de fenda dimensional...
— Sim. É o ambiente dentro do portal dimensional, muitos ficam presos por esta fenda.
— Vocês diziam que era possível trazer alguém de volta e...
— Sim, é possível, mas perigoso, muito perigoso. Porque está fazendo essas perguntas?
— Quero ajudar uma amiga a trazer seu pai de volta. Ele foi mandado por uma fenda dimensional há muitos anos atrás, por Cazeaje.
— Jovem. Admiro sua coragem e determinação em ajudar uma amiga, mas muitos viajam por esses portais, e isso quer dizer que talvez o pai desta garota não esteja mais na fenda dimensional. Ele pode ter entrado em qualquer outro portal e ter ido para outra dimensão... Se ainda estiver vivo... Mas a única forma de salva-lo e abrindo um portal e procurando-o por toda fenda dimensional, mas como eu disse... E um risco inútil a se correr, não se sabe se ele ainda está por lá, e inclusive... você pode se perder e nunca mais voltar.
— Suspeitava que fosse dizer isso, Sábio Ancião.
— Sinto muito querida.
— Com licença. — dizia Lire, e o Ancião sinaliza com a cabeça aprovando.
Lire vai até a oficina de Goonso e experimenta seu arco. Era mais leve, mais potente e aumentou muito a velocidade do disparo. Lire rapidamente acostumou-se com o arco, que foi batizado de Gakkung.
Finalmente Lire vai até a sua casa, procurando seu irmão que há muito tempo não o via. Ela abre a porta com bastante desespero, mas não havia ninguém na casa, a garota fica bastante triste. Ela senta na cama de seu irmão e começa a observar os porta-retratos, quando ela observa que em um deles estava sua melhor amiga ao lado de seu irmão, ela acha aquilo muito estranho, mas logo o coloca no lugar.
— Lire. — Gritou uma Elfa que havia acabado de entrar na casa, pulando em cima de Lire. — Você cresceu... e esta linda.
— My... Myrielle. — dizia Lire com os olhos bastante arregalados.
— Você tem muita coisa para me contar. Comece, vai, vai. — dizia Myrielle que havia sentado na cama ao lado de Lire. — Você viu o mundo por mim não viu? Diga-me como ele é?
— Bem. Eu...
— Não seja tímida amiga, olha que eu sei de seus mais íntimos segredos. Esses dias eu me lembrei de quando estávamos naquele penhasco... E você lembra aquele dia que estávamos com o Nyel... E você estava...
— My-Myrielle. Esquece isso, ai que vergonha. Não precisa lembrar-se disso. O mundo lá fora é... bastante agitado. As pessoas se vestem de forma estranha, fazem casas de pedra... e tem castelos... Castelos... Castelos para todos os lados, são incríveis.
— Eu quero ir. — Myrielle estava com os olhos brilhando de ansiedade.
— Mas é bastante perigoso, estará mais segura aqui.
— Lire. Não se esqueça de que foi por minha causa que você foi escolhida... Afinal, era pra eu ir ao seu lugar, lembra?
— É. Lembro-me bem, mas desde quando você entra na casa de meu irmão assim? E desde quando vocês têm fotos juntos? — Myrielle levanta sua mão direita e em seu dedo anelar estava uma aliança prateada.
— Estamos noivos, vamos nos casar.
— Mas... desde quando você e Ladmir estão namorando? Ele é quase seis anos mais velho que você, você ainda é uma criança. — Lire estava espantada.
— Não tem muito tempo, mas você sabe, não é? Não tem idade nem hora para o amor.
— Entendo. — Lire solta um longo suspiro. — E a onde Ladmir está?
— Ele... Ele foi para uma batalha contra os anões, já faz alguns dias, três eu acho. Mas Lire conte-me como são os humanos.
— Bem, na aparência não muito diferente dos elfos, eu acho. Eles têm orelhas pequenas e arredondadas.
— Deve ser horríveis. — dizia Myrielle com olhar de espanto.
— Não. Até que são bonitinhas.
— Lire. Você tem namorado? — dizia empolgada.
— N-não. Eu... Eu... — desesperou-se.
— Quem é?
— Não somos namorados, ele só me beijou.
— E você o beijou também. É humano?
— Não, é um Druida. Mas eu conheci uma pessoa, ele não se parece muito humano nem elfo. Ele é misterioso... — dizia Lire muito cabisbaixa.
— E quem é esse garoto? Ele tem um nome?
— Ele não me disse, acho que nunca mais irei vê-lo.
Lire ficou ali por alguns minutos, mas logo se lembrou de que precisava voltar para o Quartel General da Grand Chase.
— Lire. — Chamou Myrielle. — O natal está chegando, você vai passar com agente, não é?
— Eu não sei. — Lire estava bastante triste e logo saiu da casa de seu irmão. Despediu-se de sua amiga e pediu que mandasse lembranças a seu irmão quando voltasse.
Assim como todos, Ryan também foi visitar sua terra natal, na floresta élfica, não muito longe da Grand Chase, mas a pequena vila estava no mesmo estado em que ele a deixou, totalmente destruída. Ryan Woodguard se lembra de vários momentos que passou com seu pai adotivo, conhecido como Druida Satyr e sua irmã, Lian Woodguard. Lian tinha muitos conhecimentos sobre ervas medicinais, havia curado muitas doenças, exceto a sua própria. A Garota tinha um corpo frágil e doentio, sua imunidade era muito baixa. Segundo Ryan, hoje ela teria 25 anos de idade, mas há muito tempo não a via, ela desapareceu sem deixar pistas de seu paradeiro. Ryan recolhe todos seus pertences e documentos importantes, inclusive os pergaminhos dos anciões Druidas e leva para a GC.
— Ryan Woodguard, o sentinela da floresta, 16 anos, guerreiro da Grand Chase. Esse sou eu maninha... E eu vou encontrá-la, não importa onde esteja.
No continente ao lado, lá estava Jin, visitando o antigo Reino de Prata, era outro que havia perdido até mesmo sua cidade natal.
— Então esse é o famoso Reino de Prata. Não parece grande coisa como dizem. — disse um garoto de cabelos brancos, sempre com um sorriso malicioso e sua expressão facial era bastante aterrorizante.
— É, talvez não seja mais. — Jin virou-se para o lado, não dando importância para o garoto.
— Estou decepcionado. — o garoto sem mais nem menos ataca Jin, desferindo um golpe com a palma de suas mãos, mas Jin defende com as costas de sua mão, jogando o braço do garoto para o alto.
— Mas o que foi isso? Esse golpe foi... — Jin em grande espanto.
— Então você é o famoso Jin Kaien, o Garoto de Prata? Que título ridículo para um garoto como você.
— Como ousa? Quem é você? — havia ficado muito irritado.
— Se você é o Garoto de Prata, eu posso ser o Garoto de Ouro, ou quem sabe o garoto de Diamante, que é mais resistente. — o garoto sempre com a mesma expressão facial.
— Não brinque comigo, responda minha pergunta. — dizia Jin bastante irado.
— Por que você quer saber? Logo estará morto mesmo.
— Desgraçado. — Jin parte para o ataque, mas o garoto parecia conhecer todos seus movimente, e sua expressão risonha deixava Jin ainda mais irado.
— Como imaginei... você esta deixando sua fúria consumir você, ao invés de controlá-la. Você não merece ser quem é Jin Kaien.
— Vou lhe mostrar o que é a verdadeira fúria. — Jin começa emanar todo sua aura avermelhada.
— “Oh”. — dizia o garoto ficando impressionado com o tamanho da aura, mas sem tirar a expressão risonha do rosto.
— Final Days in Fury... — Jin parte com tudo para cima do garoto.
— Estou decepcionado, Jin Kaien, é só isso que você tem após liberar toda sua fúria? — Aquele garoto libera uma forte luz azul em sua mão direita, logo ele golpeia e colide com o ataque de Jin. Uma forte luz azul e vermelha surgiu misturada em forma de tornado, algumas pedras e meias colunas foram totalmente despedaçadas. A luz crescia cada vez mais, mas de certa forma, parece ter sido sugada em piscar de olhos.
— Mas... o que aconteceu? Ele... Bloqueou meu ataque. — dizia Jin sem entender, estava muito surpreso e espantado.
— Mais ou menos isso, Jin Kaien. Você é um fracassado.
— Mas... Quem é você? — com os olhos arregalados.
— Eu abandonei meu nome há muito tempo, mas em respeito e lembrança a meu mestre, eu tomei a liberdade de me titular... Azin, Azin Mujin. Jin Kaien... Seu mestre sobreviveu ao ataque de Victor, e eu o salvei. Em retribuição, Azin Tairin me treinou para ser o defensor dessas terras, ou como ele te chamava... Iluminado. Mas infelizmente Azin Tairin morreu, e antes da morte, me pediu para que destruísse Victor e procurasse por seu querido aluno, no qual ele não parava de falar nem um segundo, Jin Kaien. Fiquei sabendo que Victor havia morrido e que o garoto de prata ainda estava vivo, mas que decepção em conhecê-lo, você é fraco. Eu poderia matá-lo aqui mesmo, mas quero que me veja superá-lo e quando isso acontecer eu mesmo o matarei e tomarei seu lugar... — O garoto desaparece rapidamente.
— Meu mestre... estava vivo e eu não consegui encontrá-lo. — dizia Jin bastante cabisbaixo, logo cai de joelhos e grita bem alto, perdendo toda sua sanidade.
Na Grand Chase, na sala da Comandante Lothos...
— Meu nome é Azin Mujin. Tenho 16 anos e nasci em Canaban, sou filho adotivo de Azin Tairin. Mesmo não tendo nascido no continente da Terra de Prata, eu sou um Cavaleiro de Prata, título consagrado pelo próprio Azin Tairin. Como muitos pensam Jin Kaien não é o último, depois da morte de Victor e de meu amado mestre, somos os únicos. — Azin retira do bolso um pequeno emblema concedido apenas para os Garotos de Prata. — A Grand Chase tem minhas habilidades ao seu dispor.
— Entendo, mas você deve passar por um teste antes de entrar para a... — dizia Lothos ao ser interrompido por Jin que acabara de chegar.
— Deixe-o, Comandante Lothos. Ele não precisa de treino ou testes, ele tem os ensinamentos de meu mestre, está apto a entrar para a Grand Chase... esta sobre minha responsabilidade.
— Então daremos a ele a chance de mostrar sua lealdade. — Lothos carimba um papel e entrega a Azin. — Seja bem vindo Sr. Azin Mujin.
— Obrigado, comandante Lothos. — Azin vira-se de costa e antes de sair da sala, diz baixinho para Jin: — Isso não muda nada, Jin.
— “porque ele tem o emblema do Garoto de Prata que seria concedido a mim? Droga”. — pensava Jin.
— Você parece tenso, Jin. — dizia Lothos após Azin sair.
— N-não é nada, só estou surpreso por encontrá-lo novamente. — dizia Jin escondendo toda verdade. — A onde está o General?
— Ele passou aqui para dizer o que havia acontecido em Ellia e disse que iria ficar fora por um tempo, como sempre. É como o Führer (do alemão, líder, chefe, Marechal ou maior patente), ele nunca para no Quartel.
— E você por acaso já o viu?
— N-não, é como se ele não existisse. Acho que apenas Sieg o conhece. — dizia a comandante. — Sieghart indicou dois candidatos esta manhã. Aonde deixei seus documentos? — Lothos procurava os papeis desesperadamente.
— São esses? — Jin pega os papéis que se encontrava em cima da mesa e entrega a Lothos.
— Ah sim, obrigada. Holy Serenity, 16 anos, do Reino da Luz, e Lass, sem sobrenome, nem idade e... Pode ter nascido na cidade da Cruz de Prata.
— Ele foi possuído por Cazeaje, perdeu a memória. Sieg disse para ficarmos de olho no garoto.
— Entendo, com certeza iremos ficar.
Holy e Lass, após se apresentarem, fizeram o teste e passaram. Holy partiu para o Reino da Luz para informar ao Papa Constantino sobre a morte de Cazeaje e a sua separação acidental dos membros da Ordem dos Paladinos da Luz e sua entrada repentina para a Grand Chase. Lass permaneceu em um quarto para repousar, oferecido por Arme.
No dia seguinte todos, exceto Holy e Azin, voltaram para o Quartel da GC, faltavam algumas semanas para o natal. Todos treinavam bastante.
Respectivamente Lass, Holy e Azin na primeira imagem. Enna, a rainha de Serdin, Karina Erudon e Anyu na segunda imagem.
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