Grand Chase - Os Defensores de Ernas

22 Capítulo 22 Especial - Natal na Grand Chase


Notas iniciais
Um capitulo especial para descontrair, EEEEEH NATAL NA GRAND CHASE! ô)

(Especial) — Natal na Grand Chase

— Bom dia, ruivinha. — dizia Ronan que acabara de chegar, Elesis estava treinando em uma parte da floresta, no lugar de sempre.

— Já disse que não gosto que me chamem assim, até parece que não me conhece. Bom dia, Ronan Erudon. — Elesis segurava duas longas espadas, uma em cada mão.

— Então essas são as espadas que Arthur fez?

— Sim, ainda estou tentando me acostumar a segurar a espada com apenas uma mão.

— Ira Conseguir. Você partiu de Canaban novamente sem avisar, Por quê?

— Queria que ninguém me impedisse, e não achei que você fosse vim para cá, afinal, você não é membro da Grand Chase. — dizia Elesis e logo voltando a praticar com suas espadas.

— Quem disse? Tornei-me membro antes de ir para Ellia, foi assim que descobri a localização de vocês e Cazeaje.

— Ronan.

— Diga.

— Diga-me você... Quem é Harpe? — indagou Elesis e Ronan ficou espantado e sem palavras, logo Elesis para de treinar e fica frente a frente com o garoto.

— Harpe Noir era meu servo mais leal. Ele pertencia a uma família de criados da família Erudon e desde minha infância esteve ao meu lado. Mesmo sendo somente um pouco mais velho do que eu, sempre tomou conta de mim e me ajudou em minha educação e treinamento. Harpe se tornou meu melhor amigo, sempre esteve comigo independente da situação, boas, ruins, horríveis... Guerras. Mesmo quando eu liderava as tropas Reais de Canaban e estava sobre domínio de Cazeaje, quando ela me fez fazer horrores na guerra que abalou Serdin e Canaban, mesmo quando me tornei um líder impiedoso, Harpe continuou ao meu lado... — Ronan hesita por um instante.

— E... O que aconteceu depois que você se livrou dela?

— Harpe estava lá, não era surpresa nenhuma, mas ele disse que eu já estava forte o suficiente e não precisaria mais dele, ele precisava fazer algo a mais por Canaban. Foi chamado por uma organização chamada Existor. Uma organização que apoiava a família Erudon em informações, espionagem e serviços secretos, tudo que fosse necessária para manter a família Erudon informada, mas Ele se envolveu demais nos problemas que era da Grand Chase. Alguns diziam que havia sido capturado por Cazeaje, outros... morto por ela, e alguns dizem que ainda está vivo em algum lugar. Da verdade ninguém sabe, mas de uma coisa eu sei, ele estava envolvido em algo perigoso e informações sigilosas ele havia obtido.

— Então há chances de Harpe estar vivo, não é?

— É no que eu acredito.

— Ele era muito parecido com Lass?

— Na primeira impressão, sim, mas... Harpe tinha os olhos escarlates, iguais aos seus. — Ronan olha para o céu com o coração esperançoso.

Em outra parte da floresta, enfrente um lindo e azulado lago, estava Lire, sentada e olhando para um único ponto da floresta, o local em que uma vez surgiu uma enorme luz roxa. Lire não se contenta e acaba levantando-se rapidamente e atravessando a ponte, indo até tal lugar. Chegando ao local, ela fica bastante cabisbaixa, não havia nada ali, a não ser uma forte presença do garoto que ela havia encontrado.

— Eu sei que está ai. Por que não aparece? Sua presença é tão forte e sinistra que você não consegue esconde-la totalmente. — Lire fica em silêncio por um instante, observando todos os cantos da floresta. — “Entendo... Sua presença e tão forte, e sua energia tão sinistra que ainda não saiu desta parte da floresta, era somente rastros de sua aura”... — pensou Lire, logo voltando bastante triste para aquela ponte.

— “Ruun”. — pensou o garoto que se encontra em cima de uma galha. Escorado de costas na árvore, com um pé apoiado na mesma e braços cruzados observava Lire, mas estava ali por outro motivo.

— Bom dia, Lire. — dizia Ryan que acabara de chegar à ponte.

— Bom dia, Ryan.

— Eu queria... Sei lá, sabe? Desculpe-me por aquele dia no navio, eu nem tive tempo de me desculpar. — dizia Ryan bastante tímido.

— N-não... Eu que peço, eu fiquei sem saber o que fazer e... me desculpa.

— Você está corada. Que bonitinho. —Ryan sorri.

— Eu... — Lire havia ficado bastante envergonhada, mas Ryan a interrompe colocando o dedo indicador sobre a boca da garota, fazendo sinal de silencio. — Ryan. Eu... Eu não posso fazer isso.

— Eu não vou fazer nada. Você me faz lembrar minhas amigas druidas, mas o jeito é como se fosse minha irmã, Lian. Eu a perdi há muito tempo...

— Falando assim, até parece meu irmão, Ladmir. Acho que vamos ser mais que amigos, seremos irmãos... — Lire da um belo sorriso e é retribuído com o sorriso de Ryan.

— O que os dois pombinhos estão aprontando? — dizia Arme que acabara de chegar junto a Lass

— Somente conversando. — dizia Ryan.

— Sei.

— E você Lass, já está melhor? — perguntou Lire.

— Eu? — Lass alongava seu braço direito e logo o esquerdo. — Eu estou ótimo. — Estava com uma expressão mais risonha e havia cortado um pouco os seus cabelos.

— Gostei do cabelo. Já se lembrou de algo? — indagou Ryan.

— Obrigado. N-não. — Lass fica cabisbaixo. — Nada que fosse útil para fazer-me lembrar de meu passado.

— Vamos te ajudar, não se preocupe. — dizia Arme, e logo um pequeno floco de neve pousa sobre o nariz de Lire.

— M-mas... O que é isso? É neve? Esta nevando. — dizia Lire e logo vários flocos começam a cair.

— É mesmo. Já ia me esquecendo. Temos que começar a fazer os preparativos para o natal, foi por isso que viemos aqui, vamos. — Chamou Arme, voltando desesperada para dentro dos muros da Grand Chase. Lire Pega na mão de Ryan e o puxa.

— Quem chega primeiro fica com a tigela de doces. — gritou Arme Que saiu disparada para a casa que iriam preparar a festa de natal, seguido por Lire, Ryan e Lass respectivamente. Arme chega a casa e rapidamente abre a porta alegre e saltitante. — Ganhei, ganhei...

— Não, Não, eu cheguei primeiro. — dizia Lass com a tigela na mão. Elesis e Ronan estavam na casa, fazendo os preparativos.

— Ninjas... — disse Arme decepcionada.

— Lass! — gritou Ryan.

— O que foi? Eu ganhei, oras!

— Não vale usar poderes.

— Mas eu usei somente minha velocidade normal, e eu ainda fui devagar. — logo todos começaram a rir.

O natal se aproximava e logo ele chegou, e o chão estava coberto por neve. Presentes foram distribuídos por Ryan, que havia se vestido de Papai-Noel. Até mesmo Lothos estava e muito elegante por sinal. Somente Sieghart, Holy e Azin não haviam comparecido a ceia. Varias brincadeiras físicas foram feitas, e Lass foi praticamente expulso delas por ganhar todas, por suas habilidades de ninja, logicamente a expulsão do garoto foi motivo de piada. Até mesmo perguntaram Lothos se ela já havia tido um namorado, e a resposta surpreendeu a todos, ela já havia tido, mas ele havia morrido em batalha, pouco antes de Lothos começar a dedicar mais ao exército e se tornar comandante. Lothos também pergunta qual é a relação de Lire e Ryan, e rapidamente os dois respondem que são somente amigos, mas a resposta foi diferente quando perguntaram sobre Elesis e Ronan... Ronan havia pedido a mão de Elesis em namoro, e a garota havia aceitado.

A noite foi extremamente maravilhosa, assim diziam todos. Já era tarde quando decidiram ir para seus aposentos, mas infelizmente Lass ainda estava sem lugar para dormir e novamente Arme oferece seu quarto. Lass fica muito sem graça, mas acaba aceitando.

No dia seguinte, muitas guerras de neve foram feitas, mas logo partiram para um lugar aonde havia um pouco menos de neve, precisavam treinar suas habilidades para o pior dos males.

— Que tal fazermos um pequeno torneio, só para decidirmos quem é o mais forte entre nós. — dizia Arme muito animada. Fizeram pares para os treinos, mas um teria que ficar de fora, pois eram sete. Lass ofereceu-se para ser este, mas logo, junto ao vento, apareceu Sieg, vindo dos céus.

— Sieg, venha cá. Estamos treinando nossas habilidades, venha com a gente. — gritou Arme.

— E com quem eu terei que lutar?

— Com o Lass. — gritou Arme inocentemente. Lass encara Sieg e vice versa. Logo Sieg fecha seu semblante.

— Melhor não. Eu poderia matá-lo. — disse Sieg com seu jeito arrogante, logo segue seu caminho com as mãos no bolso. Lass fica bastante triste.

Logo um soldado aparece dizendo que Lothos estaria à procura de Jin, então Jin rapidamente vai até a sala de Lothos.

Três meses depois, após muito treino, Lire se encontrava novamente sentada no mesmo local de sempre, olhando para aquele mesmo ponto da floresta, então novamente ela colocou-se de pé e foi até aquele local, dessa vez sem esperança alguma.

— “A presença daquele garoto ainda ronda por este local, é incrível”. — pensou Lire. — Só queria poder te ver mais uma vez.

— O que você quer comigo? — Uma voz soa atrás da garota e Lire toma e baita susto.

— De onde... Como... Como veio parar aqui? — dizia Lire ainda assustada.

— Eu estava aqui o tempo todo, pelo menos quase o tempo todo. O que você quer comigo?

— Eu... quero dizer... seus ferimentos já se curaram?

— Já se passaram vários meses, até um humano comum já estaria curado.

— É verdade. Você disse que estava aqui quase o tempo todo, por que continua vindo aqui?

— Motivos pessoais, meu interesse esta em um artefato dentro desses muros, mas não sinto a presença dele no momento. Já estou de partida.

— Mas o motivo de você ter vindo aqui à primeira vez não foi esse, estava muito machucado. — dizia Lire indo atrás do garoto.

— Foi mera coincidência.

— Diga-me seu nome...

— Fará diferença?

— S-sim.

— Pra mim não.

— Você pode me falar a que raça pertence?

— Você faz muitas perguntas a meu respeito.

— Desculpa. — Lire não parecia ficar tímida perante o garoto. — Encontramos uma garota, ela parecia com você. Estava procurando uma pessoa com suas características, parecia muito mimada com seu mordomo, acho que era James.

— O que? Droga. Então Ela está aqui?

— Quem é ela? Sua namorada? — disse Lire e o garoto apenas a encara por alguns instantes.

— Eu Preciso ir. — o garoto toma rumo adentrando mais a floresta.

— Mas já?

— Tenho algo a fazer.

— Foi bom te ver de novo. — Lire fica corada e cabisbaixa.

— Para o seu bem, é bom que não me veja nunca mais. — desaparece rapidamente.

Uma pequena lágrima escorre de seu rosto enquanto vê o garoto partir.