Grand Chase: Dio E A Dimensão Paralela!

7 A Feiticeira Dos Campos Nevados - Parte Dois


Notas iniciais
Continuação da batalha entre Dio e Reika, a feiticeira dos Campos Nevados!

A neve cobria severamente o campo arroxeado. Pétalas duras, congeladas caiam das árvores. Dio sentia arder os cortes efetuados pelos leques do belo demônio.

– Eu cansei dessa palhaçada! Não tenho todo tempo do mundo! Honre sua raça, demônio! Enfrente-me!
– Assim será, Asmodiano – Respondeu Reika com um olhar perverso no rosto.

Reika posicionou-se de uma forma diferente da de antes. Separou as pernas, abriu os leques e levantou a guarda. Uma poderosíssima aura branca tomava o corpo de demônio. Dio jogou a Death Star para o alto, e a pegou em seguida.

– Venha! – Exclamou o Asmodiano.

Reika correu em direção a Dio, deixando seus belos cabelos negros se soltarem. Pulou e girou no ar ao mesmo tempo, tentando acertar Dio com seus leques novamente. Dio tentou cortá-la com a foice em um corte horizontal, mas Reika agarrou a haste da Death Star, ficando de cabeça para baixo.

Reika encarou Dio por um segundo, e sorriu ironicamente. Seu olhar e sua personalidade estavam completamente mudados, e agora ela passava uma expressão de seriedade, mesmo estando de cabeça para baixo.

Deu um chute de cima para baixo, acertando o rosto de Dio, que recuou um passo para trás. Tentou, em vão, cortar a garota com sua garra, mas a mesma agarrou uma parte do seu braço onde não havia espinhos com um braço, e acertou-lhe uma cotovelada no nariz com o outro.

– Ela mudou totalmente de estado. Está lutando pra valer, e se isso continuar assim, ela vai acabar me matando! Preciso acabar com isso rápido! – Pensou Dio.

Dio foi para trás novamente, limpando o sangue que escorria do seu nariz. Tinha que controlar sua raiva, e lutar com técnica. Reika investiu com seu leque em um corte horizontal na altura do rosto de Dio, que se desviou abaixando. Dio desferiu um soco no estomago do demônio, que arfou de dor. Em seguida, agarrou o pescoço da garota, e a jogou contra o chão, segurando-a. Estava pronto para acabar com a luta. Ia fazer um último corte em seu pescoço, quando foi surpreendido. Reika soprou uma brisa de gelo em seu rosto, o que o desconcentrou, obrigando-o a soltar o pescoço da garota. Levantou, e efetuou um corte no peitoral de Dio, que gritou de dor.

–Argh! Seu verme!

Reika respondeu com um olhar frio e sedutor.

Dio materializou um braço de energia maligna que golpeou Reika, mandando-a longe.

– Morra! Choque Fantasmagórico! – A lança demoníaca de Dio cravou no chão, mas não acertou Reika, que teletransportou-se para trás de Dio, passando-lhe uma rasteira. Dio caiu no chão, vulnerável a qualquer ataque. Reika ergueu os leques para dar o golpe final, e pronunciou:

– Acabou! – Estava descendo os leques em direção a cabeça de Dio, quando foi pega de surpresa por uma carga de eletricidade de coloração azul. Caiu no chão, paralisada.

Uma pequena esfera de metal surgiu do meio dos raios que paralisavam Reika. Foi em direção a Dio, e se expandiu criando uma tela transparente. Uma imagem começou a se formar.

– Dio! Dio! – Clamava uma voz familiar.

A imagem acabou de se formar, fazendo aparecer o rosto de uma garota de cabelos azulados na tela.

– M...Mari? – Surpreendeu-se – Aonde estão vocês? Que lugar é este?
Eu não me lembro de nada, só de uma grande explosão! Então

acordei nesse maldito lugar!

– Vejo que está tendo problemas aqui, e eu não tenho muito tempo, então vou ser breve. Está dimensão foi criada por Duel...
– Duel! – Exclamou Dio – Claro! Estávamos batalhando contra aquele Maldito! Vai se arrepender!
– Está dimensão é criada por ele, e no meio da batalha sugou você, Rey e Sieghart para dentro dela, mas o porquê disso, nós ainda não sabemos. Você por acaso sabe onde eles estão?

– Está é uma dimensão pequena, e a única matéria existente aqui pertence a essa estrada, que se chama Estrada das Lamentações. Consegui informações derrotando alguns monstros. O portal de saída dessa dimensão é no final dessa estrada, que é protegida por 5 guardiões. Está garota que eu estou enfrentando é a segunda guardiã. Ainda há um longo caminho a percorrer! E sobre os dois... Travei uma batalha contra Sieghart. Ele estava possuído por uma magia do ultimo guardião. Após quebrar o feitiço, ele me disse que Rey estava presa com o mesmo. Depois disso, foi teletransportado para o fim da estrada. Preciso chegar lá!

– Ótimo! Enviei Lupus e Zero para auxiliarem vocês, mas creio que sua jornada seja extremamente demorada, talvez não cheguem a tempo... Vou passar estas informações para eles. Meu tempo está acabando. Pegue isto: — Uma poção materializou-se na frente de Dio – Vai precisar. Por favor, chegue logo, e traga Rey e... – Mari vacilou – E o Sieg de volta! Adeus!

A esfera desmaterializou-se, e Reika recuperou seus movimentos.

– Ora... Então parece que você já sabe o que está acontecendo aqui não é mesmo!? Teve que pedir ajuda para os amiguinhos pra salvar a namorada! Que fofo! Ou melhor... Totalmente desprezível! Pode pedir ajuda a quantos aliados for preciso, mas você não saíra daqui vivo!

Agora que Dio compreendia o que se passava, estava ainda mais determinado a sair daquela dimensão. Mas para isso, precisaria primeiro derrotar o monstro a sua frente.

– Ótimo, tenho ainda menos tempo. Já está bom de aquecimento, não acha? Vou dizer algo que pode lhe assustar. Como fui sugado para outra dimensão, tive meus poderes selados novamente. Porém, eu já aprendi como usá-los da forma correta, e mais, posso abri-los e fechá-los a hora que eu quiser. Na luta contra Sieghart, fui obrigado a abrir o primeiro selo. E agora, não vejo alternativa a não ser abrir o segundo. Resumindo, gostaria de parabenizá-la, mas essa luta termina aqui.

– Segundo Selo, Abra!

Após dizer estas palavras, o gelo em volta de Dio derreteu, o gramado roxo começou a levitar e a se despedaçar em chamas negras, assim como as pétalas do ipê que tempos atrás fora roxo. Árvores ao redor entravam em combustão devido ao tamanho poder que era emanado. Dio estava circunscrito em um círculo com inúmeros hieróglifos e símbolos, quais não podiam se decifrar. Uma intensa aura roxa cobria seu corpo, que sofrera algumas pequenas mudanças. Seu cabelo crescera um pouco, e sua garra dominava ainda mais seu braço.

– Hahahahahahahahahahahahahahahahaha! – Ria freneticamente o Asmodiano. – Da última vez, nem teve como eu apreciar esse momento devido a urgência da transformação, então meu corpo não se manifestou... Mas veja! Estou magnífico!

– Ora, seu maldito! Olha o que você fez com o meu gramado! Se acha que pode me derrotar só por que mudou o corte de cabelo está totalmente enganado! – Rugia o monstro!

Dio completara sua transformação, e andava vagarosamente em direção a Reika. Sua aura queimava tudo o que tocava, e um rastro era deixado no belo gramado arroxeado. – Peço perdão, não tive a intenção de estragar seu belo gramado. – Dio contraiu sua aura, deixando-a menos densa, de uma forma que não queimasse tudo a seu redor. Claramente, o fez de um jeito irônico, exibindo-se.

– Está se achando não é seu imbecil? Morra! — Reika lançou um de seus leques em direção a Dio, que o dilacerou facilmente com a garra.

– Não é possível! – Assustou-se Reika.

– Hahahahahahahahaaha! – Ironizou novamente o Asmodiano – Vamos brincar!

Em uma investida de extrema velocidade Dio cortou ao meio o outro leque de Reika, deixando-a desarmada. Com uma mão de energia agarrou a garota, e a atirou para cima. Apareceu rapidamente atrás dela em pleno ar e lhe acertou um chute nas costas, que a fez cair brutamente no chão. Dio estava pronto para fincar a Deathstar em suas costas, mas ela ainda tinha forças suficientes para desviar. Rolou para o lado, levantou-se, e tentou acertar um chute lateral em Dio. O jovem segurou seu tornozelo e a lançou contra uma árvore. Cortou com a Deathstar em vão, acertando e retalhando a árvore. Dio materializou uma esfera demoníaca e a prensou contra o estomago de Reika, como um soco, levantando-a no ar.

– Desapareça! Estocada!

Perfurou o peito do demônio perfeitamente, e continuou a empurrando até cravar em uma árvore.

Sangue escorria da boca da garota. Em seu olhar era possível ver a raiva e o ódio que a consumiam.

– Hehehehe...
– Do que está rindo, infeliz? – Perguntou Dio.
– Hehehehehehehe – A voz de Reika engrossava aos poucos. – Seu maldito, devido a sua arrogância terei que usar minha verdadeira forma! Te garanto, não vai gostar do que verá! Uaaaaaaaaaaaaaargh! –Rugiu ferozmente o demônio. Seu rosto escureceu, seus olhos tornaram-se pretos e amarelos. Presas e chifres apareceram, garras de um preto brilhante nasceram de seus punhos, asas negras, e uma cauda pontiaguda se manifestaram. Toda a beleza que uma vez predominava, se extinguira.

– Olha como eu estou!!! – Estrondou Reika, com uma horrível voz, tirando a lança de Dio de seu corpo.
– Mais bela impossível. – Provocou Dio.
– Iraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh! – Investiu.

Tentava cortar Dio com suas garras afiadas, mas Dio desviava facilmente.

– Você tem que morrer, Asmodiano de merda!
– Ridículo! Ainda depois de sua transformação não consegue me derrotar! Mas, para um ser patético como você até que não foi tão mal!

Dio a empurrou com uma garra materializada e levantou uma mão para cima, pronto para evocar alguma arma de seu arsenal.

– Quero ver se dessa você escapa, verme! Zona Mortal!

Cravou sua arma direto no peito do monstro, que ficou preso no chão. O solo ao redor era dizimado, e Reika, devido a energia maligna que vinha do Zona Mortal, era desintegrada. Um último grito de desespero tomou conta do ar.
– Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao!!!
– Hahahaha... Queime, infeliz!

Momentos depois, a segunda guardiã não passava de pó. Sua essência já fora de encontro a Dio.

– Já possuo 3 essências. Tenho que prosseguir por essa estrada... Que aqueles vermes inúteis cheguem rápido!

Partiu a correr, deixando para trás os Campos Nevados de Reika. O cheiro de enxofre novamente tomava conta de seu olfato. Voltara a Estrada das Lamentações, a antes do que nunca, estava a procura do terceiro guardião.

Em um lugar distante, ainda não designado, outros dois jovens encontravam-se em meio a um vórtex dimensional, algo semelhante a um túnel repleto de luzes, imagens e sons, alguns descritíveis, outros não. Seria uma longa viagem.

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– Zero... Foque em seu objetivo, não podemos perder essa chance. — Pressionava Grandark.
– Ainda não sei se estou preparado.
– Quando a hora chegar, você deve estar.
– Você fica bem engraçado falando sozinho. – Comentou Lupus.
–... – Acanhou-se Zero.
– Parece que chegamos em algum lugar... Mas, esse não é o nosso destino.

Uma estranha paisagem era vista. Porém, nenhuma paisagem que os jovens tenham algum dia visto.


Notas finais
No próximo capítulo, mais um desvio na jornada de Dio. Zero e Lupus caem em uma dimensão aleatória! Quais perigos os esperam!?