Grand Chase: Dio E A Dimensão Paralela!
8 Batalha Em Elyos!
Notas iniciais
Os dois jovens que estavam imersos em uma viagem interdimensional finalmente chegam em algum lugar, mas, não o lugar por qual almejavam.
— Alguma hipótese de onde caímos? – Perguntou o garoto musculoso, de cabelos cinzas, uma venda tampando os olhos, e segurando uma enorme espada. Zero.
— Sim...- Farejou Lupus, sentindo o cheiro de algo queimado- E ambos já estivemos aqui. Elyos.
* A dimensão onde ‘ele’ nasceu, Zero. Podemos conseguir algumas informações valiosas...* — Projetou Grandark na mente de Zero.
— Temos que procurar pelo portal se quisermos voltar. Ele deve estar por perto. – Concluiu Lupus.
Estavam em Elyos, a dimensão que Dio, Rey e Duel nasceram. A atmosfera era levemente mais densa que a de Ernas, e menos iluminada. Seu solo era roxo e fértil, com algumas flores que deixavam um agradável aroma. Era tudo muito plano e belo, mas sua vista era prejudicada devido ao bosque que jazia em frente a eles.
— Vamos andando, temos que sair logo daqui. – Disse Lupus.
A bosque que entraram era extremamente belo. Árvores grandes e altas, de folhagem púrpura e flores azuis e roxas. Passaram por um lago raso e cristalino, sendo possível visualizar alguns peixes.
O aroma de flores que antes tomava o olfato dos jovens deu lugar a um cheiro de queimado. Olhando alto para o céu, via-se uma nuvem de fumaça vinda de trás do bosque.
Atravessaram-no e, depararam-se com uma pequena vila em ruínas, completamente incendiada. Um pequeno garoto, de pés descalços, todo sujo de fuligem, e com dois pequeninos chifres na cabeça estava chorando enquanto esmurrava o chão, perto da vila.
-Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Aqueles malditos! Mataram minha avó, e destruíram minha casa! Uaaaaaaaaaaaaaah!
Os berros chamaram a atenção de Zero e Lupus, que foram conferir o que acontecia com o pobre garoto.
— Por que chora, moleque? – Perguntou duramente o caçador de recompensas.
— Uaaaaaah, eles mataram minha vovozinha, todos da vila, e colocaram fogo em tudo! Uaaaaaaaaah!!
— Levante-se, seu frangote! Você fede a medo! – Provocou.
— Hhmmm! Hmmm! Você é mal! Uaaaaaaaaaaaaah!
— De quem se trata? Quem matou sua avó? – Perguntou mais calmamente Zero.
— Foram eles! Uaaaaah! Aqueles...
— Espere – Cortou Lupus. – Hmmm...
Lupus farejou um odor conhecido. Um odor que o causava a estranha sensação de felicidade e angústia ao mesmo tempo. Um odor que o lembrava de memórias dolorosas, e que trouxe a ele um ilustre sentimento de vingança. Colocou a mão em seu braço direito, abriu um pequeno sorriso maléfico, e pronunciou:
— Eles estão aqui! Ele está! A besta que me fez isso! Dragões, sinto o fedor de dragões!
Pôs-se a correr freneticamente, deixando Zero e o garoto para trás.
* Vá atrás dele, Zero! Precisamos dele para alcançar nossos objetivos!* — Disse Grandark a Zero.
— Seja forte garoto! Treine, fique forte, e assim conseguirá o que quer!
— Ta bom... Uaaaaah!
Zero correu em direção a Lupus, com esperança de alcança-lo. A terra em que Zero pisava agora era de uma coloração marrom, extremamente quente e infértil. Estava queimada. O ar era embaçado pelo vapor quente que saia de pequenos buracos no chão. Rachaduras e relevo irregular caracterizavam a região.
Ao fundo, era possível ver uma bela paisagem roxa, típico das terras de Elyos.
Estavam no pé de um vulcão.
Mais a diante, viu Lupus em frente a um imenso portão de bronze e prata, com um desenho de um gigantesco dragão estampado. Estava localizado na base do vulcão. O portão daria para uma caverna ou um covil, onde estariam os dragões. Mas para isso, o portão primeiro deveria ser aberto, e não havia nenhuma campainha.
— Lupus, vamos embora! Precisamos achar logo o portal!
— Não me interrompa, verme!
Lupus sacou dois revolveres dourados e extremamente belos de seu cinto. As duas armas demoníacas: As pistolas Scarlet. E com uma delas apontada para o portão pronunciou: Delegar!
Um disparo rápido e certeiro foi mandado diretamente ao centro do portão, que com um enorme estrondo foi escancarado e destroçado.
Um rugido alto foi ecoou pela caverna, e em cerca de segundos, uma legião de dragões humanoides tomava conta do caminho, indo em direção ao lado de fora.
— Tsc, droga... – Bufou Zero, sacando sua Grandark, que aumentou de tamanho, preparando-se para a luta.
Tinham pouco mais que dois metros de altura, fortes, robustos, e inteiros de liga de bronze. Carregavam machados e espadas, e vestiam capacetes e cotas de ferro. Estavam furiosos.
O primeiro veio correndo em direção a Lupus, tentou acertar um golpe vertical com o machado, cravando-o no chão. Lupus desviou para trás, caindo propositalmente de costas no chão, e acertou inúmeros tiros no dragão, que arfou de dor e caiu no chão, de bruços.
O segundo tentou cortar Zero, que quebrou facilmente a espada do adversário com sua Grandark, a qual tomou outra forma e foi cravada no peito de metal do dragão.
- Mordida! – Zero puxou de volta sua Grandark, enquanto o monstro foi arremessado para o lado contrário.
Um grandalhão de uns 5 metros, portanto dois machados e um grande capacete veio correndo para Lupus.
— Hahahaha, esse é dos grandes! Caninos Gêmeos!
Duas balas grossas perfuraram o peito do animal, e para finalizar, um disparo de energia explodiu na cabeça do réptil metálico. Ouviu-se o som do dragão caindo ao chão.
-Força Perfeita!- Mais um era pulverizado.
Tudo o que se ouvia era rugidos e tiros no campo de batalha, mas os dragões eram muitos, e os dois jovens não estavam conseguindo lidar com tantos inimigos. Foi quando Zero visualizou um círculo de energia azul flutuando no ar.
-Lupus!! O portal! Está ali do lado! Vamos logo!
Zero derrotou seu ultimo adversário e correu para perto do portal. Gritou para Lupus, que ainda lutava contra os monstros:
-Acabe logo com isso! O portal está fechando!
— Não antes de eu saber aonde ele está, e acabar com todos esses vermes!
Lupus concentrou toda a sua energia em suas Scarlets, e com inúmeros tiros e disparos poderosíssimos gritou:
— Afaste-se, Zero! Vou acabar com isso agora! Disparo Final!!!
A energia liberada foi tão grande, que foi possível visualizar curvaturas no espaço e
tempo, como rachaduras em pleno ar. A devastação foi unânime, e tudo o que se via era destruição, e o resto dos corpos que sobraram caídos no chão. Lupus olhou para dentro da caverna, e viu um dragão magricelo tremendo em um canto. Apontou par ele sua Scarlet, e perguntou:
— Onde ele está!?
— O m-mestre saiu! A-afazeres aparte!- Disse, trêmulo e com medo.
— Diga a Berkas que mandei lembranças.
O magricelo dragão largou sua espada no chão correu amedrontado para dentro da caverna. Lupus o abandonou.
— Vamos embora dessa droga de dimensão.
— Já era hora...
Entraram novamente no portal, que quase fechara, e embarcaram a tempo em outra viagem interdimensional.
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