Grand Chase: Dio E A Dimensão Paralela!
6 Em Uma Grand Chase Paralela.
Notas iniciais
Em uma longínqua terra de Ernas, em um cenário totalmente destruído, um grupo recuperava-se lentamente de uma batalha que parecia ter sido extremamente árdua. A noite acabava de cair, e a Grand Chase havia se instalado em uma parte plana da montanha que havia ocorrido a batalha para se recuperar dos ferimentos. Aproximadamente onze barracas circundavam uma fogueira. As barracas eram iluminadas por um tipo de luz artificial criada por Mari. Em uma barraca, era possível ouvir berros estridentes de uma feroz voz feminina. Enquanto era curada por uma magia de Arme, Elesis gritava grosseiramente:
– Argh! Que merda! Aquele filho da puta escapou de novo!? Eu vou chutar a boca dele! Vou fazer aquele cretino cagar os próprios dentes!
– Acalme-se, Elesis. Se pudéssemos, garanto que todos já teriam o feito. – Disse Lass, o albino, com uma faixa em torno da cabeça.
– É isso mesmo, calma aí Elesis! E além disso, temos coisas mais importantes para resolver...
Um jovem musculoso, de compridos cabelos cinza, e uma mascara tampando os olhos entra na barraca.
– Elesis – Começou Zero. – Alguma ideia de onde eles possam ter se metido?
– Não. Não faço a mínima ideia de onde eles estão. – Respondeu a ruiva. – Dio, Rey e Sieghart... Será que eles foram pegos pela explo...
– Não. – Interrompeu entrando na barraca, uma garota com olhos heterocromos, e de cabelos azulados. – Por mais que seja quase nula, minha tecnologia consegue sentir a presença deles, porém, em uma distante dimensão não descoberta.
– Isso é mal? – Perguntou Elesis.
– Sim. A dimensão onde se encontram é uma dimensão artificial, criada por alguém.
– Merda... – Resmungou.
– Vamos Elesis, Lire já preparou o jantar, vamos lá para fora. – Disse Lass.
Sentando todos em toras de madeira, apreciavam o cozido de Lire, e conversavam, tentando descobrir aonde seus companheiros teriam se metido.
– Mari... – Questionou Ronan. – Alguma hipótese?
– Sim – Respondeu. – Como comentei com Elesis, Zero, Arme e Lass, eles não foram destruídos. Consigo sentir a presença de ambos através da minha tecnologia. O mais provável é que tenham sido sugados por uma fenda dimensional. Mas curiosamente, não consigo detectar em qual dimensão eles estão, o que leva-me a deduzir que... Estão em uma dimensão artificial, criada por alguém.
– Duel. – Concluiu Ronan.
– Maldito! – Rugiu Elesis. – Além de nos ter humilhado agora a pouco, ele sugou Dio, Rey e Sieghart para outra dimensão? Ele vai pagar por isso!
– Eu tenho um plano. – Começou Mari. – Se Duel estiver em sua dimensão, eles correm sérios perigos. Não tenho muita informação, e muito menos sei o por que de ter sugado Rey, Dio e Sieghart para lá. Mas com o pouco de informação que eu possuo, consegui um meio de invadirmos essa dimensão. Zero, Lupus...
– Sim – Responderam ambos.
– Precisarei da ajuda de vocês. Consegui as coordenadas da dimensão, e consegui criar um portal dimensional para que vocês viajem no tempo e cheguem na tal dimensão.
– Por que o Zero e o Lupus!? – Introduziu Elesis. – Ta insinuando o que hem!?
– Pois eles tem constante contato com outras dimensões, e estão acostumados a realizar viagens interdimensionais. Essa não é uma viagem comum, pelo fato da dimensão que queremos alcançar não poder ser acessada através de uma fenda dimensional simples. O único jeito de atingir tal dimensão é através desse equipamento:
Mari conjurou um equipamento de grande porte. Uma maquina prateada, com inúmeros botões e peças, e na parte de cima, um enorme arco de metal, com cristais interdimensionais representando o portal.
– Se algum humano leigo no assunto como vocês tentarem ultrapassar, seriam destruídos em um piscar de olhos.
– Hunf. – Bufou a ruiva.
– Zero, preciso de algum artefato interdimensional para ativar o portal. No caso, sua Grandark. Coloque-a no meio do arco, e fique segurando.
Zero o fez, e todos os cristais lançaram um raio em direção a Grandark, o que deu origem a uma intensa luz branca vinda da área do arco. Já não era mas possível visualizar a parte de traz do arco. O portal estava aberto.
– Perfeito. O portal interdimensional está aberto. Pode tirar a Grandark. Agora eu preciso sintonizar a dimensão que vocês entrarão.
Um painel apareceu na frente de Mari, que começou a toca-lo, como uma tela Touch Screen.
– Pronto, esta é a dimensão. Vocês serão levados até a onde a presença mais poderosa dessa dimensão está localizada. Atenção, a viagem será extremamente árdua, então, vistam esses trajes. – Mari os entregou um tipo de macacão prateado. — Isso vai proteger vocês. A viagem será longa. Infelizmente, pode ser que vocês não cheguem a tempo, mas essa é nossa única opção. Peguem os três e voltem imediatamente.
– E para voltarmos? – Perguntou Lupus.
– Pegue este dispositivo. – Mari lhe deu uma esfera de metal inteiramente prateada. – Aperte quando quiser voltar, e o portal se abrirá num instante.
– Certo.
– E o mais importante – Concluiu Elesis. — Não falhem!
– Confie em nós, Elesis. – Assentiu Zero.
Meio acanhado, Lass pronunciou:
– Lupus... Volte bem.
– Hunf. – Respondeu duramente o caçador de recompensas. – Vou voltar. E com uma enorme recompensa.
Lass sorriu.
– Vão! Não percam tempo! – Apressou Mari.
Os dois jovens, vestindo seus macacões protetores subiram na máquina por uma rampa, e desapareceram em meio a claridade do portal. Por entre vagos pensamentos de Zero, um se destacava:
– Agora você não me escapa! Grandark, estamos próximos de alcançar nosso objetivo!
Notas finais
* No próximo capítulo, voltamos a história de Dio.
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