Notas iniciais
Olá, Demorei um pouco para atualizar essa história (e todas as outras) pois estava sem tempo e sem inspiração, mas finalmente consegui arranjar um pouco dos dois e concluí esse capítulo. Espero que gostem do que preparei para vocês. Boa leitura.

[Harry P.O.V.]

– Louis! – eram apenas oito horas da manhã de um sábado, mas eu já estava batendo à sua porta e fazendo um verdadeiro escândalo para acordá-lo apenas porque eu era uma pessoa muito má e porque eu queria que ele sofresse por ter me tratado feito lixo na tarde anterior – Louis, acorde! – gritei um pouco mais alto – Eu vou ficar batendo aqui até você se levantar dessa cama, Louis! Louis! Louis, acorde! Acorde, acorde, acorde! Oh, Louis! Louis Tomlinson! Louis, o sol já raiou! Louis...

– Ah, mas que inferno! – ouvi o grito de Louis ecoar através da porta e abri um sorriso de orgulho – Que inferno, Harry! Eu já estou de pé! Está feliz?! Está satisfeito?!

– Ainda não. – respondi fazendo o possível para reprimir uma risada – Vou ficar satisfeito assim que você escovar os dentes e me acompanhar até a cozinha para tomarmos o nosso café da manhã. Eu fiz torradas!

– Eu vou te dizer aonde você pode enfiar essas torradas. – Louis reclamou, mas ouvi o barulho da porta de seu banheiro privativo sendo batida e, logo depois, o barulho de uma torneira sendo ligada. Ele iria escovar os dentes, então, me encostei à parede ao lado de sua porta e aguardei até que ele saísse do quarto, já pensando em começar a gritar seu nome novamente caso ele demorasse demais para se arrumar.

Felizmente, cinco minutos depois, Louis estava ao meu lado, do lado de fora de seu quarto, vestindo uma calça esporte e uma camiseta e ostentando uma carranca digna de prêmio.

– A próxima vez que você ficar gritando assim na minha porta, eu vou me levantar e te atirar escada a baixo. – ele reclamou.

Eu dei de ombros.

– Eu poderia te acordar com mais calma se tivesse permissão para entrar no seu quarto e te sacudir um pouco, mas como não tenho, minha única opção é ficar gritando na sua porta até você acordar. Amanhã farei a mesma coisa. – avisei e abri um largo sorriso de vitória, apesar de Louis não conseguir vê-lo.

Ele me acompanhou em silêncio até a cozinha e eu o ajudei a se sentar em um dos bancos ao redor do balcão, antes de lhe passar uma caneca cheia de café e um prato com algumas torradas.

– Sua mãe me deixou uma lista de atividades que ela acha que podemos fazer nesses quinze dias. – comentei e Louis e fez uma careta de desgosto.

– Não me importa o que tem lá – ele disse mal humorado –, eu não vou fazer nada.

– Sabe, pela primeira vez na vida eu terei de concordar com você. Aquela lista de atividades é muito chata. É como tentar entreter um garoto de cinco anos.

– Eu sei.

– Por isso eu criei minha própria lista de atividades. – anunciei e vi as sobrancelhas de Louis se franzirem acima das lentes negras de seus óculos escuros – Agora teremos atividades super legais para fazer e poderemos fazer uma por dia até os seus pais voltarem de viagem. Não é demais?

Louis permaneceu em silêncio por tanto tempo que cheguei a pensar que ele estava me ignorando, mas, então, ele mordiscou uma das torradas em seu prato e tomou um gole do café em sua caneca, antes responder:

– Não me importa o que tem nessa sua lista idiota, eu também não vou fazer.

Eu tive que rir. Eu não estava sugerindo que ele seguisse a minha lista. Eu estava mandando.

– Já marquei e programei cada atividade que realizaremos nesses quinze dias, Louis. Não estou te dando opções. Estou te dando ordens.

– Você não manda em mim.

– Na verdade, durante quinze dias eu mando, sim. – sorri alegremente – E a nossa primeira atividade começa em exatas duas horas, então, trate de terminar o seu café da manhã porque temos que cair na estrada.

– Cair na estrada para onde?

– Você vai descobrir quando chegarmos ao nosso destino. Agora, trate de comer. – sentenciei e continuei tomando meu café da manhã, enquanto a expressão no rosto de Louis se tornava mais enfurecida a cada segundo. Eu estava me preparando para o momento em que ele começaria a soltar os cachorros em cima de mim, mas para minha surpresa, ele apenas resmungou um palavrão e continuou comendo. Quase soltei um suspiro de alívio.

Cerca de quarenta minutos depois, eu já tinha fechado a casa inteira e verificado o sistema de alarmes e estava parado, com Louis, em frente à porta de entrada da casa onde eu havia estacionado meu carro previamente.

– Bem, acho que estamos prontos para ir. – me pronunciei sentindo-me orgulhoso por ter conseguido arrastar Louis para fora de casa sem ter precisado dar um belo chute em seu traseiro – Vou te ajudar a descer as escadas, está bem? Segure-se em mim.

– Aonde é que a gente vai? – Louis perguntou pela trigésima segunda vez naquela manhã, mas pelo menos segurou o meu braço e deixou que eu o guiasse, passo a passo, pela pequena escadaria na porta de entrada da casa.

– Eu já te falei que você vai descobrir quando chegarmos lá. Agora, pare de fazer perguntas e entre no carro. – pedi, soltando seu braço e inclinando-me para abrir a porta de meu querido Toyota Camry para ele.

– Que carro é este? – Louis perguntou, apoiando-se na porta e hesitando antes de colocar um só pé para dentro do automóvel.

– É o meu carro. – respondi e empurrei suas costas levemente para que ele se soltasse da porta e se apressasse a entrar, mas ele não se deixou convencer assim tão fácil.

– E que carro você tem?

Eu revirei os olhos e suspirei para evitar que um palavrão escapasse de minha boca e, então, me afastei um pouco dele e coloquei as mãos na cintura.

– É um Toyota Camry 1997. Agora você poderia, por favor, parar de fazer perguntas e entrar logo no carro, Louis?

– Um Camry de 97? – Louis repetiu horrorizado, parecendo nem ter escutado minha súplica – Você é louco de querer que eu entre nessa lata velha?

– Ei! – protestei indignado – O Robbie não é uma lata velha.

– Robbie? – Louis fez careta.

– É o nome do meu carro. – expliquei – É apelido de Robbinson. E você vai entrar nele, sim. Não fique ofendendo-o desse jeito.

– Eu não vou entrar nesse troço. – Louis se afastou um passo para trás e quase se esbarrou em mim – Prefiro ir de táxi.

– Não vou gastar dinheiro com um táxi se podemos ir de carro. – reclamei – Entra logo aí, Louis.

– Nem morto. – ele cruzou os braços diante do peito e, sem paciência para aturar seus showzinhos, simplesmente o agarrei pelos ombros e o arrastei até a porta do carro, onde quase tive que espancá-lo para conseguir colocá-lo sentado no banco do carro e prender o cinto.

– Não ouse tentar sair ou eu passo com esse carro em cima de você. – adverti e então corri para o lado do motorista, onde entrei rapidamente e travei as portas para o caso de Louis estar planejando uma fuga de ultima hora.

– Não acredito que vou ser visto pelas ruas de Doncaster em um Toyota Camry de 1997. – Louis resmungou desfazendo-se de meu querido carro e eu me senti na obrigação de defendê-lo.

– O Robbie é um ótimo carro, tá legal? – anunciei em alto e bom tom – Ele está muito bem conservado e nunca me deixou na mão.

Enfiei a chave na ignição e dei a partida, mas ao invés de ronronar com sempre fazia, meu querido carro engasgou como um ganso tuberculoso.

– Nunca te deixou na mão, hein? – Louis zombou e sem querer aceitar aquela afronta, tratei de dar a partida mais uma vez, mas o motor continuou engasgando e o mesmo aconteceu com as outras cinco tentativas posteriores.

– A culpa é toda sua. – eu reclamei quando finalmente me dei por vencido e destravei as portas do carro para que pudéssemos sair – Você falou mal do Robbie e ele ficou ofendido.

– Ele é um carro. Carros não se ofendem. – Louis fez pouco caso de minha reclamação e desceu do carro tomando cuidado para não se desequilibrar enquanto tentava bater a porta.

– Carros se ofendem, sim. E o Robbie com certeza tem mais sentimentos que você. – voltei a reclamar e fechei minha própria porta, parando para dar uma boa olhada em meu carro que tinha decidido pifar justamente quando eu mais precisava dele – Agora vou ter que voltar lá para dentro e tentar encontrar o número de um táxi para vir nos buscar.

– Você vai abrir a casa de novo?

– Que outra opção eu tenho? – voltei-me para Louis, irritado – Meu carro não vai a lugar nenhum com o motor desse jeito.

– Vai demorar um século até você desativar o alarme e encontrar o telefone do táxi. É melhor a gente ir no meu carro. – Louis sugeriu e eu parei e fiquei olhando para ele como se ele estivesse louco.

– Você sabe que não pode dirigir, não sabe?

Ele bufou de raiva.

– Quem foi que falou que sou eu quem vou dirigir, sua besta? Estou falando para você dirigir o meu carro, caramba!

– Você vai me deixar dirigir o seu carro?

– Bem, eu é que não vou poder dirigi-lo, não é? – ele respondeu de má vontade.

– Mas você não quis deixar nem que eu pegasse no seu violão. – relembrei – Agora vai me deixar dirigir o seu carro?

– Quer saber? Cancela essa merda! – Louis retrucou enraivecido – Eu cansei de você. Cansei dessa porra. Vou voltar para o meu quarto e ficar lá.

– Não. Não volta. – eu segurei seu braço para evitar que ele começasse a caminhar de volta para a casa – A gente vai no seu carro mesmo. Tudo bem para mim. Só me diz onde ele está.

– Na garagem.

– Ótimo. E a chave? Onde está onde?

– Dentro de casa, mas tem uma extra num armário de chaves que fica na parede da garagem. Você pode pegá-la.

– Tudo bem. Indo para a garagem. – concordei e arrastei Louis comigo pelo estreito caminho de pedrinhas brancas que levava até a garagem ao lado de sua casa.

Havia uma verdadeira coleção de carros ali dentro. Okay, talvez não fosse bem uma coleção, mas eram quatro carros de luxo estacionados lado a lado e aquilo era muito mais do que eu já tinha visto em toda a minha vida. Pude reconhecer uma bela Mercedes CLS preta e uma BMW M4 branca que me deixaram de boca aberta, mas os outros dois eu não sabia exatamente de que modelos eram.

– Ok. Estamos na garagem. Qual desses é o seu carro e como eu reconheço a chave dele?

– O meu é o Porsche preto conversível. – Louis respondeu soltando-se de meu braço – Você pode reconhecer a chave dele pelo símbolo da Porsche que está gravado nela.

Caminhei até o Porsche preto que Louis havia identificado como seu e dei uma boa olhada no símbolo que havia em seu capô, depois, fui até o armário de chaves na parede e digitei a senha que Louis me ditou. Procurei pela chave que continha o mesmo símbolo do carro e a peguei.

– Prontinho. – anunciei com um sorriso satisfeito, enquanto fechava a porta do armário – Agora, nós podemos ir.

Peguei Louis pelo braço, mais uma vez, e o guiei até seu Porsche – que era tão bonito por dentro quanto por fora – e o ajudei a se sentar no banco do passageiro.

– Ponha o cinto. – solicitei e, depois, segui para meu lugar no banco do motorista praticamente tiritando de alegria.

Eu nunca tinha dirigido um carro tão novo e tão potente em toda a minha vida, mas tinha esperança de que não fosse ser algo tão difícil e de que eu não acabaria matando nós dois ao enfiar aquele carro no primeiro poste que eu visse ao sair de casa. Para a minha infinita tristeza, tive que suportar Louis me ditando a maneira correta de dar a partida e de acelerar e de todo o mais que ele achou que eu deveria saber antes de começar a dirigir seu Porsche.

Porém, para o meu alívio, dirigir um Porsche era mais agradável do que complicado e, fora as duas vezes em que deixei o carro morrer antes que conseguíssemos sair da quadra onde a casa de Louis ficava, todo o restante do caminho foi feito na mais perfeita tranquilidade. Eu teria que jogar isso na cara de Louis depois, mas deixei para fazer isso quando voltássemos para casa, no final do dia, ainda vivos.

Quando chegamos ao destino da nossa primeira atividade da lista, eu estacionei o Porsche em uma das vagas privativas do Doncaster Racecourse e desci, seguindo rapidamente para o lado do passageiro para ajudar Louis a sair do carro. Como já havia ligado para o clube na noite anterior e marcado hora, um dos funcionários do estabelecimento já estava a postos na porta do local para nos receber.

– Sr. Styles. – ele me cumprimentou com toda a educação de um funcionário bem instruído – Meu nome Benjamin Clayton, sou um dos treinadores da hípica do Doncaster Racecourse. É um prazer recebê-lo e também ao Sr. Tomlinson. Os cavalos dos senhores já estão preparados.

– Cavalos?! – a voz de Louis subiu uma oitava e sua mão apertou meu braço com força – Que história é essa de cavalos, Harry?!

– Fiquei sabendo que, além das corridas, a Doncaster Racecourse também oferece aulas de equitação e que está com uma promoção maravilhosa esta semana. Achei que seria muito divertido se nós dois fizéssemos uma aula aqui, então, liguei e marquei um horário. Eu sempre quis andar a cavalo, sabe?

– Você só pode estar de onda com a minha cara.

– É claro que não. – dei um tapinha na mão de Louis e sorri para o treinador a nossa frente – Ele é um pouco acanhado, mas asseguro-lhe que está tão ansioso pela aula de equitação quanto eu. – anunciei contente – Mostre onde estão nossas belas roupas de jóquei e depois nos leve até nossos cavalos, Sr. Clayton. Louis e eu mal podemos esperar para conhecê-los.

Notas finais
Quem aí acha que o Harry está querendo matar o Louis do coração levante a mão? kkk Espero que tenham gostado do capítulo e, no próximo, teremos as aventuras de Louis e Harry na hípica XD então, até lá. Beijos e mais beijos.