Gotta Be You - EM HIATUS
16 Let Me Love You
Notas iniciais
[Harry P.O.V.]
Foi como se a sala e toda a minha noção de tempo e espaço tivessem desaparecido quando os meus lábios encontraram os dele. O mundo inteiro se apagou e, de repente, tudo o que havia era a pressão e o calor do corpo de Louis sobre o meu, sua respiração acelerada, seus toques e o rastro quente que sua língua deixava em minha boca enquanto nos beijávamos.
Eu nunca havia sido beijado daquele jeito, com tanta devoção e com tanto fervor e, tudo bem, aquela podia não ser a primeira vez que nos beijávamos, nem a primeira vez que nos tocávamos, mas parecia diferente agora. Mais sério, mais intenso… Eu podia sentir isso pela forma com a minha pele se arrepiava, como se houvesse um corrente elétrica de origem desconhecida silvando entre nossos corpos.
— Você precisa ter certeza. – Me obriguei a dizer, separando minha boca da boca de Louis por tempo suficiente para que nós pudéssemos recuperar um pouco do fôlego. – Isso não é como comprar uma roupa nova, Louis. Não é como quando você vê algo em uma vitrine e experimenta, só para saciar a curiosidade de saber como ficará em você e, depois, se não gostar, devolve à prateleira e age como se nunca tivesse experimentado. Isso é muito mais complexo. É…
— Eu sei bem em que território estou me aventurando, Harry. – Ele interrompeu o meu discurso com outro beijo profundo e arrebatador. – Não é como se eu tivesse decidido tudo isso no último minuto. Eu pensei muito a respeito.
— Eu só quero você tenha certeza. – Sussurrei quando, mais uma vez, ele interrompeu nosso beijo para mordiscar o lóbulo de minha orelha, mas a frase ficou meio embolada no final, quando ele pousou dois dedos sobre a minha boca me fazendo calar.
— Eu tenho certeza. – Foi a resposta que recebi, antes dele se inclinar um pouco para trás e começar a abrir os botões de sua blusa azul.
Não era como se eu nunca o tivesse visto sem blusa antes – caramba, eu já tinha, até mesmo, o flagrado nu, em seu quarto, após sair do banho –, mas a situação era diferente agora, a sensação era outra e a emoção do que estávamos prestes a fazer… Tudo aquilo era único e eletrizante, por isso, para mim, foi como se eu o estivesse vendo daquela maneira pela primeira vez.
Minha respiração ficou presa em minha garganta e eu só pude observar, imóvel, enquanto seus dedos hábeis, aos poucos, completavam aquela tarefa e revelavam, para mim, as letras e números em tinta negra que ele tinha tatuados em seu peito.
It Is What It Is…
Eu recitei, mentalmente, ainda sem conseguir tirar meus olhos de suas tatuagens, enquanto ele terminava de retirar sua blusa e a jogava no chão da sala.
78…
Essa era uma tatuagem peculiar. Eu gostaria de saber qual havia sido a motivação por trás dela, o que aquele número significava para Louis, qual havia sido a sensação de gravá-lo em sua pele, permanentemente? Gostaria de saber tudo a respeito dele: seus hobbies, seus medos, as coisas que o faziam rir, suas músicas favoritas, a estação do ano da qual ele mais gostava… Eu queria conhecê-lo como a palma da minha mão, queria decifrar seu corpo e sua alma assim como navegadores experientes decifravam os mapas.
— Você sente isso? – Ele segurou uma de minhas mãos e a levou para junto de seu peito, repousando-a sobre seu coração, após depositar um beijo breve e suave nos nós de meus dedos. – Eu quero você, Harry. Aqui. Agora. E eu sei que você também me quer. Eu sinto.
Sei que, provavelmente, ele estava falando sobre sentimentos, sobre essa energia e esse fogo que dilaceravam nossos corpos e pareciam nos incendiar por dentro até nos reduzir a nada além de cinzas, mas eu também tinha certeza de que a minha ereção desperta não deixava dúvidas quanto ao que eu queria naquele momento. Louis estava sentado sobre o meu colo. Ele, com certeza, podia senti-la da mesma forma que eu podia ver o volume em sua calça jeans, implorando para ser libertado.
— Sim, eu quero, Louis. – Consegui responder apesar do bolo de emoção e êxtase que havia se apoderado de minha garganta. – Eu quero você.
E, então, já não havia nada mais a ser dito.
Eu, simplesmente, trouxe a boca de Louis de volta para a minha, com meus dedos enroscados em seus cabelos quase com a mesma força com que os dele estavam enroscados nos meus e pressionei seu quadril um pouco mais forte em meu membro, deixando que um gemido baixo escapasse por meus lábios por causa da sensação de tê-lo ali, daquele jeito, em cima de mim.
Eu o queria tanto que chegava a doer, mas nós dois ainda estávamos vestidos da cintura para baixo e, de qualquer forma, Louis nunca tinha feito sexo com um homem antes, então, eu sabia que precisava ir devagar com ele. Tínhamos um longo caminho a percorrer antes daquilo se tornar prazeroso para ambos.
Sem tirar minha boca da dele, pressionei um pé contra o outro para retirar meus próprios sapatos e, depois, fiz o mesmo com os dele, que estavam fáceis de alcançar já que Louis estava sentado, sobre mim, com os joelhos dobrados. Assim, em pouco mais de trinta segundos, estávamos ambos descalços, com nossos sapatos descansando desordenadamente na base do sofá, junto da blusa azul social que Louis havia largado ali minutos antes.
Senti as mãos dele descerem de meus cabelos para os meus ombros e dali para meu peito e levei minhas mãos a sua barriga, acariciando os dois lados de seu corpo. Louis não era muito forte. Assim como o meu, seu abdômen era apenas levemente definido, mas seus músculos estavam rijos sob o meu toque, mostrando o quanto eu o afetava.
Eu gostei daquilo, da maneira como seu abdômen se retraía quando eu o acariciava, da forma como seus pelos se arrepiavam levemente sob minhas mãos… Gostei ainda mais da forma como ele jogou sua cabeça para trás quando meus lábios tocaram seu pescoço, dando-me livre acesso àquela área, suspirando quando me atrevi a deslizar a ponta de minha língua por ali…
— Me mostre, Harry. – Ele sussurrou sem conseguir esconder sua excitação, enquanto minha língua traçava um caminho de seu pescoço até o lóbulo de sua orelha. – Me mostre como é.
E, de repente, tudo aquilo se tornou demais para mim. A forma como ele sussurrou o meu nome, o pequeno gemido que escapou de sua boca no meio frase… Por Deus! Ele estava me enlouquecendo e, mesmo tendo dito a mim mesmo que manteria a calma e que iria devagar com ele, eu já não estava mais conseguindo me controlar, então, sem aviso, segurei-o pelos ombros e o deitei no sofá, invertendo nossas posições.
Daquela forma eu podia olhar bem para o seu rosto. Louis era lindo. Tudo nele era perfeito, desde o azul brilhante em seus olhos até o castanho claro que reluzia em seu cabelo bagunçado e em sua barba por fazer… Ele não deixava nada a desejar e eu queria que ele conseguisse ver, em meus olhos, tudo que eu via nele naquele momento. Queria que ele pudesse olhar para mim, pois, assim, ele saberia exatamente como eu me sentia a respeito dele, saberia exatamente o quanto eu o queria e o quanto ele me afetava, mas já que isso era impossível, então, eu o mostraria tudo aquilo de outro jeito. Eu o faria sentir o quanto eu o desejava.
— Você sente isso? – repeti as palavras dele, imitando seus gestos e levando sua mão ao meu peito para que ele pudesse sentir o quão acelerado estava o meu coração. – É por sua causa. – Completei, deixando a mão dele ali para que eu pudesse acariciar seu rosto. – Você faz isso comigo, Louis. Você me deixa assim.
Ele deu um meio sorriso, algo entre gratidão e timidez e, então, trouxe sua própria mão ao meu rosto, fazendo-me fechar os olhos por causa daquele toque suave.
— Você faz isso comigo também. – Respondeu em voz baixa e, quando nossos lábios voltaram a se encontrar, em um beijo lento e casto, eu só conseguia pensar em como era extraordinário ter aquela boca quente e macia junto a minha.
A primeira vez em que Louis e eu nos beijamos, em seu quarto, eu achei que tinha sido um momento mágico. Aquela sensação de descoberta, a emoção única de ter em meus braços alguém que, inexplicavelmente, me fez sentir como se eu tivesse esperado a minha vida toda só para encontrá-lo… Mas, então, ele atendeu àquele telefonema de Liam e foi como se uma parte minha tivesse se partido.
Eu ainda não conseguia acreditar que tudo aquilo não passara de um mal entendido e, agora, também não conseguia disfarçar a minha satisfação por descobrir que ele havia sentido ciúmes de minha relação com Niall e, mais que tudo, não podia negar o quão feliz eu estava por saber que ele me queria tanto quanto eu o queria.
Quando Louis pausou nosso beijo, mordendo meu lábio inferior, não resisti ao impulso e pressionei ainda mais meu quadril contra sua pélvis. Ele gemeu contra a minha boca e levou suas mãos ao cós de minha calça, tocando o botão dourado que havia ali timidamente.
— Pode abrir. – Eu o incentivei, interiormente desesperado para que ele o fizesse logo. Eu não aguentava mais tantas peças de roupa entre nós, mas, como aquela era sua primeira vez, a decisão de seguir em frente tinha de partir dele, não de mim.
Louis hesitou apenas por um segundo antes de seguir minha indicação e abrir o botão e o zíper de minha calça, baixando-a em meus quadris. Eu me retorci sobre ele, para ajudá-lo a terminar o trabalho e, quando finalmente nos livramos de minha calça, foi minha vez de tirar a dele.
Aquilo foi relativamente fácil, dada a posição em que ele estava e, quando a calça dele foi parar no chão junto com a minha, tive que me policiar para não sucumbir a vontade louca que senti de arrancar sua cueca boxer e colocá-lo em minha boca. Louis tinha um ótimo instrumento ali embaixo e eu mal podia esperar para tê-lo todo ao meu dispor, mas esse momento precisava ser dele.
Segurando suas mãos, encorajei-o a conhecer cada centímetro de meu corpo, começando pelo contorno de meus lábios e descendo dali para meu maxilar e, de lá, para meu pescoço, ombros e para meu peito até alcançarem minha barriga onde deixei que seus dedos deslizassem em um ritmo próprio, mapeando o contorno de meus músculos até chegarem ao cós de minha boxer azul-marinho e se aventurarem um pouco mais para baixo, acariciando minha ereção por cima do tecido, numa tortura lenta e deliciosa.
— Não precisamos ter pressa. – Eu disse a ele apesar de minha ansiedade em tê-lo já estar chegando a níveis absurdos. – Podemos ir com calma. Vamos fazer isso no seu tempo, Louis. – Mas como resposta, senti os dedos dele segurarem o cós de minha cueca e começarem a baixá-la, gradativamente.
Eu quase suspirei quando meu membro, finalmente, se libertou daquele pequeno pedaço de tecido, pois estava tão excitado que aquela peça já começava a me incomodar, mas quando senti os dedos de Louis roçarem levemente ali tive que morder meu lábio inferior para evitar gemer em alto em bom e tom.
Louis pareceu sentir a forma como aquele simples toque me afetou, pois se atreveu a fechar os dedos ao redor meu membro rijo e a acariciá-lo, suavemente, testando sua influência sobre mim. Apesar disso, no entanto, ele estava tremendo. Não era algo exagerado, mas, ainda assim, era perceptível e deixava transparecer todo o seu nervosismo perante o ato.
— Está com medo? – Perguntei, abrindo os olhos para observá-lo. Ele franziu um pouco a testa.
— Não é medo. – Respondeu em voz baixa. – É só a ansiedade que sempre sentimos antes de experimentar algo novo. Estou inquieto, Harry, não assustado.
— Eu posso te acalmar.
— Pode? – Seu tom passeou entre uma curiosidade legítima e uma provocação clara.
— Posso. – Garanti, terminando de retirar minha própria boxer, antes de me inclinar para retirar a dele, sentindo-o se retesar sob o meu toque por uma fração de segundo antes de respirar fundo e relaxar. – Vou cuidar de você. – Assegurei. – Vou te deixar confortável.
Então, com calma, retirei a boxer preta que Louis usava, sentindo minha boca salivar ao ver como ele estava grande e duro ali embaixo e, lentamente, guiei minha mão por suas coxas, até chegar a sua virilha, maravilhado por ver as expressões de prazer que cruzavam seu rosto enquanto eu o tocava. Quando segurei seu membro e o acariciei, numa massagem lenta e ritmada, Louis agarrou meu bíceps como se precisasse de algo em que se segurar.
Aumentei o ritmo, subindo e descendo por todo o seu cumprimento, deliciando-me com os gemidos que vez ou outra escapavam por sua boca e, todas as vezes em ele começava a se acostumar com o ritmo, eu aumentava um pouco mais a velocidade e a pressão de meu toque até que seus gemidos se tornaram mais altos e insistentes, mais desesperados pelo alívio que eu sabia que ele queria.
Então, rapidamente, me reclinei sobre ele e, ainda acariciando-o, deslizei minha língua quente e úmida ao redor de sua glande.
— Oh, meu Deus, Harry. – Ele gemeu, agarrando minha nuca como se me incentivasse a continuar e foi exatamente o que fiz.
Mais uma vez contornei sua glande com a língua, sugando-a um pouco antes de, finalmente, colocá-lo por completo em minha boca e começar a chupá-lo com força. Louis inclinou os quadris em minha direção, emaranhando seus dedos em meus cabelos e puxando minha boca de encontro ao seu membro rijo, em busca de mais e eu lhe dei. Suguei-o com vontade, percorri toda a extensão de seu órgão com a língua, massageei-o, até que, por fim, com um gemido sôfrego de satisfação, ele se desfez em minha boca e, sem nenhuma cerimônia, eu engoli toda a sua virilidade, limpando os lábios com as costas das mãos.
— Isso foi incrível. – Eu sussurrou, cansado, mas não lhe dei tempo para se distrair. Aquelas eram apenas as preliminares. O que estava por vir exigiria muito mais dele.
Beijei a pele abaixo de seu umbigo e corri minha mão por sua coxa até parar em sua panturrilha direita e elevá-la, depositando-a sobre o meu ombro. Aquilo o deixou sobressaltado. Eu sabia que, no recanto mais profundo de sua mente, ele já estava se preparando para a dor que viria, mas eu não pretendia fazer nada daquilo com pressa.
Levei dois dedos a boca e os umedeci com saliva, voltando a trilhar um caminho de beijos na panturrilha e no tornozelo de Louis enquanto guiava meus dedos até sua entrada.
— Vou fazer o possível para não te machucar. – Assegurei quando ele se remexeu inquieto diante de meu toque invasivo.
Ele fechou os olhos com força, prendendo a respiração enquanto eu o penetrava com o indicador, entrando e saindo de seu orifício, lentamente, e fazendo pequenos círculos ali dentro para ajudá-lo a se acostumar. Eu sabia que, a primeira vista, aquilo era incomodo, não era algo com o qual nosso corpo estava habituado, então, era normal se sentir desconfortável nos primeiros minutos.
Permaneci naquilo até sentir que Louis tinha, finalmente, começado a relaxar e a aproveitar a sensação e, então, introduzi outro dedo, alargando-o um pouco mais. Dessa vez ele não pareceu tão desconfortável, apenas um leve franzir de sua testa demonstrou que uma pressão estranha havia invadido seu corpo e foi mais fácil fazê-lo relaxar sob o meu toque.
Àquela altura, eu já estava tão duro que sentia como se pudesse quebrar, mas eu queria ter certeza de tornaria aquela experiência o menos dolorosa possível para ele, então, continuei estimulando-o até que ele sentisse que estava suficiente preparado.
— Tudo bem. – Louis disse com uma voz tão baixa que quase não consegui ouvi-lo. – Acho que estou pronto.
— Me avise se eu te machucar demais. – Pedi, reclinando-me sobre ele e posicionando meu membro na abertura de sua entrada.
Ter minha glande quente e rígida ali o fez suspirar baixinho e eu me concentrei em seu rosto, querendo captar todas as emoções que passariam por ali quando eu, finalmente, estivesse dentro dele.
Sem aviso, empurrei meu membro por sua entrada apertada, centímetro a centímetro, e vi a respiração de Louis falhar quando a dor daquela primeira penetração o atingiu. Ele cravou suas unhas na pele de meus ombros. gritou e franziu o cenho em uma careta de dor, mas terminei de me enterrar dentro dele ainda assim porque sabia que, se eu parasse naquele momento e retrocedesse, a dor seria sentida duas vezes.
— Respire. – Eu pedi , beijando-lhe a face com suavidade, mantendo-me imóvel dentro dele. – Relaxe, Louis. Você precisa relaxar para que a dor passe.
Por sua expressão, vi que ele estava realmente tentando, que estava forçando sua respiração a se estabilizar e seus músculos a relaxarem, para aceitarem minha presença em seu corpo.
— Me beije, Harry. – Ele suplicou, precisando daquilo para se concentrar enquanto a dor passava e eu, prontamente, o atendi. Beijei-o de maneira cálida, explorando todos os cantos de sua boca, brincando com sua língua e pude sentir quando o corpo dele começou a ceder.
Vagarosamente, retirei meu membro de sua entrada e voltei a penetrá-lo, arrancando, dele, gemidos que eram uma mistura entre dor e desejo. Repeti esse ato algumas vezes, ainda explorando a boca de Louis com a minha até que, por fim, toda a dor em sua voz foi substituída por tesão e todas as suas expressões de desconforto se transformaram em prazer.
Aumentei o ritmo, entrando e saindo de seu corpo com cada vez mais força, pressionando lugares em seu âmago onde ninguém mais teve a oportunidade de estar.
Eu podia sentir o suor cobrindo minha pele por causa da atividade e podia vê-lo pontilhando o corpo de Louis, fazendo-me ter cada vez mais vontade de lambê-lo. Eu sabia que a pele de meus ombros, costas e braços estavam avermelhadas e cravejadas de marcas de unhas por causa de todas as vezes em que Louis não conseguiu se controlar quando o penetrei mais a fundo e até mesmo minha nuca estava um pouco dolorida por causa de todas as vezes em que ele segurou o meu cabelo com um pouco de força de mais, mas eu estava adorando. Fazer amor com Louis tinha sido a coisa mais incrível que eu já vivenciara até aquele momento.
— Eu preciso... – As palavras iam jorrando de meus lábios de maneira desordenada e inconsciente. – Eu acho que vou... Oh, meu Deus! Louis... Oh, meu Deus! – Foi tudo o que consegui balbuciar antes de me desfazer por completo dentro dele, gemendo com um prazer descomunal que me fez perder os sentidos por um instante, mas não o suficiente para eu não notar quando Louis puxou minha boca para sua, beijando-me de forma intensa.
Eu mal podia respirar, mal podia registrar o fato de que ele estava tocando a si próprio, obtendo um pouco mais do prazer que tínhamos compartilhado, mas senti quando seu corpo cedeu completamente ao êxtase e se derramou entre nós, lambuzando nossos corpos e respingando no sofá.
Louis, finalmente, me soltou e, mais satisfeito e mais cansado do que jamais havia estado na vida, me retirei de dentro dele e me deixei cair ao seu lado no sofá espaçoso de seus pais.
— Isso foi perfeito. – Sussurrei, ainda meio sem fôlego. Louis apenas assentiu, tocando seu corpo como se para checar a extensão do estrago que sua ejaculação causara. – Acho que precisamos de um banho. – Observei, analisando meu próprio estado.
— Acho que sim. – Louis, por fim, se atreveu a falar e estendeu a mão procurando por mim. Quando tocou meu peito, se aproximou e recostou a cabeça na curva de meu pescoço, pegando-me de surpresa. Apesar de tudo que tínhamos acabado de fazer, eu não esperava por tal demonstração de afeto, mas a aceitei de bom grado e o prendi entre meus braços, amando a forma como nossos corpos nus se tocavam, cobertos de suor.
Eu não sabia o que aconteceria dali em diante, se amanhã Louis ainda seria o Louis Tomlinson que estava em meus braços agora ou se iria se arrepender do que tínhamos feito e voltar a ser o cara que me tratava mal e me ignorava. Não sabia se isso que acontecera entre nós tinha sido apenas sexo casual ou se nos marcaria de maneira profunda, impedindo-nos de nos afastarmos. Não sabia se o que tínhamos agora se estenderia por tempo indeterminado ou se findaria ao fim daqueles quinze dias que tínhamos juntos, mas, sinceramente, eu não queria saber.
O que Louis e eu tínhamos compartilhado havia sido perfeito, tê-lo em meus braços estava sendo indescritível e aquilo era tudo que me importava no momento. O que o amanhã nos reservava era uma incógnita e podia se revelar algo bom ou ruim, mas, até lá, eu só queria mantê-lo ali comigo e fingir, por mais algumas horas, que o mundo lá fora tinha se congelado e aquele momento duraria para sempre.
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