Notas iniciais
Olá, Faz tempo que vocês estão esperando por um capítulo novo, mas com cinco fic's para atualizar, mesmo estando de férias na faculdade, as coisas estão meio enroladas por aqui rsrs De qualquer forma, finalmente consegui terminar o capítulo que, dessa vez, é um P.O.V. do Louis e espero que vocês gostem. boa leitura.

[Louis P.O.V.]

– Onde estamos? – perguntei quando Harry estacionou o carro e abriu a porta, fazendo um barulho ensurdecedor de gritos, conversas e risadas preencher o veículo.

Depois de tomarmos o café da manhã, ele decidiu me arrastar para mais uma das atividades de sua lista, mas, assim como nossa visita à hípica, no dia anterior, Harry também tinha decidido manter segredo sobre o nosso destino até o último segundo.

– Adivinhe. – ele disse segurando a minha mão para me ajudar a sair do carro.

Já de pé, do lado de fora, tentei me concentrar nos barulhos que ouvia e nas conversas das pessoas que passavam a nossa volta, à procura de algum detalhe que pudesse me dar uma dica da nossa localização, mas aquilo não era tão fácil quanto as histórias do Demolidor faziam parecer. Tudo o que eu sabia era que não estávamos perto de casa, dada a quantidade de roupas que Harry me fez colocar dentro da mochila e a quantidade de tempo que passamos dentro do carro.

– Olha, essa brincadeira não é tão legal quando não se pode retirar uma venda dos olhos e dar uma espiadinha ao redor. – reclamei – Me diga logo onde nós estamos.

– Sério que você não faz nenhuma ideia? – Harry pareceu decepcionado – Você seria um péssimo espião, Louis. Se fosse capturado em serviço nem saberia dizer à sua agência onde os seus sequestradores o estavam mantendo.

– Nesse caso, que bom que eu nunca tive nenhum interesse em me candidatar a uma vaga em uma agência de espionagem, não é? E, caso você ainda não saiba, Harry, o meu nome é Louis Tomlinson e, não, James Bond. Agora, me diga onde a gente está.

Harry suspirou de maneira audível e eu tenho quase certeza de que deve ter revirado os olhos também, mas finalmente respondeu:

– Estamos no Mundo de Aventuras de Chessington. Achei que seria um bom lugar para passarmos a nossa tarde de domingo...

– No Mundo de Aventuras de Chessington?

– Não faça essa cara. – Harry me repreendeu – Esse é um dos dez melhores parques temáticos da Grã-Bretanha, tá bom? Muita gente queria estar no seu lugar agora.

– Então, porque você não trouxe uma delas?

– Porque o chato de quem eu preciso tomar conta é você. – ele retrucou, irritado e eu lhe mostrei a língua.

– Mundo de Aventuras de Chessington, Harry? Sério? Não tinha um lugar mais próximo, não?

– O Mundo de Aventuras é próximo. Ele fica a apenas trezentos e vinte quilômetros de Doncaster.

– E o Alton Towers, que é o maior parque do Reino Unido, fica a apenas cento e dezenove quilômetros. Se queria tanto ir a um parque temático, Harry, poderíamos ter ido a ele.

– Não, senhor. O Alton Towers é legal, mas ele não tem dez mundos selvagens e maravilhosos para se explorar. Além do mais, o seu Porsche faz duzentos e sessenta e dois quilômetros por hora. Se for parar para pensar, isso torna o tempo na estrada bem menor.

– Harry – eu tive que respirar fundo para não começar a xingá-lo naquele instante –, você não dirigiu a duzentos e sessenta e dois quilômetros por hora, tá bom? Isso nem é permitido no nosso país e, se você tivesse dirigido a essa velocidade, tenho certeza que os nossos corpos estariam a meio caminho de um necrotério agora.

– Tudo bem, talvez eu não tenha dirigido tão rápido assim, mas trezentos e vinte quilômetros também não é tão longe. – ele se defendeu.

– Nós passamos quase quatro horas na estrada, Harry.

– O último filme d’O Senhor Dos Anéis também teve quatro horas de duração. – ele retrucou – Se as pessoas conseguiram ficar todo esse tempo, sentadas dentro de uma sala de cinema, você consegue, tranquilamente, passar a mesma quantidade de tempo dentro de um carro. E nós paramos para ir ao banheiro no caminho. – ele acrescentou – Você nem tem do que reclamar.

Fiquei sem saber se eu ria daquilo ou se, decididamente, começava a xingá-lo, mas Harry voltou a falar antes que eu pudesse me decidir.

– De qualquer forma, nós já estamos aqui. – ele evidenciou – Você não quer passar mais quatro horas dentro de um carro sem nem ter andado em um dos brinquedos antes, quer? Vamos parar de discutir e vamos comprar as nossas entradas.

Eu não respondi, mas deixei que ele me guiasse em direção à bilheteria. Se tinha algo que eu gostava de fazer, isso, com certeza, era discutir com Harry. Inicialmente, eu gostava de discutir com ele porque eu o odiava. Ele era intrometido e totalmente sem noção e o fato de ele ter atirado um copo de vitamina sobre a minha cabeça, no dia em que nos conhecemos, só me fez gostar ainda menos dele, mas, conforme eu comecei a conhecê-lo melhor, percebi que Harry não era um cara ruim. Eu ainda o achava muito intrometido e sem noção, isso era verdade, mas eu não o odiava mais.

Dentre todas as escolhas que minha mãe tinha, ela poderia ter me deixado com um acompanhante muito pior, como os enfermeiros idiotas que falavam comigo como se eu fosse surdo em vez de cego ou que me tratavam como se eu tivesse cinco anos de idade em vez de vinte e três. Harry não era como eles e isso já era um grande ponto a seu favor, por isso, quando eu discutia com ele agora era só por diversão, porque era engraçado ouvi-lo resmungando quando estava irritado.

– Tudo bem, em qual mundo você quer ir primeiro? – Harry perguntou depois que compramos nossas entradas e ele prendeu a pulseira de plástico do parque em meu pulso – Eles têm muitas opções aqui. – disse, abrindo algo que imaginei ser uma cartilha com o mapa do parque, detalhando todos os lugares que os frequentadores podiam explorar – Podemos ir à África, ao México, à Ásia selvagem... Olha, tem uma Ilha dos Piratas aqui. Parece divertido, não é? E que tal esse Oeste Místico ou esse Mundo Perdido... Ah! – Harry gritou e eu quase pulei um passo para longe – Eles têm um Reino dos Dragões. Meu Deus, isso deve ser tão legal!

Eu nem soube o que responder. Harry parecia uma criança, todo animado com as zonas de entretenimento que o Mundo de Aventuras oferecia, como se nunca tivesse ido a um parque de diversões antes e aquilo era engraçado e meio assustador ao mesmo tempo.

Eu já havia ido ao Mundo de Aventuras de Chessington duas vezes, mas nunca tinha ficado tão empolgado com aquele lugar quanto Harry estava. Na verdade, na primeira vez que estive ali eu saí do parque irritado porque eu tinha seis anos e não tinha altura suficiente para andar nos brinquedos que eu considerava mais legais e, na segunda vez, foi ainda pior porque eu fui com Zayn, mas ele, por sua vez, foi com a Perrie, com quem tinha acabado de começar a namorar e eu acabei segurando vela para os dois, o que foi realmente horrível. Em resumo, eu tinha péssimas lembranças do Mundo de Aventuras de Chessington, mas Harry parecia estar no paraíso.

– Você já decidiu em qual quer ir primeiro? – ele voltou a perguntar, tão empolgado que já estava quase pulando – Vamos ao Reino dos Dragões? Ou você quer ir a outro?

– Tanto faz. – respondi, sem qualquer entusiasmo – Nós vamos passar por todos eles mesmo. Não importa qual será o primeiro.

– Importa, sim. – Harry me contradisse – O primeiro tem que ser o mais legal, sabe? Para a gente começar o passeio com o pé direito e ter sorte o resto dia.

Eu tive que rir daquela bobagem.

– Como assim “ter sorte o resto do dia”? Quer dizer que, se escolhermos o brinquedo errado agora, corremos o risco de ser amaldiçoados pelos espíritos da diversão e ter um dia de merda? É isso?

– Olha, eu não costumo ser muito supersticioso, mas desde que eu precisarei confiar a minha vida aos brinquedos desse parque e aos caras que os operam, eu prefiro não arriscar. – Harry sorriu – Quando se trata de parques temáticos qualquer tipo de proteção é bem vinda, então, escolha com sabedoria, está bem?

Apesar de achar tudo aquilo uma grande besteira, pois os brinquedos do Mundo de Aventura nem eram tão radicais assim, decidi entrar na onda. Repassei mentalmente todos os mundos sobre os quais Harry havia falado e aqueles dos quais eu me lembrava e decidi que a Transilvânia era um ótimo lugar para começarmos.

– Vamos ao Vampire. – respondi – Dar uma volta por uma montanha russa no meio de florestas e catacumbas escuras, que podem ou não estar infestadas de cobras e morcegos me parece uma ótima forma de testar a nossa sorte e a probabilidade de morrermos nesse parque hoje.

Harry soltou uma risada nervosa.

– Cobras e morcegos. – ele bufou – Conta outra. Os donos do parque não iriam deixar a gente andar nos brinquedos se tivesse a possibilidade de sermos atacados por uma cobra ou por qualquer outro bicho.

– Ah, então você não soube da garota que morreu aqui, ao ser atacada por uma Phyton Birmanesa.

Harry segurou minha mão e me guiou em direção ao brinquedo que eu havia escolhido, com passos lentos e ritmados.

– Phyton é uma cobra, certo?

– Sim. – eu respondi com ar de suspense – Uma cobra enorme. A maior parte das cobras dessa espécie tem de quatro a cinco metros de cumprimento, mas algumas podem chegar a sete.

Harry engoliu em seco, mas tentou não demonstrar medo.

– E essa tal de Phyton... a cobra... como foi que ela matou a garota? – ele quis saber – Ela a engoliu ou algo assim?

– Não. – Harry respirou aliviado e eu fiz uma pausa dramática antes de dizer: – Ela estava pendurada no galho de uma das árvores perto da montanha russa e, quando o carrinho passou, ela se enroscou no pescoço da menina e a sufocou até a morte.

– Mentira! – Harry pareceu horrorizado com a história – As cobras não fazem isso. Não saltam no pescoço de humanos desse jeito.

– Saltam se estiverem com muita fome. E eu ouvi dizer que as cobras desse lugar não estão comendo direito desde que o parque foi construído. Parece que as presas delas migraram para outras áreas e, agora, elas têm que se contentar em atacar um humano desavisado no carrinho da montanha russa, de vez em quando, para poderem sobreviver. Parece que elas ficam só esperando pelas vítimas delas nos galhos das árvores.

– Cala essa boca. – Harry deu um tapa em meu braço – Aposto que é mentira. Não vou nem te dar ouvidos. Não tem cobras aqui.

Eu dei de ombros.

– Não quer acreditar, então, não acredite. Só não venha me dizer que eu não te avisei, quando uma Phyton de quatro metros, simplesmente, pular das árvores e se enrolar no seu pescoço.

– Vá para o inferno. – Harry resmungou, mas eu podia sentir as mãos dele suando – Que merda, Louis. Agora eu estou com medo de andar nesse troço. – ele choramingou, indignado – Você é um puta de um estraga prazeres, sabia? Nunca mais vou com você a um parque.

Eu quis rir da reação dele, mas não fiz isso porque estragaria toda a brincadeira. Se eu risse agora, Harry saberia que a história da garota assassinada por uma Phyton era mentira e eu não poderia mais me divertir à custa do nervosismo desmedido dele. Era tão engraçado ouvi-lo resmungando sobre o quão mentiroso eu era, ao mesmo tempo em que se sobressaltava com qualquer galho que encontrava pelo caminho que, se eu soubesse de algum lugar onde vendia aquelas cobras de borracha eu teria comprado uma só para poder jogar nele durante a nossa volta pela Vampire e vê-lo gritar como uma garotinha assustada.

A fila para a Vampire não devia estar muito grande naquele momento, porque tivemos que esperar apenas por cinco minutos antes de um dos funcionários do parque nos conduzir aos carrinhos e afivelar nossos cintos de segurança. Por obra do destino e para a minha imensa felicidade, Harry e eu acabamos ficando nas cadeiras da frente, onde o passeio era bem mais intenso e, antes mesmo de a volta começar, eu já podia sentir o nervosismo fluindo do corpo dele em ondas crescentes.

Ele estava tão assustado que quando o brinquedo finalmente começou a se mover, ele agarrou a minha mão e a apertou entre os seus dedos, como se o carrinho fosse despencar da montanha russa caso ele a soltasse. Pensei em fazer uma piada sobre aquilo, mas preferi ficar calado. Harry provavelmente soltaria a minha mão se eu fizesse e, por algum motivo, eu não queria que ele a soltasse. Tinha me acostumado a ter a mão dele ao redor da minha sempre que ele precisava me conduzir a algum lugar e gostava da sensação de tê-la ali. Harry me transmitia confiança. Algo que nem mesmo meus pais ou Marie Anne conseguiam me fazer sentir enquanto me arrastavam por aí.

– Já viu algum sinal da Phyton? – perguntei conforme a montanha russa ganhava velocidade e parecia adentrar na área de floresta do parque – Elas costumam ficar enroladas nos galhos mais grossos.

– Pelo amor de Deus, cale a boca! – Harry gritou enraivecido – Não tem cobras nas árvores. Não tem nenhuma cobra nessas árvores.

– Elas são marrons. Talvez por isso você não as esteja vendo. Elas se camuflam nos galhos e depois te matam.

Harry me xingou de alguma coisa, mas não consegui ouvir porque a montanha russa começou a ir mais rápido e o barulho cortante do vento passando por nós desligou todos os sons ao redor. Por um minuto e meio tudo o que eu fiz foi aproveitar o vento fresco que chicoteava em minha pele, ouvindo o barulho das folhas das árvores, que farfalhavam quando passávamos por elas a quase cem quilômetros por hora, além de sentir o cheiro da floresta que era basicamente composto pelo cheiro de musgo e terra molhada.

Andar na Vampire era como estar voando e, podia até ser infantilidade minha, mas eu me sentia como Peter Pan, desbravando os céus da Terra do Nunca, até mesmo porque Wendy estava ao meu lado, é claro, gritando a cada curva que fazíamos e achando que ia morrer porque jurava que tinha visto uma cobra nas últimas doze árvores.

Quando a volta finalmente chegou ao fim eu estava rindo como nunca tinha rido na vida e Harry, apesar de todos os sustos, parecia ter se divertido bastante também, porque começou a rir comigo depois de um tempo.

– E como eu sempre suspeitei, nenhum de nós foi atacado por uma Phyton. – ele disse, enquanto me guiava para a saída da montanha russa – Você é um grande mentiroso e não há nenhuma cobra assassina nas árvores.

– Acredite em mim, elas estavam lá. Só estavam tirando um cochilo na hora. Vamos encontrá-las da próxima vez. Tenho certeza.

– Pois tomara que elas pulem no seu pescoço. Só para você sentir um gostinho de todo o terrorismo que você faz com as pessoas.

Saímos da montanha russa e passamos as cinco horas seguintes explorando os “mundos de aventura” que o parque oferecia, desde as outras montanhas russas no Reino dos Dragões e no México, até o barco pirata e os brinquedos que envolviam quedas d’água e que acabaram por nos deixar encharcados. Nós só paramos mesmo para comer um hambúrguer e uma porção de frango empanado em uma lanchonete chamada Fried Chicken CO e, quando a luz do dia finalmente deu lugar a um céu estrelado, Harry e eu estávamos exaustos.

– Sem condição de dirigir para casa essa noite. – disse ele jogando-se ao meu lado em um dos bancos de madeira polida que havia pelo parque – Estou tão cansado que eu poderia me deitar e dormir aqui mesmo, mas acho que podemos pegar um quarto no Hotel Azteca e ir embora amanhã de manhã. O que você acha?

– Eu acho ótimo. Não quero passar mais quatro horas dentro de um carro hoje.

Harry sorriu.

– Sábia decisão. – ele se colocou de pé e segurou minha mão para me ajudar a levantar também – Vamos abusar um pouco mais do recheado cartão de crédito dos seus pais.

Então seguimos andando até o local onde o micro-ônibus do parque estacionava e, de lá, pegamos uma carona até o estacionamento para podermos pegar o carro e ir para o hotel que ficava nos limites do parque.

A recepção devia estar cheia pela quantidade de vozes que eu ouvia, então, não foi bem uma surpresa quando Harry pediu um quarto com duas camas de solteiro e o atendente do balcão informou que só restavam quartos de casal disponíveis. Como estávamos cansados, famintos e precisando urgentemente de um banho, nenhum de nós se opôs a dividir a cama por uma noite e, assim, pegamos a chave do quarto e seguimos para o elevador.

Harry soltou uma exclamação maravilhada quando entramos no quarto, então, imaginei que a decoração devia ser de arrasar, mas não me atrevi a dar um passo sequer, pois não conhecia o lugar e não queria quebrar nada.

– O melhor quarto. – ele disse com um sorriso que era possível ouvir no tom de sua voz – Tem umas esculturas de argila espalhadas por aqui e alguma plantas. Uma das paredes é decorada com uma pintura dos templos astecas cercados por florestas e tem algumas borboletas e pássaros nativos desenhados no teto. A cama tem um dossel com cortinas brancas de renda e parece muito confortável. Tem um banheiro logo mais adiante e acho que ele também deve ter decoração temática, pelo que eu vejo, mas acho que essa é inspirada em um lago ou no mar.

Demorei um segundo para perceber que ele tinha acabado de descrever o quarto inteiro para mim, para que eu pudesse saber como era o lugar onde estávamos, apesar de não poder vê-lo e aquele gesto atencioso me fez sorrir. Harry tinha feito isso o dia todo, de uma maneira sutil. Em todos os brinquedos aos quais íamos e as paisagens pelas quais passávamos, ele sempre as descrevia para mim e aquilo era uma das coisas mais gentis que alguém já tinha feito por mim até hoje.

– Pode colocar a minha mochila em algum lugar para mim? – eu estendi minha mochila para ele que a segurou no mesmo instante – Preciso tomar um banho e trocar de roupa, porque acho que estou fedendo tanto quanto um cachorro molhado depois de passar por todos aqueles brinquedos.

Para a minha surpresa, Harry encostou o nariz em meu pescoço e me cheirou.

– Não está tão mau. – ele respondeu com um tom divertido – Mesmo assim é melhor você tomar um banho. Nunca se sabe quando uma mamãe gambá pode aparecer aqui e te confundir com um dos filhotes dela.

Eu não respondi nada, pois ainda estava meio em choque com o fato de ele ter cheirado o meu pescoço daquele jeito, mas Harry me guiou até o banheiro e me mostrou onde estavam o sabonete, o xampu e a toalha.

– Qualquer problema, grita. – disse ele antes de sair do banheiro e encostar a porta.

Deus, eu devia começar a gritar agora? Eu tinha um problema naquele exato momento e não sabia como iria resolver. Tirei a roupa e me joguei embaixo da água quente do chuveiro, tentando organizar meus pensamentos, mas aquilo não foi suficiente. Mesmo depois de cinco minutos no chuveiro, pensando em qualquer coisa banal e ridícula que me passasse pela cabeça eu ainda não tinha conseguido me acalmar.

Não tinha conseguido me livrar da maldita ereção que Harry acabara de despertar em mim.

Notas finais
Hoho! Harry conseguiu despertar "os sentimentos" desse menino kkk E agora LouisT, como proceder? ^^ Espero que tenham gostado do capítulo e que tenha valido pela espera e, assim que possível, eu apareço aqui com o próximo. Beijos e até breve.