Gotta Be You
6 Capítulo 6
Notas iniciais
POV Christian Grey
Meu pai me deixa na escola e vou em direção ao banco perto dos armários, onde eu e os meninos ficamos normalmente para dar notas para as gostosas da escola.
– Lauren merece meu nove. — Taylor manda uma piscadela para ela, que vira a cara causando a risada dos meninos e a minha.
– E a Melanie? — Sawyer pergunta.
– Seis! — Respondo. — Não tem peito nenhum.
– Cinco! — Welch se manifesta. — Além de babar demais, tem bafo de atum.
Todos grunhi em nojo e desgosto.
– Kate? — Taylor pergunta.
– Oito. — Welch responde.
– Nove! Olha aquela bunda, cara. — Welch comenta, fazendo todos encararem o bumbum da garota, inclusive eu. Nada mal, Kavanagh, nada mal! Penso.
– Você namora cara. — Falo olhando para ele.
Welch da de ombros.
– Olhar não mata. — Diz sorrindo maliciosamente.
– E a Anastásia? — Sawyer pergunta.
– Um. — Começo a rir. — Chata pra porra!
– Um? — Jack aparece, se juntando a nós. — Ela é linda demais, cara. Dez!
– Dez? — Arregalo os olhos e reparo bem em Anastásia. Tudo bem que seus olhos são até bonitos, tem um corpinho maneiro e uns peitos que meu deus, mas não vejo nada de tão interessante ali. Me levanto e escuto os meninos me chamarem, mas continuo caminhando até a mesma. — Tudo bem? — Pergunto escorando na porta do armário ao lado, enquanto aguardo Anastásia tirar suas coisas do seu armário.
– Sim e você? — Responde sem ao menos olhar para mim. Garota estranha!
– Tou de boa.
– Que bom então. — Fecha a porta do seu armário e me dá as costas.
– Ei! — Seguro seu braço, a virando de frente para mim.
– Me deixa, Christian!
Seus olhos estão avermelhados e inchados, como o seu nariz. Ela andou chorando?
– Aconteceu alguma coisa? Seus pais brigaram tanto assim para tá chorando? — Aliso seu rosto e ela afasta minha mão do mesmo. — Pode me falar se quiser...
Anastásia não diz nada, mas me surpreende ao me abraçar. Acho estranho, mas quando escuto o seu choro baixinho envolvo os meus braços a sua volta, correspondendo ao abraço.
– O que você tem gatinha? — Pergunto realmente preocupado.
– Não piora as coisas Christian. — Ela me aperta ainda mais e eu afago os seus longos cabelos.
Leila vem com suas amigas líderes de torcida e me encara com a cara fechada. Mando um beijo para ela, que só falta vim correndo para me bater. Anastásia afrouxa o abraço e se afasta um pouco, sem tirar os braços da minha cintura. Ela me fita e quando ia falar algo o sinal toca indicando o inícios das aulas do dia.
– Não vai me falar o que aconteceu né?
– Não te dei essa intimidade... — Reviro os olhos. Nem parece a mesma garota que estava chorando nos meus braços a segundos atrás. — Mas quem sabe um dia. — Funga e eu seco algumas lágrimas silenciosas que escorre pelo seu rosto.
Leila ainda me encara. Aproveito o estado da garota á minha frente e a abraço de lado. Anastásia franze a testa e eu dou de ombros.
– Vamos? — Pergunto a puxando pelo braço.
Vamos abraçados até a sala, atraindo todos os olhares dos corredores e das salas de aulas. Anastásia se desvencilha do meu abraço e senta em seu lugar, faço o mesmo e espero o professor começar a aula.
(...)
POV Anastásia Steele
– As pessoas não param de falar sobre você e o Grey. — Kate aparece atrás de mim na fila para o lanche.
– Ele só quiser ser legal. Eu acho...
– Desde quando aquilo ali é legal com alguém? Tem alguma coisa ai. — Ela coça o queixo, pensativa. Nego com a cabeça.
Já não basta ter que vir para escola forçada, ainda tenho que aturar as afirmações idiotas de Katherine.
– Vamos mudar de assunto? Ou melhor, fica caladinha.
– Não! — Mostra a língua para mim. — O vovô está tão mal assim, Ana?
– Sim. — Abaixo a cabeça.
Antes de vir para escola, meu pai recebeu uma ligação do hospital onde o meu vô está internado, ele teve uma parada cardíaca e está em coma na UTI do hospital central. Eu não queria ter vindo para escola hoje mas meu pai acho melhor eu não faltar.
– No final da aula eu posso ir com você visitá-lo. Eu adoro o vovô Steele, você sabe disso. — Fala sorrindo carinhosamente.
Concordo, sorrindo tristemente.
– Obrigada Kate, de verdade. — Falo a olhando. — Muito obrigada, eu não sei o que seria de mim se você. — Falo a abraçando fortemente. Katherine é mais que uma amiga para mim e sim uma irmã de outra mãe.
– Você pode contar comigo para tudo Ana, você sabe disso. Você é minha irmãzinha. E eu sempre, sempre vou está do seu lado para absolutamente tudo. — Diz me abraçando. — Eu te amo aninha, para sempre.– Fala sorrindo.
– Eu também Kate, para sempre. — Falo sorrindo para a mesma.
De repente os murmúrios a minha volta aumentam, volto o meu olhar para cima, tendo a visão do causador das loucuras das meninas da escola, Christian Grey.
– Você me deve explicações.
Chega a minha vez na fila, pego a minha bandeja com o meu lanche. Christian e Kate fazem o mesmo.
– Virou chiclete para ficar grudado em mim agora, Christian? — Pergunto, enquanto me sento na mesa de sempre. Ele revira os olhos e puxa uma cadeira para se sentar do meu lado.
– Mudou de humor rápido em, nem parece a mesma garota que estava chorando nos meus braços a algumas horas atrás.
Bufo e fito Kate que parece incomodada com a presença de Christian.
– E você? Não vai falar nada? — Pergunta de boca cheia encarando Kate.
– Porco! — Ela faz cara de nojo. — Não tenho anda para conversar com você garoto!
– Acho que sei da onde vem sua ignorância. — Christian me encara.
Kate faz careta e eu reviro os olhos.
Como todo o meu lanche, mesmo estando sem fome. Christian está com cara de paisagem e Kate está com os seus fones de ouvido. Cutuco ele, fazendo o mesmo voltar sua atenção para mim.
– Resolveu abrir a boca, gatinha? — Pergunta me olhando atentamente.
Faço uma careta por causa do apelido e ele ri.
– Meu vô está em coma, Christian. — Abaixo a cabeça. — Recebi a notícia hoje, não era nem para eu estar aqui.
Fico encarando os meus dedos até sentir o meu corpo ser puxado. Christian me envolve em um abraço apertado.
– Vai ficar tudo bem, você vai ver. — Fala sorrindo. E que sorriso!
– É-ér. — Expiro.
– Se precisar de um ombro amigo, é só me chamar.
Rio fraco e o fito. Christian não parece ser tão idiota com eu pensava que fosse.
– Obrigada.
– Pelo que? — Pergunta.
– Por estar sendo legal comigo. — Falo o olhando.
– Eu sou legal! — Sorri de lado. — Com que merece.
– Então eu mereço?
– Na verdade não, você é chata demais! — Se levanta. — Mas ninguém merece passar pelo o que você tá passando. Sei como é difícil ter alguém que se ama nessa situação, eu já passei por isso. — Assinto.
Eu até poderia brigar com ele por ter me chamado de chata, mas deixo passar. Christian vai para a mesa dos populares e eu fico trocando mensagens com Liam enquanto o recreio não acaba.
(...)
"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."
– Khalil Gibran
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