Gotta Be You
7 Capítulo 7
Notas iniciais
POV Christian Grey
– Pensei que ela era feia demais para você, cara. — Jack fala me encarando com a testa franzida.
– Eu só quis comprovar algumas coisas. — Dou de ombros.
– Que coisas? - Mais que porra!
– Não é da sua conta!
– Vai pegar ela? — Taylor pergunta. — Se não eu pego. — Fala e faz uma cara maliciosa fazendo tanto eu como os meninos rirem.
– Não, tá maluco? Gosto de carne, cara. Você sabe. — Faço uma cara maliciosa e Taylor dá de ombros. — Então faça bom proveito.
– Se você que pega todas não quer, eu vou querer? — Pergunta olhando para mesa de Anastásia. — Mais até que a Steele não é de se jogar fora. Quem sabe, quem sabe!– Fala malicioso.
Reviro os olhos.
– Sei lá. — Dou de ombros. Olho para Welch que está sentado do meu lado. — O que temos para hoje?
– Tem a festa da Melanie. Vai lotar de gatinhas. — Fala sorrindo.
– Eu ouvi o nome gatinhas? O papai aqui gosta. — Falo malicioso fazendo todos rirem.
(...)
POV Anastásia Steele
Passei praticamente a tarde inteira no hospital. Kate ficou até umas três da tarde, só não ficou mais tempo porque sua mãe ligou e ela teve que ir. Ethan que veio busca-la, já faz um tempo que não vejo o meu amigo, ele está fazendo faculdade em New York e com isso mal nos vemos, mas finalmente ele decidiu vim passar alguns dias com os pais e a irmã, então logo marcamos de sair nessa semana. Preciso desabafar com alguém, não que Kate seja uma má conselheira, só que preciso ouvir novos conselhos, e o Kavanagh já está se formando em psicologia mesmo. Meu vô não apresenta nenhuma melhora. Minha mãe está tão desolada, que vê-la nesse estado acaba mais ainda comigo, me sinto tão impotente. Meu pai ligou para o seu trabalho e avisou o que está acontecendo, os pais de Liam estavam presentes na hora. Eles contaram tudo para o filho, que me ligou preocupado, ouvir a foz dele de certa forma me acalmou. O relógio da sala de espera do hospital marca dez horas da noite. Meu pai, foi na lanchonete do hospital e logo volta tomando uma xícara de café.
– Perdi alguma coisa? — Pergunta se sentando ao meu lado. Deito minha cabeça em seu ombro.
– Não, mas a mamãe entrou tem pouco tempo.
– Hum. — Papai beija o topo da minha cabeça. — Não que ir embora filha?
– Não, de jeito nenhum. — Falo bocejando.
– Anastásia, eu vou te levar você querendo ou não. Amanhã você tem aula e...
– Eu não vou amanhã para aula, pai! — O interrompo.
– Você vai sim Anastásia! Porque eu estou mandando e você obedece, entendeu? — Fala me olhando seriamente.
Bufo e me afasto dele.
– Posso pelos menos me despedir da mamãe?
– Claro princesa.
Agora é princesa né?
Me levanto e ando por um enorme corredor. Quando ia virar a esquerda esbarro em alguém, vejo que é minha mãe. Ela sorri de lado e me abraça.
– Ele apresentou alguma melhora? — Pergunto, quando nos afastamos.
– Bom, ele se mexeu.
– Sério? — Sorrio de lado.
– Sim. O médico disse que talvez ele acorde logo.
– Sim, ele vai. O vovô é forte demais, afinal ele é um Steele. — Falo a fazendo rir. Minha mãe assim como o meu pai tem um sorriso maravilhoso! Abraço a novamente. — Eu vim me despedir, tenho que ir embora. — Falo emburrada.
– É para o seu bem meu amor. — Beija minha testa. — Não quero você faltando a escola.
– Eu sei, fazer o que né? — Falo sorrindo fazendo a mesma rir.
– Eu te amo, meu bebe. Vou sentir sua falta. — Fala já com os olhos marejados. Minha mãe na maioria das vezes é muito melosa.
– Mãe, eu só vou para casa e amanhã já volto para cá, não precisa ficar assim. E aliás já não sou mais o seu bebe a muito tempo. — Falo acariciando o seu lindo rosto.
– Ah, Ana minha filha. Você é e sempre vai ser o meu bebe, meu eterno bebe. — Fala me abraçando. — Eu te amo filha, se cuida e juízo.
Reviro os olhos.
– Eu também te amo, mãe. Até amanhã. — Mando beijo estalado no ar.
Volto para sala de espera, onde o meu pai me aguarda.
– Vamos? — Me pergunta se levantando e abotoando os botões do seu terno. Assinto com a cabeça e ele me abraça de lado.
Vamos até o estacionamento, entramos no carro e logo estamos na estrada.
(...)
– Eu vou ter que voltar. Você vai ficar bem sozinha Ana? — Consigo vê a sua preocupação em cada palavra.
– Pai eu não sou mais uma criancinha. — Reviro os olhos.
– Nunca se sabe... — Coloca as mãos no meu obro. — Qualquer coisa me liga, ok? Não hesite em me ligar Anastásia. Eu te amo filha. — Beija minha testa e sai pela porta da frente sem ao menos esperar eu responder.
Subo para o meu quarto e tomo um banho. Fico assistindo televisão até o meu celular tocar. Quem está me ligando uma hora dessas?
– Alô?
– Anastásia?– Essa voz, o que ele quer?
– O quê que foi, Christian? — Pergunto irritada.
– Você é surda garota? Estou tocando a campainha da sua casa tem uns cinco minutos!
Arregalo os olhos.
– O que você tá fazendo aqui?
Ele desliga o celular na minha cara. Infeliz! Desço rapidamente e abro a porta da frente para ele, que passa por mim feito um furacão.
– Belo pijama. — Fala me olhando malicioso. Droga, esqueci de trocar de roupa.
Reviro os olhos. Tenho certeza que minhas bochechas estão coradas.
– Onde você pensa que está indo? — Pergunto o seguindo.
– Pro seu quarto, gatinha.
Reviro os olhos. Subo as escadas logo atrás dele. Quando para no topo da escada, olha de um lado para o outro indeciso.
– Penúltima porta a esquerda. — Falo, fazendo o mesmo se virar, já que estamos na direção oposta. Ele abre a porta do quarto, observa o mesmo por alguns minutos e se joga na minha cama. Meu Deus! Dai-me paciência!– Não vai me contar o por que de estar na minha casa uma horas dessas? — Me aproximo e me sento na ponta da cama. — E por que está com esse cheiro insuportável de quem fumou e bebeu?
– Eu estava em uma festa e — Se levanta, e fica sentado na cama. — não estou em umas das melhores condições para ir para casa. — Aponta para si mesmo. — Meus pais me matariam!
– E o que eu tenho haver com isso? — Pergunto realmente tentando entender o que o Grey está fazendo na minha casa uma hora dessas.
– Você é uma garota legal que vai cuidar de mim. — Fala meio grogue, mais mesmo assim sorrindo.
Solto uma risada escandalosa e o olho incrédula. Ele está mesmo falando sério?
– Bateu com a cabeça ou é só efeito da bebida?
Ele não me dá ouvidos, se levanta e caminha até o banheiro. Escuto o chuveiro ser ligado e bufo. Depois de um tempo me aproximo da porta e bato na mesma. Será que o Grey morreu afogado?!
– Christian? tá tudo bem aí? — Pergunto e logo escuto o que parece ser um "sim". — Eu não deixei você tomar banho, Christian! — Falo socando a porta. — Não use a minha to...
Não consigo terminar de falar, pois ele destranca a porta e aparece com a minha toalha na cintura. Christian está tão sexy com o cabelo molhado. Fico embarcada olhando para o seu abdômen, ele tem tantos quadradinhos que não sei se é possível contar, seus braços mostram cada músculo definido. Minha toalha se adequou perfeitamente no seu corpo. As gotas de água descem por todo o seu abdômen até adentrar a toalha. Meu Deus! Estou no céu?! Porque estou sem palavras.
– C-christian. — Engulo em seco o fazendo rir. — Co-coloca uma roupa.
Paro de encará-lo como uma criança que encara algodão doce, e vou para minha cama.
– Seu sabonete é bem cheiroso gatinha. — Fala se jogando na minha cama usando apenas uma calça jeans.
– Eu vou te matar Christian. — Dou um tapa no seu braço o fazendo rir o que me irrita ainda mais.
– Relaxa gatinha, — Puxa o meu braço, me levando para mais perto dele. — vem cá.
Christian passa a sua perna por cima da minha e me puxa, colando ainda mais se possível o seu corpo no meu. Fico sem reação. Passo minha mão pelo seu braço bem malhado e vou subindo com a mesma até o seu rosto. O encaro por um tempo. Por que você tem que ser tão bonito, Christian?. Será que ele tem algum problema? Ainda me pergunto o porque dele ter vindo logo para a minha casa, a casa da Leila é no mesmo condomínio por que ele não foi para lá? Ele tem tantos amigos, porque não foi para casa de algum deles? O olho mais uma vez e encontro o Grey com os olhos fechados, dormindo como um anjo. — O que ele realmente não é. — Me permito deitar minha cabeça em seu peito e logo adormeço.
(...)
O amor não se manifesta no desejo de dormir com alguém, mas dormir junto á alguém.
– Mila Kundera
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