Gotta Be You
5 Capítulo 5
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
Eu não acredito que ele vai mesmo me deixar aqui! Christian Grey realmente é um babaca! Luto contra o meu orgulho e me levanto.
– Christian? — O chamo mas ele não ouve, ou está fingindo que não escuta. — CHRISTIAN, ME ESPERA! — Grito escandalosamente.
Ele se vira, coloca as mãos no bolso e espera que me aproxime mais.
– Vem, vou te levara para minha casa.
– O que? — Arregalo os olhos.
– Calma garota. Relaxa, porque você não faz o meu tipo. — Fala calmamente, de certa forma de ofendendo.
Christian e eu não conversamos mais nada durante o caminho inteiro. A casa dele, na verdade a mansão dele, porque aquilo com certeza não era uma casa, não era tão longe da praça, para ser exata, eram três quadras depois.
– Acho que meus pais não chegaram do trabalho ainda. — Ele diz, tirando as chaves do bolso, destrancando a porta da frente, depois de passarmos por um processo gigante de segurança.
– Acho melhor você me deixar em algum ponto de...
– Vem! — Christian me puxa pelo braço e me coloca dentro de sua casa. E que casa! Ele fecha a porta e eu fico observando a sala. — Tá com fome?
Me viro o encarando e balanço a cabeça em concordância.
– Me segue.
O Sigo até a cozinha, a decoração é em preto e branco. Os Greys realmente tem muito dinheiro a casa deles é linda, Kate tinha razão ao falar isso. Christian abre a geladeira e fica encarando a mesma durante um tempo.
– Esse musse está com uma cara muito boa. — Digo, próxima do seu ouvido. Sinto ele estremecer e dou de ombros. Christian tira o musse da geladeira, fechando a porta em seguida. — Onde encontro tigelas, pratos ou algo para apoiar?
– Para que prato? — Pergunta. — Vamos comer aqui mesmo. — Ele abre a gaveta de talheres e tira de lá duas colheres. Dou de ombros e caminho de volta para sala, com Christian me seguindo.
Nos sentamos no enorme sofá e ele ligou a TV. Christian se aproxima um pouco mais de mim, apenas o encaro de soslaio.
– Não vai comer? — Pergunta me entregando a colher. Assinto, pegando a mesma.
Ficamos assistindo Quarteto Fantástico enquanto comíamos o musse. Escuto a porta da sala ser destrancada. Olho para o Christian que apenas dá de ombros e volta a prestar atenção no filme. Garoto Imprestável. Encaro a porta.
– Christian eu sai mais cedo do hospital e aproveitei para ir com a Mia levar o Buddy no Pet Shop. — É uma mulher, reconheci alguns dos traços do Christian nela, deve ser sua mãe. Ela segura a alça da coleira de um cachorro e me encara. — Oh! Eu não sabia que tínhamos visitas.
– Ela não é visita mãe. É só a Anastásia, uma colega da escola. — Christian fala agora prestando atenção na mãe.
Sua mãe fecha a porta e tira a coleira do cachorro. — Que é lindo por sinal. — Ele corre até o Christian, e o lambe. Rio com isso e acaricio o pelo do cachorrinho, quando o mesmo vem na minha direção. — Ele é enorme, caramba. — A mãe do Christian se aproxima de mim e me cumprimenta.
– Prazer me chamo Grace Grey, mais pode me chamar de Grace querida. — Fala me abraçando logo em seguida.
– Anastásia Steele, o prazer é meu Senhora Grey. — Ela me repreende com o olhar. — Grace. Me chame de Ana se quiser. — Digo sorrindo fazendo a mesma sorrir também.
– Christian você nunca me falou que tinha uma amiga tão bonita assim. — Fala olhando para o filho que revira os olhos. Sinto minhas bochechas esquentarem.
– Mãe cade o Elliot e a Mia? — Christian pergunta indo em direção a mãe a beijando carinhosamente na bochecha. Quem diria que Christian Grey era carinhoso com alguém.
– Elliot está no treino e Mia saiu com algumas amigas.
– Mãe eu já te falei para não deixar a Mia sair com essas piranhas que ela chama de amigas. — Christian fala irritado me surpreendo. Piranhas? Não é essas mesmas piranhas que ele normalmente come. Idiota.
– Christian a Mia já é bem grandinha e já sabe o que faz e pare de falar isso na frente da Ana, o que ela vai pensar de nós. — Grace fala repreendo Christian que apenas revira os olhos com o comentário da mãe. Ah, Grace você não faz ideia do que eu já penso de Christian.
– Vejo que acabaram com o musse. — Torce a boca. — Não deixaram nem um pedacinho para mim? — Fala fazendo bico.
– Depois a Gail, faz outro mãe.
Minhas bochechas devem estar em chamas. Nunca vim na casa dela e já acabei com o seu pudim.
– Me desculpe Grace, é que... AI MEU DEUS! — Grito assustada.
Christian e Grace me encaram assustados e eu me levanto em um pulo.
– Preciso ir para casa. — Olho para Christian com a mão na testa. — Ai meu Deus, meus pais vão me matar, já está tarde.
– Eu te levo. — Christian diz e pega a chave do carro em cima da mesa de centro.
– Você pode me deixar em um ponto de táxi, não moro aqui perto Christian.
– Não tem problema. — Me oferece sua mão. — Vamos? — Assinto e me despeço de Grace. Ela é um amor de pessoa, até me chamou para voltar outro dia quando seu marido, Mia e Elliot estiverem em casa, saio de lá prometendo que voltaria.
Christian me oferece sua mão novamente, hesito um pouco, mas acabo aceitando. Vamos até o carro, entramos e ele dá a partida.
– Onde você mora? — Pergunta, enquanto dirigi atentamente.
– No condomínio Whatson's.
– Sério? Eu estive lá hoje. — Fala olhando para mim rapidamente.
– Foi fazer o que lá? — Pergunto realmente curiosa.
– Fui na casa da Leila. — Fala tranquilamente. Garoto safado!
– Aaah.
Christian liga o rádio, toca uma música do Drake, ele cantarola algumas partes e eu apenas o observo atentamente. Kate e todas as outras garotas tem razão, o Grey é realmente lindo!
– Pega um maço para mim? — Pede.
– Que? — Pergunto confusa.
– Um maço de cigarro, aí no porta-luvas.- Aponta para o mesmo.
– Aaah sim. — Estico minha mão para abrir o porta-luvas, mas paro no caminho ao lembrar da minha crise. — Quer dizer, não.
– Não? — Ele me encara com as sobrancelhas franzidas.
– É que eu não posso com fumaça de cigarro, Christian. — Falo roendo as unhas.
– Ahaaam, sei. Agora para de gracinha garota e pega o maço para mim.
– Eu não estou fazendo graça caramba, é sério!
Ele nega com a cabeça, e bufa.
– Já estamos chegando. — Falo. — Daqui a pouco você ascende esse passaporte para morte.
– Como é? — Pergunta desviando o olhar da estrada para mim.
– Nada não. — Digo o encarando de volta.
Ele bufa novamente e volta a olhar para estrada sem trocar mais uma palavra comigo.
(...)
– Está entregue. — Diz, estacionando o carro em frente a minha casa.
– Obrigada. — Sorrio tímida. Abro a porta do carro e saio do mesmo. Me viro para Christian novamente, ele me manda um beijo e uma piscadela. Idiota! Reviro os olhos e entro em casa.
Meu pai e minha mãe estão na sala, ambos me encaram preocupados.
– Você disse que era só uma voltinha, Anastásia! — Aponta para o relógio. — Já são quase dez da noite! Estávamos preocupados Anastásia.
– Mãe é que...
– Onde você estava Anastásia? — Meu pai me pergunta.
Engulo em seco, ele está nervoso, posso sentir isso pelo tom da sua voz.
– E-eu estava na casa de um amigo. — Falo abaixando a cabeça.
– Amigo? Que amigo Anastásia? — Meu pai se levanta e minha mãe o puxa para se sentar. Ele realmente está bravo.
– Ele é da minha sala pai. Eu pedi para a minha mãe para dar uma volta. Ela deixou. Eu andei um pouco, tomei um sorvete, parei numa praça e fiquei lá um tempinho. Ele apareceu lá e disse que morava perto, então eu fui na casa dele e...
– Vocês estavam sozinhos? Quem é esse menino Anastásia? E por que não levou o celular?
É tanta pergunta ao mesmo tempo, que estou perdida.
– O que o você disse, pai?
– Não se faça de boba, Anastásia. Me responda! — Fala se levantando.
Olho para minha mãe e ela me manda ir para o quarto.
– Não pense que a nossa conversa terminou, Steele!
Steele? Ele me chamou pelo sobrenome? Estou ferrada!
Subo as escadas com a cabeça baixa. Eu não fiz nada demais, na verdade não sei onde eu estaria se o Christian não tivesse aparecido. Entro no quarto e fecho a porta. Passo a chave na mesma, não quero ninguém me incomodando. Vou direto para o banheiro e tomo um banho. Depois vou até o closet e pego um pijama de frio, hoje a noite está fria, coloco meu pijama e me jogo na cama. Pego o meu celular, está cheio de áudios e mensagens. Havia mensagens do Liam e de um número que já me era conhecido.
Seus pais pegaram muito pesado com você?
– Christian.
O que você acha? Penso alto.
Estou trancada no quarto, o que acha que aconteceu em?
– Ana
Memorizo o seu número no meu celular e aproveito para ouvir os áudios, — Como sempre, era da Kate. — todos perguntando. Cade voce?", "Sua idiota! Me responde caramba!", "OOOOOOOOI", "Se não me responder eu te mato!", "ANASTÁAAAAAAAASIA SUA VACA!"
– Você me ama demais Kavanagh.
Assim que respondo Kate, o celular vibra mostrando uma nova mensagem.
Pelo menos voce está em cara, sã e salva graças ao garotão aqui. ;)
– Christian.
Reviro os olhos e respondo.
Menos Grey, bem menos! ;)
– Ana
Minha conversa com o Christian para ali. Até porque não tenho nenhum assunto com ele, muito menos ele comigo. Resolvo contar o que aconteceu para Kate, que tem um ataque ao saber que passei o resto da tarde com o cara mais imbecil da escola.
– COMO ASSIM VOCÊ ESTAVA NA CASA DELE?– Grita no áudio. — Que horror Steele.
– Mas não foi porque eu quis Katherine! Fui idiota demais em sair sem celular, deveria ter ficado no hospital mesmo.
– Também acho! Ele tentou algo? Sei lá, ele é um tremenda de um galinha, com certeza te cantou.
– Não, a gente só ficou assistindo um filme mesmo. — Suspiro derrotada, estou morta de sono. — Kate vou dormir. Beijo, beijo. Te amo horrorosa. — Desligo sem ao menos sem ela responder.
Bloqueio o celular, coloco o mesmo debaixo do meu travesseiro e durmo.
(...)
"Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio."
– William Shakespeare
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