Gotta Be You
4 Capítulo 4
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
– Pai, você não me passou o número do Liam. — Falo, jogando minha mochila no sofá, logo me sentando no mesmo.
– É verdade, com tantas coisas acabei esquecendo. — Meu pai tira seu celular do bolso e me entrega. — Só entrar na agenda.
– Folgado. — Fecho a cara e pego o celular.
Entro na agenda, logo achando o número do Liam e salvo no meu iPhone, memorizo e mando uma mensagem.
Oi Liam. :))
– Ana
– Pronto pai. — Entrego o celular para ele e subo para o meu quarto.
Analika da minha vida?
– Liam
Sorrio e respondo.
Da sua vida eu já não sei. Mais sou eu sim. Você sumiu seu imprestável!!! Me esqueceu foi? :(
– Ana
Deixo meu celular na cama e vou para o banheiro. Tomo um banho demorado e aproveito para lavar os meu cabelos. Saio do banheiro com uma toalha enrolada na cabeça e outra no corpo. Entro no closet, visto meu pijama e volto para cama secando meus cabelos com a toalha. Meu celular vibra, pego o mesmo e vejo que tem áudios da Kate, e uma mensagem do Liam. Abro a mensagem, que diz:
Claro que não! É que aconteceu algumas coisas aqui. Estou com saudades princesa. :(
– Liam
Aposto que o idiota do Liam fez algo que o pai não gostou.
O que você andou aprontando em garoto? -_-
– Ana
Liam não me responde. Fico assistindo televisão até ficar entediada. Lembro dos áudios que a Kate tinha enviado, escuto todos e nada de importante. Ela só está sentindo uma queda pelo Jamie da turma do 3°A. Resolvo descer para comer algo, mas antes de chegar na cozinha vejo minha mãe, acho que ela está de saída, já que procura a chave do seu carro.
– Vai sair mãe? — Pergunto.
– Sim Ana. Vou visitar o seu vô, que ir?
– Quero sim.
– Então vá se trocar te espero no carro. — Assinto e subo correndo para o meu quarto.
Entro no meu closet, troco o pijama por um short de cintura baixa, coloco uma blusa de emoji e calço meu vans preto. Prefiro não levar meu celular. Chego na garagem e entro no carro, minha mãe dá partida e fomos direto para o hospital. Meu vô já está internado a uns oito meses. Depois do derrame, não pode mais andar sem ajuda de cadeira de rodas, meus pais decidiram colocá-lo sob cuidados médicos. O caminho até o hospital foi curto. Minha mãe estaciona o carro em uma vaga e abre sua porta, faço o mesmo, saindo do carro. Espero minha mãe pegar sua bolsa e entramos no hospital. Andamos um pouco, até chegar na recepção. Minha mãe assina alguns papéis e me puxa pela mão para vermos o vovô. Entramos no quarto de número 6 e sorrimos ao ver meu vô assistindo televisão.
– Vovô? — Caminho até ele e o abraço. Sinto tanta sua falta que chega á doer.
– Ana, minha netinha. — Diz com um pouco de dificuldade. Sua voz saí tão fraquinha, mais como um gemido.
– Senti saudades. — Dou um beijo na sua bochecha rosada. — Já se acostumou com tudo? Estão te tratando bem? — Pergunto realmente preocupada.
– Sim meu amor, os médicos daqui são uns amores.
– Isso é ótimo. — Sorrio.
Minha mãe e eu ficamos conversando com meu avo por um bom tempo. Olho para o relógio da parede e vejo que marca 16h00 PM.
– Mãe?
– Sim filha.
– Posso dar uma volta? Depois vou para casa, eu juro.
– Não quer ficar mais um pouco com o seu vô? Daqui a pouco eu vou embora.
– É só uma voltinha mãe. — Faço bico. Meu avo ri e concorda com a cabeça. — O vovô deixou.
– Tudo bem. — Dona Carla tira a carteira de dentro da bolsa, e me entrega duas notas de cinquenta. — Para o táxi, Ana cuidado. — Diz me advertindo.
– Eu sei mãe, obrigada. — Pego o dinheiro e beijo minha mãe e depois meu vô, prometendo voltar logo.
Saio do quarto, e caminho pelo corredor até chegar na saída. Fico andando até chegar em uma sorveteria. Entro e peço um milk shake de chocolate com calda também de chocolate. Sou apaixonada por chocolate. Enquanto a moça prepara o meu pedido vou até o caixa e pago, logo pegando o meu sorvete e saindo dali. Caminho mais um pouco até chegar em uma praça, não era muito movimentada, mas também parecia não ser perigosa. Me sento em um banquinho e termino de tomar meu milk shake.
(...)
POV Christian Grey
– Christian é a segunda vez que você já faz isso comigo! Eu pensei que a gente ia começar a namo...
– Pode ir parando aí garota! — A interrompo enquanto termino de abotoar minha calça. Você sabe que não existe e que nunca vai existir um "nós" aqui, não sabe Leila? — Falo já me irritando. Garota chata.
– Mas Christian, depois daquele beijo na escola mais cedo... — Ela fala tentando segurar o choro, era só o que me faltava! — Te chamei para vir aqui em casa, pensando que você queria ter algo comigo.
Visto minha blusa, coloco o meu relógio no pulso, pego meu celular no criado mudo e ligo para Ellliot.
– CHRISTIAN EU TO FALANDO COM VOCÊ PORRA! — Reviro os olhos, e continuo tentando ligar para o Elliot, mas está dando fora de área ou desligado. Mais que inferno!
Me aproximo de Leila e pego seu rosto com minha mãos.
– Não foi dessa vez, gatinha. — Lhe dou um selinho e saio do quarto.
– CHRISTIAN VOCÊ ME PAGA! — Enquanto saio do quarto escuto-a gritar me fazendo rir. Mais uma iludida, penso!
(...)
Assim que desço do táxi em frente á pracinha que tem perto da minha casa, avisto uma figura conhecida. Era aquela chata da aula, Anastásia.
– TÁXI! TÁXI! — Ela grita mas o carro já estava virando a esquina.
– O que você faz por aqui? — Pergunto, chamando sua atenção. Ela dá um pulinho e olha para mim com uma mão no peito. E que peito, penso!
– Que susto idiota! — Respira fundo, tentando se recuperar do "susto".
– Então? — Pergunto. — O que faz por aqui?
– Não é da sua conta garoto!
– Ui, tá esquentadinha em?
– Você mora por aqui? — Pergunta bocejando.
– Por que o interesse? — Levanto minha sobrancelha esquerda. — Ficou pensando no meu pedido e decidiu mudar de ideia?
Seu semblante muda de despreocupada para nervosa em questão de segundos. Suas bochechas estão tão vermelhas, que parecem duas maçãs.
– Você é bem engraçadinho, né? — Pergunta constrangida me fazendo rir.
– Já me falaram isso....
– Já te falaram também que você rir de tudo? — Pergunta irritada.
– Também já me falaram isso. — Pisco para ela, fazendo a mesma revirar os olhos.
Anastásia abaixa a cabeça, parece pensar em alguma coisa.
– O que foi? — Pergunto me aproximando dela.
– Bom, eu estou sozinha em um bairro desconhecido e sem celular. — Fala se afastando e sentando em um banco da praça.
– Não seja por isso. — Me sento ao seu lado e passo o meu braço pelo o seu ombro, a abraçando de lado.
– Sai daqui, menino! — Fala tirando meu braço do seu ombro e se afastando.
– Eu não mordo, gatinha. — Digo sorrindo maliciosamente. — Só se você não quiser, claro.
– Gatinha é o escambal garoto! — Diz irritada. Garota chata!
Me levanto e dou uma última olhada nela.
– Então fica aí sozinha, — Pisco. — Gatinha. — Lhe dou as costas. Ando o mais devagar possível, para continuar na vista de Anastásia, sei que ela vai me chamar e pedir minha ajuda.
(...)
"Superar é preciso.
Seguir em frente é essencial.
Olhar pra trás é perda de tempo.
Passado se fosse bom era presente."
– Clarice Lispector
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