Gotta Be You
3 Capítulo 3
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
– Eu não gostei do lugar novo. Eu não quero entrar nessa sala. — Falo manhosa para Kate, que tira seus livros do armário.
– Você está assim por causa do lugar mesmo, ou por que vai sentar atrás do Grey?
– Esqueci desse grande detalhe também. — Bufo.
– Graças a Deus, eu não sento perto dele. — Fala erguendo os braços para o alto em sinal de agradecimento.
Reviro os olhos.
– E nem perto de mim. — Faço bico. — Senta no lugar dele hoje, por favor?
– De jeito nenhum.
– Por favor? — Imploro.
– Não! Agora vamos. — Katherine me puxa belo braço enquanto andamos em direção a sala.
O sinal toca, e nós adentramos a sala. Ando até o meu novo lugar, me sento na cadeira, coloco minha mochila na mesa e abaixo a cabeça.
POV Christian Grey
– CHRISTIAN, EU NÃO AGUENTO MAIS CHEGAR NESSA CASA E ENCONTRAR VOCÊ AINDA DORMINDO! — Minha mãe grita do andar de baixo.
– Da para calar essa boca? Eu quero dormir aqui, caralho! — Digo, mas sai tão baixo que nem o Jack, meu cachorro, consegue escutar.
– CHRISTIAN TREVELYAN GREY!
Ai merda! A coisa deve tá bem feia para ela tá me chamando pelo nome completo.
Me levanto da cama, usando apenas uma boxer vermelha. Saio do meu quarto, desço as escadas e a encontro na sala.
– Ainda por cima aparece praticamente pelado!
– Bom dia mãe, também senti sua falta. — Falo irônico, me aproximando dela e a beijando na bochecha.
– Se você estiver achando que me dando beijinho vai conseguir ficar sem assistir a aula de hoje, está completamente enganado querido. — Fala me olhando seriamente.
Reviro os olhos e caminho até a geladeira, abrindo a mesma, tirando uma caixinha de leite. Peço para minha mãe pegar o cereal no armário, ela murmura um "folgado", e me entrega.
– Cadê os seus irmãos?
– Devem tá dormindo. — Digo enquanto mastigo o cereal.
– Não Christian, eles não estão dormindo, diferente de você eles querem um futuro na vida. — Diz começando com o sermão. "Eu mereço!" penso já irritado.
– Ok, Mãe já entendi. Você sabe que o diretor não vai me deixar entrar, não sabe?
– Já liguei para lá e avisei que você ia se atrasar um pouco porque estava passando mal. — Fala acabando com as minhas esperanças de passar o dia dormindo.
– Eu já estou perdendo aula, deixa eu falta Grace.
– Mãe, Christian! Eu sou sua mãe! — Fala irritada.
– Por favor mãe?
– Não!
(...)
– Senhor Johnson, me desculpe se atrapalho mas o Christian não assistiu a primeira aula. Queria saber se tem como ele assistir a próxima? Não quero que meu filho perca as aulas de hoje.
– Senhora Grey, pode me explicar o motivo do atraso do seu filho então? — Pergunta me encarando friamente. "Velho chato" penso revirando os olhos.
– Bem, Christian passou mal pela manhã e o levei ao médico.
Ela mentiu? Merda! Há que nível você chegou em Christian? Fazendo sua própria mãe mentir.
– Ah, sim, se for assim tudo bem. — O diretor olha para mim. — Pode ir para sua sala, Christian.
– Falou. — Olho para minha mãe e a abraço e murmuro no seu ouvido um "Me perdoa.", ela pisca para mim e saio da diretoria.
Ajeito um pouco meu cabelo enquanto me aproximo da sala. Dou três batidas na porta e sorrio para o professor pelo vidro que tinha no meio.
– Qual é o motivo do atraso, Christian? — O Professor Hunnam me pergunta.
– Passei mal pela manhã e minha mãe me levou para uma consulta. — Escuto os murmúrios dos meus amigos, e reviro os olhos ao ver os olhares de reprovação de Elliot e Taylor. — Posso entrar? — Pergunto tirando a mochila das costas.
– Claro.
Entro na sala e como sempre, todos os olhares femininos se voltam á mim. Eu gosto disso. Caminho até o meu novo lugar e me sento.
– O que eu perdi? — Digo, olhando para trás.
A garota, Anastásia eu acho, não responde. Cutuco a cabeça dela, fazendo a mesma me olhar irritada. Rio da sua cara.
– O que você quer? — Pergunta claramente não querendo conversa.
– Bom, bem que você podia me pagar um boquete no final da aula. O que acha? — Pergunto segurando o riso.
A boca dela se forma em um perfeito "O".
– Acho que meu amigo aqui, — Aponto para baixo. — Cabe aí dentro perfeitamente. Só acho...
– Seu nojento! — Dá um tapa no meu ombro me fazendo rir. — Pervertido! — Me dá outro tapa. — Idiota!
– Gostoso. — Tento imitar sua voz.
Anastásia revira os olhos me fazendo rir.
– Christian? — Escuto o professor me chama e olho para frente. — Chegou atrasado e ainda fica de conversa fiada? — Pergunta irritado.
– Desculpa, professor.
– Continuando... — Ele prossegue com a sua aula, e eu continuo encarando Anastásia. Até que a nerdzinha é gatinha.
– Bom, — Olho para Anastásia, que até então olhava para o professor. — Esquece aquela história do boquete que eu te falei, mas se você quiser fazer eu aceito de boa.
Ela me dá mais um tapa no ombro. Isso já tá começando a me encher! Ranjo os dentes e lanço um olhar mortal para a vadiazinha.
– Esses seus tapinhas já estão me cansando garota. Eu só estou brincando, porra! — Falo irritado.
– Brincadeira de muito mal gosto né? — Fala revirando os olhos o que me irrita ainda mais.
– Foda-se! Agora sem brincadeiras, o que eu perdi?
– Como assim? — Franze o cenho. — O que você perdeu?
Reviro os olhos. Menina lerda do caralho.
– A matéria, sua lerda!
– Aaah sim.
Anastásia me olha com os os olhos cerrados. Nunca tinha reparado na cor dos olhos dessa menina, mais a cor é surreal. Nunca vi algo assim.
– O que foi? — pergunto.
– Lerda?
– É lerda. Por acaso além de lerda é surda? — Pergunto me divertindo.
– Lerda é a sua vó. — Diz se virando para frente.
– Tá, que seja. O que eu perdi? — Pergunto novamente. — Vai falar logo ou vai me emprestar a porcaria do seu caderno para eu copiar?
– Toma! — Fala jogando o caderno na minha cara, me fazendo bufar.
– Valeu, na próxima vez não precisa de tanta delicadeza. — Digo ironicamente a fazendo bufar.
(...)
POV Anastásia Steele
– O que foi aquilo na sala Steele? — Kate me pergunta cerrando os olhos.
– Aquilo o que Katherine? — Pergunto mordendo meu sanduíche. Era recreio e estávamos no refeitório.
– Aquilo o que Katherine? — Me imita e bufa em seguida. — Você conversando com o idiota do Grey.
– Aaah! — A encaro. — Ele me pediu o caderno emprestado e eu emprestei, só isso.
– Sério? Mas ele riu uma hora. — Kate quando quer saber de algo não para até conseguir o que na maioria das vezes me irrita.
– Riu da minha cara. — Reviro os olhos enquanto mordo novamente o meu sanduíche.
– O que? Como assim?
– Ele me pediu para fazer um boquete nele. — Sussurro.
– Que?
– Ele me pediu para fazer fazer um boquete nele. — Digo um pouco mais alto, apenas para Kate escutar.
Ela arregalas os olhos e leva a mão a boca.
– Mas por que ele riu? Você aceitou? — Pergunta ainda chocada.
– Claro que não! — A olho perplexa. — Você por acaso tem algum problema, Katherine?
– Não é que... deixa para lá.
– Chega de Grey por hoje!
– Se você diz. — Fala levantando.
O sinal toca nos fazendo voltar para sala.
(...)
"Que tempo mais vagabundo esse agora, que escolheram pra gente viver."
– Cazuza.
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