Gotta Be You

25 Capítulo 24


Notas iniciais
Olha quem resolveu dar as caras, haha. Aconteceu tanta coisa nesse último mês que se eu fosse escrever aqui, não terminaria hoje. Sei que fui muito irresponsável por ter passado tanto sem postar, mas tive e tenho muita coisa para resolver. Trabalho, faculdade,relacionamentos, família... É muita coisa para resolver, e com isso acabo ficando sem tempo para escrever. Mas enfim... Prometo que agora vou postar regularmente, igual era antes. E obrigada por todos os comentários, eu gostei de todos. E só para esclarecer uma coisa, Jennifer é a madrasta do Christian. Boa leitura! *LEIAM AS NOTAS FINAIS*

POV Christian Grey

Volto com a Anastásia até onde tinha parado o carro. Ela entra e se acomoda no banco do carona. Entro em seguida e ligo o carro, saindo dali. Não ligo o som, e não dirijo tão rápido, como sou acostumado, por alguma razão, ela consegue me passar uma paz, uma tranquilidade é algo surreal. Sua doçura me encanta. Que merda eu tô pensando? Olho para a menina que vem ocupando meus pensamentos e travo o maxilar, eu não gosto de sentir essas coisas, não gosto dessa necessidade que eu tenho de sempre estar perto dela, seguindo ela. Não gosto dessa dependência que estou dela. Puta merda, o que está acontecendo comigo?

— Tá me deixando sem graça. — Murmura.

Rio pelo nariz.

— Desculpa, é que... deixa para lá. Coisa minha.

— Tudo bem, para onde você tá me levando? — Pergunta.

— Nem eu sei.

Anastásia me encara com uma cara de "WHAT?" me fazendo rir.

— Fica calma, não vai acontecer nada de ruim com você. — Falo ainda rindo.

Ela revira os olhos e dá de ombros.
(...)

Enquanto Anastásia conversa com a sua mãe pelo telefone, dizendo onde estava e tal, pego nosso lance no McDonald's. Me sento na mesa e entrego-lhe a sua bandeja. Ela sorri agradecida e guarda o celular.

— Tô morrendo de fome. — Fala, pegando seu hambúrguer.

— Você é magra de ruim. — Comento, e ela me mostra o dedo do meio, me fazendo rir. — O que aconteceu com você em gatinha? Tá se rebelando é?

— Cala a boca. — Resmunga.

— Tudo bem, é bom que eu não te conto o que aconteceu comigo. — Falo cinicamente.

Ela abre a boca várias vezes. Pisco lhe mandando um beijinho.

— Você vai me contar sim Christian!

— Quem vai me obrigar? — Pergunto, levantando uma de minhas sobrancelhas.

Revira os olhos.

— Idiota.

— Obrigado.

— Imbecil.

— Eu tento. — Falo, ajeitando o meu cabelo.

— Convencido.

— Sempre. — Mando-lhe um beijinho.

— Aff! Cala a boca.

— Calei. — Tampo a boca, tirando risadas dela.

Até o jeito que ela rir me deixa louco, totalmente alucinado, vidrado. Reparo que Anastásia ri com os olhos fechados. Quando a mesma repara que eu a encaro, abaixa a cabeça sem graça.

— Você não vai me contar o que está acontecendo não né? — Pergunta, terminado de tomar a sua coca.

— É complicado. — Sussurro.

— Você sabe que pode desabafar comigo. — Fala colocando sua mão sobre a minha, me surpreendo.

— Não sei não em. Vai que eu te conto e amanhã todo mundo da escola já tá sabendo? — Falo brincando.

— Eu não sou fofoqueira Christian! — Bufa, cruzando os braços.

— Será mesmo?

— Olha, se você não quer contar não conta! — Fala se levantando, pega sua bolsa e sai pela porta do estabelecimento, me deixando chocado.

Marrentinha.

Como eu já tinha pago, me levanto e saio. Anastásia está sentada na calçada com a cabeça baixa e as mãos entre os cabelos. Me sento ao seu lado e suspiro, tentando encontrar as palavras certas para dizer o que realmente está acontecendo comigo. Conto tudo á ela, sobre o jeito que a minha mãe ficou, meu encontro com o meu pai depois de tudo que ele aprontou. Minha estadia na casa dele. A conversa com o Jack. Tudo. Sinto como se tivesse tirado um peso das minhas costas. Até que desabafar com alguém não é tão ruim quanto imaginei.

— Nossa. — Engoliu em seco. — Christian eu não sei o que te dizer, nunca passei por algo assim...

— Não tem problema. — Sorrio, abraçando sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim. Afundo meu rosto nos seus cabelos e inalo o seu cheiro, seu cheiro é algo viciante, inebriante. — Obrigado por me ouvir.

Ela ri baixo, enquanto brinca com os dedos da minha outra mão.

— Seu pai te tratou mal? — Sussurra.

— Não. Ele não ousaria.

— Esse rancor que você guarda dele não vai te levar a nada. Você sabe disso não sabe?

Dou de ombros.

— Eu te desculpo, Christian.

Franzo o cenho. Mas logo me lembro do que ela fala.

— Eu sabia que você ia me desculpar. — Dou língua.

— Idiota! — Me belisca.

— Ai porra!
(...)

Chego em casa e o meu bom humor vai embora. Subo para o meu quarto, tranco a porta e me jogo na cama. Ultimamente o que eu mais tenho feito é pensar. Penso em tudo, e ao mesmo tempo em nada. Meu celular começa a tocar. Pego e olho quem é. Minha mãe.

— Christian? Como você está filho?

Que saudades que eu estava de ouvir a voz dela. Seguro um soluço.

— Estou bem mãe. E as coisas por aí como estão ?

— Tá tudo na mesma filho. Elliot e Mia estão desolados, vejo que eles tentam ser fortes, mas eles assim como você estão sofrendo com tudo isso. Eu sinto muito filho.— Minha fala chorando.

— Tô com saudades mãe. — Mordo a parte de dentro da minha bochecha, tentando de qualquer jeito segurar a vontade de chorar.

Muitas pessoas pensam que pelo fato de eu aparentar se durão, ou o fodão eu não chore. Mas, o que eu mais fiz nesse último semana foi chorar. A vida é muito injusta com as pessoas. A situação pode estar bem em um dia e no outro não. Tudo muda de uma hora para a outra. Chorei me sentindo um inútil, um impotente. É difícil saber que a sua mãe só não fica com você por um otário que se acha o dono do mundo. É difícil saber de você de certo modo não pode ajudar em nada. Eu choro de raiva. Ódio. Tristeza, decepção. Por tanta coisa. Nunca fui de chorar, agora acho que estou chorando por todos os anos que eu não chorei. Existem tantas pessoas por aí que fazem questão de mostrar que tem dinheiro, que podem tudo. Eu odeio esse tipo de pessoa. Sempre fui rico, mas nunca fui esses filhinhos de papai que gostam de se exibir, sempre achei isso ridículo. Agora vejo que dinheiro não trás felicidade. Tenho o mundo aos meus pés, mas ao mesmo tempo não tenho nada. Me lembro da conversa que tive com Elliot a algum tempo atrás.


FLASHBACK ON.

— Se você continuar assim vai acabar sem ninguém. — Fala me olhando seriamente.

— Sério? Não me diga. — Falo debochadamente. — Elliot eu vou falar uma coisa vê se você entende, eu não preciso de ninguém, de ninguém entendeu? Eu tenho tudo e todos aos meus pés, eu sou um Grey e sempre vou ter tudo o que eu quero maninho. — Falo o olhando.

— Tudo Christian? Tem certeza que você tem todos aos seus pés? — Fala enquanto pega a sua mochila e se direciona até a porta. — Eu realmente acho que não, eu só espero que você tome jeito Christian enquanto ainda dá tempo, porque um dia isso tudo aqui vai acabar. — Fala girando o dedo ao redor. — E você vai ficar sozinho meu irmão, conhecido somente como Christian babaca Grey, o poderoso, o pegador do colegial. E aliás se alguém ainda lembrar de você. Ainda dá tempo Christian você sabe disso, só espero que você realmente tome a decisão certa. — Termina seu discurso abrindo a porta e saindo sem ao menos olhar para trás, me deixando sozinho.


FLASHBACK OFF.

E o Elliot realmente estava certo. Nem o dinheiro conseguiu segurar o casamento dos meus pais. Sem conseguir controlar lágrimas invadem o meu rosto.

— Também estou com saudades meu filho.— Minha fala, com a voz embargada.

Uma lágrima escorre, e várias outras a acompanham. Tá doendo pra caralho. Mas vamos conseguir dar a volta por cima, somos Grey's e somos bons em tudo o que fazemos.

— Amanhã vou dar uma passada ai, para ver a senhora. E também, — Rio fraco limpando o meu rosto com a mão. — vou comer todo o seu musse.

— O meu musse não Chris, é sagrado.

Rio.

— Até amanha então filho.

— Ate amanhã mãe. — Fungo. — Eu te amo muito. — Sussurro em meio as lágrimas.

— Eu também te amo muito filho.— Fala chorando.

Desligo o celular e o jogo no puff que tem ao lado da minha cama. Ligo o rádio para ver se consigo me distrair e logo uma melodia calma começa a tocar. Quando presto atenção na letra é a minha deixa para começar a chorar novamente.

Nunca pensei que seria fácil
Porque ambos estamos tão distantes agora
E as paredes estão se fechando
E estamos nos perguntando como
Ninguém tem uma resposta concreta
Mas estamos apenas andando no escuro
E você pode ver a expressão no meu rosto
Simplesmente me despedaça

Então nós lutamos (então nós lutamos)
Pelas feridas (pelas feridas)
E choramos, choramos, e choramos, e choramos
E vivemos (e vivemos)
E aprendemos (e aprendemos)
E tentamos, e tentamos, e tentamos, e tentamos!

Então depende de você
E depende de mim
Mas nos encontraremos no meio, no caminho de volta
Pés no chão
Pés no chão
No nosso caminho de volta aos pés no chão
De volta aos pés no chão

Mamãe, você sempre esteve em algum lugar
E papai, eu moro em outra cidade
Então me diga como é que eu poderia algum dia ser normal?
Você me diz que é melhor assim
Então me diga por que estou em prantos?
Whoa, tão longe só preciso de você aqui

Então nós lutamos (então nós lutamos)
Pelas feridas (pelas feridas)
E choramos, choramos, e choramos, e choramos
E vivemos (e vivemos)
E aprendemos (e aprendemos)
E tentamos, e tentamos, e tentamos, e tentamos!

Então depende de você
E depende de mim
Mas nos encontraremos no meio, no caminho de volta
Pés no chão
Pés no chão

No nosso caminho de volta aos pés no chão

De volta aos pés no chão

Eu me senti tão longe
De onde costumávamos estar
E agora estamos aqui
E aonde vamos
Quando não há estrada
Para chegar ao seu coração
Vamos começar tudo de novo!

Então depende de você
E depende de mim
Mas nos encontraremos no meio, no caminho de volta
Pés no chão
Pés no chão (pés no chão)
Pés no chão
No nosso caminho de volta aos pés no chão

Nunca pensei que seria fácil
Porque ambos estamos tão distantes agora
E as paredes estão se fechando
E estamos nos perguntando como?

Isso vai ser mais difícil do que eu imaginava...
(...)

POV Anastásia Steele

Christian estava tão diferente hoje mais cedo. Uma coisa que eu pude reparar foi que seus olhos estavam bem vermelhos. Quando ele tirou os óculos, pude perceber, mas não falei nada. Ele enrolou, enrolou e enrolou para me explicar o que estava acontecendo. Eu fiquei e e estou mal por ele. Ver a família se desmoronar na sua frente e não poder fazer nada, deve ser horrível. E ainda ter que conviver com o pai depois de tudo, deve ser ainda pior. Coitada da Grace, ela não merecia passar por tudo isso. Ela é tão maravilhosa. Na verdade nenhum dos Greys mereciam passar por isso. Me levanto da cama e desço para a sala de jantar. Meus pais já estão na mesa, apenas me esperando para podermos degustar do maravilhoso fricassê de carne. Minha boca enche de água só de olhá-lo.

— Tenho uma notícia para você princesa. — Meu pai fala.

O olho curiosa.

— Abri o bico pai.

— O Liam irá entrar de férias, e virá passá-las aqui, com os seus pais.

— Jura? — Pergunto desacreditada.

Liam é o meu melhor amigo, ter ele aqui vai ser extremamente demais.

Ele assente.

— Por que ele não me ligou avisando? — Pergunto surpresa.

— Talvez queira fazer surpresa. — Fala dando de ombros.

— Vou ligar para ele depois.

Depois do jantar ligo para Liam. Ficamos conversando até a madrugada. Só paramos de conversar porque eu tenho aula bem cedo. Me ajeito na cama e me cubro até o pescoço, já que ar condicionado está frio.
(...)

Assim que terminei de arrumar meu cabelo, mamãe entrou no quarto, me mandando descer. Pego minha mochila e corro para a garagem, entrando no carro do meu pai.

— Coloca a música do Justin Bieber pai, não vai doer. — Reclamo. Já faz uns cinco minutos que estamos brigando para decidir qual música irá tocar.

— Toda vez você escuta as musicas desse garoto, não enjoa não? — Pergunta e pega o meu pendrive que está no porta-luvas.

— Não.
(...)

Passamos o caminho inteiro ouvindo Justin Bieber. Quando chego na escola, vejo uma cena muito fofa. Kate de mão dadas com o Elliot. Eles estão um de frente para o outro, roçando os narizes. Não dá para acreditar, eles realmente ficam bem juntos. Tô precisando de alguém assim, quer dizer, quem eu quero não me quer, bom, é o que parece. Odeio não conseguir ficar um minuto sem pensar nele. Eu não sei se continuo do jeito que estou, ou se faço algo para conquistá-lo. Te odeio Christian Grey!

Não ouve nada de interessante nas três primeiras aulas, o intervalo foi normal, a única coisa que mudou é que Kate passou apenas a metade dele comigo, a outra metade foi com o Elliot. Termino de colocar o meu uniforme de educação física e saio do vestiário. As secadas que os idiotas estão dando nas pernas das meninas, é algo tão desnecessário. Mas claro que tem aquelas vadias que adoram e fazem questão de cobrar o short que já é curto. Odeio esse tipo.

— Puta que o pariu! Eu tô no paraíso. — Um menino do time de futebol fala.

Reviro os olhos e vou para o meio da quadra me alongar junto com as demais meninas.

— Que visão! Meu Deus! — Outro garoto do time fala.

Escuto alguns risinhos de algumas garotas, o que me irrita.

— Quer calar a boca Taylor? — Pergunto, parando de me alongar, olhando para ele.

— Não. Vem calar linda. — Fala sorrindo maliciosamente.

Mostro o dedo do meio e volto a me alongar.

— Vocês vão correr. Trinta voltas pela pista de corrida da escola. — O professor fala. Escuto varias reclamações das meninas. — Se reclamarem mais vai para cinquenta.

Todas se calam. Fomos dividas em dois grupos. Claro que teve uma discussão para saber qual grupo ia primeiro. Tive que me intrometer e fiz com que o meu grupo fosse primeiro.

(...)

Depois de ter terminado a corrida, fomos para o vestiário. Tomo um banho rápido, e me troco. Estou terminando de amarrar o cadarço do meu tênis, quando escuto meu nome ser falado no outro corredor. Levanto e me aproximo do meu armário, já que ele é o último do meu corredor. Me inclino e presto atenção no que elas dizem.

— Duvido muito que o Christian queria algo realmente sério com aquela garota. — Uma garota fala.

— Ele é igual com todas, apenas usa e descarta. Já descartou aquela ali á muito tempo. Fora que ela não faz o tipo dele. — Outra garota fala.

— Vocês estão falando da Anastásia né? Aquela magrela ridícula. O Christian nunca quis ela, tenho certeza. Deve ter ficando com ela por pena, ou só quis experimentar, sabe como é carne nova né. — Escuto vários risinhos. — Ainda tento entender o que ele viu naquela garota. — O celular de alguém começa a tocar. — Olhem só quem está me ligando, o próprio Christian Grey.

Não acredito que... Por que eu sou tão idiota? Por que ainda tento me relacionar com ele de forma civilizada? Tá na cara que o Christian só me usa e vem me usado bastante. Sou uma idiota! Idiota, ao ponto de perdoá-lo novamente. Só queria que ele sentisse o mesmo que eu. Mas Christian Grey não sente. Respiro fundo e saio do vestiário. Não quero ouvir quem quer que seja, conversando com ele. Também não quero ouvir essas garotas falarem mal de mim, já que eu não fiz absolutamente nada para elas. Tiro minha mochila do armário e corro, já que o sinal já tocou. Meu pai me espera na entrada. Antes de entrar no carro, posso vê-lo aos beijos com uma loira. Elena. Por um momento pensei que não fosse ele do outro lado da linha do telefone daquela garota, mas ao ver com os meus próprios olhos, pude concluir que era. Um nó se forma na minha garganta. Que decepção! O Christian só me decepciona. Eu não consigo e nem quero mais entende-lo. O que ele ganha me iludindo dessa maneira? Meu pai me chama, fazendo minha atenção voltar para ele. Entro no carro e vamos para casa.

É com lágrimas nos olhos e o coração partido, que vejo Christian se distanciar.
(...)

"Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte."
— Shakespeare.

"Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa das pessoas a quem entreguei meu coração, vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma."
— Paulo Coelho.

Notas finais
Então? O que acharam? Comentem, é importante para mim e para a fic. Estou com dor do Christian, ele está passando por uma barra pesada. Será que dessa vez ele muda?!