Gotta Be You

26 Capítulo 25


Notas iniciais
Me desculpem pela demora! Obrigada por todos os comentários. *LEIAM AS NOTAS FINAIS*

"Foi amor quando foi ciúmes, quando foi raiva, quando foi tristeza, quando foi decepção, quando foram lágrimas. Foi amor e sempre vai ser. Pode anotar isso."

(...)

POV Anastásia Steele

Entro no meu quarto, bato a porta e me jogo na cama. Pego o meu travesseiro e afundo meu rosto nele. Como fui tão idiota em perdoar ele? O Grey não presta! O que vi nele afinal? Será que existe alguma parte boa naquele garoto? Não adianta a pessoa ter um porte físico perfeito, o rosto esculpido por anjos, quando se é podre por dentro! Eu tinha que nutrir sentimentos justos por um menino sem coração? Está doendo tanto. Escuto baterem na porta. Enxugo o meu rosto devido as lágrimas e me levanto, ficando sentada. Falo para quem quer que for entrar. É minha mãe.

— O que aconteceu meu amor? — Pergunta, vindo até mim, se sentando ao meu lado.

— Nada demais mamãe. — Sussurro.

— É aquele garoto não é? O Christian?

Arregalo os olhos.

— O que? Não! Claro que não! Por que você acha isso? — Pergunto alarmada.

— Faz tempo que ele não vem aqui, vocês eram bem amigos.

Amigos?

— Eu não falo mais com o Christian mãe, ele me decepcionou muito. — Falo suspirando.

— Sabia que era ele. — Minha mãe me dá um tapinha no obro. Abro a boca para reclamar, mas ela é mais rápida que eu. — Olha filha, se ambos querem o bem e a felicidade um do outro, tentem se estabilizar, conversem. Tenha fé que tudo vai dar certo. — Dito isso, beija meu rosto e sai do quarto.

Suspiro e coloco uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Coço meu nariz e me levanto. Vou até o banheiro, tomo um rápido banho, me troco e desço para almoçar. Depois de comer, volto para o quarto e coloco em um canal de filmes, onde passa Harry Potter e a Ordem da Fênix.
(...)

POV Christian Grey

— Meu filho! — Minha mãe me dá um abraço apertado. Beijo seu ombro, correspondendo ao abraço. — Christian, — Beija meu rosto e me aperta. — que saudades.

Seu rosto já está banhado de lágrimas. A gente pensa que quando saí de casa, respira novos ares e convive com outras pessoas não sente falta de casa, mas sentimos sim, e muita. Minha mãe é tudo para mim, ela, Elliot e Mia são a minha vida. Conviver longe deles não está sendo nada fácil. Eu a amo tanto. Vê-la aqui chorando, está me matando. Não estou conseguido suportar essa situação toda. Me deito no sofá, com a cabeça em seu colo. Ela faz um carinho gostoso, enquanto penso no rumo que a minha vida tomou.

— No que está pensando querido? — Que saudades que eu tava dessa voz, é como o cântico dos anjos.

— Muitas coisas mãe, muitas coisas...

— Seu pai. — Abro os olhos, encarando-a. — Ele está cuidando direitinho de você?

— Passo a maior parte do tempo trancado no quarto. — Suspiro. — Quando não estou lá, tô na casa de algum dos meninos.

— Entendo. A casa fica tão vazia sem você aqui. Sinto falta da sua companhia querido. — Minha mãe fala reprimindo um soluço.

— Eu também mãe. — Sussurro.

— Em breve a situação vai voltar ao normal, se Deus quiser. — Fala me abraçando.

— Ele quer, com certeza quer. — Falo, correspondendo ao abraço.

Será que ele realmente quer...?
(...)

Assim que saio da casa da minha mãe, decido me encontrar com a galera. Estaciono meu carro novo, presente do velho. Me enchendo de presentes, o palhaço acha que vai comprar a minha confiança de novo. Mas até que gostei dessa belezinha, usei a primeira vez com a minha gatinha. Apesar de só ter ido na escola pra me encontrar com a Jéssica, não a vi hoje, o que me deixou de certa forma triste.

— Demorou cara. — Taylor fala.

— Estava sentindo tanta falta assim de mim? — Debocho.

— Vai se fuder. — Fala rindo.

— Já fui, mas posso ir de novo. — Pisco e me jogo no sofá da sala do Welch.
(...)

Passei a tarde inteira com os meninos. Mesmo estando com os meus amigos, eu sentia que tava faltando alguma coisa, e eu sabia muito bem o que. O que não, quem!

Me despeço dos garotos e entro no carro, ligando o mesmo. Respiro fundo e meto o pé no acelerador. Entro no já conhecido condomínio, e estaciono o carro na esquina. São dez horas da noite, eu não posso correr o risco de dar de cara com alguém da família dela. Saio do carro, e o travo. Me aproximo da casa dela e entro pelos fundos. A porta da sacada do quarto dela está entre-aberta. Pego uma escada que está encostada no fundo do jardim e coloco-a na frente da sacada. Subo a escada e pulo. Entro no seu quarto, que está escuro. Tiro o celular do bolso e ilumino onde ando. Anastásia está dormindo. Me aproximo da cama e me agacho. Seu rosto está virado para mim, seus olhos estão fechados e sua respiração está calma. Ela é tão linda, parece um anjo... Aliso seu rosto e lhe dou um selinho. Eu gosto dela, mas eu não consigo aceitar e nem acreditar que o que eu possa estar sentindo por ela seja amor. Eu nunca amei uma garota, além da Mia e da minha mãe. Me sinto tão confuso. Marjorie se remexe na cama. Agora ela se encontra com o rosto virado para a parede. Me levanto e vou até a porta do seu quarto, passando a chave no mesmo. Volto para perto da cama, tiro meu tênis, as chaves do carro, carteira e o meu celular do bolso da calça e por fim a camisa. Entro cuidadosamente debaixo das cobertas e me deito, puxando Anastásia para perto de mim, inalando o seu cheiro.

— Ana, olha o que você tá fazendo comigo... — Murmuro.
(...)

Acordo com alguém me sacudindo. Abro meus olhos e a encaro, sua feição não é a das melhores. Escuto um "Como você entrou aqui?' e "Você passou a noite comigo? Tá maluco Grey?". Reviro os olhos. Tão estressada. Me sento, e tapo sua boca com o meu dedo indicador. Murmuro um "Shh" e me deito sobre ela. Aliso seu rosto e beijo sua testa carinhosamente.

— Como entrou aqui? — Sussurra.

— Pela sacada. — Sorrio.

Anastásia nega com a cabeça. Me inclino para beijá-la, mas ela vira o rosto. Travo o maxilar, nervoso. Que porra deu nela? Jogo meu corpo para o lado e cubro meus olhos com o braço.

— Eu te vi ontem. — Faço uma careta ao ouvi-la. Merda!

— Onde? — Pergunto, como quem não quer nada.

— Não se faça de idiota Grey, coisa que eu sei muito bem que você não é. Eu não consigo te entender Christian. — Fala suspirando pesadamente.

— Não quero que me entenda gatinha. — A encaro sorrindo. — Nem eu me entendo.

Anastásia revira os olhos e se levanta indo ao banheiro. Me levanto também e pego minha blusa que está no chão, vestindo-a. Pego meu celular e olho a hora. Seis e cinco da manhã. Respiro fundo e espero a minha gatinha sair para me despedir. Enquanto ela não sai, calço meus tênis.
(...)

POV Anastásia Steele

Enxugo meu rosto e me olho no espelho, mais vermelha que uma pimenta. Noite passada sonhei com o Christian. Mas no sonho ele era tão diferente. Um verdadeiro príncipe de contos de fadas, mas... a realidade é outra. Hoje quando acordei, estava abraçada a ele. É tão bom acordar com a pessoa que a gente gosta. Mas só de lembrar o que ele fez ontem com aquela garota, me sobe uma raiva. O pior de tudo é que ele sempre aparece quando estou com raiva dele. Christian não percebe que só me deixa confusa? Respiro fundo e saio do banheiro, encontrando-o mexendo no celular. Ele se levanta e vem até mim. A cada passo que ele dá minhas pernas bambeiam.

— Te vejo na escola? — Pergunta, alisando meu rosto.

— Se eu não sofrer nenhum acidente no meio do caminho, provavelmente sim.

Christian franze o senho.

— Você fala cada coisa estranha.

Dou de ombros.

— Se era só isso que você queria dizer, pode ir. — Aponto para porta.

Ele bufa.

— Você tá estranha hoje. — Fala, agora segurando minha cintura. — O que te deu gatinha?

— É melhor você ir. — Falo me afastando dele. — Meu pai ou minha mãe podem entrar no quarto a qualquer momento.

— Me responde porra! — Fala irritado, apertando minha cintura.

— Já chega Christian! — Falo explodindo. — Eu já estou cansada dos seus joguinhos Grey! É isso! Você me confunde. Afinal o que você quer de mim? Fala! — Falo direta.

— E-eu não sei. — Passa as mãos pelos cabelos. — A culpa é sua!

— Minha? — Debocho. — Foi você quem começou com tudo isso. Você quem me convidou pra sair aquele dia. — Cutuco seu peito. -Foi você que inventou aquela história de namoro! Eu já tentei me afastar de você, mas você sempre aparece.

— Você não sacou ainda? — Fala sério.

— Saquei o que? — Pergunto confusa.

— Que eu gosto de você?

Engulo em seco. Ele não está falando sério. Já estou cansada de bancar a idiota. Antes que eu possa falar alguma coisa, Christian me abraça, não é um abraço como os que ele sempre me dá. Esse é diferente. Fecho meus olhos e me permito sentir o que ele quer me transmitir com esse abraço. Alguém bate na porta, me assustando, fazendo com que eu me afaste dele.

— Você tem dez minutos pra descer e ir tomar café. Seu pai tem que chegar mais cedo na empresa então, não atrasa Ana. — É minha mãe.

Suspiro aliviada.

— Já estou descendo mãe. — Falo alto.

Christian sorri de lado. Aquele sorriso que ele sempre dá antes de me beijar. Mas diferente das outras vezes, viro o rosto. O desapontamento em sua face é visível.

— A gente se vê. — Falo.

Ele assente e sai pela sacada. Me sento na cama, levando minha mão a testa. Fecho os olhos e a sua voz dizendo que gosta de mim ecoa na minha cabeça. Não posso cair nas armadilhas dele. Não de novo. Não posso acabar como aquelas idiotas da escola, que só faltam lamber o chão para ele pisar. Eu não sou assim. E nunca vou ser.
(...)

Pego o livro de biologia e fecho meu armário. Christian está no fim do corredor sussurrando alguma coisa no ouvido de uma loira. Viro o rosto e fecho meus olhos com força. Só o que me faltava era chorar por esse imbecil. Aqui não. Respiro fundo e conto até três.

— Ana?

Abro meus olhos, vendo o dono da voz. Jack. Sorrio e o abraço. Mesmo surpreso, ele me abraça de volta. Jack beija o topo da minha cabeça e afaga meus cabelos.

— Isso tudo é saudades de mim? — Pergunta.

— Não sei, o que você acha? — Murmuro. Me afasto do Jack, o suficiente para ver o Christian beijando a garota. Um nó se forma na minha garganta, e a maldita vontade de chorar volta. Respiro fundo e forço um sorriso para o Jack.

— O que você andou aprontando nesses dias que esteve esteve em casa?

— Nada de mais.

Ergo uma de minhas sobrancelhas e cruzo os braços.

— Tá vai. Não me olha desse jeito. — Ri. — Meu pai não gostou muito de saber da briga então acabei tendo que ir trabalhar com ele na empresa. — Fala revirando os olhos, o que me faz rir.

— Entendi. Falando em empresa. Sabia que...

— O meu pai assinou contrato com a empresa do seu pai. — Me interrompe.

— Sim... — Sorrio sem graça. — Quando o meu pai disse que era amigo do seu pai, fiquei surpresa.

— Eu também fiquei. Não sabia disso. Até por que se eu soubesse, já nos conheceríamos.

— Não gosto muito de participar dos coquetéis que tem na empresa do meu pai. Acabo não conhecendo muito os seus sócios. — Falo.

— Sinto a mesma coisa que você. — Fala rindo. — Mas no que vai ter nesse sábado, você vai ter que ir.

— Sim. Conte com minha presença lá. — Falo sorrindo.

— Vocês vão sair pra algum lugar? Juntos?

— Fala cara! — Jack cumprimenta Christian.

— Fiz uma pergunta. — Ele fala, ignorando o comprimento do Jack. Nego com a cabeça. O Christian nunca vai mudar.

— Não é da sua conta! — Falo, agora encarando-o.

Christian trava o maxilar.

— Precisamos conversar. — Olha para o Jack. — A sós!

— Huum, eu vou nessa. — Jack fala. — A gente se vê por aí. — Fala saindo.

— O que você quer falar comigo? — Pergunto, cruzando os braços.

— Aqui não. —Fala pegando meu braço, me puxando.

Christian me leva para o laboratório. Fecha a porta e joga a mochila no chão, me encarando com uma cara nada boa.

Reviro os olhos.

— Parece que você gosta de me irritar garota! — Fala rudemente, me assustando.

— Eu não fiz nada. — Me defendo.

— Acabei de voltar de uma suspensão por ver você perto do Jack, e a primeira coisa que você faz quando entra na escola é falar com o cara? — Fala socando a mesa.

Arregalo os olhos.

— Eu converso com quem eu quiser!

— Você não prestou atenção em nada do que eu te disse mais cedo?

— Você disse muita coisa hoje cedo. — Minto.

Christian abaixa a cabeça.

— Eu disse que gosto de você. — Me encara. — Isso não significa nada pra você? — Sussurra. Merda!

— Eu também gosto de você Christian, — Ele sorri. — mas como amigo.

Ele desfaz o sorriso e nega com a cabeça. Realmente não estou entendo onde ele quer chegar com isso tudo.

— Você só pode tá brincando com a minha cara!

— Você queria o que? — Pergunto. — Achou que comigo aconteceria o mesmo que com as outras garotas que você pega por ai? Não sei se você percebeu mas eu não sou igual a elas!

O empurro. Me desvio dele e vou até a porta.

— Anastásia? — Me chama.

Estou pronta para sair da sala, mas paro para ouvir o que ele tem a dizer.

—E-eu acho que... eu er... e-eu...

Viro meus calcanhares e o encaro. Christian está com as mãos no cabelo. Ele está nervoso.
(...)

POV Christian Grey

Que porra eu tô fazendo? Anastásia está na minha frente, esperando eu falar alguma coisa, mas não sai, e não vai sair. Nunca me declarei para alguém, eu estou tão confuso. Não sei se o que sinto por ela é amor mesmo. Talvez eu esteja obcecado. Só pode ser isso. Sinto uma atração enorme por ela, não tem como negar. Tenho vontade de estar junto dela, cuidar dela. Com a Anastásia eu nunca tentei nada, nenhuma vez, apesar de a desejar demais, sei que ela não é como as garotas que eu pego. Ela é especial. É diferente. Respiro fundo e me aproximo dela. Ela recua dois passos me deixando estressado. Dou mais um passo pra frente, fazendo ela dar um para trás. Anastásia acaba ficando entre mim e a parede. Algo está ao meu favor hoje. Estico meus braços, colocando-os um em cada lado da sua cabeça. Ela está tremendo. Fecho meus olhos e me abaixo, colando nossas testas. Sua respiração está desregulada. Anastásia está tão nervosa quanto eu.

— Por que faz isso comigo? — Sussurra, com os olhos fechados.

— É mais forte que eu. — Falo, esbarrando meus lábios nos seus.

— Não brinca comigo Christian, por favor.

Pego seu rosto com minhas mãos, seus olhos estão marejados. Meu coração se comprime. Sinto dor, ao vê-la prestes a desabar. E tudo por culpa minha! Anastásia é tão frágil. Não posso fazer isso com ela, mas é mais forte que eu. Não estava nos meus planos me apaixonar.

— Me desculpa por ser assim.— Falo, olhando no fundo dos seus olhos. Por um momento me sinto perdido nessa imensidão azul. Ela é melhor sem mim. Eu não sou bom para ela, e a própria Kate disse isso mesmo... "Ela chora o tempo todo desde que conheceu você!" Eu não a mereço. — Sou muito impulsivo gatinha, você não merece alguém como eu. Na verdade sou eu que não mereço alguém como você. — Me afasto dela. — Onde eu tava com a cabeça ao pensar na ideia de ter me apaixonado. — Rio amargurado. — A gente nunca ia dar certo.

— C-Christian? O-o que você disse? — Pergunta com os olhos arregalados.

— Sei lá, eu falei tanta coisa. — Dou-lhe as costas. — Que se foda também! PORRA! Eu não sei o que tá acontecendo comigo! — Esmurro uma das mesas. — Não sei que droga você tem mas, acho que acabei me viciando.

O sinal toca, indicando que a primeira aula começaria. Pego minha mochila e saio da sala. Deixando uma Anastásia pensativa lá dentro. Me desvio de algumas pessoas, mas acabo esbarrando em alguém. Porra! Esses merdas não olham por onde andam não?

— Mas que porra! — Reclamo e continuo meu caminho, até a sala. Entro e sorrio para algumas meninas, que me encaram. Todas amam o papai aqui. — E aí? — Cumprimento José, que não está com uma cara muito boa. — O que aconteceu? — Pergunto, me sentando ao seu lado.

— Foi a Elena cara! Peguei ela se esfregando no Will. Você tem noção? No Will cara! — Fala socando a mesa.

— Isso que dá querer namorar essas puta rodada! Por isso sou mais eu. Pego uma aqui, outra ali e tá tudo certo.

José começa a rir.

— Você tá de quatro pela Anastáisa que eu sei, cara. Te conheço! Você nunca ficou tanto tempo cercando uma garota. Principalmente do nipe dela.

— Eu de quatro por mulher? — Rio. — Sou eu quem deixo elas de quatro por mim.

— Não se iluda Christian, você gamou na garota. — Fala, me olhando admirado?! Até ele percebeu, e eu só fui perceber agora. Porra!

— Se eu gamei ou não... se me apaixonei ou não, é problema meu certo? — Falo ríspido.

Ele dá de ombros.

Edward, nosso professor entra na sala. Cumprimenta os alunos e começa sua aula. História é uma matéria tão desnecessária. O que eu ganho estudando o passado? Tenho que me preocupar com o meu futuro!
(...)

Estamos no horário do intervalo. Percorro meu olhar pelo refeitório e não vejo nenhum sinal dela. Procuro pelo Jack e também não o encontro. Se esses dois estiverem juntos, depois de eu ter falado tudo que eu sentia — da minha maneira — pra ela, sou capaz de matar os dois!

— Cadê o... Kate? — Franzo o senho, ao vê-la sentada na nossa mesa. — O que você tá fazendo aqui? — Pergunto. — Desde quando você senta com os...

— Tá aqui princesa. — Elliot fala, entregando uma garrafa de água pra ela. Arregalo os olhos. Estou no chão. Eles estão juntos?— Fala galera.

— Elliot, você está bem? — Pergunto e ele ri. — Você tá pegando a chata da Katherine desde quando? — Pergunto, ainda abobado com a cena que acabei de presenciar.

Kate faz uma careta e revira os olhos, Elliot ri. Não consigo acreditar que o meu irmão está pegando a chata da Katherine, melhor amiga da Ana, isso chega a ser engraçado.

— Tem um tempo já. Pensei que tinha te falado. — Fala meio que se desculpando. Realmente estamos afastados.

— Mas cara, com tanta gostosa dando sopa você foi pegar justo a...

— Fecha a matraca Christian! — Kate fala, estressada.

— Acalma sua namoradinha ai, Elliot. — Falo, olhando para o mesmo.

Termino de comer meu sanduíche e me levanto da mesa. Novamente, passo meus olhos pelo refeitório a procura da Anastásia.

— Tá procurando quem? — Taylor pergunta.

— Tá na cara que é a Ana. — Flynn fala. Faço cara feia.

— Biblioteca. — Olho para o dono, ou melhor, dona da voz. Kate. Nunca poderia imaginar que essa garota iria me ajudar em alguma coisa.

— Valeu.

Corro para biblioteca. Tem algumas pessoas estudando ali, outras conversando sobre alguma coisa relacionada aos livros, papo de cdf. Nas mesas, Anastásia não está. Caminho até onde se encontra as grandes estantes, cheias de livros. Ela está na segunda fileira. Tentando pegar um livro, que está em uma prateleira alta e ela não alcança. A minha gatinha é baixinha. Rio com isso e me aproximo dela. Pego o livro e a entrego.

— Obrigada. — Fala, corada.

Sorrio de canto e pego no seu queixo, erguendo seu rosto. Me inclino e lhe dou um selinho, depois outro e outro. Ela solta o livro e coloca as mãos abertas no meu peito. Desço minhas mãos pela lateral do seu corpo, causando-lhe arrepios. Agarro sua cintura, e a beijo com vontade. Estou a beijando violentamente, de forma incontrolável; dentes se chocando; salivas se misturando. Então, a minha língua está em sua boca procurando a dela desesperadamente. Desejo explode em todo o meu corpo e para o meu alívio, ela me corresponde da mesma forma; suas mãos estão agarradas ao meu cabelo, puxando forte para ela, me fazendo gemer e rapidamente a minha mão se move para o seu corpo, para a parte superior da sua coxa, meus dedos cavados em sua carne macia através da sua calça. Minha ansiedade, meu desejo, a minha saudade dela, e o medo que cultiva essa emoção sem nome, este ciúme, o medo da perda, se derramam através de mim, para ela, através do meu beijo. O beijo dela é maravilhoso.... viciante. Anastásia sobe com suas mãos pelo meu pescoço, e arranha minha nuca, me fazendo gemer em sua boca.

Caralho, eu tô apaixonado.
(...)


"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar."
— Leonardo da Vinci.

"O amor tem uma consciência louca do futuro, de fazer passado com o futuro. A paixão vive fora do tempo. O amor vive no tempo porque deixa rastros. Paixão se esquece, e amor nem enterrando acaba."
— Fabrício Carpinejar.

"Todas as paixões nos levam a cometer erros, mas o amor faz-nos cometer os mais ridículos."
— François La Rochefoucauld.

Notas finais
O que vocês acharam? Parece que um certo carinha finalmente caiu na real! Até agora esse é o meu capítulo preferido. O que será que vai acontecer com esses dois daqui pra frente? Acharam muito rápido? Eu achei que já estava na hora do Grey perceber que é louco pela Ana. Bjs.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.