Gotta Be You
22 Capítulo 22
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
Acordo me espreguiçando na enorme cama dos meus pais. Nenhum deles está presente. Mamãe com certeza foi trabalhar e papai deve estar tomando café para me levar para a escola. Pelo menos hoje é sexta. Respiro fundo e me levanto da cama. Caminho até a porta, abro a mesma e me retiro do quarto indo para o meu que é no final, do outro lado do corredor. Entro no meu closet e pego meu uniforme e uma calça preta. Também pego meu all star branco. Me visto e calço meu tênis. Saio do closet e vou para o banheiro. Faço minha higiene matinal e ajeito meu cabelo em um rabo de cavalo.
– Princesa? — Papai fala, batendo na porta do quarto.
Saio do banheiro e sorrio quando vejo ele mexer em seu smartphone.
– Já estou pronta. — Falo pegando minha mochila. — Vamos?
Papai assente e vamos juntos para a garagem.
(...)
Passei a aula inteira conversando com o Taylor, apesar desse jeito meio tosco que ele tem, ele é muito legal. Faz piadinha o tempo todo e também dá em cima de mim de cinco em cinco minutos. O sinal para o intervalo toca e o Taylor é o primeiro a sair.
– Você e o Taylor, hum? Eu aprovo. — Kate fala, brincando com um dos meus lápis de cor. — Lápis e borracha. — Ri maliciosamente movimentando o lápis e eu reviro os olhos.
– Isso daí é velho.
– Eu sei, mas é engraçado. — Fala rindo, me fazendo rir também.
Assim que entramos no refeitório, me arrependo amargamente. Uma vagabunda está abraçada ao Christian, e o idiota aperta sua bunda, fazendo a garota rir. Infeliz! Fecho os olhos com força e dou meia volta dali. Ignoro os gritos de Kate e corro para o jardim da escola. Me sento em um banquinho e abaixo a cabeça.
– Não chore, não chore... — Repito para mim mesma.
Por que dói tanto?
Sinto uma mão no meu ombro. Levanto meu olhar assustada e vejo Jack. Ele se senta do meu lado e me puxa para mais perto, abraçando-me. Seu abraço é tão bom, seu cheiro, seu calor. Mas nada comparado ao Christian. Droga! Christian idiota! Saí da minha cabeça! Aperto o Jack e ele beija minha cabeça.
– O que você tem linda? — Pergunta carinhosamente. Jack é fofo demais, por que o Christian não é assim?!
– Nada demais. — Sorrio.
Ele acaricia meu rosto e seu olhar desce para a minha boca. Abaixo a cabeça sem graça. Jack levanta meu queixo com seu dedo indicador e se inclina. Eu já sinto sua respiração no meu rosto. Em um ato inesperado ele segura meu queixo e o levanta para encará-lo e me beija docemente, fecho meus olhos, sentindo logo em seguida seus lábios sobre os meus. Sua língua pede permissão e concedo involuntariamente, levo meus braços ao seu pescoço o puxando para mais perto, a boca dele é macia, tem gosto de menta com ervas, seus lábios se moldam aos meus de uma forma cálida, desconhecida. Ele envolve minha cintura enquanto acaricia meus cabelos, nos separamos por falta de ar, os dois com a respiração ofegante e testas coladas. Fecho os olhos, e os abro rapidamente ao sentir Jack sendo puxando de mim bruscamente, arregalo os olhos assim que vejo Christian socando a cara de Jack.
– O QUE É ISSO, CHRISTIAN? — Grito. — PARA! — Levo a mão a boca.
Como foi que esse menino chegou aqui? O que ele tem na cabeça? Meu Deus! Por que ele está fazendo isso com o Jack?
Me levanto aos tropeços e vou até eles, que estão se socando no chão.
– EU FALEI PARA VOCÊ FICAR LONGE DELA, PORRA!– Christian rosna.
– Larga ele, Christian! Pelo amor de Deus! — Falo desesperada, tentando tirá-lo de cima do Jack, que nesse momento se encontra por baixo dele. — ALGUÉM ME AJUDA? CARAMBA! — Grito desesperada.
Os idiotas que estão a nossa volta apenas filma e fazem apostas. Eu mereço? Os amigos dele finalmente aparecem e conseguem tirar o Jack de cima de Christian, que está com o nariz sangrando. Taylor me pergunta o que aconteceu, tento explicar mais ou menos, mas nem eu mesma entendi o motivo de toda essa confusão.
– NUNCA MAIS ENCOSTA NELA SEU FILHO DA PUTA! — Christian grita, tentando avançar para cima do Jack, mas Elliot e Taylor o seguram, impedindo.
– EU ENCOSTO EM QUEM EU QUISER, SEU IMBECIL! POR QUE FICOU TÃO PUTO, CARA? VOCÊ NÃO TAVA COM A LAUREN?– Jack grita enquanto tenta socar novamente o Christian.
Christian está descontrolado. Eu quero entender o porquê disso tudo. Esse menino é doente.
– FODA-SE A LAUREN! QUE PORRA!
– Mas o que está acontecendo aqui? — O diretor aparece e eu arregalo os olhos.
Os meninos se entreolham e soltam o Christian e o Jack.
– Vocês dois, para a direção agora!
(...)
Fico sentada no sofá que tem na secretária. Kate está comigo. Eu estou muito nervosa. Quero saber o que está acontecendo dentro da diretoria nesse momento.
– Relaxa, Ana. O máximo que pode acontecer é uma suspensão para os dois. — Kate fala, me estendendo um copo descartável com água.
Pego o copo e bebo toda a água. Kate tira o copo da minha mão e o joga na lixeira que tem perto do sofá. Ela se senta do meu lado e fica enrolando meu cabelo, que está preso em um rabo de cavalo. A porta se abre e eu me levanto. Christian me olha e balança a cabeça em desgosto. O que eu fiz afinal? Vou até ele mas Kate me segura.
– Ele precisa esfriar a cabeça. — Ela diz.
Assinto.
Jack sai da sala do diretor e eu o olho, com uma olhar de desculpa. Corro até ele e o abraço. Ele geme de dor e eu me afasto.
– Eu não sei o que deu nele, Jack. — Aliso seus braços. — E-eu não sei o que te dizer.
– Ciúmes.– Suspira. — Ele ficou com ciúmes de você.
Franzo a testa. Christian com ciúmes de mim? Isso é meio que impossível.
– Ele bateu na sua cabeça? — Pergunto mexendo no seu cabelo.
Jack ri pelo nariz e me puxa para mais perto dele, passando seus braços fortes pelos meus ombros me abraçado. Correspondo ao abraço, sem o apertar muito.
– Você tem que ir para a enfermaria, dar um jeito nesse rostinho bonito. — Falo preocupada.
Ele ri e beija o topo da minha cabeça.
– O Christian deve estar lá. E de qualquer forma estou indo para a casa mesmo. — Responde.
– Quantos dias de suspensão? — Pergunto.
– Três. — Responde suspirando.
– Ah.
(...)
A aula acabou. Recolho meus materiais e vou até meu armário, guardando os cadernos que não vou usar e pegando os que tem alguma lição de casa. Assim que fecho o armário, vejo Christian no final do corredor, com um curativo no supercílio, seu maxilar está roxo. Ele vem atém mim e para na minha frente com a cabeça baixa. Um perfeito submisso!
– O que deu em você?
Ele suspira.
– Eu não sei.
Bufo.
– Eu não te entendo sabe? — Cruzo os braços. — Pensei que as coisas voltariam ao normal se nos afastássemos mas você tá sempre me seguindo. — Desabafo, suspirando.
– É que...
– Você fica com sei lá quantas garotas e quando eu estou com alguém você faz isso! Eu quero entender o porquê disso tudo. — Falo, o interrompendo.
– E-eu não sei Anastásia. Eu simplesmente não sei. É que quando eu te vejo com outro cara eu fico puto! Quando vejo outro te fazer sorrir ou te beijar fico ainda mais! CARALHO O QUE TÁ ACONTECENDO COMIGO? — Christian desabafa me surpreendo, e acho que para extravasar a raiva, ele chuta uma lixeira, me fazendo pular.
Suspiro. Comigo acontece a mesma coisa.
– Eu também não suporto te ver com aquelas vadias que você pega. — Reviro os olhos. — Muito menos quando faz alguma gracinha e elas riem. — Ele ri. — Sim, eu odeio quando você faz essas suas gracinhas, mas pelo menos antes era para mim. Quando te vi com aquela menina no refeitório eu... pirei! — Termino suspirando, o fazendo rir. Babaca!
– Ficou com ciúmes foi? — Ele fala, se aproximando e envolvendo seus braços em volta da minha cintura.
– Christian o que você está fazendo? — Sussurro.
– O que você acha? — Pergunta molhando os lábios.
– Bom, você...
Sou interrompida por seus lábios que cobrem os meus. Resisto o quanto posso, mas no fim acabo me desmanchando ao sentir sua língua passa pelo meu lábio inferior e eu automaticamente abro minha boca. Desesperara, sua língua entra procurando pela minha. As duas se entrelaçam, me causando arrepios. Sua mão que estava na minha cintura, foi parar na minha bunda, que ele aperta durante o beijo. Puxo seus cabelos e ele sorri. Mordo seu lábio inferior e Christian geme, me fazendo sorrir. Eu queria esse beijo desde o momento em que nos vimos pela primeira vez. Preciso de uma garantia de que ele dava valor ao que tínhamos vivido juntos, que aquilo significa para ele o mesmo que para mim. A sensação de abandono volta quando ele se afasta.
– Estava com saudades disso.– Fala mordendo seu lábio inferior, enquanto sorri timidamente.
– Você não podia ter feito isso! — Dou um tapa de leve no seu rosto. Christian fecha os olhos e murmura um "Aí! Tá doendo porra!", foi então que percebo que ele bati no lado que está roxo. — Christian me desculpa... e-eu...
– Beija que passa. — Vira o rosto, e aproxima-o mais de mim. Faço sinal negativo com a cabeça e dou um beijo em sua bochecha. Ele ri baixo.
– Você não merecia nenhum.
– Ah, merecia sim. Mereço até mais.
Reviro os olhos.
– Bom, eu tenho que ir. — Falo me afastando.
– Tá mais... Você me...
– Eu o que? — Levanto uma de minhas sobrancelhas e cruzo os braços.
– M-me... eee... — Ele está nervoso. — Você me desculpa Ana? — Pergunta timidamente.
– Por? — Faço sinal com a mão para que ele prossiga.
Na verdade eu já sei o porquê, mas quero ouvir da boca dele.
– Por te feito aquilo... sabe? Aquilo.
Christian coça a nunca nervoso.
– Aquilo o que? — Insisto.
– Mas que porra! — Murmura, mas escuto perfeitamente. Ele percebe que escutei e sorri mostrando todos os dentes. Que sorriso maravilhoso! Foco Ana, foco! — Me desculpa tá, por ter feito aquilo com o Jack.
– Eu te desculpo Grey, — Christian sorri. — só se você — Ele murmura um "A não."– pedir desculpas ao Jack. Até porque quem saiu machucado nessa his...
– Pode esquecer! — Me interrompe.
Cruzo os braços novamente e o encaro incrédula. Ele bate no menino sem motivo e não vai se desculpar? Como assim? Pode esquecer, Grey!
– Ok. — Lhe dou as costas. — Adeus Christian.
(...)
POV Christian Grey
Assim que a Anastásia some da minha vista soco um dos armários. Porra! Esse meu orgulho as vezes não me leva a nada. Eu custei a pedir desculpas para ela, imagina para o Jack? Foda-se se ele já foi meu amigo! Caralho, ele ficou com ela! E só foi eu me afastar que ele ficou de novo! Mas que merda tá acontecendo comigo? Eu nunca me importei com ninguém assim antes. Ultimamente ela não sai dos meus pensamentos. Hoje no recreio quando estaca com a Lauren, tudo seguia normal, até que a chamei de Anastásia. Vadia do jeito que é não ligou, mas eu liguei e fui procurar a minha gatinha. Mas quando a vi conversando com o Jack meu sangue ferveu! Eu fiquei completamente cego, simplesmente parti para cima dele.
Tenho que descobrir que porra tá havendo comigo!
(...)
"Simplesmente saudade de um abraço e um beijo que me completa, Um perfume que me embala e uma mão que me aperta!"
– Verônica Medeiros.
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