Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês espero que gostem. Esse tá meio chatinho mais é preciso para história se desenrolar. * LEIAM AS NOTAS FINAIS*

POV Anastásia Steele

– Fique bem, minha princesa. — Meu pai sorriu, automaticamente sorri também e lhe dei um beijo no rosto.

Quando eu era mais nova meu pai me chamava de princesa, ele dizia que eu era uma versão morena da Barbie. Tanto que, quando saiu o filme da Princesa e a Plebeia ele fez questão de fazer meu aniversário de 8 anos com a decoração do filme. Me lembro como se fosse ontem, tinha ficado tão feliz com a festa.

– Fazia tempo que você não me chamava assim. — Digo, enquanto desço do carro.

– Sério? — pergunta sorrindo.

– Aham. — Falo, fechando a porta do carro. — Pode voltar a me chamar assim, afinal continuo sendo sua princesa, só não tenho mais oito anos e troquei as Barbies pelos livros. — Ri. — Tchau pai, amo você.

Enquanto entrava no colégio escutei um " eu também te amo" do meu pai o que me fez sorrir, enquanto caminhava pelos longos corredores reparei que Kate ainda não tinha aparecido, porque se ela estivesse por aqui, provavelmente estaria aqui comigo me contando a fofoca do dia. Caminhei até o meu armário, peguei meu livro e caderno de química, já que essa seria minha primeira aula. Quando fechei a porta de metal, uma figura ruiva com um sorriso enorme no rosto, aparece piscando para mim.

– E aí gata? Sentiu minha falta nesse tempinho? — Fala enquanto joga os cabelos para o lado

.Reviro os olhos.

– Pensei que não viria hoje. — Digo, enquanto coloco arrumo os livros no braço.

– É que eu acordei um pouco atrasada; Você sabe né? Eu moro perto da escola então. — Diz sorrindo, enquanto reviro os olhos.

– Coloca o relógio para despertar faltando uns dez minutos para o sinal toca... Blá, Blá, Blá.

– Idiota!

– Não sou. — Faço bico.

– Bruxa!

Paro de andar e olho para Kate sorrindo.

– De acordo com o meu pai sou uma princesa. — Digo sorrindo.

– A claro a princesinha do papai. — Kate faz cara de nojo. — Será que se eu passa a frequentar mais ainda a sua casa, o tio Ray me chama assim também? — Diz sorrindo. — Meu pai não é como o seu. — Fala fazendo bico.

– Seu pai é tão legal quanto o meu, Kate.

– Eu sei mais ele não me cha...

Sinto alguém esbarrar em mim, me impulsionando para frente enquanto acabo deixando minhas coisas caírem, junto com a xícara do professor Dornan.

– SEU IMBECIL! — Escuto Kate gritar me assustando. — OLHA O QUE VOCÊ FEZ, IDIOTA! POR QUE VOCÊ NÃO OLHA POR ONDE ANDA?

Me abaixo e começo a recolher as coisas que caíram, olho para frente encontrando o imprestável que me empurrou.

Você de novo?– Dizemos em uníssono.

– Façam o favor de entrar agora, antes que eu perca o resto da paciência que ainda tenho e os coloque para fora. — O Professor Dornan diz enquanto tentar limpar a mancha de café de sua camiseta.

Entramos na sala em silencio. De vez em quanto sentia o olhar nervoso do professor em mim. Kate passou praticamente a aula inteira me perguntando se estava realmente tudo bem, e a cada cinco minutos olhar para trás mostrando o dedo do meio para alguém.

– Para quem tanto você mostra o de... — Sou interrompida pelo meu celular que vibra no meu bolo traseiro me assustando. Pego o celular e vejo que chegou uma mensagem de um número desconhecido.


"Foi mal ae, não era minha intenção gatinha"
– Grey

Franzo o cenho. Como o Grey conseguiu o meu número?

Olho para trás e encontro o mesmo me olhando. Levanto uma de minhas minhas sobrancelhas e ele me manda uma piscadela. "Cretino" penso ao me virar para frente e começar a copiar a matéria do quadro.

POV Christian Grey

– Foi mal aí, não era minha intenção gatinha. — Taylor me imita lendo a mensagem. — Que porra é essa cara?

– Meu pedido de desculpas para aquela idiota ali. — Aponto para a garota de cabelos compridos, sentada a duas carteiras a minha frente.

– Eu sei o que é isso, mas Christian, custava escrever apenas um "me desculpe"? — Pergunta debochado.

– Ah, vai foder alguém Taylor e para de me infernizar. — Digo já irritado.

– Quem sabe mais tarde na sua casa. — Pisca para mim sorrindo. Nego com a cabeça sorrindo também.


(...)

– Finalmente. — Me jogo na cadeira do refeitório.

– Cara, eu tô morrendo de fome. — Welch diz, passando a mão na barriga.

– Não deram mingau para o bebezinho não? — Pergunto rindo fazendo todos rirem também, menos Welch que me fulmina com os olhos.

– Ah, Christian vá se fuder!

– Agora não. — Olho em volta, a procura de alguém que possa pegar o meu lanche. — Quando eu preciso de uma daquelas vadias, elas não aparecem. — Falo irritado.

– Cara, eu não falei sério. Não precisa fuder agora não.

Reviro os olhos. Welch as vezes é mais burro que o Elliot.

– Relaxa ai, Welch.

Avisto Leila, uma das líderes de torcida da escola e a chamo. Observo ela subir um pouco a sua saia, que já era curta. Umedeço os lábios com a cena.

– Oi Christian. — Beija meu rosto. — Meninos. — Cumprimenta os garotos.

– Fala gatinha. — Sorrio de lado. — Já pegou seu lanche?

Leila franze o cenho.

– Não, por que?

– Então vai lá pegar o meu e o seu. — Digo sorrindo.

– E se eu não quiser? — Pergunta petulante enquanto cruza os braços abaixo do peito, fazendo assim os mesmos levantarem. Gostosa penso.

Me levanto, ficando de frente para ela. Coloco minhas mãos em seu rosto, alisando o mesmo e a puxo para um beijo. Deslizo minha língua para entrada da sua boca sem pedir permissão, aprofundando o beijo. Mordisco o seu lábio inferior e a vadia sorri. Escuto as piadinhas dos meninos, e alguns gritinhos das líderes de torcidas que estão na mesa ao lado. Termino o beijo com dois selinhos. Acho engraçado a reação que causo nessas vadias apenas com um beijinho. Leila abre os olhos, sorri para mim e vai para fila do lanche.

– A cada dia que passa me impressiono ainda mais com você, Christian. — Taylor diz rindo enquanto sento ao seu lado rindo também. Eu sou Christian Grey, penso. Eu posso tudo!


POV Anastásia Steele

– Você perdeu o beijão que o Grey deu na Leila agora a pouco. — Kate fala enquanto me sento ao seu lado.

– Leila? Quem é Leila? — Pergunto enquanto mordo um pedaço do meu sanduíche de peito de peru.

– Anastásia as vezes você é mais lerda que uma lesma. — Diz irritada. — Leila é a mais rodada das líderes de torcida e é que tem muitas.

– E o que eu tenho a ver com isso? — Pergunto realmente tentando entender onde Kate quer chegar com isso.

– Nada, só achei que gostaria de saber. — Diz dando de ombros.

– Por que acha isso? — Digo, enquanto tomo um gole da minha coca.

– Sabia que essa sua mania de me responder com outra pergunta me irrita? — Pergunta rindo.

– Sabia. — Sorrio.


(...)

Bem no último horário o professor de literatura resolveu fazer um mapa de sala. Me recuso a ter que sair do meu lugar.

– Silencio! — Diz pela milésima vez.

Ninguém da sala quer mudar de lugar. Estamos no segundo bimestre, qual é a necessidade de fazer isso logo agora?

– Recolham os seus materiais e por favor saiam dos seus lugares.

Todos saíram de seus lugares, menos eu.

– Anastásia queira se juntar aos seus colegas, por favor. — O professor Scott fala olhando para mim.

– Por que isso agora, professor? Eu não quero e nem vou sair do meu lugar. — Falo na defensiva.

– Não vou repetir de novo senhorita Steele. — Fala me olhando seriamente.

– Isso é uma injustiça! Onde estão os meus direitos?. — Murmuro me levantando da cadeira.

Fico ao lado de Kate, ouvindo o professor chamar os alunos e apontar para o lugar que iriam se sentar até o final do ano. Um idiota ficou com o meu lugar e eu quis matar o imbecil do professor Scott.

– Christian Grey, ali. — Diz enquanto aponta para a quarta cadeira da fila da parede do lado direito.

– Anastásia Steele.

Não!

– Ana? — Kate estalar os dedos na frente do meu rosto.

Não! Isso não pode está acontecendo, isso só poder ser um pesadelo!

– Anda Ana. — Kate me dá um cutucão. Abaixo a cabeça e caminho até o meu novo lugar. Quinta carteira da fila da parede do lado direito, atrás do Christian.

Jogo minha mochila na mesa e me sento. Demorou cerca de quinze minutos para o restante se acomodar em seus novos lugares. Kate, ficou do outro lado da sala, também na fila da parede. Estou com uma leve impressão de que o professor fez isso de propósito. O sinal toca fazendo todos correrem para fora da sala. Passo as mãos pelo rosto, nervosa. Olho para minha frente e franzo o cenho, estranhando o fato do Grey não ter sido um dos primeiros a sair. Ao constatar isso, percebo que só estamos nós dois na sala. Engulo em seco e trato de juntar o meu material o mais rápido possível.

– Isso tudo é para se ver longe de mim?

Ele está falando comigo? Sério? Só estamos nos dois na sala então com certeza ele está falando comigo. Era só o que me faltava. Esse dia não tem como ficar pior. Penso.

– O que?

– Esquece. — Dou de ombros.

Coloco minha mochila nas costas e ajeito meu cabelo, que estava preso em um rabo de cavalo. Enquanto o ajeito, reparo que Christian tira um isqueiro da mochila. Acho estranho, mas não falo nada.

– Só para tirar qualquer ideia que tenha na cabeça, eu não coloquei fogo na sala. — Diz rindo.

– Idiota! — Me viro com a mão no peito. — Você me assustou. — Christian está com um cigarro entre os dedos. — Não sabia que você fumava. — Falo mais para mim do que para ele, mas para o meu azar ele ouve.

– Já tem um tempo que fu... — Começo a tossir. — Tá tudo bem?

Concordo com a cabeça.

– Falou então. — Diz saindo pela porta me deixando sozinha enquanto o vejo sumir de minha vista.


(...)

Você é a única pessoa que não sabia que ele fuma. Todo mundo sabe disso.– Kate diz no áudio.

– Eu não sou todo mundo Katherine e me desculpe se eu não sei de todas as coisas que acontece nessa escola, e também pouco me importa se ele fuma ou não. A vida é dele, o pulmão também. — Digo irritada.

Escuto baterem na porta e bloqueio a tela do celular.

– Ana?

– Pode entrar, pai.

– Você não foi jantar, então trouxe pizza para você.

Meus olhos brilham enquanto encaro minha velha amiga.

– Come comigo, pai. — Digo estendendo uma fatia para ele.

– Tudo bem. — Diz vindo em direção a minha mão.

– Hoje não. — Pisco, mordendo o pedaço de pizza.

A cara do meu pai é impagável. Rio tanto que penso que vou engasgar com o resto de pizza que ainda tem na minha boca.

– Está engraçadinha em princesa? — Diz sorrindo. Já falei que o sorriso do meu pai é maravilhoso?.

– Um pouco.

Termino de comer a pizza e coloco meu prado em cima do criado mundo.

– O me conta de bom pai? — Pergunto me ajeitando na cama.

Papai se vira para mim e senta ao meu lado.

– Se lembra do Liam?

– Filho dos Potters? — Pergunto interessada.

– Esse mesmo.

– Lembro sim, o que tem ele?

– Perguntou de você.

Sorrio. Liam é um velho amigo meu, mas se mudou para Londres, já que foi obrigado a estudar em um internato de lá.

– Faz tempo que não ligo para ele. — Faço um coque no meu cabelo. — Acho que Liam mudou de número.

– Mudou mesmo, vou te passar o novo número depois. E como de costume, já vou logo avisando Ana que não quero você de gracinha com ele, entendeu mocinha? — diz sorrindo.

– Pai! — Dou um tapa em seu obro. — Liam e eu somos apenas amigos.

– Acho bom mesmo. Porque namoro só depois dos trinta. — Pisca para mim.

– A não pai! E se for amor a primeira vista? — Pergunto segurando o riso. Meu pai é extremamente ciumento e as vezes gosto de provocá-lo.

– Pare de graça. — Responde sério, enquanto se levanta. — Não durma tarde.

– Pai? — O chamo, antes dele atravessar a porta. Ele me olha e murmura um "sim princesa?" — O prato. — Sorrio, apontando para o prato.

Papai revira os olhos, pega o prato, me dá um beijo de boa noite e sai do meu quarto.


(...)

– Ana, minha filha acorda.

– Agora não mãe. — Reclamo colocando o travesseiro no meu rosto.

– Você tem que ir para escola. Levante antes que eu jogue água em você!

Tiro o travesseiro do meu rosto e olho para minha linda mãe, que sorri para mim.

– Bom dia, meu amor. — Fala enquanto beija minha testa.

– Bom dia mãe. — Respondo sonolenta.

– Tire essa bunda grande daí e vá se arrumar.

Dou risada e me coloco de pé.

– Eu tenho que mesmo que ir para escola hoje? — Pergunto indo em direção ao banheiro.

– Tem Ana, já vou descer porque tenho que resolver algumas coisas do meu trabalho. Até mais tarde filha. — Aperta minhas bochechas sai do quarto.

– Tchau. — Grito entrando no chuveiro.


(...)

Depois de me vestir prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, passei somente base e rímel no meu rosto, desci as escadas peguei uma maçã na fruteira e peguei as chaves do carro indo em direção a escola, mais conhecida como inferno.
(...)


"O destino é o que embaralha as cartas, mas nós somos os que jogamos."
– William Shakespeare.

Notas finais
O que acharam? Se estão gostando da fic comentem galera isso me inspira muito. Até o próximo.