Gotta Be You

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Olá meninas, mais um capítulo para vocês. Obrigada por todos os comentários. Meninas eu fiz uma nova fic, e eu estou me esforçando muito para que ela agrade á todos vocês. Vou colocar o link nas notas finais, e eu ficaria muito feliz se vocês lessem ela e me falassem o que acharam. Boa leitura! *LEIAM AS NOTAS FINAIS*

POV Christian Grey

Assim que saio da casa da Anastásia, entro no meu carro e sigo caminho para a casa do Jack. Se ele não estiver lá, está na empresa do seu pai. Aquele beijo que ele deu na minha gatinha está martelando na minha cabeça o dia todo. Eu disse para ele ficar longe, não se mexe com o que é meu porra!

Já em frente a casa dele, estaciono o carro, e saio do mesmo. Ando até a porta e toco a campainha, não demora muito para a empregada abrir.

– O que deseja? — Reviro os olhos e a empurro delicadamente, adentrando a casa. — Você é um dos amigos do Ja...

– Sim. — Respondo me sentando no sofá. — Cadê o Jack? — Pergunto.

Ela não me responde, vira as costas e sobe as escadas, deve ter ido chamar o idiota. Escuto passos e viro o rosto, encontrando Jack no topo da escada. Me levanto e espero o mesmo se aproximar.

– Christian, o que você faz aqui? — Ele pergunta, bagunçando os cabelos.

– Acho que sabe muito bem porque vim aqui.

Ele franze a testa, confuso.

– Adianta logo cara, meu pai chega daqui á pouco e eu...

– Tudo que somos amigos — Interrompo-o e ando de um lado para o outro. — mas, parece que você não levou á sério o que eu disse sobre ficar longe dela!

– Aaah. — Ele ri, olhando para baixo. — Você veio aqui por causa da Anastásia?
(...)

POV Anastásia Steele

Depois que o Christian foi embora, tive que aturar as perguntas da minha mãe. Cansada de ter que respondê-la, resolvi ligar para Kate, e chamá-la para dormir aqui. Não demora muito e minha amiga chega aqui em casa. Ficamos conversando sobre a festa e sobre o porquê de eu não ter ido para escola.

Estamos tão entretidas na conversa que nem vimos a hora passar.

– Eu ainda não acredito que você pegou o Wyde.

– Olha, eu não me lembro de muita coisa. Mas tenho certeza que quando eu ficar de frente para ele vou morrer de vergonha.

– Você é muito fraca pra bebida Ana.

– Olha quem fala. — Esbarro meu ombro no dela, como se a repreende-se.

– Meninas, eu não vou chamar vocês de novo! — Minha mãe fala aparecendo na porta do quarto, com uma cara nada boa.

– Já estamos indo. — Falo, me levantando da cama com Kate no meu encalço.

Quando chegamos na sala de jantar, só falto vomitar arco-íris, minha mãe pediu comida japonesa para o jantar. Kate e eu, nos sentamos e nos servimos.

– Gostou querida? — Minha mãe pergunta.

Uma pergunta bem idiota á se fazer já que eu não canso de dizer que está uma delícia.

Apenas assinto.

– Onde o papai está? Não o vejo desde ontem.

– Ele está no escritório, ocupadíssimo com o trabalho. — Mamãe fala enquanto coloca shoyu no seu sushi.

– Depois vou lá vê-lo. — Falo fazendo o mesmo.

Dona Carla concorda e encerráramos esse assunto na mesa, logo começando outro.
(...)

– Larga esse celular Ana. — Kate fala jogando um travesseiro no meu rosto.

– Deixa de ser chata, Katherine!

Estou trocando mensagens com o Christian, esse menino é muito idiota. Começo a rir lendo a mensagem que o mesmo acaba de me mandar.

– Huuum, tá rindo do que aí? — Kate cola e mim e lê a mensagem. Agora somos nos duas que estamos rindo da mensagem. — Burro! — Fala gargalhando.

– Eu sei. — Digo entre risadas.

Nunca mais faça uma coisa dessa entendeu? Tô morrendo de rir aqui!
– Ana.

Mando e espero ele responder.

Eu não fazia ideia do que eu tava fazendo! E para de rir, se não fico sem graça gatinha.
– Christian.

– Agora me dá isso aqui!

Kate tira o celular das minhas mãos. Filha da mãe!

– Me dá isso aqui! — Tento pegar o celular. — Kate, por favor!

– Não, deixa o idiota do Christian! Você tem que dar atenção a mim, sua amiga. Melhor amiga, amicíssima. — Fala, fazendo drama.

Reviro os olhos e assinto.

– Tudo bem. — Jogo meus cabelos para trás e o prendo em um coque. — O que vamos fazer amicíssima? — Pergunto rindo, fazendo-a rir também. A risada da Kate é linda. Na verdade minha amiga é maravilhosa.

– Sei lá, podemos ver filmes.

Dou de ombros e ligo a TV, colocando em um canal de filmes qualquer. Ficamos assistindo Harry Potter e a Pedra Filosofal até pegarmos no sono.
(...)

Meu pai nos deixa na porta da escola. Se fosse no começo do mês ninguém olharia para mim, mas as coisas mudam, e agora sempre tem alguém me olhando e fofocando algo sobre mim.

– Não vejo a hora dessa mentira que o Christian inventou acabar. — Sussurro para Kate.

– Eu também, ele é chato e te rouba de mim. — Fala fazendo biquinho e eu rio.

– Não é assim também Kate.

– É sim!

Reviro os olhos e vamos em direção ao nossos armários. Estava terminando de fechar meu armário quando vejo Jack com o rosto todo machucado. O mesmo, olha para mim e abaixa a cabeça.

Meu Deus, o que aconteceu com ele?

– Você viu como o Jack está? — Pergunto chocada.

– Meu Deus! — Kate exclama colocando a mão na boca. — O que será que houve?

– Não sei, você que sabe das coisas, me conta aí?

– Você não tá vendo que eu também não sei, retardada?

Reviro os olhos e fecho meu armário.

– Vou lá ver o que aconteceu.

– Vai ver o que gatinha?

Olho para trás e Christian sorri para mim. Forço um sorriso.

– Quero saber o que aconteceu com o Jack. — Falo direta.

A expressão no rosto do Christian não é uma das melhores. Ele prende o maxilar e se aproxima de mim, passando seus braços pela minha cintura.

– Não quero você conversando com ele. — Fala, colando sua testa na minha. — Para todos os efeitos você é minha e tem que ficar comigo. Só comigo, entendeu?

Bufo.

Confesso que até que estou gostando de passar meu tempo com o Christian. Ele é chato, arrogante, mimado, metido, mas eu gosto. É estranho...

– Christian eu vou te explicar pela milésima vez. Eu não sou sua cachorrinha para você me dizer o que eu devo ou não fazer. E eu só quero saber o que aconteceu com ele. Eu não vou fazer nada que acabe com a sua "fama".

– Que fama? — Pergunta confuso.

Reviro os olhos, enquanto balanço a cabeça.

– Deixa para lá. Vamos para aula?

Ele assente e pega minha mão.
(...)

O Sinal acabou de tocar. Christian está me esperando do lado de fora da sala, para irmos juntos para o refeitório.

– Você demora demais. — Reclama. Faço uma careta e pego sua mão, que está estendida para mim.

Enquanto andamos, reparo que os cochichos aumentam e Christian está estranho desde o começo da aula. Entramos no refeitório e vamos até a fila para pegarmos o nosso lanche. Já com o mesmo em mãos, vamos até a mesa que eu sempre fico com Kate. Dessa vez Christian vem junto, o que é estranho já que ele sempre some no horário do lanche.

– Anda, me conta o que está acontecendo? — Pergunto, enquanto coloco minha bandeja na mesa e me sento.

– O que?

– Christian, o que tem de errado? — Pergunto. — Você está estranho hoje.

– Não é nada. — Responde incomodado.

– Não vou insistir mais. Se não quer falar, não fala.

Suspiro derrotada.

– Fala casal! — Taylor, amigo do Christian aparece se sentando do meu lado.

– Oi. — Falo sorrindo.

– Caralho Christian! Você acabou com o Jack. Tá todo mundo falando disso.

Cuspo meu refrigerante na hora, cena de filme. Taylor grunhi de nojo e eu arregalo os olhos, olhando para Christian que está sem expressão nenhuma no rosto. O refeitório inteiro está olhando para nossa mesa.

– Você fez o que Christian?

Ele se levanta e passa a mão no cabelo, furioso.

– MAS QUE PORRA, TAYLOR! VOCÊ NÃO CONSEGUE FICAR CALADO NÃO CARALHO? — Christian grita chamando ainda mais atenção para nossa mesa.

Me levanto também, olhando para ele, pasma com tudo que escutei. Não tem cabimento ele querer bater no Jack, eles são amigos até onde eu sei. Que tipo de amigo briga dessa maneira com o outro?

– Por que você fez isso? — Pergunto sussurrando. Estou completamente chocada.

– PORQUE ELE TE BEIJOU PORRA! — Responde gritando enquanto chuta a cadeira.

Fecho os olhos e respiro fundo.

– Christian, calma aí cara. Não é para tanto. — Taylor fala tentando acabar com a discussão.

– NÃO É PARA TANTO TAYLOR? ELE BEIJOU MINHA NAMORADA, CARALHO! — Christian continua gritando, fazendo da nossa mesa o espetáculo do dia.

Calma Anastásia, respira. Esqueça que todos do refeitório estão olhando para você.

– Com licença. — Falo, saindo de perto deles.

Christian me chama mas não dou ouvidos, apenas sigo meu caminho para fora do refeitório. Antes de sair, faço sinais com as mãos quando passo perto da mesa do Jack, pedindo para ele me encontrar lá fora. Ele apenas concorda com a cabeça. Ao passar pela porta vejo Mia e Elliot indo em direção a mesa onde eu estava sentada, devem ter escutado o espetáculo do irmão, eles me olham, e vejo pena no olhar deles. Mia sorri tristemente e Elliot apenas me encara, abaixo a cabeça e saio do refeitório.

Falta apenas cinco minutos para o sinal bater e encerrar o intervalo. Até agora, nada do Jack. Estou pronta para me levantar, quando o mesmo aparece na minha frente.

– Oi. — Fala se sentando do meu lado, no gramado.

– Por que ele fez isso com você? — Pergunto tristemente enquanto aliso seu belo rosto. Dessa vez o Christian, passou de todos os limites possíveis.

Jack faz uma careta fofa, então paro com a carícia.

– Não está na cara Ana? — Pergunta, se encostando na árvore. Expiro e abaixo a cabeça. — Christian passou lá em casa ontem e eu ganhei esses lindos hematomas.

– Eu sinto muito. — Falo, continuando com a cabeça baixa.

– Não sinta. — Ele eleva meu rosto com sua mão, me fazendo dar de cara com radiantes olhos azuis.

– E-eu estava bêbada e ....

– Shh.

Seu rosto está tão próximo do meu, consigo sentir perfeitamente sua respiração. Desvio meu olhar para sua boca, mas volto a encará-lo nos olhos. Percebo que ele também encara minha boca. Molho meus lábios e reparo que ele morde os seus. Uma vontade surreal de querer sentir seus lábios sobre os meus passa pela minha cabeça. Eu quero beijá-lo? Sim, eu queria. Na verdade quero, mas...

– Um sorvete pelos seus pensamentos, linda.

Rio pelo nariz.

– Opa, sorvete? Tou dentro. — Rio e ele também ri. — Com certeza meus pensamentos valem mais que um sorvete. Talvez dois.

Ele ri e eu lhe mostro a língua. Tão madura.

– Acho que ele gosta de você.

Franzo o cenho.

– Oi?

– O Christian, ele deve gostar de você.

Começo a rir e nego com a cabeça.

– Ele não gosta de ninguém. Todos sabem disso. Olha só para você, — Aponto para o seu rosto. — Christian é seu "amigo"– Faço aspas com a mão. — e te deixou assim, todo arrebentado!

– Não é assim também, né? — Fala ofendido.

Me seguro para não rir.

– Desculpa.

– Tudo bem Ana. Mas o Christian é assim mesmo, meio impulsivo.

– Meio impulsivo? — Rio. — Christian é um babaca mimado. Ele fica com quem quer, na hora que quer. Mas quando eu fico com alguém, olha o que acontece? Faça me o favor Jack! — Falo irritada.

– Ele fez isso por uma única razão, você. Não sei como você ainda não percebeu o quanto ele gosta de você.

– Se ele realmente gostasse não ficaria com outras garotas. Christian não me respeita e nunca vai me respeitar se eu só ficar abaixando a cabeça para ele. Eu já estou cansada disso. — Falo enquanto respiro e expiro.

– Você realmente conhece o Cristian?

– Não.– Expiro, deitando minha cabeça em seu ombro.
(...)


Junto todos os meus matérias o mais rápido possível. Não quero ter que falar com ele.

– Anastásia, precisamos conversar.

É só falar no diabo...

– Não tenho nada para conversar com você! — Pego minha mochila e coloco nas costas. — Licença.

– MAS QUE PORRA! O QUE EU FIZ DE ERRADO AGORA? — Grita.

Finjo que não é comigo e caminho até a porta. Bom, eu tento ir até a porta mas Christian segura meu braço, me impedindo.

– Tira as mãos de cima de mim! — Rosno.

– Ele pode te tocar mas eu não posso? — Pergunta, rindo sem humor.

– Por que bateu nele afinal?

– E-eu não sei... e-ele te beijou, quando eu disse para ele ficar longe de você e-e... — Christian fala gaguejando. É a primeira vez que o vejo gaguejar. Se a situação não fosse séria, seria engraçado. Na verdade, seria engraçado se não fosse trágico.

– E? — Insisto.

– AH PORRA!

Respiro fundo e tiro sua mão delicadamente do meu braço.

– Eu tenho que ir.
(...)

POV Christian Grey

Mas que inferno! Eu não sei o que deu em mim naquela hora. Estava possesso. Quando dei por mim já tinha fodido o rosto do Jack. Até aí tudo bem, eu tinha apenas extravasado minha raiva. O pior, foi ter que ver a Anastásia conversando com o filho da puta do Jack no intervalo. Eu segurei ele o máximo que pude, mas acabou que o desgraçado foi ao encontro dela. Vê-los juntos me enojava, então fui ao encontro da Lindsay — A garota da vez. — e a puxo para quadra. Nada melhor do que uma rapidinha para tirar esse estresse todo.
(...)

– O que você tá fazendo aqui? — Pergunta. Me desvio dela e adentro a casa. — Saí! — Aponta para a saída.

– Precisamos conversar!

– Eu já disse que a gen...

A calo com um beijo. Ela tenta se afastar mas não deixo, colando ainda mais seu corpo no meu. Anastásia entreabre os lábios, me permitindo aprofundar o beijo. Sua mãos que estavam no meu peito, tentando me afastar, sobem e puxa o meu cabelo com força me fazendo gemer, sinto ela sorrir. Safada! Enrosco minha língua na sua, e começamos uma intensa batalha. Terminamos o beijo por falta de ar.

– A gente pode conversar?

– Eu já disse que não tenho nada para conversar com você! Que saco! — Fala, limpando a boca.

– Eu não quero ficar assim com você, gatinha. — Tento alisar seu rosto. Tentativa falha já que ela se afasta. — Ah! Qual é?

– Só porque eu te conheço e sei que você vai ficar torrando a minha paciência!

Ela vai em direção as escadas e sobe nas mesmas, a sigo e entramos no seu quarto. Me sento na sua cama e bato nas minhas coxas pedindo para que Anastásia se sente, mas ela não o faz.

– Fala logo o que você quer e some!

– Não tem muito o que se falar. — Falo, olhando no mar do seus olhos. — Só fui tirar satisfação.

– Tirar satisfação de que? E por que você bateu nele?

– Do beijo. — Dou de ombros. — E a surra, ele mereceu!

– Mereceu? Mas que inferno Christian. — Ela começa a andar de um lado para o outro. — Qual foi a necessidade daquilo tudo? Ele não fez nada. Você é um idiota, — Aponta para mim. — eu não aguento mais isso tudo. — Fala suspirando, enquanto se senta no seu Puf rosa.

– Calma gatinha. Ele mereceu sim, você sabe disso. Eu avisei e ele não me escutou. Ninguém mexe com algo que é meu e saí impune. — Falo me agachando na sua frente.

– A QUESTÃO É QUE EU NÃO SOU SUA PROPRIEDADE CHRISTIAN! VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO DE TER FEITO O QUE FEZ! — Grita explodindo. Me levanto e começo a passar as mãos pelos meus cabelos.

– Para de gritar caralho. — Peço enquanto me controlo para não gritar também. — Eu já entendi que eu vacilei e tal. Agora calma, e vamos esquecer, que já era. — Falo suspirando.

– Já era? — Ri sarcasticamente, enquanto nega com a cabeça. — Christian, você fica com quem bem entender e eu não ligo. Agora quando eu fico com alguém você faz aquilo. O que você tem na cabeça? — Pergunta me fuzilando.

– Eu sou assim, gatinha. — Dou de ombros.

– Ninguém é assim. — Balança a cabeça. — E eu não sei qual é a necessidade de vocês, garotos, resolverem tudo na porrada. Coisa ridícula. — Fala revirando os olhos.

– É coisa de homem. — Dou de ombros.

– Vocês me enojam!

– Não tô mais afim de brigar. — Abraço sua cintura, a trazendo para mais perto de mim.

– Você é estranho.– Sussurra, deitando sua cabeça em meu obro.

– E você é muito difícil.
(...)

"O ciumento passa a vida a procurar um segredo, cuja descoberta lhe destruiria a felicidade."
– Axel Oxenstiern.

Notas finais
Gostaram? Comentem meninas. Mereço recomendações? Reparam que toda as brigas deles, no final eles ficam juntos? Eu rio muito enquanto escrevo as cenas de discussões deles. Beijos e até a próxima. Link da Fic: https://fanfiction.com.br/historia/652776/LearningToLove/