Gotta Be You
14 Capítulo 14
Notas iniciais
POV Christian Grey
Estou terminado de almoçar quando um garoto, de pelos menos uns sete/oito anos aparece do nada na cozinha me assustando.
Levanto minha sobrancelha e encaro bem a figura á minha frente.
– Noah? Cadê você querido? — Escuto minha mãe chamar. Então ela aparece na cozinha e me vê com o tal Noah. — Te achei menino.
Olho para minha mãe com cada de "Que porra é essa?", ela sorri para mim e fala que Noah irá passar a tarde conosco.
– Seja legal com ele, Christian. — Fala mexendo no cabelo do garoto. — Noah é filho de uma amiga minha, a Alexis.
– Tia da Melanie? — Pergunto curioso.
– Essa mesma.
Melanie... Gostosa pra porra! Melhor boquete da minha vida. Como esquecer?
– É só o mule... garoto não me atrapalhar na hora que a Anastásia chegar. Alias cadê a Mia e o Elliot? — Falo procurando os dois, só os vi na hora do almoço, depois disso não os vi mas.
– Ela vai vim aqui hoje? — Minha mãe pergunta toda alegre. Desde quando ela gosta da Anastásia? — Por que você não me disse antes? Eu poderia ter preparado alguma coisa ou ter pedido para Gail prepa...
– É só para um trabalho da escola mãe. Nada demais! — A interrompo.
– Mesmo assim Christian. — Fala me fazendo revirar os olhos. — E os seus irmãos não estão em casa, saíram com alguns amigos. E falando do Noah tenho certeza que ele irá se comportar. — Ela olha para o moleque. — Não é querido? — Ele apenas assente e sai da cozinha.
Termino de almoçar e vou ver o que o Noah está aprontando, já que minha mãe está arrumando algumas coisas em seu quarto. O procuro por todos os lugares, menos um. Esse garoto não pode ter.... FILHO DA PUTA! Corro para o meu quarto, e vejo que todos os meus DVD'S estão no chão, espalhados. O filho da puta bagunçou tudo. Horas e horas colocando aquelas porras em sequência. Para simplesmente um pirralho vim e bagunçar tudo.
– Vou contar até três para você sumir da minha frente! — Falo tentando me controlar.
Respiro e expiro, varias vezes. Meus dedos já estão brancos por causa da força que estou fazendo, já que estão fechados em punho. Então escuto passos rápidos e me viro para correr atrás do filho da puta, mas meu celular toca, me impedindo. Caminho até minha cama e pego o aparelho e atendo sem ao menos ver quem é.
– Quê que foi?
– Geralmente que responde na grosseria sou eu mas... tudo bem.– É a Anastásia.
– Ah, é você. — Me sento na cama.
– E quem seria?
– Sem perguntas, vá direto ao assunto. — Falo direto.
– Eu vou mais cedo para sua casa, Christian. Meu pai vai chegar as oito, então acho melhor não chegar depois dele.
– Tudo bem. — Expiro.
– Aconteceu alguma coisa aí? Tá nervosinho.– Fala rindo.
– É que... quando você chegar você vai ver.
Ela ri do outro lado da linha, a acompanho. Sua risada é contagiante.
– Até daqui a pouco Christian.– Fala se despedindo.
– Falou. — Falo desligando.
(...)
A campainha toca e minha mãe atravessa a sala igual ao flash, fazendo Gail e Noah rirem.
– Ana. — Beija a morena. — Tudo bem querida?
– Sim e você Grace?
– Estou bem sim, obrigada. Christian está jogado no sofá. — Aponta para mim. — Levanta daí, menino!
Reviro os olhos e descruzo as pernas, me esparramando ainda mais no sofá. Tem coisa melhor do que fazer raiva na sua mãe?
– Não se preocupe Grace, eu conheço a peça. — Anastásia fala caminhando até mim.
– Meu note tá lá em cima. Vamos ficar no meu quar...
– Oi.
Mas esse menino não tava dormindo?
– Quem é esse? — Anastásia se vira para encará-lo.
– Eu sou o Noah. — A peste fala sorrindo para ela, que devolve o sorriso. Reviro os olhos. — Você é bonita. – Então ele beija o rosto dela e saí correndo. Até ele percebeu que a Anastásia é bonita, e eu só fui perceber agora. Caralho!.
– Ainda vou pegar ele. — Falo me levantando do sofá.
– Então ele é o culpado de todo o seu mal humor?
– Sim.
Anastásia cai na gargalhada. Nego com a cabeça.
– Eu amo esse menino. — Fala em meio as risadas.
– Que seja. — Pego sua mão, e a puxo escada á cima. — Vamos logo começar essa porcaria de trabalho.
Entramos no meu quarto, e Anastásia joga sua mochila na minha cama.
– Tá com fome? Aceita uma água, suco? — Pergunto, pegando meu notebook.
– Christian Grey sendo educado? Milagres realmente são reais. — Fala debochando. — Mais mesmo assim não, obrigada.
Dou de ombros e me sento na cama, colocando o notebook no meu colo.
– Ele é seu primo? — Pergunta se sentando do meu lado.
– Nem morto. Noah é filho de uma amiga da minha mãe.
– Achei ele fofo.
Cerro os olhos, encarando-a. Ele só pode tá zoando com a minha cara. O moleque é o capeta em forma de gente.
– Tá de sacanagem né?
– Não. — Ri. — Ele é uma gracinha, Christian.
– Eu sou uma gracinha. Não ele! — Falo sorrindo.
– Tava demorando. — Revira os olhos. Rio e beijo sua bochecha.
– Mãos á obra gatinha!
(...)
– Vem comer com a gente Noah! — Anastásia o chama.
– Deixa o menino lá! — Falo irritado. Esse menino é uma peste.
– Cala essa boca Christian. — Sussurra. — Você gosta de pipoca Noah? — Pergunta sorrindo para a peste.
– Não! Ele gosta de piroca! — Falo rindo.
– Cala a boca! — Range os dentes. A gatinha tá bravinha.
– Vem calar. — Falo malicioso.
Ela me mostra o dedo do meio e sai pela porta do quarto. Minutos depois volta de mãos das com Noah.
– Que liberdade é essa moleque? Tira as mãos da minha gatinha!
Ele ri, e Anastásia revira aquelas bolas azuis.
– Você namora ele Aninha? — Pergunta, curioso. Aninha? Que porra é essa?
– Vem cá gatinha. — Pego a barra da sua blusa e a puxo para o meu colo.
– Assim parecem namorados. — Noah fala se sentando na ponta da cama de cara fechada. Anastásia se levanta e vai até o garoto. Não acredito que vou ter que dividir atenção com um pirralho de oito anos!
(...)
POV Anastásia Steele
– Quando você crescer quem sabe. — Beijo seu rosto. Noah me pediu em namoro. Me seguro para não rir da cara do coitadinho.
– Agora vaza daqui! — Christian vai empurrando o garoto até a porta do quarto, e fecha a mesma na cara do menino.
– Você é muito idiota! — Nego com a cabeça. Christian quando quer, saber ser insuportável.
– E você só dando confiança para o garoto. Não percebeu que ele tava fazendo aquilo para me irritar? — Pergunta revirando os olhos.
– Christian o mundo não gira ao seu redor. Nem tudo que todos fazem é para te provocar. E oh! Nem tinha percebido. — Debocho. Para que eu fui falar isso? Christian vem correndo até mim, me levanto em um pulo e corro até o banheiro, bom, eu tento. Ele acaba me alcançando na metade do caminho e me prensa na parede. — É-é melhor a gente continuar o-o... — Ele nega com a cabeça e me dá um selinho.
Ele me puxa para mais perto e olha no fundo dos meus olhos. Eu me encontro com os mais brilhantes e claros olhos cinzas. Seus olhos de uma cor tão profunda capturam os meus, ele olha para mim, através de mim, como se cavasse minha alma, me enervando, como se fosse um foco de luz me puxando das profundezas até a superfície. Estou completamente hipnotizada. Ele morde os lábios desviando minha atenção dos seus olhos para sua boca. Eu estou com muita vontade de beijá-lo. Ele enterra cabeça no meu pescoço e começa a dar leves beijos no mesmo, me fazendo gemer, logo depois chupões que com certeza ficarão marcados, começar a fazer uma trilha de beijos até o canto da minha boca, onde ele para e me olha, como se me pedisse permissão. Eu assinto e ele chega ainda mais perto se possível, roçando seus lábios nos meus. Estou ficando louca, ele me dá um selinho demorado, logo depois começamos um beijo intenso, cheio de desejo e luxuria. Ele pede passagem com a língua e eu cedo. Sua língua explora todos os cantos da minha boca, começando uma intensa batalha com a minha. Nos separamos quando o beijo é necessário, mas logo começamos outro, mais intenso ainda. Ele passa as mãos na minha barriga, subindo para os meus peitos, mas ele passa direto, parando a mão na minha nuca. Ele faz impulso com a outra mão, e eu entrelaço minhas pernas na sua cintura, e ele me imprensa ainda mais na parede. Paramos de nos beijar e eu mordisco sua orelha e desço beijando seu pescoço, o fazendo soltar um gemido. Meus dedos brincam com o seu cabelo enquanto sua mão aperta minha bunda sem pudor algum. Esse filho da mãe tem uma pegada.... Paramos o beijo por falta de ar. Antes de me colocar no chão, Christian rouba um selinho meu.
– Agora podemos continuar com o trabalho, gatinha. — Fala sorrindo maliciosamente.
Meus Deus! O que eu quase fiz?!
(...)
"Beijos não são contratos e presentes não são promessas."
– William Shakespeare.
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