Gotta Be You
12 Capítulo 12
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
Escuto um pigarreio e me afasto de Christian, ofegante. Arregalo os olhos e sinto minhas bochechas esquentarem. Meu Deus!
– Sem contato físico nos corredores da escola. — Diz o supervisor á nossa frente.
Quero cavar um buraco e me esconder lá dentro. Que vergonha! Escondo meu rosto entre minhas mãos e escuto a risada de Christian.
– Não vai mais acontecer, senhor Fanning. — Christian fala me puxando para mais perto.
– O aviso já foi dado. Se eu ver novamente, vocês vão assinar uma advertência. Principalmente você Grey. — Fala apontando para Christian, que revira os olhos.
– Nós entendemos. — Falo ainda envergonhada com toda essa situação.
– Eu espero que sim. — Fala nos reprovando com um olhar nada simpático.
O diretor se afasta. Abraço Christian, escondendo meu rosto no vão do seu pescoço. Sinto o seu incrível perfume, amadeirado com sais de banho, fecho meus olhos, suspirando. Se ele não fosse quem ele é, eu até me apaixonaria. Seu beijo é maravilhoso.
– Se eu soubesse que o beijo seria assim, eu já tinha roubado. Você me surpreende cada vez mais gatinha. — Fala beijando minha bochecha.
– Cris-Christian... cala essa boca! Você tá me deixando ainda mais constrangida do que eu já estou. — Falo o fazendo rir.
(...)
Kate me encarou a aula inteira. Assim que dá o intervalo, me levanto e vou até ela, quero saber o porquê dela estar me olhando assim.
– Oi. — Sorrio para minha amiga.
– Belo beijo.
– Ham? — Franzo o cenho.
– Todo mundo já sabe, Ana. Por que não me contou que você e o Grey estão namorando? Pensei que não houvesse segredos entre nós. Bela amiga você! — Fala rudemente. Ela está chateada, vejo isso nos seus olhos.
– Kate, e-er, er... Foi tudo tão rápido, não deu para mim te contar e eu não estou namorando com ele! Foi só um um beijo.
– Você vai sofrer, Ana. Christian não é para você, sabe disso. — Fala me olhando tristemente?
Não sei porque, mas doeu ouvir isso. Eu não sinto nada por ele, sei disso, mas saber desse jeito não é nada legal.
– Eu sei Kate. — Suspiro e abraço minha amiga. — Senti saudades.
– Eu também. — Fala correspondendo ao meu abraço.
Vamos para o refeitório e sentamos no lugar de sempre. A única coisa que mudou foi que desde que eu entrei, a maioria dos olhares são voltados á mim.
– Tem algo errado comigo? — Pergunto para Kate, olho minhas roupas vendo se tem algo sujo ou algo do tipo. — Tem alguma coisa nos meus dentes? — Mostro meus dentes para ela, que revira os olhos.
– O Grey.
Tombo a cabeça, como assim? O que ele tem haver com os meus dentes?
– Ele nem tá aqui! Deve está por aí comendo alguma garota. — Passo a língua nos dentes, limpando qualquer vestígio de resto de comida... Mas eu nem comi nada. Espera, acho que entendi agora o que ela quis dizer.
– O beijo de vocês. — Sabia. — Para a maioria aqui — Aponta para todos á nossa volta. — vocês estão juntos.
– Aaaah... — Suspiro. — O beijo.
Mordo os lábios pensando em quão perfeito o nosso beijo foi. De pensar que ele beija todas daquele jeito. Argh! Me dá nojo.
– Ana?
– O quê? — Respondo com certa grosseria.
– Grossa! Seu garoto problema está vindo.
Franzo a testa.
– Garoto o que?
– Oi gatinha. — Christian chega beijando minha bochecha. Limpo o beijo com a manga do meu moletom.
– Por que limpou? — Pergunta se sentando na cadeira do meu lado.
– Não sei por onde essa boca passou. — Viro a cara.
– Isso tudo é ciúmes? — Pergunta rindo.
– O quê? — Pergunto incrédula.
Ciúmes? Pelo visto vejo que além de cigarro, Christian usa algum tipo de droga, porque eu com ciúmes dele? Iludido.
– Gatinha eu sou só seu. — Acaricia meu rosto e beija a ponta do meu nariz. Dou um tapa na sua mão, a afastando do meu rosto. Coloco meus braços sobre a mesma e coloco minha cabeça sobre eles.
– O que deu nela? — Escuto Christian perguntar para Kate, que não responde nada. — Mulheres...
(...)
Christian ficou me enchendo o saco a aula inteira. Até rabiscar o meu rosto ele rabiscou!
– Gatinha você está estranha.
Acaricia o meu rosto.
– É coisa da sua cabeça.
– Depois do beijo você fi...
– Esquece aquele beijo, Christian! — O corto.
– Eu sabia! — Estala os dedos.
– O q...
Christian começa a me dar vários selinhos.
– Que nojo! — Viro o rosto, e ele continua, agora beijando meu pescoço. — Christian para!
– Só — Beija minha bochecha. — se — Beija minha outra bochecha. — me contar porque você está assim. Você não é desse jeito, gatinha. — Termina de falar beijando o meu nariz.
Como se ele realmente se importasse com isso.
– Eu estou carente. Coisa minha. — Abaixo minha cabeça.
– Eu sei como resolver isso. — Ele me puxa pela cintura e eu o belisco. — Meu braço, caralho!
– Não é esse tipo de carência idiota! Estou carente de carinho maternal. Tenho saudades da minha mãe. — Que saudades de você dona Carla.
– Aaaah sim.
Murmuro um "seu bobo." e ganho dois selinhos.
– Você está se aproveitando demais desse "rolinho" de mentira. — Falo olhando para ele.
– Mas essa é a intenção. — Fala malicioso.
Abro a boca em um perfeito "O" e Christian ri. Já disse que ele tem uma risada muito gostosa? Nego com a cabeça ainda o encarando.
– Christian, eu tenho que ir. Meu pai deve estar achando estranha essa minha demora para sair da escola então...
– Tudo bem gatinha. — Beija minha testa. Pego minha mochila e a coloco nas costas. Christian acende seu passaporte para morte, logo o tragando. Reviro os olhos e saímos de mãos dadas.
– Eu vou sair primeiro. — Solta minha mão e eu concordo. — Falou gatinha. — Me beija. — Minha gatinha. — Fala piscando.
Nunca vi pessoa mais retardada do que essa. Espero uns três minutos depois que ele sai, e vou até o carro do meu pai.
– Demorou princesa. — Meu pai fala, dando partida no carro.
– Acabei me distraindo com a Kate. — Falo mentindo descaradamente.
Christian, Christian. Até mentir por você já estou mentindo. De uma coisa eu sei, essa história não vai terminar bem! No que você foi se meter Steele?!
Ele assente e me deixa colocar o CD do Justin Bieber.
(...)
– Christian as pessoas não pegar o meu celular para ver se você me liga antes de dormir. — Falo revirando os olhos.
– Não tou nem aí, gatinha.
– Vou dormir. — Falo já impaciente.
– Não! Não me deixa sozinho, gatinha. Você não pode fazer isso com o seu...
– Aí que saco! Deixa eu dormir Christian. — Reclamo o cortando.
– Estou me sentindo magoado. Já que você não quer falar com o seu NAMORADO desliga o celular. — Christian fala dramatizando e gritando a última parte.
Desligo o celular e grito de raiva. No que eu fui me meter.
– Kate me socorre? — Mando um áudio e aguardo minha amiga ouvi-lo.
– O que aconteceu Ana?– Pergunta com a voz de sono. Parabéns Anastásia, você a acordou e agora vai ter que escutar a ladainha.
– É o Grey. — Falo me ajeitando na cama.
– Engraçado que quando eu falava você vivia dizendo: " Ai chega de Christian, por favor!". Agora quem vai dizer isso sou eu! CHEGA!– Fala praticamente gritando, me assustando.
Encaro o celular, como se estivesse encarando a própria Kavanagh.
– Calma Kate.
– Calma nada! Eu sabia que isso podia acontecer, eu sabia!
– Sabia do que? — Kate está louca.
– Que você iria começar a gostar dele, é sempre assim...
– Pirou Kate? Eu gostando do Grey? Christian Grey, o cara mais imbecil, idiota e vagabundo do colégio?– Pergunto pasma.
– Sim, esse mesmo.
– Ah para! Fala sério Kate. — Falo irritada.
– Não se apegue, Ana. Ele não presta. Christian Grey não presta. Não quero ver você chorando por ele depois.– Kate fala tão sério, que chega á me assustar.
– Fica calma, isso não vai acontecer Kate.
– Então esquece ele e vai dormir.
– Tudo bem... Boa noite Kate. Amo você.
– Boa noite Ana. Eu também amo você. Beijo.– Fala se despedindo.
De onde essa menina tirou que eu estou me apaixonando pelo Grey? Isso nunca vai acontecer.
(...)
"A beleza que seduz poucas vezes coincide com a beleza que faz apaixonar."
– José Ortega y Gasset.
Fale com o autor