Gotta Be You
11 Capítulo 11
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
Assim que Christian entra na rua da minha casa, vejo meu pai descer do seu carro. Posso jurar que arranco um pedaço do braço do Grey, porque finco minhas unhas na sua pela em sinal de nervosismo. Meu pai nem em pensamento pode saber que eu saí, muito menos com o Christian.
– Tudo bem que você está com raiva de mim... — Ele respira fundo. — MAS PORRA! TÁ ME MACHUCANDO CARALHO!
O encaro nervosa.
– Aquele é o carro do meu pai, Christian. — Aponto para o Audi preto que está á pouca distância de nós. — Ele deve ter ficado preocupado com a ligação e veio ver se preciso de alguma coisa. O que eu faço? — Falo tentando me acalmar, em vão.
Estou desesperada.
– Calma gatinha.
Me seguro para não acabar com a raça dele aqui mesmo, se meu pai não estivesse a ponto de entrar em casa, mataria Christian agora mesmo. Eu detesto esse apelido asqueroso que ele me deu. Respiro várias vezes tentando me acalmar.
– Eu tenho que entrar Christian, e tem que ser agora.
– Fala que foi na cada da Kate ou de alguma outra amiga sua. — Fala tranquilamente, me irritando.
– Não gosto de mentir para os meu pais, Christian.
Ele revira os olhos.
– Entra pelos fundos então.
– Como?
– Entrando ué. — Fala simplesmente.
– Nossa, valeu em! Muito obrigada pela ideia maravilhosa, você está de parabéns Grey. — Falo derramando ironia em cada palavra. Abro a porta do carro e saio do mesmo, ele sai logo depois. — Pode ir embora, não preciso de você, eu me viro!
Christian não liga para o que eu digo e continua andando lado-a-lado comigo até o jardim que fica em frente á porta da minha casa. Demos a volta e entramos pela área de serviço, a chave está embaixo do tapete que decora a entrada da casa. Vou na frente, puxando Christian junto. Escuto o barulho de chuveiro ligado, meu pai deve está tomando banho. Corremos para o meu quarto, a porta não está aberta, talvez o meu pai não tenha ido checar se eu estava ali. Abro a porta e adentramos no cômodo. Christian vai em direção ao banheiro. Entro no closet, me dispo rapidamente e visto o meu pijama. Assim que saio, o avisto deitado na minha cama.
– Idiota! Meu pai pode aparecer a qualquer momento, e você aí? Deitadinho? Como se estivesse na sua casa? — Sussurro irritada, para não ter perigo do meu pai ouvir.
– Vem cá gatinha. — Faz um jeito com as mãos para mim ir até ele. — Relaxa, o velho num v...
Escutamos alguém bater na porta.
– Ana, está acordada? — É meu pai. — Recebi sua ligação e fiquei preocupado. Aconteceu alguma coisa?
Engulo em seco. Aponto para o closet, e Christian corre para lá fechando a porta.
– Pode entrar papai. — Falo, enquanto entro debaixo das cobertas. Meu pai adentra o quarto, ele está usando seu robe. Ele vai dormir aqui hoje? — Como o vovô está?
– Não posso dizer que está bem, porque ele não acordou ainda.
– Ah. — Abaixo a cabeça.
– Mas por que me ligou? Eu não escutei praticamente nada, só algumas vozes. Você saiu ou alguém veio aqui? — Pergunta se aproximando da cama.
– Não! — Exclamo assustada, fazendo-o me olhar com a testa franzida. — Hm... eu estava vendo um filme quando te liguei, deve ser por isso ô negócio das vozes. E meu celular descarregou bem na hora então...
– Ah sim. Pelo menos não é nada grave, certo?
Assinto.
– Certo.
Papai beija minha testa e sai do quarto, fechando a porta. Suspiro. A porta é aberta novamente me assustando.
– Esqueci de falar que vou passar a noite aqui. — Sorri. — Boa noite princesa.
– Boa noite papai.
Ele fecha a porta e dou graças a Deus. Deu tudo certo e ele não desconfiou de nada, mais essa foi por pouco. Levanto e caminho até o closet, abro a porta e encontro Christian sentado com a cabeça encostada entre os seus joelhos. Faço um barulho com o pé, assim que nota minha presença se levanta.
– Então quer dizer que você é a princesinha do papai? — Pergunta debochadamente. Filho da mãe!
– Christian na boa, não enche. Agora vai embora antes que meu pai volte aqui e pegue você no meu quarto.
Christian balança a cabeça em negação, estalando a língua no céu da boca. Era só o que me faltava! Ele caminha até a porta, passa a chave na mesma e me encara com um sorriso malicioso no rosto.
– Gatinha não pode, mas princesa pode? — Fala se aproximando.
Reviro os olhos e me jogo de braços abertos na cama.
– Você não vai dormir aqui de novo não né?
– Vou sim. Para vossa alegria, majestade. — Se curva rindo, me fazendo rir também.
– Palhaço!
Ele ri e me empurra um pouco, deitando na cama, ficando de frente para mim.
– Você está fedendo Grey! — Reclamo por causa do cheiro. — Por Deus.
Ele se aproxima ainda mais, ficando a poucos centímetros de distância. Tampo o nariz, Christian fede a bebida e a cigarros.
– Você é muito fresca garota.
– Vai embora, por favor. — Peço manhosa. Nega com a cabeça, alisando o meu rosto. — Que saco! Virou chiclete em Grey. — Falo rindo fazendo o mesmo revirar aqueles lindos olhos. — Pelo menos vai tomar um banho garoto.
– Ainda não sei porque perco o meu tempo com você. — Fala se levantando, indo em direção ao banheiro.
O que foi que eu fiz? Garoto bipolar, eu em.
Me cubro com várias cobertas, a madrugada está fria apesar do aquecedor. Viro para o lado e me aconchego no meu travesseiro. Um tempo depois, escuto a porta do banheiro ser aberta. Sinto o colchão afundar atrás de mim, deduzo ser ele. Christian passa seus braços torneados pela minha cintura e me puxa para mais perto de si.
– Desse jeito parecemos um casal. — Tento me afastar, mais o mesmo não deixa.
– Eu gosto de ficar agarradinho com você.– Sinto minhas bochechas esquentarem. Ainda bem que ele não pode ver o meu estado de vermelhidão, ele morde o lóbulo da minha orelha, me arrepiando. — Aposto que está coradinha. — Fala rindo.
Eu odeio esse menino, principalmente essas sensações que ele desperta em mim. Christian afrouxa os braços e eu me viro, ficando de frente para ele. Nossos rostos estão tão próximos, consigo sentir sua respiração pesada.
– Eu queria te beijar, mas não sei onde está a sua bo...
O Calo com um selinho.
(...)
POV Christian Grey
Passo a língua em meus lábios, sentindo o gosto dos seus. Nada mal gatinha, nada mal!
– Isso foi só um selinho de nada! Meus avós beijam melhor que isso. — Reclamo.
– Boa noite Christian.
Anastásia deita sua cabeça em meu peito nu, e abraça minha cintura.
– Boa noite gatinha. — Sussurro, beijando sua cabeça.
(...)
Fico observando Anastásia dormir, até que ela é bonitinha. Vendo-a de perto consigo ver suas poucas sardas, que eu nem sabia da existência. Acaricio o seu rosto e lhe roubo um selinho. Ela não se mexe, tem o sono pesado demais. Os meninos tinham razão quando disseram que ela é linda, eu que não quis acreditar. Seu rosto levemente corado, seus lábios avermelhados a deixam ainda mais linda. Essa garota me traz sensações estranhas.
– Gatinha? — Chamo-a, distribuindo beijos por todo o seu rosto. Ela murmura alguma coisa estranha e se encolhe ainda mais se possível na cama.
– Vai dormir Chris.
– É a primeira vez que você me chama assim, pelo o meu apelido. — Sua voz está rouca e lenta, meu nome sai como um gemido de sua boca. Imagino ela gemendo o meu nome na cama, enquanto a fodia com força...
– Aah. — Fala ainda de olhos fechados.
– Eu vou embora. — Já estou pensando coisas demais.
– Mais já? Fica mais um pouquinho. — Fala abrindo aqueles olhos que me hipnotizam toda vez os vejo, são incríveis. Estica o braço em minha direção, acariciando meu rosto. Sorrio com a língua entre os dentes.
Anastásia franze a testa.
– Você nunca pediu para eu ficar.
Ela cora e tira a mão do meu rosto.
– É melhor você ir mesmo. — Fala nervosa.
– Me beija que eu fico.
–A Leila mora aqui perto, vai lá e beija ela! — Se levanta, calça suas pantufas de coelho e vai em direção ao banheiro. Ela parece um bebê com essas pantufas. Rio com o pensamento. Aproveito para colocar minha blusa e calçar meu vans. — Pensei que já tinha ido. — Fala saindo do banheiro.
– Eu já to indo. — Falo me levantando da sua cama.
– Ah, e fala para sua amiguinha que quem vive atrás de mim é você e não o contrário.
– Quê? — Franzo a testa.
Do que ela tá falando?
– A Leila ué.
– Ela te ameaçou ou algo do tipo?
– Mais ou menos.
Então a vadia da Leila está com ciúmes? Isso é ótimo, já sei como tirar ela do meu pé.
– Pode deixar que eu dou um jeito nisso.
– Como? — Cruza os braços me encarando. Me sinto tentado á olhar para o leve decote do seu pijama, mais me controlo. Os peitos dessa garota não são de Deus não.
– Na escola você vai ver. — Pisco e saio do quarto.
(...)
Estou sentado no banco de sempre com os garotos. Não demora para quem eu queria que chegasse aparecer.
– Oi meninos. -Sorri para todos. — Christian.
Aceno com a cabeça;
– Eu quero falar com você, em particular. Pode ser?
– Claro Leila. — Fomos a quadra da escola, que está meio vazia. — O que você quer?
Leila se aproxima de mim e passa seus braços em volta do meu pescoço.
– Ainda pergunta baby? — Morde os lábios, se inclinando para me beijar.
Reviro os olhos. Cadê a Anastásia que não aparece?
– O que está acontecendo aqui?
Falando nela...
– Sai daqui encosto! — Leila fala revirando os olhos e me dando um selinho.
– Sai de perto dela agora, Christian!
A expressão no rosto de Leila é hilária! Eu sorrio internamente. Finalmente vou me ver livre dessa vadia.
– Você escutou né? Me esquece caralho! — A empurro e caminho até Anastásia. — Amor, você demorou. — Aliso seu rosto e beijo sua testa. — Tenho que me controlar para não rir da cara de Leila.
– Amor? — Leila pergunta boquiaberta. — Você não pode tá falando sério, Christian.
Dou de ombros, pego a mão de Anastásia, entrelaçando nossos dedos.
– Para com esse showzinho ridículo, Chris. — Reviro os olhos. Mais que garota insuportável.– Você tá com ela mesmo? — Pergunta desacreditada. Concordo com a cabeça sorrindo. — Mas e ontem na festa? A gente fi...
– Pois é, mas Leila não leve á mal... você não é para mim entende? O que eu queria você já me deu.– Falo piscando.
– Eu não acredito que você vai me trocar por essa coisa aí. Olha bem para ela Christian, faça me o favor! — Fala controlando as lágrimas que insistem em querer cair.
– Ele já trocou querida, agora deixa a gente em paz tá legal? — Anastásia fala debochadamente. Até que Anastásia não é tão certinha assim como eu pensei que fosse.
– Você vai se arrepender Grey. — Aponta para mim. — Não duvido que assim que você virar as costas ele corra para outra. — Olha para Anastásia com desdém. — Afinal, ele é Christian Grey, o maior pegador desse colégio.
– Ele não é louco. Eu corto o que ele mais tem de orgulho. — Fala me fazendo sorrir. Ela não é louca, afinal é só uma brincadeira.
– Gatinha raivosa. — Mordo sua bochecha. — Tchau Leila. — Ia me virar para sair e não encarar mais essa vagabunda, quando me lembro do que ela falou para Anastásia. — E ah... — Aponto para ela. — Vê se fica longe da minha garota entendeu ? Se eu sonhar que você está a ameaçando, não quero nem ser você, baby. — Dou as costas para ela e puxo a morena para perto de mim.
Escuto um gritinho de reprovação de Leila, sorrio satisfeito.
– Eu corto o que ele mais tem de orgulho. — Imito Anastásia, que me dá uma cotovelada. — Ai caralho!
Anastásia revira os olhos, me irritando.
– Idiota. Será que ela engoliu?
– Do jeito que você falou, qualquer um que visse acreditaria que temos algum tipo de relação.
– Só quero ela longe de mim. Nada mais.
– E de mim, né gatinha?
– Tô nem ai para você Grey.
– Ah, então é assim? — Pergunto ofendido.
Solto nossas mãos, que até então estavam entrelaçadas, e me afasto dela.
– Volta aqui, Christian! — Grita, atraindo alguns olhares.
– Por que eu deveria? — Pergunto ainda andando, sem olhar para trás.
Até que enfim estou livre daquela imprestável da Leila. Eu sei que ela é gostosa e tal, mas não sabia onde era o seu lugar devido lugar, de preferência ajoelhada chupando o meu pau.
– Porque... p-porque. — Tinha até esquecido que Anastásia tava ali ainda.
Essa também não quero na minha cola, se bem que ainda nem provei, mas ela não faz o meu tipo. Muito intrometida, e nem é tão gostosa assim.
Não escuto mais nada. Cumprimento Melanie, essa sim sabe como dar prazer á um homem. Puta que pariu! Escuto passos rápidos, e me viro para ver quem era. Anastásia.
– Por isso!– Segura o meu rosto e me beija. Uou. Confesso que fico surpreso com sua atitude, mas gostei. Seus lábios são macios e deliciosos. Coloco minhas mãos em sua cintura e a elevo um pouco, sem partir o beijo. Anastásia me beija com carinho e delicadeza. Seus lábios são a combinação perfeita de maciez e rusticidade. Imediatamente a imagino passando pelo meu pai tão frágil e sedento. Sua mão que até estava em minha bochecha, desliza para minha nuca e arranha ali. Lambo seu lábio inferior, tentando aprofundar o beijo. Ela os entreabriu, permitindo. Deslizo minha língua para dentro da sua boca lhe tirando arrepios. Vasculho cada canto da sua boca com vontade. Vou pensar duas vezes antes de julgá-la agora, puta que pariu! Desço minha mão para sua bunda e a aperto com vontade.
(...)
Trocaria a memória de todos os beijos que me deste por um único beijo teu. E trocaria até esse beijo pela suspeita de uma saudade tua, de um único beijo que te dei.
– Miguel Esteves Cardoso.
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