Fabrício não era um garotinho agressivo. Na verdade, todos que o conheciam costumavam dizer que ele era doce, meigo e engraçadinho e, logo em seguida, apertavam-lhe as bochechas até que doesse. Fabrício não gostava muito desse tratamento, mas talvez esta fosse a sina de todas as crianças.

Porém, se havia algo que tirava Fabrício do sério era quando alguém ameaçava seus amigos. E André era seu melhor amigo. E dois meninos grandões, provavelmente uns dois anos mais velhos, estavam ameaçando André no lugar onde eles sempre se encontravam à tarde. Ora se isso não era um absurdo!

"Volte para a sua mansão, seu riquinho esnobe. Essa área é nossa." Disse um dos meninos, apontando um dedo para André, que os encarava em desafio. André não admitiria, mas estava com medo de apanhar. Só que não poderia sair dali como se os dois meninos fossem realmente os donos da rua. Não daria esse gostinho ao ‘inimigo’.

Como faltava apenas atravessar a rua para chegar à praça circular em frente à lomba, lugar onde a cena se desenrolava, Fabrício acelerou o passo, vendo que André respondia alguma coisa e era empurrado por um dos garotos, caindo de bunda no chão com um baque dolorido.

Fabrício conseguiu alcançá-los, segurando firme o skate embaixo do braço.

"O que vocês estão fazendo?" Perguntou, colocando-se na frente de André. "Deixem o meu amigo em paz!"

"Sai da frente, baixinho, ou vai apanhar junto." Disse o outro, estufando o peito para, quem sabe, parecer um pouco mais assustador.

No entanto Fabrício não se deixou intimidar e, vendo que Fabrício não sairia, o menino avançou para empurrá-lo, ou dar-lhe um soco. O que o garoto não esperava, era que Fabrício se desviasse e batesse o skate na lateral de seu corpo, fazendo-o cambalear para o lado até cair ralando uma das pernas magras.

"Vocês não vão ameaçar o meu amigo de novo!" Fabrício exclamou, brabo. Apertava o skate em fúria e fez menção de partir para cima dos dois com tão letal arma. O garoto olhou-o surpreso e se levantou rapidamente, indo aos tropeções até o amigo. Logo os dois já se afastavam covardemente, correndo.

André já havia se levantando, e agora encarava Fabrício em surpresa.

"Obrigado." Disse o loirinho. Ninguém nunca o havia defendido daquele jeito. Fabrício sorriu, mostrando todos os dentes, inclusive as falhas, que esperavam pelos dentes definitivos.

"Não tem de quê." Falou, dando alguns passos e levantando a bicicleta de André, caída no chão. "Eu vou sempre cuidar de ti. Não se preocupe."

"Eu não preciso de cuidados." Retrucou André, torcendo o nariz. "Mas obrigado mesmo assim."

André pegou a bicicleta.

"Vamos?" Perguntou Fabrício, sorrindo travesso. Sorriso que André acompanhou.

"Quem chegar por último é filho do padeiro!" Disse André, saindo correndo para então subir na bicicleta em meio à corrida e seguir pedalando velozmente.

"Mas eu sou o filho do padeiro!" Falou Fabrício, confuso, antes de correr também atrás do amigo, jogar o skate no chão e pular em cima dele, tentando acompanhar o ritmo do loiro.

XxX

Fabrício notava o quanto André parecia perturbado nos últimos dias. Uma semana já havia se passado. Na segunda semana de aula as coisas já começaram a ficar mais sérias. Pararam de ver ‘inutilidades’ em anatomia, e agora já aprendiam sobre as estruturas de cérebro e da medula, e tudo apenas tendia a piorar. Não que isso fosse algo ruim. Era bom, revigorante até, aprender coisas novas.

Porém Fabrício queria descobrir o que atormentava tanto o amigo. André vinha andando bastante com Fabrício, Gabi, Fran e Rafael. Às vezes se bandeava para outro grupinho, mas como por enquanto toda a turma permanecia bastante unida, ainda se conhecendo, isso era apenas normal. O próprio Fabrício vivia se metendo em qualquer grupo de pessoas que via conversando pelos bares da faculdade, ou pelas cadeiras dispostas ao ar livre, ou nos corredores do ICBS.

“Tem algo de errado com o André, tu não acha?” Perguntou o moreno para Fran. Os dois estavam na biblioteca, na área onde ficavam as mesas de estudo. Sentavam lado a lado, enquanto Rafael estudava em silêncio na ponta da mesa, com seu notebook.

“Ele anda meio quieto, mas não sei se esse é mesmo o jeito dele, né? Mas agora que tu falou... Ele parece meio atormentado mesmo.” Fran ponderou, ajeitando os óculos no rosto. Tinha longos cabelos pretos encaracolados e era dona de um corpo extremamente magro; no entanto, era alta e seu rosto era bonito, com algumas sardas no nariz.

“Eu já perguntei, mas ele grunhiu que não era nada.” Fabrício bateu a ponta do lápis sobre o livro de anatomia, aberto na página que mostrava todos os nervos cranianos. “Eu queria que ele fosse na festa amanhã. Tu vai?”

“Tu sabe que não.” Fran desviou a atenção para o livro de histologia. “Eu teria de pegar o trem para vir até Porto Alegre, de noite, e depois não teria como voltar para Novo Hamburgo. E tu sabe que não me sinto bem dormindo em alguma casa que não a minha. Desculpe.”

“Tudo bem, já estou acostumado.” Fabrício suspirou.

“Mas convence o André, oras. Passa na casa dele hoje depois da aula e incomoda ele até ele dizer que vai.” Fran sugeriu num tom distraído, com os olhos sobre o texto que precisava ler antes que a aula de histologia começasse dali meia hora. Ela não precisava realmente ler, mas Fran era uma compulsiva por estudos. “Aproveita, porque daqui algumas semanas não teremos mais tão poucas aulas.”

“É uma boa ideia.” Fabrício ponderou, já mais animado. “Mas eu não sei onde ele mora.”

“Acho que ele comentou que mora na Chácara das Pedras. Mas pergunta para ele, ué.” Fran de novo deu a solução mais óbvia. “Tu sempre consegue arrancar o que quer de todo mundo...”

“Quase todo mundo.” Fabrício replicou, olhando-a seriamente. Afinal, nunca conseguira convencê-la a se mudar de Novo Hamburgo.

“Sou um ser desenvolvido, imune ao teu charme.” Fran balançou a mão em um aceno. “Mas acho que quem acaba de entrar na biblioteca não é. Então aproveite.”

Fabrício sorriu ao ver André chegando e fez um gesto chamando-o para se sentar ali com eles.

XxX

“Ei, Dré!” Fabrício chamou abanando para André, antes que este subisse na moto e fosse para casa, ao final da aula de histologia. André tirou o capacete e esperou o moreno se aproximar.

“O que foi?” Perguntou, franzindo a testa ao ver o outro tão esbaforido. “Quer uma carona para casa?”

“Não dá, não tenho capacete.” Disse. André sabia, só estava sendo educado. “Queria te perguntar onde tu mora.”

“Por que quer saber?” O loiro ergueu uma sobrancelha, estranhando a pergunta deslocada. Até tentou farejar alguma ideia maluca vinda da cabeça morena do colega, mas não conseguiu identificar o motivo da curiosidade súbita de Fabrício.

“Por saber. Vai que algum dia preciso da informação?” Fabrício disse, agitado. “E se algum dia tu desmaiar numa festa, e eu precisar te levar em casa, como vai ser? Ou se tu me ligar no meio da noite depois de um pesadelo, e estiver assustado demais para conseguir explicar onde tu mora???” Colocou drama nas possibilidades. André o encarou como se fosse um psicótico perigoso fugido do hospício.

“Em primeiro lugar.” André começou. “Eu nunca desmaiaria numa festa. Seria indigno demais. Em segundo lugar, por que diabos eu te ligaria no meio da noite por causa de um pesadelo??? E por que diabos tu acha que eu vou ficar todo assustado por causa de um sonho ruim? Não temos mais dez anos de idade, idiota.” Chamar Fabrício de idiota aos poucos se tornava algo natural.

Fabrício fungou, dando a entender que ainda considerava suas hipóteses bastante plausíveis. André acabou se dando por vencido. Que mal havia Fabrício saber onde morava, afinal? Mesmo ele tendo grandes chances de ser um psicopata perigoso... Não, não. André preferiu acreditar que o moreno apenas possuía alguns probleminhas mentais inofensivos.

Acabou dando o endereço, e só assim foi liberado para subir na moto e voltar para casa.

XxX

André resolveu tomar um banho de piscina aquela tarde. A primeira prova da faculdade ainda iria demorar, e havia bastante tempo livre naquele primeiro bloco de horários. Ele geralmente convidava Davi, Lucas, Natália, Tatiana e Leonardo – seus amigos mais próximos – para virem à sua casa passar as tardes quentes, aproveitando a piscina, mas naquela não quis convidar ninguém. Dos cinco, Davi e Natália eram seus amigos mais ‘unha e carne’. E André sabia que mais cedo ou mais tarde Natália iria ligar para enchê-lo de palavrões e deixá-lo surdo, dada a maneira com que tratara Davi. Era só o tempo de Davi criar coragem para contar para mais alguém.

André ainda remoia o que falara. Passara a semana inteira perdendo-se em pensamento, rememorando a forma com que tratara um amigo de tanto tempo. As dúvidas o enchiam, junto com a culpa e o mal-estar. Mas era difícil voltar atrás nas coisas que havia dito.

Ele deve me odiar agora.

O loiro pulou na piscina que ficava aos fundos da casa, elevada em relação à rua de trás, de modo que se formava uma espécie de pátio-sacada que tinha uma bela visão para o bairro nobre. E também uma boa privacidade em relação às casas próximas ao redor.

Ficou um tempo nadando, tentando espairecer. Também iria para academia mais tarde, pois malhar sempre o ajudava a relaxar. Tinha de aproveitar enquanto a faculdade não pegava pesado, pois sabia que dali a pouco não teria tempo para quase nada.

Foi lá pelo meio da tarde que a campainha tocou. Não havia ninguém em casa além de André àquela hora; apenas a empregada, que deveria estar lá pelo terceiro andar arrumando os quartos. O loiro suspirou tomado pela preguiça, mas quando a campainha tocou pela segunda vez, ele saiu da piscina e pegou a toalha sobre uma das espreguiçadeiras. Subiu o pequeno lance de degraus que levava até o salão onde havia a churrasqueira, um balcão de pedra, e uma espécie de cozinha junto à mesa longa de refeição, e pegou o interfone preso a uma das paredes.

“Olá?” Perguntou.

“Oi! Sou eu!” Disse a criatura que esperava do lado de fora. André franziu a testa, piscando algumas vezes ao processar de quem era aquela voz.

“Fabrício?”

“Esse é meu nome!” O moreno imitou a voz do garotinho do desenho O Fantástico Mundo de Bob, que os dois costumavam assistir juntos quando menores, na padaria do pai de Fabrício.

“O que veio fazer aqui?” André perguntou, ainda aturdido.

“Se tu me deixar entrar, eu te conto.”

André bem que deveria deixá-lo do lado de fora, só para ele aprender a não ser tão cara de pau, mas acabou por apertar o botão que destrancava a porta da frente.

“Entra.” Disse, e não demorou muito tempo para Fabrício aparecer, descendo os degraus para chegar ao salão. O moreno logo deixou o queixo cair ao olhar ao redor. Afinal, ele não estava acostumado com casa de gente rica. Até seu tio, que era muito bem de vida, vivia numa casa humilde, mesmo que grandinha e confortável.

“Uou! Esse lugar é demais.” Fabrício não apresentou pudores: vasculhou tudo, olhou até a lavanderia aos fundos, e o pequeno banheiro. Quase meteu a cabeça dentro da churrasqueira, pois não estava com churrasqueiras tão grandes e chiques. André girou os olhos para todo aquele encanto. Não via nada demais ali; aliás, sua casa nem era das mais caras do bairro, que custavam de 1,5 a dois milhões de reais.

“Agora que já enfiou a cabeça até dentro da privada do banheiro, pode me dizer por que veio até aqui, não? Aconteceu alguma coisa?” Perguntou. Estava apenas de sunga e com a toalha jogada sobre um dos ombros, lembrando a Fabrício que não havia ido olhar o pátio.

O moreno seguiu para lá, querendo olhar a vista.

“Não. Não aconteceu nada. Só vim te visitar. Também queria saber se vai à festa de amanhã. Vai ter um concentra lá na casa do Lauro. Fica perto do prédio do direito.” Fabrício foi até a ponta do pátio, debruçando-se sobre o parapeito que impedia que alguém caísse no pátio do vizinho, alguns metros abaixo. Havia um pitbull dormindo lá embaixo. Cair não seria nada legal.

“Eu não estou muito a fim de ir em festa-“

“Ah, vamos! É a primeira festa da faculdade!” Fabrício incitou.

“E a festa da matrícula, foi o quê?” André rebateu. Não tinha boas lembranças daquela noite.

“Aquilo nem era bem uma festa. Estava mais para um encontro com bebida e música. Agora estamos falando de uma festa mesmo.” Fabrício se virou para André, cruzando os braços sobre o peito. André notou a determinação de ferro do outro em convencê-lo. Já se arrependia de ter-lhe dado o endereço de onde morava.

“Vão ter outras festas. Medicina tem um monte de festas, e têm todas as outras dos outros cursos. Em maio já tem também a nossa festa dos bixos.” André lembrou. “Tu quer entrar na piscina?” Resolveu desviar o assunto. Também estava com calor e louco para voltar para a água, mas não podia simplesmente ignorar Fabrício. Ok, na verdade podia, mas precisava distraí-lo. “Eu te empresto alguma roupa de banho, e uma toalha.”

“Tudo bem. Eu trouxe sunga e toalha.” Fabrício sorriu alegremente. “Está na minha mochila, deixei ali no sofá perto da lavanderia.”

André sentiu algo como indignação trancar em sua garganta. Algumas pessoas verdadeiramente não deveriam ser deixadas soltas na sociedade, e Fabrício se encaixava bem nesse seleto grupo.

“Tu é muito cara de pau, alguém já te disse isso?” André falou alto quando o moreno correu para ir se trocar. Um pouco depois Fabrício aparecia apenas de sunga e jogava a toalha sobre uma das cadeiras. André já estava na água novamente, aproveitando o sol e o calor.

“Trouxe uma bola de futebol americano também.” Fabrício sorriu e a arremessou na direção de André. “E eu nem ‘tô se sou cara de pau. Qual a moral de ter um amigo rico com piscina, se eu não posso vir visitar?” Brincou, com um sorriso sarcástico. Enquanto isso André pegou-se passeando o olhar pelo corpo do moreno, reparando na pele bronzeada e nos músculos que o definiam na medida exata e, por sua distração, a bola acabou batendo em sua cabeça antes de cair na água.

“Hei!”

“Eu sei que sou lindo e gostoso, André. Mas cuidado para não babar.” Fabrício debochou alegremente e então correu e deu uma ponta na piscina. O loiro corou, mas pegou a bola e, assim que Fabrício emergiu, atirou-a em vingança na cabeça do moreno. Fabrício reclamou algo sobre a dificuldade de fazer-se amigos decentes nos dias de hoje.

“Era eu quem deveria estar falando isso!” André rebateu.

“Não, sou eu! Por que sempre faço amigos que não são parceria para sair?” Ele lançou a bola de novo para André, mas dessa vez o loiro a segurou. “É impressão minha ou os jovens de hoje não curtem a vida decentemente!? Não me diga que tu é que nem o Rafael, e passa horas do teu dia jogando vídeo-game ou jogos de computador?”

“Eu jogo alguns jogos no computador, mas não sou muito ligado em vídeo-game.” André atirou a bola de volta. “E eu curto a vida. Eu só-“

“Agora que entramos na faculdade, temos de aproveitar também, não é? A vida não é feita apenas de estudos...” Fabrício continuou, interrompendo o loiro. “’Tá certo que eu já não te conheço como antes, ficamos muito tempo sem nos ver, mas... Sei lá, foi bom te reencontrar. E eu queria que fôssemos amigos novamente.”

“Nós podemos ser amigos, Fabrício.” André já estava ficando constrangido com a fala de Fabrício. Ele dizia tudo com tanta naturalidade, como se não fosse nada. Geralmente as pessoas não eram tão sinceras. “Não é uma festa que-“

“E é saindo juntos, aproveitando as oportunidades que duas pessoas se aproximam, não é? Aposto que essa festa vai te ajudar a se distrair do que vem te incomodando.” Fabrício garantiu. André ficou tão surpreso que o moreno houvesse notado que acabou atirando a bola de maneira torta.

Ela bateu na borda da piscina e quicou para fora. Os dois viraram a cabeça e puderam ver a bola quicando até saltar para o pátio do vizinho. “Puta merda!” André exclamou, imediatamente sentindo-se culpado por ter feito aquilo com a bola do moreno. Saiu rapidamente da piscina e correu até o peitoril, debruçando-se sobre ele. Já havia dito à mãe que seria uma boa colocar uma grade na parte inferior das duas tábuas paralelas que formavam o parapeito e deixavam espaços entre elas – perfeito para deixar as coisas caírem.

Fabrício logo apareceu e se debruçou também. Soltou uma gargalhada ao ver o pitbull destroçando sua bola de futebol. Gostava daquela bola, mas a careta de desespero de André, somada à empolgação do cachorro ao ter algo o que morder, acabaram por fazer o acidente valer à pena.

“Desculpe.” André murmurou.

“Se tu quiser que eu te perdoe, vai ter que ir à festa amanhã.” Disse bem-humorado, sabendo que agora tinha um trunfo em relação ao loiro; podia ver o quanto ele parecia culpado. “Afinal, tu acaba de dar minha bola de futebol favorita para o cachorro do vizinho comer.” Provocou.

André soltou um longo suspiro.

“Está certo, eu vou.” Era um preço pequeno a pagar, ainda mais ao saber que era a bola favorita do outro. Fabrício abriu um sorrisinho maroto e, de súbito, agarrou André pela cintura e o ergueu até tirar os pés dele do chão. André soltou uma exclamação de susto e depois ficou tentando se debater, mas Fabrício o carregou e se atirou na água levando-o junto.

Ao final da tarde, André quase precisou expulsar Fabrício a pontapés da piscina, pois o moreno parecia bastante à vontade em ficar ali até boiando de barriga para cima, ignorando tudo que André falava. Para Fabrício, as tentativas de André para tirá-lo dali era algo como ouvir um chinês murmurando mandarim à distância.

Porém deu-se por vencido quando André falou que a empregada havia preparado um lanche para os dois.

"Então, até amanhã!" Fabrício falou após se arrumar para ir embora.

"Não quer uma carona para casa?" André ofereceu.

"Nah, relaxa. Eu pego o ônibus aqui perto." Deu de ombros. Não queria incomodar ainda mais o loiro. Já bastava ter aparecido de súbito, usado a piscina dele e ainda se fartado com a comida alheia.

"Ok, tchau então."

"Até."

André acabou sorrindo quando ele partiu. A tarde passara voando, já eram sete da noite e ele se sentia estranhamente leve...

Notas finais
Obrigada a quem vem comentando: Pandora, Julie, Bruna Uzumaki, Kao, RayUzu, menina dos olhos, Nath, Mayan e Nymeria. Queria muito que a fic conquistasse mais leitores, ou que mais gente me deixasse saber o que está achando. Espero que em algum momento a fic se torne boa o bastante para que mais pessoas se sintam inclinadas e animadas para comentar e me incentivar. Beijos. ♥