Good Gone Girl
33 Capítulo 33 – Me Sequestraram para o Banheiro
Notas iniciais
Capítulo 33 – Me Sequestraram para o Banheiro
Bailey libera Alex alguns minutos antes do que o habitual para que ele possa sair comigo, então, incrivelmente ele pergunta se podemos almoçar fora antes de irmos para o seu apartamento, pegar o material para a aula e irmos para a universidade. Seu convite fez com que minha insegurança a respeito de Amy amenizasse. Seu convite e o modo como ele entrelaçou sua mão na minha durante todo o caminho.
Eu devo ser uma pessoa muito acomodada por me conformar com tão pouca demonstração de afeto..., mas não parece errado, parece? Tudo bem, ele não me beijou na frente da chefe dele, se eu fosse uma pessoa racional, eu aceitaria isso bem. E tudo bem ele desaparecer durante o dia e a noite toda, quem nunca fez isso, certo?
— Você está quieta – ele observou depois de estacionar.
— Você acha? – Eu perguntei, pensando sobre isso. – Acho que estou reflexiva.
Eu não quis dizer que estava analisando meus ciúmes, obviamente.
Fiz uma expressão pensativa, com a mão no queixo e braços cruzados.
Ele deu um meio sorriso.
— O que a deixou “reflexiva”? – Ele perguntou.
— O que Bailey me falou sobre você – eu comentei, dando de ombros e então saindo do carro.
Apesar de ter saído do carro depois de mim, ele consegue me passar e abrir a porta do restaurante, como um lorde inglês, enquanto me pergunta:
— O que ela falou sobre mim?
Dou um sorriso divertido e respondo:
— Coisas.
Ele sabe que eu o estou provocando então não está bravo por eu enrolar, quando me sento à uma mesa perto da janela e pego o cardápio. Ele se senta à minha frente e de repente eu me sinto como se estivesse em um encontro. Talvez porque estávamos em um restaurante à la carte, com ele sentado à minha frente. Olhando para mim.
É difícil eu controlar meu coração depois disso.
— Para de me enrolar – ele pede, cutucando-me por sobre a mesa.
— Ela me contou que você pagou a cirurgia do Kurt – eu contei. – E que você é um excelente estagiário focado e disciplinado... E nossa, agora eu me senti como uma mãe que acabou de voltar da reunião de mestres e professores...
Alex bagunça os meus cabelos.
— E ela me falou que você madruga lá – eu completei enfim. – O que enfim me explicou o porque eu não te vi de ontem para hoje... então eu pude enfim me sentir menos abandonada do que eu estava me sentindo...
Eu abaixei o olhar para os guardanapos e comecei a brincar com eles.
— Ah... espera, você estava se sentindo abandonada? – Ele perguntou incrédulo. Então exclamou: — Ah! Era por isso que você estava estranha ao telefone?
Eu dei de ombros, fingindo que não importava mais.
— Como você esperava que eu estaria depois dessa noite frustrante? — Resmunguei.
Quando arrisquei um olhar para ele, seus olhos estavam estreitos com se ele estivesse tentando entender alguma coisa. Ou ler algo em letras miúdas. Consigo ver seus lábios formando a palavra “Frustrante? ” Como se fosse uma pergunta, até que ele diz:
— Ah.... Ah!
— É. Sexualmente frustrante – eu disse. Então provoquei: – Mas tudo bem, tô de boa. Para que te esperar se eu tenho todos esses dedos?
Ele dá uma risada então se debruça sobre a mesa e me beija de repente. Suas mãos segurando o meu rosto com gentileza, enquanto seus lábios se mexiam contra os meus de maneira extasiante. Tenho certeza que ele não deveria me beijar assim em local público. Seu beijo era mais do que um mero beijo. Era um beijo quente, capaz de excitar todo o meu corpo e enviar faísca por todas as minhas terminações nervosas.
Nosso beijo só para porque ouvimos um pigarro.
E então encontramos uma garçonete do nosso lado. Era uma senhora de idade, grande e corpulenta, de expressão séria e desgostosa. Uma expressão que me deixa constrangida e que faz parecer que é de propósito. Quer dizer, se um casal está ocupado, passe para a próxima mesa e volte depois.... Agora eu sentia como se ela houvesse falado: “Vocês não preferem pedir a comida antes de se comerem? ”.
Faço meu pedido e o Alex faz o dele e então ela vai embora.
— Você anda muito abusada – ele murmurou, provocando-me.
— Eu? Você que me agarrou aqui, do nada – eu retruquei.
— Você não pode me falar dos seus dedos – ele murmurou, pegando minha mão na sua e então beijando a costa dela, e depois a palma. – Eu perco o controle.
Dei uma risada e então abaixei o olhar de novo. Ele não solta a minha mão.
— Como está Lauren? – Ele pergunta.
— Bem – eu respondi. – Bem melhor. Ela até brigou comigo.
Ele arqueou uma sobrancelha com curiosidade.
— Por que ela brigou contigo?
Esse seria o momento em que eu contaria a Alexander sobre o que eu havia conversado com Robb, e então contaria sobre Mike, e então falaria sobre Lauren..., mas por algum motivo, eu não consegui. Parecia muito errado eu falar sobre isso com Alex. Parecia errado misturar duas coisas. Misturar uma coisa boa como ele, como ele me fazia sentir, com o que Mike estava fazendo.
Também parecia errado falar sobre as merdas do meu ex-namorado para o cara que eu estava pegando atualmente. E contar-lhe que eu pretendia fazer algo a respeito. E se ele entendesse errado? E se ele achasse que eu iria interferir assim na vida de Mike porque ainda gostava dele?
Eu não podia perder o Alex.
E também sentia que não tinha o direito de desabafar com ele sobre isso...
— Uma ideia idiota – eu murmurei, lembrando-me de tudo o que ela dissera. – Mas vai dar tudo certo agora. Ela teve uma ideia melhor. As ideias dela sempre foram melhores de qualquer outra, principalmente as minhas.
Alexander franziu o cenho.
— Mas você é uma escritora – ele disse. – Suas ideias devem ser fantásticas.
Eu dei de ombros.
— Na verdade... nem sempre – eu lhe confessei. – Até mesmo quando estou escrevendo um livro ou um conto é difícil para mim. Sempre há um momento em que eu acho que tudo o que eu escrevi até então não passa de besteira, então eu crio outro documento e reescrevo tudo... E assim sucessivamente.
Ele escuta com atenção enquanto seus dedos fazem desenhos sobre a palma da minha mão. O modo como seus olhos brilham quando ele me escuta me deixam envergonhada. Envergonhada por estar falando de mim. Falando de algo tão pessoal.
— Isso é bom – ele diz. – Significa que você é exigente.
— Ou insegura – eu contrapus.
— Ou perfeccionista – ele sugeriu, divertido, se debruçando para me beijar.
Só é impedido pela garçonete, que aparece com nossas bebidas e com um olhar um tanto... bem, como se estivesse nos julgando. Ela parece colocar as bebidas com força demais na mesa e então vai embora marchando. Pergunto-me se Alexander percebeu isso também, mas como ele não diz nada, eu apenas continuo a conversa.
— Bem, não é “focado e disciplinado” mas posso lidar com “perfeccionista”.
Ele sorri, divertido.
Era impressão minha ou ele estava de bom humor? Esse parecia um bom momento para conversar sobre o que Bailey havia dito. Quer dizer, pelo menos ele não ficaria bravo se eu dissesse algo a respeito, certo? Se estava de bom humor...
— Posso ser franca com você? – Eu perguntei, abaixando o olhar para os guardanapos novamente. – Você não vai ficar chateado?
— Claro que pode – ele responde, como se fosse óbvio.
Respiro fundo, arrumando coragem e digo:
— Eu sei que não tenho direito nenhum de me meter na sua vida e muito menos de te dizer como você deve vivê-la..., mas Bailey me contou que está preocupada com o seu horário na clínica... E eu confesso que também fiquei um pouco preocupada. Quer dizer... fiz as contas e você dorme quantas horas por noite? Quatro horas? Três?
Alexander não me responde e quando arrisco olhar para ele, percebo que ele está olhando pela janela. Mas de algum modo eu sei que ele está me escutando. Talvez porque seu maxilar pareça travado e porque seu bom humor subitamente desapareceu.
Mesmo assim eu continuei, já havia começado mesmo:
— Ela pediu para que eu tentasse conversar com você sobre isso... Como eu disse, sei que isso não é da minha conta... e desculpa me intrometer. É só que... fiquei preocupada... Agora você pode estar aguentando isso bem..., mas o médico do meu pai sempre dizia “às vezes é preciso pararmos para cuidar do nosso corpo, se não nosso corpo vai nos fazer parar para cuidar dele”.
Eu continuo de cabeça abaixada novamente, mas dessa vez pego um dos guardanapos e o corto em pedacinhos. Eu não era boa nisso. Em me meter na vida das pessoas, em dizer-lhes como elas deveriam viver e o que era saudável fazer... e era tão estranho. Como se eu estivesse me dando uma importância que eu não tinha.
Quer dizer, por que Alex mudaria seus hábitos só porque eu havia pedido?
Espero que ele me diga que eu não tenho porque me meter na sua vida, quando sinto sua mão largar a minha sobre a mesa... para se enroscar em meu pescoço e me puxar para um beijo. Seus lábios são gentis e não passa de um encostar macio e suave.
— Tudo bem – é o que ele diz. – Prometo me cuidar.
Eu estou surpresa.
Pensei que ele estivesse bravo, mas não está... E o meio sorriso no seu rosto faz com que eu atravesse a mesa e lhe beije. Ele ri.
— Acho que devia ter me sentado do seu lado. Essa mesa parece um obstáculo – ele observou, fazendo-me rir também.
E então, pigarros. A garçonete deixa os dois pratos na mesa.
— Você quer uma pastilha de menta para sua garganta? – Eu perguntei a ela.
Ela finge que não ouviu e vai embora, mas Alex ri.
— Você definitivamente está mais abusada – ele comentou divertido.
— Você me encoraja. Deve ser por isso que não me deixavam andar com maus elementos na escola – eu respondi. Recebendo um olhar provocante de volta.
.
Eu insisto em pagar a conta, porque o Alex sempre pagou os cafés então me sinto na obrigação de lhe pagar o almoço. Ele reluta um pouco e argumenta que eu havia cozinhado o almoço da última vez, mas eu não aceito e antes que ele proteste já passei meu cartão.
— Obrigada – eu disse a garçonete emburrada. Então para ele disse: — Vamos.
Nós nos levantamos da mesa, mas então ele diz que tem que ir no banheiro primeiro. Eu o acompanho até o corredor onde ficam os banheiros masculinos e femininos porque tem um espelho grande e eu posso ajeitar os meus cabelos que estavam particularmente muito bagunçados naquele dia.
Resolvi prendê-los em um rabo-de-cavalo, já que não tinham solução, quando sinto duas mãos me agarrando e me puxando para dentro do banheiro masculino.
Me pergunto se Alexander ficou louco com aquele sequestro quando seus lábios cobrem os meus com fome e desejo. Quando vejo, ele está me arrastando para um dos boxes vazios e longe da porta e eu acho que vou ter um enfarte.
— O quê? Aqui?! – Eu exclamei num sussurro.
Uma parte de mim está apavorada e me chamando de maluca, porém, outra parte, está em chamas quando ele fecha a porta do box e beija o meu pescoço. Essa era a minha resposta à pergunta: sim, ali... e aonde mais ele quisesse porque Alexander sabia ser muito persuasivo. Ele me fazia sentir como uma garota rebelde.
Seus lábios cobrem os meus em um convite delicioso e irrecusável, que dissipa a parte que acha que aquilo é maluquice. Abraço-o sobre os ombros e me entrego aos seus beijos, enquanto ele me empurra contra a porta e cola seu corpo junto ao meu. Suas mãos percorrem cada parte do meu corpo, explorando-o, excitando-me, antes de irem para o meu moletom e desabotoarem os botões da frente.
Debaixo dele estou só de sutiã.
Alex arfa contra a minha boca e sinto sua mão subir pela minha barriga e pelo meu diafragma, até chegar em um de meus seios e o apertar. Seu toque é gentil e insistente. Do tipo que espalha todo um calor pelo meu corpo e faz com que eu queira me enroscar nele, me apertar contra a sua ereção que começava a cutucar a minha barriga.
Como eu queria ele... Meu deus.
Ele percebe que estou inquieta e para de me beijar. Encosta sua testa na minha e eu consigo sentir seu hálito quente e provocante no meu rosto quando ele sussurra:
— Você acha consegue ficar quieta?
— Acho que... sim – sussurrei de volta.
Porém, tenho minhas dúvidas quando sinto sua boca quente e úmida sobre o tecido fino do sutiã que eu usava. Como era uma peça sem bojo, só de tecido, era possível ver e sentir meus mamilos enrijecidos pelo seu toque. Pela excitação que ele me causava. E eu conseguia sentir sua boca também... Era tão excitante...
Parece difícil ficar quieta e eu quero soltar um gemido, mas digo a mim mesma que eu consigo e mordo meus lábios. Quando olho para Alexander, ele está me olhando de volta, com aqueles olhos cinzas e brilhantes, com a boca chupando um de meus seios sobre o tecido fino, com a língua brincando com o meu mamilo rígido.
Ele troca de seio, e então sinto seu polegar onde sua língua estivera segundo antes.
Eu respiro fundo, consigo não gritar. Consigo não gemer..., mas seria difícil não arfar com aquelas carícias. Minhas mãos se perdem em seus cabelos ruivos e então os puxam. Fazendo com que Alex desgrude seus lábios de mim, mas seu olhar continua fixo em meu rosto. Ele beija meu ombro, o morde, e então desliza uma das alças do meu sutiã com os dentes, liberando um dos meus seios.
Quando sinto sua língua na minha pele, é como se eu houvesse esperado uma eternidade por aquilo. Por aquele toque, por aquele momento. Eu quero gemer. Eu poderia ter gritado e gozado só com aquele toque direto. Porém, ouvi alguém entrar no banheiro.
E acho que Alex ouviu também porque ele hesitou por um momento e tirou seus lábios de mim, mas, ele não diz nada, eu não digo nada e a terceira pessoa que entrou certamente também não diz nada. E ele está divertido. Não entendo o porquê até que eu sinto sua mão subindo pela minha coxa. Subindo por entre minhas pernas.
Ai. Meu. Deus.
Instintivamente, coloco minha mão sobre a sua.
Sabe a parte que estava me chamando de louca? Pois é, essa parte havia entrado no banheiro junto com a terceira pessoa e agora eu me sentia uma depravada em escala maior. Mas, Alex ignorou o pedido silencioso, e me acaricia sobre a calcinha úmida. Sinto minhas pernas moles. “Eu tenho certeza que vou gritar” eu pensei, querendo que ele entendesse “tenho certeza que não vou me controlar se... se...”.
Mas ele não lê mentes e eu o sinto deslizar minha calcinha para baixo.
Seu olhar é divertido. É excitante.
Então percebo que na verdade aquilo era um jogo. Quem fazer barulho primeiro perde. O quê? Eu não fazia a menor ideia. Mas algo me dizia que eu não iria querer perder para ele. E, acredite, parece muito difícil não perder quando ele me acaricia por debaixo da saia com seus dedos conhecidamente habilidosos.
Parece muito difícil não perder, quando ele aproxima seu corpo do meu, sua roupa roçando a minha, roçando meu mamilo exposto, e então sinto um de seus dedos entrando em mim. Sua mão cobre meu seio exposto. Ele parece caber perfeitamente na sua palma, e é enlouquecedor quando ele pega meu mamilo entre o polegar o indicador e o puxa.
Eu suspiro, agarrando-me a ele com mais força, prendendo uma perna em seus quadris. Porque quero me roçar nele. Porque quero sentir sua excitação em mim. Quero sentir seu dedo entrando e saindo, em um ritmo lento e delicioso. Seu dedão brincando com meu clitóris. Há um momento em que ele coloca mais um dedo, e então eu me sinto muito preenchida. É quando minhas mãos escorregam de seus cabelos para os seus ombros e me apoio nele, porque parece difícil ficar em pé.
Eu quero gritar, mas me contento em morder os lábios e respirar fundo.
Minhas mãos então descem por seu corpo esbelto até o cós de sua calça jeans. Seus movimentos não param, então acho que ele não sente eu desabotoando a peça de roupa e ele só sente quando ela escorrega até seus joelhos. Seus dedos não param, sua testa se encontra na minha. E eu sinto seu hálito quente em meu rosto quando eu o toco por sobre a cueca. Primeiro ele suspira, e depois ele arfa quando eu o boto para fora.
Ouço a pessoa que estava no banheiro ir embora, mas isso não importava mais.
Agora o jogo ficaria justo.
Eu desço minhas mãos ao longo de seu cumprimento, e então começo a mexê-las para cima e para baixo. Primeiro, lentamente, e indo aumentando a rapidez aos poucos. Percebo que seus dedos acompanham o ritmo com que eu o masturbo, quase como se estivéssemos em sintonia.
Quando eu começo a ir rápido, sua boca cobre a minha num beijo sedento e eu o ouço soltar um som baixo contra meus lábios. Um som excitante e que sinto vibrar por todo o seu corpo, fazendo-me estremecer. Quando eu não aguento mais, as preliminares, tiro sua mão de mim e tiro minhas mãos dele. Alexander para de me beijar para protestar, mas eu o sento sobre a privada (MEU DEUS, ESTÁVAMOS NUM BANHEIRO PÚBLICO!) que milagrosamente estava com a tampa fechada e em sento em seu colo de frente para ele.
Procuro uma camisinha no bolso do meu moletom aberto.
Ele me olha como se não acreditasse.
Inesperadamente, ele solta uma risada baixa, enquanto eu coloco a camisinha no seu pau maravilhoso. Agora eu entendia porque no Japão as pessoas tinham um templo para isso, de verdade. No início a sensação é meio “ok, é estranho”, mas com o tempo (e com Alexander) tinha sido tipo “meu deus, que saudades de um pau” (o pau dele, mais precisamente).
Nunca pensei que eu fosse uma garota assim.
Ele geme baixo quando me penetra e me beija em seguida.
Como se não soubesse se aguentaria ficar quieto quando começássemos a nos mexer. E tudo bem, porque eu também não sabia se eu conseguiria. Passo meus braços por seus ombros largos e começamos a nos mexer lentamente. E a sensação é boa. É incrível. Há todo um calor, uma eletricidade, que percorre o meu corpo, deixando-me alerta para todas as sensações que eu sentia naquele ato.
E eu sou quem dita o ritmo. Sou eu quem diz quando ir devagar e quando devemos acelerar. A sensação é maravilhosa, e não mais assustadora como nas outras vezes. E quanto melhor fica, mais rápido vamos. Ouvi-lo suspirar perto da minha orelha, sentir seu hálito quente ali, era uma sensação maravilhosa, como se eu pudesse beber da sua respiração e me embriagar em excitação.
Quando estávamos perto, bem perto, do ápice daquele momento de aventura ele me beija novamente. E eu o ouço soltar um gemido abafado contra meus lábios. O gemido de satisfação por aquela maluquice.
Uma maluquice deliciosa.
Seus braços não perdem a força ao redor de mim, ao contrário, me abraçam com mais força e me puxam contra ele como se quisesse que ocupássemos o mesmo espaço. Seu rosto ofegante apoiado sobre o meu ombro.
— Você é maluco – eu sussurro para ele.
Ele me responde com uma mordida no meu ombro e uma frase:
— Você me deixa maluco.
.
Quando saímos do corredor dos banheiros, de mãos dada e com a cara de quem certamente havia aprontado, demos de cara com a garçonete carrancuda. Ela estreitou os olhos para nós, mas fingimos demência e corremos para fora até o nosso carro. Lá dentro eu não consigo segurar e começo a rir.
Tudo foi muito surreal.
— Espero que você esteja feliz, eu nunca mais piso nesse restaurante – eu digo à Alexander rindo. – Você acha que ela sabe?
— É claro que ela sabe – ele respondeu com um meio sorriso, imperturbável.
Ele coloca sua mão em minha coxa. A sensação é tão excitante que se não houvéssemos acabado de transar, eu iria querer transar com ele de novo.
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