Good Gone Girl

49 Capítulo 49 – Não suma... nunca mais.


Notas iniciais
Oláaaaaaaa Vocês querem decidir os dias das minhas postagens? To em dúvida entre todo dia ou dia-sim e dia-não, o que acham? Obrigada a quem comentou capítulo passado: > sss > sandrinha > leticiaAE > Carina > Amadora > Juuh Beauchamp > AELIS WHITE > KK > Felicitysmok > Kika Pichsterzy OBRIGADA DE VERDADE ♥

Capítulo 49 – Não suma... nunca mais.

Tudo parecia muito abafado de repente. Havia um nó preso na minha garganta, um nó desagradável que me dava vontade de gritar para ver se isso o desataria. Ainda tinha aquela ardência irritante nos olhos e a vontade de socar alguma coisa. Antes meu corpo não reagia daquela maneira às frustrações..., mas ninguém era de ferro.

Nem mesmo a Bell. Principalmente a Bell de agora.

Alguns minutos depois a porta do restaurante se abre e Alexander aparece. Meu deus, ele era tão bonito, tão perfeito. Ele finge que não nota o quanto eu estou destruída com a reação da minha mãe e se encosta à parede, do meu lado. Ele demora a falar alguma coisa, como se não soubesse o que dizer, ou como se estivesse escolhendo as palavras.

— Amor, a sua mãe é uma vaca – ele solta.

Eu não devia, mas quando ele fala isso, quase me dá vontade de rir.

— Quando eu te conheci achei que a sua timidez e a sua insegurança tinham a ver com Mike... com algo que ele houvesse esmagado quando vocês namoraram, mas vendo agora... acho que a sua pior inimiga é a sua mãe – ele comentou, parecendo surpreso.

Eu solto um suspiro. Provavelmente ele tinha razão.

Simplesmente não dava nem vontade de tentar quando você sabe que há alguém pronto para apontar todos os defeitos na sua cara, alguém que devia te apoiar e que você devia amar incondicionalmente.

— Você sabe que não precisa provar nada a ela, não sabe? – Ele pergunta enfim.

Eu confirmo com a cabeça, mas a abaixo logo depois. Derrotada.

— Mas eu queria tanto... – confessei, sentindo as lágrimas nos meus olhos.

Ele estende a mão para mim e então me puxa para os seus braços. Eu me aconchego no seu calor, e no modo como nossos corpos parecem se encaixar perfeitamente. Ele acaricia os meus cabelos, e então suas mãos escorregam pelas minhas costas, fazendo um carinho agradável.

— Você é incrível. Seu conto é incrível. Você não precisa provar nada a ninguém – ele diz, sua voz é tão sincera, tão verdadeira. Ele poderia ter me feito acreditar.

Respirei fundo. Eu queria acreditar nele.

— Bell... – De repente minha irmã está ali, no nosso lado. – Não liga para a mamãe. Você sabe como ela é.... sempre foi. Ela só fala essas coisas porque te ama e se preocupa porque você vive no mundo da lua.

— Se eu vivo no mundo da lua é porque fica bem longe dela – eu retruquei.

Minha intenção não era ser engraçada, mas Mary-Jean e Alex riem.

— Alex, você pode nos dar licença. Preciso falar algo sério com a Bell – ela pede educadamente. – Assunto de irmãs.

Isso me parece um pouco rude, mas Alexander simplesmente concorda com a cabeça e me solta. Quero voltar para o seu abraço, mas antes que eu consiga lhe dizer isso, ele já está entrando no restaurante. Assim que ele some, Mary se coloca na minha frente e segura as minhas mãos.

— Bell, você sabe da história da mamãe e do papai, não sabe? – Ela pergunta pacientemente. – Ele era um escritor fodido, não tínhamos dinheiro para nada e ela foi embora porque não suportava mais aquela situação.... Sei que é difícil entender, mas eu tenho certeza, de que mamãe só não quer que você passe pelas mesmas coisas. Ela se importa com dinheiro e estabilidade porque ela sabe o que é não ter isso.

Eu sei que Mary-Jean tem razão e que ela está sendo sensata... eu só... Só não consigo deixar de me sentir ferida toda vez que ela me ataca daquela forma.

— Tudo bem. Eu entendi. Eu posso não me lembrar, ou ter sentido, desses momentos pesados que passamos em casa – eu confessei. – Mas isso não dá a mamãe o direito de ser escrota com quem ela quiser porque ela quer.

Mary concorda com a cabeça. Então solta a minha mão e ocupa o espaço do meu lado. De frente para a rua, ela parece escolher as palavras.

— Antes de pegarmos o elevador, papai ficou furioso, como eu nunca vi acontecer – minha irmã comentou. – Ele falou que por culpa dela você está se afastando da gente e que se isso acontecesse, ele nunca a perdoaria... E eu concordo com ele. Olha tudo o que aconteceu: você terminou com o seu namorado, encontrou sua melhor amiga te traindo com ele, começou a sair com outras pessoas, começou a namorar e não nos contou nada.

Eu me encolhi e dei de ombros. Isso porque eles nem sabe do que Mike havia feito. O hematoma amarelado no meu pescoço chega a coçar. Minha maior sorte do dia, foi estar com uma blusa de gola rolê.

— A propósito, eu gosto dele – ela diz, me dando uma cotovelada. – Confesso que quase caí dura quando o vi, porque ele parece meio assustador..., mas ele parece ser um cara legal e você parece feliz. Se ele te faz feliz... isso me deixa feliz.

Eu sorri para ela, agradecida. E de repente sinto muito vontade de contar para ela tudo o que aconteceu nos últimos meses... e eu tenho tanta coisa para contar para ela que eu começo a chorar, não sei porque. Eu só me sinto muito mal por deixa-la de fora de tanta coisa. Mary-Jean sempre foi a minha mentora, minha irmã mais velha que dava os melhores conselhos, até que ela foi embora para a França com a mamãe.

Nós nos falávamos por telefone, por facetime, mas não era a mesma coisa...

— Eu senti saudades de você – eu admiti. – Eu queria contar tanta coisa...

— Tudo bem, Bell. Tudo bem – ela diz, acariciando meu braço. – Você se saiu muito bem. Com ou sem conselhos meus. Você se saiu bem.

Eu a abraço e ela ri, me abraçando de volta.

— Só não suma mais... está bom? Se não vou ser obrigada a voltar aqui e lhe dar uns chutes – minha irmã pede, brincando.

Eu concordei com a cabeça.

— Não vou sumir – eu concordei.

A gente fica assim, abraçada por um bom tempo.

Parte de mim acha que eu devia contar tudo para eles, mas outra parte diz que aquele não é o momento para isso. Que eles ainda não precisam saber. Não sei quais das duas partes eu devo ouvir, já que as duas parecem sensatas. Eu acabei de ver a minha família, não quero que eles se preocupem e se estressem com isso. Não agora. Não hoje.

De repente, percebi que em nenhum momento, eu havia pensado neles. Como eles ficariam se algo ruim houvesse acontecido comigo naquele dia? E se eu nunca mais pudesse ver Mary-Jean e receber seus conselhos maravilhosos? Ou ver o meu pai se emocionando por nada? Ouvir minha mãe reclamando sobre o como eu era desligada?

De repente, me dei conta de que quase perdi... muito mais do que eu esperava.

Eles não têm a mínima ideia... de que quase sumi... para sempre.

Eu começo a chorar só de pensar nisso. Me sinto tão culpada, por tudo que deixei acontecer. Por tudo o que não contei. Fica até difícil respirar enquanto penso o como pude ter sido tão egoísta, deixando-os fora da minha vida?

— Bell? – Mary pergunta assustada com o meu súbito ataque de choro. – Bell? O que foi? Você está me assustando...

Não sei como contar a ela o que estou sentindo.

Não sei se há nome para o que estou sentindo.

— Está tudo bem – eu lhe asseguro, tentando me controlar. – Está tudo bem agora.

Mary parece um pouco preocupada, mas não tem coragem de questionar a mentira estampada no meu rosto. Alguns minutos depois, nossa família sai do restaurante, junto com a família de Alex. Meus pais dizem que estão cansados e que vão voltar para o hotel, mas pedem para que tenhamos mais atividades antes deles viajarem de volta dali a uma semana. Eu concordo é claro, porque amo meu pai e minha irmã, e não me surpreendo por não ter um pedido de desculpas da minha mãe. Ela nem me olha quando vai embora.

Tento não me importar, mas dói.

— Sinto muito por toda essa cena – eu peço à mãe de Alexander.

Ela faz um gesto de que não se importa com a mão.

— Não se preocupe. Nossa família já teve suas cotas de cenas, principalmente quando meus dois filhos se odeiam – ela diz, com um sorriso pesaroso. – Bem, Alexis e eu vamos indo também. Foi um prazer te conhecer, Isabelle. E Alex, sei que nosso relacionamento não tem sido fácil..., mas pense no meu convite, está bem?

Meu namorado deu apenas um aceno com a cabeça e se despediu das duas.

Nós dois ficamos ali parados na calçada observando eles irem embora, até que ele segura a mão e me guia pelas ruas, de volta ao seu apartamento. A caminhada parece longa e nosso caminho é feito em um silêncio reflexivo, como se nós dois tivéssemos muita coisa com o que pensar. Quando chegamos ao apartamento, sinto que estou em um lugar seguro em que posso voltar a respirar.

— Que loucura – eu suspirei, jogando-me no sofá.

— É... – Ele concordou, parecendo cansado também.

Ficamos em silêncio, um sentado ao lado do outro, quando me viro e pergunto:

— Que convite a sua mãe te fez?

Ele hesita, pensa nisso, mas acaba respondendo.

— Meu irmão mais velho está namorando... E ela quer que eu conheça a vítima. Quer dizer, “namorada” – Seu tom de voz é cheio de sarcasmo. Como se ele não acreditasse nisso. – Ela quer fazer um jantar em família ou algo assim.

Alex não falava com o irmão dele. Na verdade, pelo que eu havia entendido, os dois nunca mais pisaram no mesmo lugar. E foi exatamente para nunca mais se verem que Alexander havia decidido morar sozinho. Eu sei que não sou ninguém para dizer a ele o que deve ou não fazer, se ele deve ou não aceitar, por isso apenas dou de ombros.

Surpreendentemente, ele continua:

— Você sabe que brigamos no jantar do meu tio? Eu e ela? – Ele comentou. – Como você deve se lembrar, eu fiquei bêbado e acho que descontei muita coisa em cima dela, admito. Mas ela fez esse pedido para que eu conhecesse a namorada do meu irmão, para ver o como ele mudou, que ele está tentando ser uma pessoa melhor..., mas eu conheço ele. Ele não vai ficar uma pessoa melhor, Bell. Ele é esse tipo de cara que... que...

Ele solta um suspiro pesado; um grunhido de irritação. Como se o simples pensamento o deixasse enojado. E algo nisso me lembra do que ele falou na primeira vez que saímos juntos... algo como:

— Acha que o mundo é uma caixa de brinquedos e eles são o dono dela?

Ele olha para mim surpreso, mas concorda com a cabeça. Não sei se ele está surpreso por eu me lembrar de suas palavras, ou me lembrar daquela conversa. Mesmo assim, eu murmuro:

— Daquela vez... você falou que conhecia alguém... como Mike... Você estava falando do seu irmão.

Ele não confirma, mas encosta a cabeça no meu ombro, de repente, como se buscasse apoio, fazendo-me sentir vontade de acariciar aqueles cabelos ruivos. O gesto é tão natural, que me surpreendo com o como me sinto bem com ele. E o como ele parece se sentir bem comigo.

— Bell... caras como o meu irmão... são cabeças-duras e tem essa convicção de que eles estão aí para ganhar o mundo – ele murmurou. – Eles acham que pode ter o que quiser, quando quiser... como é que alguém assim, nesse nível de arrogância, é capaz de sair de seu pedestal e ver que eles estão errados?

Eu não sei a resposta.

Pergunto-me se ela existe.

— Eu entendo a minha mãe – ele confessou. – Quando eu saí de casa, pedi para ela fazer uma escolha: ou ele saía ou eu. E eu entendo a hesitação que ela teve porque, talvez tenha sido cruel eu pedir para ela escolher entre dois filhos. Entendo que ela ame o meu irmão, apesar dos defeitos dele, assim como ela me ama com os meus defeitos. – Ele fez uma pausa dramática. – Mas ela também me ensinou a não fechar os olhos para o que está errado ao meu redor.

Passo minha mão pelo seu rosto e subo até os seus cabelos.

— Sua mãe só está tentando manter a família unida – eu disse. – Ela gosta de você e está com medo que você deixe de gostar dela pelas decisões que ela fez.

Ele segura a minha mão na sua.

— Como você sabe disso? – Ele perguntou.

Dei de ombros.

— Pelo como ela pareceu muito emocionada como viu o porta-retratos da família no seu rack – eu apontei para ele. – Ela nem esperava que você tivesse isso. Se você tivesse visto a surpresa no rosto dela, entenderia que ela acha que te perdeu. Ela tem medo de que você tenha feito a escolha que ela não fez.

Ele se desgruda de mim e se senta desencostado do sofá, com os braços apoiados sobre os joelhos. Parece que ele está tentando olhar para aquela foto. E então ele olha para mim de novo, pelo canto do olho. Ele se vira e diz:

— Como alguém tão desligada pode ser tão observadora?

Dei de ombros.

— Talvez eu só finja ser desligada para parecer fofa – eu brinquei.

Ele deu um sorriso e colocou a mão na minha perna. Daquela maneira provocante que me dá vontade de pular nele e lhe lamber inteiro. Saio desses pensamentos pervertidos quando ele faz uma pergunta séria e quer que eu responda séria.

— O que você acha que eu devo fazer?

Não sei se ele deveria ouvir os meus conselhos, dado o buraco no qual eu afundei a minha vida (e o que estou tentando ignorar estar nele), mas ele parece estar muito interessado na minha opinião e isso faz com que eu me sinta importante. E um pouco sensata, talvez... quer dizer, ele deve me achar sensata... né?

— Eu acho que você tem que aceitar... não pelo seu irmão, mas pela sua mãe, pela sua irmã e por você mesmo – eu confessei. – Vocês são uma família e se gostam e ela precisa saber que, mesmo que você não concorde com as decisões dela, você está lá. Tenho certeza que esse jantar é mais importante para ela do que para eles.

Alex pensa nisso e o vejo confirmando com a cabeça.

— Que bom que você acha isso... porque você foi convidada para comparecer e assistir ao show de horrores bem de perto — ele respondeu, fazendo-me suar frio. Então suspirou e disse: — Pior que eu acho que você tem razão. Meu tio Kev me diria a mesma coisa.

— Você devia ouvir seu tio. Ele parece um homem sábio – eu comentei, fazendo-o dar aquele meio sorriso de quem entende a minha brincadeira. Então eu me ajeito no sofá e digo: – Sua vez de me dar um conselho.

Ele acena com a cabeça, esperando que eu fale.

— Estou pensando em contar a minha família a verdade... sobre Mike – eu confessei. – Eu não tive coragem de contar nada porque eu estava a tanto tempo sem vê-los e parecia... injusto preocupa-los com isso justo hoje, mas.... Quando eu estava conversando com a minha irmã... eu só quis muito contar tudo para ela.

Eu sentei com os joelhos encostados no peito e abracei minhas pernas. Alexander parecia incrivelmente tenso, seus músculos formando um desenho bonito, quando de repente ele pergunta:

— Eles ainda não sabem?!

Neguei com a cabeça.

— Eu não queria... preocupar – confessei.

Ele fica um tempo quieto, absorvendo isso. De repente ele suspira e diz:

— Bell, você é uma pessoa incrivelmente egoísta consigo mesma.

Parece uma frase estranha. Solta no ar assim, mas então ele continua:

— Você sempre pensa no que os outros vão achar de você e que você está dando trabalho para as pessoas... e isso faz com que você tranque seus problemas aí dentro. E só quem perde... é você. Porque demonstrar interesse e preocupação com os problemas dos outros é como as pessoas sabem que elas são amadas. Em outras palavras, você está basicamente impedindo que as pessoas demonstrem o quanto gostam de você e isso é egoísmo com você.

Sinto como se tivesse levado um tapa na cara.

— O que você está esperando para contar a eles? – Ele perguntou. – Se você não tiver coragem, tudo bem, eu vou com você e te ajudo a contar..., mas eles são a sua família e eu tenho certeza que merecem saber de tudo pelo que você passou. Tenho certeza de que eles querem saber tudo o que aconteceu com você. Foi para isso que vieram hoje.

Eu me sinto uma pessoa horrível. Porque tudo o que ele diz... tem sentido.

Ele tem razão.

Encostei minha cabeça no ombro dele e tentei afogar a vontade que eu tinha de chorar. Odiava ser essa garota chorona, mas a verdade é que só a ideia de eu ter que olhar para os meus pais e contar algo assim... me destruía.

— Ei, tá tudo bem, Bell – ele murmurou, tentando me acalmar.

Mas a vontade de chorar já estava grande. Maior do que eu. Aquela bola na minha garganta parecia ser capaz de explodi-la, quando sinto os braços dele me envolvendo.

— Quando eu estava conversando com a minha irmã... por um minuto, pensei “se o pior tivesse acontecido... eles não iriam saber de nada”. Quer dizer, eles não fariam ideia do que aconteceu, como aconteceu. Seria como um dia eu estar ali e no outro não estar mais – eu confessei. – Como se estivesse tudo bem comigo e no outro... não estar. Me senti uma pessoa horrível por fazer isso com eles... se isso acontecesse...

— Tudo bem, Bell…, mas não aconteceu – ele diz, tentando me acalmar.

Alex me abraça e me beija e faz com que eu sinta novamente que vai ficar tudo bem. Que está tudo bem. Não importa o que aconteça, ele está ali e isso faz com que as coisas pareçam um pouco melhores.

— Eu adorei isso aqui – confessei, agarrada a ele.

— Isso o quê? – Ele perguntou, olhando para mim.

— Nós falando de nós... como pessoas normais – eu confessei. – Admitindo que temos problemas e, veja só, tentando encontrar soluções juntos...

Alexander não emite o som da risada, mas eu sinto o espasmo no seu peito levemente e isso me faz sorrir. Eu me abraço nele com mais força. Respiro com mais força. Quero sentir tudo: o calor da sua pele, o cheiro do seu perfume, o modo como os seus braços me acolhem naquele lugar tão especial onde tudo parece tão pequeno...

O cabelo dela me lembra um lugar quente e seguro / onde como uma criança eu me esconderia / e rezaria para que o trovão e a chuva / passassem quietos por mim— eu murmurei. – Acho que sempre que eu ouvir essa música, vou lembrar de você.

Sinto suas mãos subirem pelas minhas costas.

— Hum, pense bem. Sweet Child O’ Mine é uma canção poderosa. Não se pode dedicar a qualquer um – ele alertou.

— Você não é qualquer um – eu justifiquei. – E acredite já conheci alguns.

Ele segura meu rosto entre suas mãos e sorri. Tento enxugar meus olhos vergonhosamente úmidos antes que ele veja, mas é tarde e ele mesmo os enxuga.

Ela tem olhos dos céus mais azuis / como se eles pensassem na chuva / odeio olhar para dentro daqueles olhos / e ver um pingo de dor— Alexander murmurou, antes de me beijar suavemente na boca. – Você escolheu uma boa música. Essa é um clássico.

— Mais clichê que isso só "Don't wanna miss a thing" — respondi.

Notas finais
PREVIEW: Capítulo 50 - Somos uma família — Sua idiota... por que não ligou?! Por que você não falou nada?! Tem ideia de como íamos ficar se algo acontecesse?! Idiota! Não consigo responder, porque sei que ela tem razão. Eu mesma me disse aquilo inúmeras vezes. Foi por isso que eu sabia que devia contar para eles. — Eu não queria... preocupar vocês... – confessei. — Enfia essa sua preocupação no cu.... somos sua família, porra – Mary diz furiosa. Ela só falava palavrão quando estava furiosa. – É nossa obrigação nos preocuparmos com você... — Sua irmã boca-suja tem razão – meu pai concordou, enxugando as lágrimas dos seus olhos. – Somos sua família e você não pode nos obrigar à não nos preocuparmos com você. E não pode esconder essas coisas de nós, Bell... Esse garoto... ele podia... Ele não chega a dizer nada, porque começa a chorar novamente. Seu tom de voz era sério, mas sem firmeza. Mas, de alguma forma, foi o suficiente para que, por algum motivo, um sorriso aparecesse no meu rosto. Eu só... não sei... os amava demais.