Good Gone Girl
40 Capítulo 40 – Propondo... pedindo... implorando
Notas iniciais
Capítulo 40 – Propondo... pedindo... implorando
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Seu silêncio dura até chegarmos ao apartamento e ele abrir a porta para mim.
Nada havia mudado desde a primeira vez que eu estive ali: o sofá pequeno, a mesa de centro, uma cozinha pequena.... No entanto, eu sentia como se já houvessem se passado décadas desde a última vez que eu pus meus pés ali. Como se desde então muita coisa houvesse se desenrolado na minha vida. Sem dúvida, a Bell que pisara ali há apenas alguns meses, parecia uma Bell completamente diferente dessa aqui.
Eu entrei cautelosamente, perguntando-me o que eu deveria fazer primeiro: tomar um banho, me jogar no sofá e dormir ou me jogar no sofá e ficar em posição fetal pensando no que havia se tornado a minha vida. A única coisa que me acorda dos meus pensamentos é o barulho da porta se fechando, e os passos de Alex atrás de mim.
Meu deus. Ele ia ficar aqui também?
Puta que me pariu.
— V- você vai ficar aqui?! – Foi a frase mais vergonhosa que já disse na minha vida. Minha voz gaguejante saiu muito aguda até para os meus ouvidos.
— Até Ellie e Sasha voltarem, pelo menos – ele respondeu, tirando o casaco e jogando sobre a pequena mesa de jantar, perto da cozinha.
Por debaixo dele, Alex usava uma costumeira blusa preta que realçavam ainda mais as tatuagens incríveis que escapavam por sob a gola, e as mangas. Eu sinto que poderia ter ficado encarando-as a noite toda, no entanto, sou tomada uma raiva que me faz desviar o olhar dele. Fico com raiva porque ele parece tão calmo, tão inabalável que é irritante. Principalmente porque eu estou à beira de um ataque de nervos.
Obrigo-me a entrar em seu jogo de indiferença, para manter meu orgulho.
Consigo apenas lhe dar um olhar rápido e desinteressado, como quem diz “ah é? ” Então sigo para onde eu sabia que ficava o banheiro. Quanto menos tempo eu passasse perto dele, no mesmo cômodo que ele, seria melhor para a minha paz mental. Apesar de eu sentir que, até Sasha e Ellie voltarem, eu não teria nenhuma naquele apartamento.
Eu tomo um banho rápido e quente, para relaxar os músculos tensos.
A sensação é boa. Como se eu houvesse tido um dia muito cansativo, apesar de não ter feito outra coisa... que não ser saco de pancadas de Michael. Uma coisa que não sai da minha cabeça: por que ele tinha tanta certeza de que havia sido eu? Mais que isso, por que ele citou Lauren? Como ele sabia que eu teria voltado a falar com ela e que ela poderia me contado algo assim?
Quando ele me acusou, foi uma afirmação, não uma interrogação.
Não como se ele estivesse supondo aquilo, mas como se ele soubesse.
Quando saio do chuveiro, olho a minha imagem no banheiro e eu estou horrível. Pareço muito cansada, e há hematomas pelo meu pescoço, pelo meu ombro.... Sendo o mais visível, a vermelhidão do tapa na minha bochecha e isso me envergonha. E me arrependo de não ter batido nele também, mesmo que não fosse machucar... seria menos vergonhoso do que apenas levar porrada.
Eu saio de fininho do banheiro e analiso rapidamente a sala à procura do meu inimigo. Encontro-o de costas, na cozinha, esquentando água. Então eu vou para o quarto de Ellie... ou de Sasha, não sei, só entro lá e percebo que eu nunca entrei no quarto delas antes. Esse era um quarto azul bebê, com móveis de segunda mão, e um enorme armário bagunçado, onde há todo o tipo de roupas.
Pergunto-me se elas vão se irritar se eu pegar uma camisa ou qualquer coisa emprestada. Imagino que não... dada a toda aquela situação. Eu esperava que elas fossem razoáveis. Mas de qualquer forma, levo um tempo tentando encontrar uma roupa limpa naquela bagunça (que faz meu TOC se contorcer dentro de mim) e que fosse velha para eu poder usar. Encontro uma enorme camiseta com estampa psicodélica (tipo, hippie) e totalmente fora de moda. Nunca que elas usariam aquilo.
Eu me desenrolo da toalha e vou colocar a blusa, mas antes dou uma parada para analisar todo o meu corpo dolorido no enorme espelho dentro do armário. Como eu suspeitava, havia hematomas ao longo de todo o meu corpo. Hematomas espaçados que poderiam parecer até mesmo aleatórios, alguns eram mais fortes que outros, e variavam muito de cor, haviam vermelhos, haviam roxos.... Parecia que tinha todo o círculo cromático de hematomas na minha pele.
Eu queria falar um palavrão. Um palavrão bem feio. Mas parecia que todos os palavrões existentes em inglês ou em francês não seriam o suficiente para expressar tudo o que eu estava sentindo naquele momento.
— Puta que pariu
Não fui eu quem disse aquilo.
Não vi quando Alexander entrou no quarto, e muito menos ouvi a porta, só percebo quando ele solta o palavrão. E então sinto a ponta de seus dedos roçando levemente sobre os hematomas espalhados pelo meu corpo. Seria constrangedor, se todo meu corpo não houvesse sido tomado por aquele arrepio prazeroso de sentir o toque dele na minha pele. Um toque suave e lento.
Quero bater em mim mesma por essa reação, mas era algo instintivo.
De uma maneira que eu consideraria muito corajosa, eu consigo me livrar daquele encantamento (que era sentir o seu toque) e coloco blusa. Era larga, parecendo um vestido, mas era confortável. Então tento fugir dele quando sinto sua mão no meu braço e sua boca na minha. Isso mesmo: ele me beijou. Do nada.
E seus lábios são incríveis.
O modo como se mexem delicadamente sobre os meus, o modo como eles parecem macios e quentes, doces com um leve sabor mentolado.... Eu digo a mim mesma que eu tenho que ser forte. Que eu tenho que lutar contra isso. Esmagar essa vontade de me perder nele, de me perder nos seus beijos, no seu toque, no seu olhar..., mas dessa vez parecia muito difícil. Como lutar contra areia movediça: quanto mais você se debate, mais rápido se afunda.
Era assim que eu me sentia lutando contra essa paixão que eu tinha por ele.
Quando vejo, estou passando meus braços por volta do seu pescoço e o beijando de volta. Meu deus, eu havia sentido tanta saudade daquele beijo, daqueles braços, daquele ofegar suave que ele soltava quando pegava fôlego, daqueles cabelos macios em minhas mãos, e o como ele gemia baixo quando eu os puxava levemente... Então eu acordo, daquela mágica de repente, como se houvesse uma parte de mim que não se daria por vencida tão facilmente.
Consigo me afastar dele, mesmo que todo o meu corpo pareça protestar contra isso. Eu estava em chamas e sentindo formigamento em todo pedaço que havia encostado nele. Como se ele houvesse me queimado, um queimado bom e excitante.
Quando eu ergo o olhar por um minuto, encontro-o me olhando como se estivesse confuso. E isso cresce em mim uma centelha de raiva... uma raiva que foi substituída por vergonha, fazendo com que eu me encolha.
Sentia vergonha de mim mesma.
Vergonha da facilidade que ele teve de me enfeitiçar daquele jeito. Não havia outro nome para o efeito de Alexander sobre mim. Um toque suave com a ponta de seus dedos, um olhar brilhante e mágico capaz de fazer você se sentir especial, e então um beijo do tipo que te transformaria numa poça derretida se não tivesse cuidado. Só podia ser alguma espécie de feitiço.
Então eu fujo.
Vou para a pequena sala, como se o apartamento fosse grande o suficiente para eu fugir do ruivo, e me jogo no sofá. Como se eu pudesse ignorar a presença dele enterrando meu rosto em uma das almofadas, como se eu pudesse fingir ter adormecido assim que caí naquele lugar confortável.
Obviamente ele me segue, e só me dou conta de sua presença quando o sinto jogar um cobertor sobre mim. Não me mexo, tento me fazer de morta e tenho certeza que isso seria uma situação constrangedora se eu não pudesse fingir demência por conta de toda situação de horas atrás.
— Tudo bem, você não quer falar agora – ele disse enfim, parecendo derrotado. – Então... você pode ao menos me ouvir?
“Ele não vai te pegar nesse papo. Não vai” eu penso para mim mesma, encolhendo-me ainda mais debaixo do cobertor. Como se quisesse desaparecer.
— Eu sei que fui babaca ontem – ele disse, enfim. – Eu sei que fui mais que um babaca: fui um filho da puta por ter dito aquelas coisas e agido daquele jeito. Sei que magoei você, e entendo que você esteja com raiva de mim ou até mesmo desapontada.
Meu coração se apertou no peito..., mas não me mexi.
— Pelo que eu me lembro daquela discussão e, acredite, não é muita coisa... Eu acho que nós dois temos muito para se dizer um ao outro – ele continuou. – Mas não vou exigir que você se obrigue a isso agora, porque você não quer conversar, e me parece injusto eu ficar falando apenas o que eu acho das coisas, como eu fiz ontem..., então, considere que estou propondo uma segunda chance.
Eu franzi o cenho para mim mesma e arrisquei um olhar para ele, desconfiada. Encontro-o de pé, em frente ao sofá onde estou enrolada feito um casulo. Ele não percebe que estou observando-o quando completa, coçando a nuca:
— Tudo bem, não estou propondo. Estou pedindo por uma segunda chance.
Eu hesito antes de dizer alguma coisa. Quer dizer, será que eu deveria dar uma segunda chance a ele? Eu já dei tantas “segundas chances” na vida, já tinha dado até terceiras e quartas chances, só para aprender que não deveria ter dado nem a primeira. No entanto.... Vejo-o se ajoelhando ao lado do sofá, bem perto de mim, e dizendo:
— Muito bem, estou implorando por uma segunda chance.
Meu coração se contorce no peito. Senti-me a pior pessoa do mundo.
— “Temos muito o que dizer”. Quem diz, diz alguma coisa a alguém – eu resmunguei, aceitando minha derrota e virando-me para ele. – “Temos muito o que dizer um ao outro”.
Ouço-o soltar um suspiro de alívio e então jogar metade do seu corpo sobre o casulo em volta do meu corpo. Ele pesa e tira-me todo o ar dos pulmões de uma maneira que eu sabia poder ter sido mais prazerosa. Sinto sua testa nas minhas costelas.
— Obrigado... – ele murmurou.
— Obrigado nada – eu retruquei. – Não concordei com porra nenhuma.
Ele ergueu a cabeça, surpreso.
— Não...?
Cerrei os lábios com indignação e, quando vejo, sou tomada por uma raiva estranha, que beirava a indignação. Mais que isso, talvez. Algo que eu não sabia o que era, mas que eu estava sentindo desde que ele havia aparecido no hospital.
— Eu concordo com o que você disse... claro que temos muito para explicarmos um para o outro..., principalmente porque eu não entendo que merda você está fazendo comigo – eu disse, sentando-me no sofá. – Quer dizer, você acha que pode falar tudo aquilo para mim, me deixar ir embora do seu apartamento, e levar quase 24h para vir atrás de mim?! Sério, Alexander, eu significo tão pouco para você?! Pior que isso, você acha que pode aparecer como se nada tivesse acontecido, com essa cara de quem estava preocupado e me dar um beijo na primeira chance?!
Ele pisca, e então arqueia as sobrancelhas. Parece surpreso.
— Quer dizer... o que eu sou para você?! Por que quando eu penso que você me deixou ir embora, você volta e se acha no direito de ficar mexendo comigo?! – Eu pergunto, sem perceber o quanto meu tom de voz é alto, e que pateticamente lágrimas inundam minha visão. – Aí... você pensa que pode me largar no hospital... e só fica porque seu amigo te obriga a isso. O clima ficou tão estranho... acho que todo mundo percebeu... e mesmo assim eles... merda, eles te mandam para ficar aqui... me machucando, me cutucando... me fazendo sentir essa bagunça, esse misto de dor e de... de... não sei. Não gosto. Não gosto de nada disso. Eu juro que eu só queria dormir... e esquecer dessa merda toda, dessa confusão na minha vida, na minha cabeça, no meu coração...
Sou surpreendida pelos braços dele ao meu redor, eu sei que não devia gostar disso. Eu sabia que devia lutar contra ele de novo, mas tudo doía tanto... meu corpo, minha cabeça... eu estava cansada. Cansada de tudo, daquele dia, daquela semana, daquele mês.... Eu só queria dormir e poder me sentir descansada, uma vez na vida.
— Eu não ia te largar no hospital, por que diabos você pensou nisso? – Ele murmurou, acariciando os meus cabelos. – Eu não ia...
— Você estava querendo entrar no seu carro quando seu amigo disse que você não ia porque eu precisava de você – eu acusei, empurrando-o. – Liguei os pontos.
Ele fica em silêncio e então solta um palavrão. Então ele insiste:
— Não estávamos nos referindo a isso, Bell. Eu não ia te largar no hospital...
— Você me largou no meio do depoimento... – eu retruquei.
— Foi diferente – ele respondeu, ficando rígido de repente. Afastei-o para olhar no seu rosto, foi quando ele segurou meu rosto em uma de suas mãos e me disse: – Você tem ideia do como me machucou ouvir aquilo? Na verdade, eu fiquei tão puto que quis ir atrás de Mike para encher ele de porrada... e teria ido se Oliver não tivesse me parado e tentado argumentar de todas as maneiras possíveis. E foi isso o que você ouviu.
Perguntei-me se era verdade. Alex havia ficado tão puto que teria ido atrás de Mike, então Oliver o impediu... E teria dito: “Sabe por que você não vai fazer isso? Porque ela precisa de você”. Talvez encaixasse, mas eu não tinha certeza se devia acreditar. Olhei para ele novamente, então perguntei:
— E você pensou no como me machucou ter que dizer aquilo? Responder aquelas perguntas, na emergência de um hospital, com um bando de estranhos ao meu redor de plateia...
Ele hesitou, por um momento, como se pensasse naquilo. Como se não houvesse cogitado que eu poderia ter me sentido daquele jeito... então voltou a me abraçar. Dessa vez mais apertado. Meus hematomas e meu corpo chegam a doer um pouco. Minha cabeça então... é como uma bomba, insuportável.
— Você tem razão..., me desculpa. Eu fui idiota – ele murmurou. – Não devia ter te deixado sozinha... não devia nem ter deixado você sair do meu apartamento.... Me desculpa, me desculpa, me desculpa.
Ele beija a minha testa, inúmeras vezes.
Mas o que mais me deixa surpresa é que... ninguém nunca disse aquelas palavras para mim. “me desculpa”, “fui um idiota”, “você tem razão”. E a sensação de ouvir aquelas palavras fazem com que eu recomece a chorar e encoste minha testa no seu peito.
— Por que você demorou tanto para dizer algo assim? – Eu resmunguei, dando um soco no seu peito. – Sério, eu esperei a tarde toda por uma ligação, uma mensagem de texto, um sinal de fumaça.... Idiota.
Ele não me solta.
— Eu podia ter feito isso..., mas eu achei que havia fodido com tudo de vez... então achei que eu deveria me redimir à altura da cagada que eu fiz – ele respondeu. – Eu liguei para meus amigos, falei até com Sasha e Ellie para elas me ajudarem a fazer uma surpresa para você..., mas então tudo isso aconteceu.
Eu franzi o cenho.
Acho que algo em tudo aquilo me bugou.
— Você pediu... para os seus amigos, Sasha e Ellie te ajudarem... a fazer uma surpresa... para mim? – Eu repeti, como se a frase não fizesse sentido.
Ele concordou com a cabeça lentamente, mas não entendo. Quer dizer, não fazia sentido. Por que alguém faria uma surpresa para mim? Mais que isso, por que Alexander faria uma surpresa para mim?
— P- por quê? – Murmurei a mim mesma.
Alexander solta uma risada e diz:
— Porque eu gosto de você.
Eu não soube o que dizer com aquela declaração que podia não se equivaler com um dramático “até alguns minutos atrás eu estava pronta para admitir o quanto eu sou apaixonada por você”, mas ouvir aquilo, daquela boca, era desestabilizador. Como um sonho que você espera realizar por tanto tempo, que não sabe o que fazer com a realidade. Não consigo responder nada e ele não me cobra.
Ao contrário, ele sorri e me oferece um chocolate quente (que provavelmente já estava frio) que estava sobre a mesa de centro. Ele diz que fez para me ajudar a dormir e eu fico em dúvida se quero encher ele de porrada ou de beijos. Ele diz para eu decidir isso amanhã, porque eu precisava dormir.
E ele ainda estava na sala quando eu dormi.
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E Alexander ainda estava lá quando eu acordei.
Sasha e Ellie também estavam, mas elas incrivelmente são discretas o suficiente para não perguntarem sobre nossa conversa estranha e muito menos se interessarem por qualquer outra coisa que não de que jeito eles iam matar o Mike.
Elas não chegam a um consenso entre empalá-lo com uma estaca que vá do cu até a boca (à la Vlad, Tepes, conhecido também como Vlad, o empalador) ou cortar ele em pedacinhos e entregar para cachorros comerem. Alexander obviamente protestou alegando que cachorros não mereciam lixo como comida. Sua conversa termina quando digo que tenho que me vestir e ir fazer o exame de corpo-delito.
Elas não perguntam sobre isso, apenas se eu quero que elas vão comigo, mas então Alexander diz que pode me levar de carro e elas acham que isso é algum sinal para elas arrumarem desculpa para não irem. Sério. Pergunto-me o que uma coisa tem a ver com a outra, mas ainda me sinto cansada de mais (e culpada demais) para reclamar, então é assim que eu me vejo sozinha no carro com ele, novamente.
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Fazer o exame é estranho. As pessoas te olham, não como se você fosse uma pessoa, mas como se você fosse um objeto. A prova de alguma coisa. Então eles batem foto, medem e tudo o mais... como se você fosse a cena de um crime. A mulher que me atendeu nem me perguntou nada, nem se preocupou em puxar assunto comigo. Só focou no seu trabalho e eu a deixei trabalhar.
Me sinto horrível quando saio de lá.
Como se a minha última parte de dignidade houvesse sido tirada de mim.
Não sei se isso é visível no meu rosto, mas Alexander me abraça. E, merda, apesar dos pesares, eu gosto muito do abraço dele. É reconfortante e me sinto idiota por gostar tanto dessa forma, mas essa era a Bell: a garota que sempre procurava apoio nos outros. E, dessa vez, ela havia encontrado.
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