Good Bad
4 Capítulo 4 – Meu segredo.
Notas iniciais
eu sei q eu disse 3, mas vou postar mais um :D
Foram até uma sorveteria, comprou uma casquinha cada um e resolveram caminhar enquanto comiam o sorvete.
-Há quanto tempo está aqui? – perguntou ele depois de um silêncio momentâneo. -Faz quase um ano. -Por qual motivo veio pra cá? Enjoou de onde morava?-Não, na verdade...eu fui expulsa de alguns colégios... – disse envergonhada.-Alguns quantos?-Ah...- e fez cara de pensativa. -...uns cinco...-Cinco colégios? – perguntou incrédulo. – o que fazia pra ser expulsa de cinco colégios? -Ah, eu sempre fui meio moleca, aí os professores não entendiam isso sabe? Estavam sempre me botando fora de sala ou então me reprovando. Essas coisas...-E o que fazia pra irritá-los? -Eu não parava de falar e vivia no meio de um bando de garotos e às vezes eu brigava.-Brigava?-É, brigava com um dos meninos e caiamos na porrada. -Nossa! – disse ele parando e olhando pra ela surpreso.-O que foi? -Não parece um menino pra mim. – disse fazendo ela corar mais. -Ah! Para com isso. – disse dando-lhe um tapinha de leve. E continuaram a caminhar. – eu nunca repeti um ano, mas fiquei em muitas dependências. Apesar de tudo sempre tirei boas notas. Modéstia à parte, eu sou bastante inteligente. -Você mudou muito. -Como assim? -Fisicamente. -É, perdi todo aquele excesso de pele e carne que havia em mim. Menos nas bochechas. – disse fazendo ele rir. -O que você fez pra emagrecer tanto? -Educação física. E você? também emagreceu muito desde a ultima vez que te vi.-Também faço educação física. Jogo futebol americano. -Ah! Eu também adoro jogar futebol americano. Meu time venceu duas temporadas. -Qual era sua posição?-Quarterback.-Eu também. -Jura? – perguntou surpresa. -Temos mais coisas em comum do que pensava. -É. parece que sim. – respondeu ela parando. – foi bom conversarmos de novo. -O que foi? Já está na hora? – perguntou olhando o relógio. – eu te levo lá. Onde é o curso?-Não precisa.-Por que? eu te levo.-Não, eu vou sozinha mesmo... -Parece que não quer que eu descubra onde é. por que? – perguntou desconfiado.-Ta bom. – e ela abaixou a cabeça pensativa. – na verdade não é um curso.-Não? – perguntou desconfiado. -É, e não é. vem. Eu te mostro. – e os dois dobraram a rua e em alguns minutos chegaram em frente a um prédio no qual entraram. -Pra onde estamos indo? -Você já vai saber. Entraram num elevador e quando as portas do elevador se abriram novamente apareceu uma sala enorme toda espelhada onde tinha algumas pessoas alongando. - chegamos. – e ela o olhou com medo.-Que foi? -Não vai me zoar? -Por que?-Eu faço aula de dança. Você é a primeira pessoa a saber disso. – disse o encarando. -Stacey, anda. – gritou uma mulher. -Tenho que ir. Se quiser ir, vou entender. -Não, eu quero assistir. – disse ele indo se sentar numa das cadeiras que tinha no canto. Stacey tirou sua camisa, ficando de top e a guardou na mochila. No começo, Stacey ficou meio tímida pela presença dele que não deixava de olha-la. Mas com o tempo, ela foi se soltando e deixando a timidez de lado e fez uma ótima dança. No final da aula, quando as outras meninas estavam entrando no elevador pra irem embora, a professora a chamou pra uma conversa e depois da conversa saiu deixando ela sozinha. Ela tirou a camisa da mochila e vestiu e depois foi até o Gerard que se levantou quando ela vinha na direção dele. -oi. – cumprimentou sem graça. -você foi ótima. – disse ele fazendo-a corar ainda mais.-Obrigado.-O que falaram quando todas as outras meninas saíram? – disse se referindo a professora dela quando conversavam.-Minha professora veio me dizer que vou ser a dançarina principal na apresentação do final do ano. -Que legal. Você merece, dança muito bem. -Para com isso que está me deixando cada vez mais sem graça. – disse sorrindo. -Mas é a pura verdade. Os dois saíram do prédio e iam andando pra casa enquanto conversavam. -por que esconde isso?-A dança?-sim.-Não sei. Tenho vergonha, sei lá...-Por que a vergonha?-Não quero que as pessoas me olhem como uma garota.-Mas é o que você é, ou não? – e a olhou com cara de assustado, depois começou a rir. -Sim, mas não quero que me olhem desse jeito. Espera um pouco, vou comprar um capuchinno. – os dois entraram numa cafeteria e depois pararam escorados na ponte que tinha ali perto. -Não é lindo? -O que? -O sol sumindo no meio das montanhas. -É... – disse olhando pra onde ele olhava. – é realmente lindo. – seus olhos brilhavam vendo aquela maravilha. -Agora eu entendo. – disse ele de repente depois de alguns segundos em silêncio.-Entende o que? – e ela se virou pra ele.
-Por que não quer que saibam do seu segredo. -Entende? – perguntou dando um gole no seu capuchinno. -Quer parecer forte pros outros quando na verdade é uma menina frágil, romântica e solitária. -Romântica tudo bem, mas solitária? -Deve se sentir assim fazendo com que todos tenham medo de você. – disse ele serio olhando nos olhos dela. Os dois ficaram se olhando por um grande tempo até ela virar o rosto.-Eu tenho que ir. – disse com o rosto ainda virado. – vou pegar um táxi. Tchau. – deu um beijo rápido na bochecha dele e correu fazendo sinal pro táxi que vinha na rua. Gerard continuou ali parado observando ela entrar no táxi e partir.
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