Gone too soon
4 Life has these
Notas iniciais
PV OLIVER
Sabe quando você se vê certo e todas as pessoas do mundo erradas?
Eu me sinto assim todos os dias, minha mãe aquela cujo mais deveria me conhecer não aceita o fato de que eu não quero casar agora , ainda mais com uma pessoa que eu não amo. Não fui feito pra casar, fui feito pra ficar na farra, na balada curtindo e não em uma casa cheia de crianças e uma mulher que eu com certeza iria acabar odiando. Foi assim o casamento dos meus pais, foi esse o único exemplo de amor que eu conheci. E desde que meu pai morreu minha mãe vem insistindo para que eu me case e tenha filhos. Esse era mais um dos dias em que ela reclamava em meu ouvido.
— É sua responsabilidade Oliver, sua obrigação — exclama já perdendo as estribeiras.
— Você pelo menos ouve o que você está falando? — falei indignado com suas palavras.
— Ouça-me querido, eu não sou mais tão jovem e você precisa se casar e me dar netos para que o legado da família Queen continue.
— Você nem se importa se eu amo Laurel ou não, né? — falei descendo as escadas que dão para o Hall de entrada.
— Meu filho amar é para os fracos. Veja só o meu caso, eu amei seu pai e o que eu recebi em troca? Ele me traiu com uma vadia qualquer.
— Isso não significa que vai acontecer o mesmo comigo. Mãe, sou adulto e maduro o suficiente para escolher com quem me relaciono.
— Sério Oliver? Não é o que eu vejo quando você traz essas suas conquistas pra cá. Só não quero que se machuque, por isso vai casar com Laurel. — falou se retirando e indo para seu escritório.
— Você é uma ótima mãe, viu? — grito para que ela escute e saio bufando para a garagem.
Pego minha moto e vou dirigindo pelas ruas sem rumo até que paro no meu lugar especial. Especial por que meu pai sempre me trazia aqui e desde que ele morreu, há dois anos atrás, eu venho com mais frequência. Daqui dá pra ver Star City inteira. Depois de sua morte esse lugar nunca mais foi o mesmo. Nunca trouxe alguém aqui, nem mesmo Tommy ou Thea. Um som interrompe meus pensamentos e vejo que é Tommy me ligando.
— Alô? — falo mal humorado.
— É bom saber que você me ama, Ollie.
— Tommy para de drama e fala o que você quer. — falei irritado.
— Tá bom senhor gentil. Bom como todo mundo sabe hoje é a inauguração da minha boate e estou te convidando para vim pegar umas gatas. E ai aceita? Só carne de primeira.
— Não sei, Tommy. Não estou muito afim hoje, briguei com minha mãe e ela veio com o mesmo papo de sempre e não estou no cli...
— Espera aí, Oliver Queen recusando uma noite de farra ou eu estou ouvindo mal?
— Eu só não estou no clima Tommy. — falei enquanto me sentava no gramado.
— Ollie é a realização do meu sonho e você é uma pessoa especial pra mim, tem que estar lá. — disse aborrecido ao telefone.
— Tudo bem, eu vou. Só por causa da sua chantagem emocional. — falei revirando os olhos mesmo sabendo que ele não podia me ver.
— Tá certo Oliver. Te espero as nove, tchau. -falo desligando a linha.
Depois de um tempo rondando pelas ruas de Star decidi que era hora de ir pra casa. Deixei minha moto na garagem e subi para meu quarto me surpreendendo ao encontrar Thea no mesmo.
— Thea, o que está fazendo aqui? — falei um pouco aborrecido por ela entrar desse modo em meu quarto.
— Estava te esperando. — falou balançando as pernas como uma criança.
— Pra? — falei pegando uma muda de roupa em meu closet.
— Pra perguntar se você e a mamãe brigaram novamente — disse levantando e indo em minha direção.
— Brigamos Thea. E a culpa é toda dela por achar que pode mandar em mim desse modo.
— Você sabe o porquê ela faz isso? Ela sente falta do papai e também falta de você, por que desde que ele morreu parece que você morreu junto com ele nesse acidente. Você só precisa saber que não foi sua culpa Ollie. -disse já entre lágrimas.
— Eu estava lá Thea, eu vi nosso pai morrer e eu não fiz nada.
— Também sinto falta do papai. E sinto falta de você. O papai eu não posso ter de volta, mas você... — falou saindo do quarto.
— Droga. — disse indo tomar banho, pois já era quase nove horas.
—------------
Cheguei na balada e passei os olhos a procura de Tommy. Estava um pouco entediado para o começo de uma balada e um fim de semana de muita farra.
— Ei cara, tem peixe na área? — disse Tommy se aproximando de mim.
— Tommy eu acho tão ridículo você se referir as mulheres como peixes. — falo com mais tédio ainda.
— Parece que alguém está entediado. Por que não vai pegar alguém para ver se você se anima, ou você está com medo que a Laurel entre aqui e faça um escândalo?
— Não seja ridículo Tommy, não tenho medo da Laurel. Ela é um pouco hipócrita não acha?
— Como assim? — diz bebericando mais um gole do seu whisky.
— Ela diz que eu vivo com essas conquistas baratas e não dou muita atenção para ela, mas acho que ela se esqueceu de que ela é mais uma dessas conquistas. — digo passando os olhos pelo local procurando a foda da noite.
— Oliver vocês estão noivos, ela achou que você mudaria por ela. — fala enquanto colocava o copo na bandeja que o garçom que passou por nós segurava.
— Primeiro eu não estou noivo dela, minha mãe que quer me obrigar a casar com ela e depois assumir a empresa da família, e segundo nós dois sabemos muito bem que Laurel Lance não é capaz de mudar nenhum homem.
— Isso foi cruel. — exclama parecendo um pouco irritado. — Mas vamos lá, que tal nós fazermos uma aposta?
— Que tipo de aposta? — pergunto curioso, adoro competições.
— Eu escolho uma mulher daqui para ser sua última transa antes do casamento, mas claro que não vai ser qualquer mulher, vou escolher a que aparente ser a mais difícil de todas nessa boate e você vai ter que conquista-la, ela vai ter que querer te apresentar a família e aos amigos. Você tem apenas duas semanas até seu casamento para conquistá-la.
— Eu já disse que não vou me casar.
— Ok, mas o que te impede de se divertir no tempo que tem para fazer sua mãe a desistir do casamento?
— Bem sua proposta parece tentadora, mas o que eu ganharia com isso? — digo impressionado com seu nível de maldade.
— Além de um boa diversão você ganharia como prêmio ir assistir a um jogo do Blue Jays com direito a lugar na primeira arquibancada, conhecer o jogador mais famoso do time, o grande Justin Smoak, e também a três chances de ir lá no campo jogar com eles e ganhar uma camiseta autografada por todos do time. E aí, vai aceitar ou não? Eu escolho a menina, você cumpre a aposta e no fim destrói o coração dela antes de se casar com a Laurel.
— E qual e a finalidade dessa aposta? O que você ganharia? — falei sabendo que ele nunca faz as coisas sem motivo.
— Nada, só quero me divertir a suas custas, o ganhador maior disso tudo vai ser você, só vai custar um coração partido e você nunca ligou muito pra isso. E ainda por cima vai ganhar uma foda que convenhamos é bem melhor quando se demora a conquistar.
— Tudo bem, escolhe a garota. — digo me rendendo aos seus argumentos.
Ele parece analisar o local a procura da garota certa. Começa a andar para perto do bar e aponta para uma garota de cabelos pretos com mexas, ela era extremamente branca e usava um vestido preto. Estava acompanhada de um garoto magricela e uma garota de cabelos castanhos e ondulados, logo eles viram um copo de vodka e a garota e o garoto saem em direção à pista de dança. Vejo a garota morena pedir algo ao barman.
— Vai lá, ela agora está sozinha, oferece uma bebida e se vira. Amanhã me conta como é ficar sem uma foda no fim de semana. — diz e sai rindo a procura de uma diversão para ele.
— Isso vai ser tão fácil quanto arrancar doce de um bebê. — falo para mim mesmo a caminho do bar.
— Mais uma pra mim, por favor. — pede ao barman.
— Um copo de vodka para mim também. -peço chamando sua atenção.
Assim que o barman trouxe a vodka eu tomei tudo em um gole e então ela fez o mesmo.
— Você quer dançar? — Perguntei sensualmente.
— Não, muito obrigada. Não estou bêbada o suficiente. — falou massageando as têmporas.
— Assim você me ofende princesa. — digo com uma falsa cara de ofendido.
— Sério? — diz erguendo as sobrancelhas e revirando os olhos.
— Bom já que não esta bêbada o suficiente para dançar comigo que tal eu te oferecer um copo de Vodka? Agora saiba que não irei desistir da minha dança com você.
— Está tentando me embebedar? -pergunta risonha.
— Exatamente isso. Então vai aceitar? -exclamo animado.
— Eu não deveria aceitar bebida de estranhos, mas já que insiste tanto.
— Bem, sou Oliver Queen. Você já deve ter ouvido sobre mim. — digo estendendo minha mão para cumprimentá-la.
— Sou Felicity Smoak e sim, já ouvi falar de você, mas não foram coisas boas. — diz com um sorrisinho no canto dos lábios.
Bebemos até ficarmos tontos, Felicity mais que eu.
— Então senhorita Smoak, vai aceitar dançar comigo agora?
— Acho que agora estou bêbada o suficiente para dançar com você. — falou pegando em minha mão e caminhamos em direção à pista de dança. Estávamos dançando coladinhos.
— Onde está a Cait? — pergunta sussurrando.
— Quem é Cait baixinha?
— Minha amiga, cadê ela? -diz saindo dos meus braços. Acho que ela estava falando da garota de cabelos ondulados que estava com aquele menino magricela mais cedo.
— Eu não sei, mas podemos procurar se você quiser. — digo segurando seus braços.
— Antes eu tenho que fazer isso. — falou me puxando para um beijo afobado que nem deu tempo de corresponder pois logo nossos lábios estavam separados de novo.
— Isso foi bom, agora temos que procurar minha amiga. — diz e sai cambaleando, ela ia caindo quando a peguei em meus braços.
—Você cheira bem. — diz passando o nariz em meu pescoço. Percebo que ela não queria dizer isso em voz alta.
— É, você não cheira mal também. — E acabo rindo de sua língua solta.
— Eu disse isso alto? — pergunta assustada.
— Se faz te sentir melhor eu quase nem escutei. — começo a rir.
Sinto seus lábios nos meus, agora de forma calma. Posso sentir seu gosto se misturar ao meu quando de repente ela para bruscamente o beijo.
— Eu estou muito bêbada. – diz o obvio se levantando rapidamente e cambaleando para o lado. — Acho que é melhor eu ir pra casa.
— Opaa vai com calma baixinha. Parece que seus amigos te deram um perdido e está muito tarde pra você sair por aí desse jeito. Vem, eu levo você pra casa.
Peguei na mão dela e saímos em direção ao carro. Abri a porta e ela entrou se acomodando no banco de carona. Liguei o carro e ela me disse o local onde morava e então partimos em direção à sua casa. Fomos o caminho todo em silêncio. Depois de alguns minutos já estávamos na frente de sua casa.
— Felicity, nós chegamos — olhei para ela que estava dormindo. Tentei acorda-la sem sucesso, então tirei o cinto e abri a porta do carro, peguei a bolsa dela e procurei pela chave. A peguei no colo e entrei na casa. Fui em direção ao quarto e a coloquei na cama para não acorda-la, tirei os seus saltos e a cobri. Já estava saindo do quarto quando escutei a voz sonolenta dela me chamar.
— Oliver, você poderia ficar aqui comigo? Não quero ficar sozinha... por favor. — fez cara de choro.
— Claro baixinha — tirei meus sapatos e a camisa, me deitei ao seu lado — Boa Noite Felicity.
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