it's way too soon, I Know This isn't love

But I need tell you somenthing

I really really really really really really Like you

And want you,do you want me, too?

I really like you (Carly Rae Jepsen)

POV flicity

Acordei com mãos em minha cintura, me espantei ao notar que havia um homem em minha cama. Não conseguia lembrar do que que tinha acontecido, nem como eu havia chegado aqui e como esse homem tinha vindo parar em minha cama. Me lembrava apenas de um cara ter chegado perto de mim e me chamado pra dançar, depois de eu ter recusado ele me ofereceu uma bebida e depois disso eu não lembrava de mais nada.

Eu estava com uma dor de cabeça terrível, então decidir ir tomar um banho. Me levantei lentamente para não o acordar, fiquei aliviada por ver que eu ainda estava com as roupas da noite passada. Caminhei lentamente até o guarda roupas e peguei uma roupa confortável, fui para o banheiro, me despi e entrei no box. Liguei o chuveiro e deixei que a água morna caísse sobre mim. Tentei lembrar ao certo o que tinha acontecido na noite passada. Então lembrei de ter dançado com o cara que agora estava dormindo na minha cama que por um acaso se chamava Oliver e eu não só dancei como o beijei também.

– Puta merda, eu nunca mais bebo em minha vida. — sussurrei pra mim mesma, tentando assimilar aquilo.

Sai do banheiro em passos lentos e vi que Oliver não se encontrava mais na cama, acho que ele havia acordado e decidiu ir embora, graças a Deus porque eu não estava com humor pra aturar um "quase desconhecido" uma hora dessas. Desci as escadas e me direcionei a cozinha para fazer um café forte e procurar algum remédio para dor de cabeça. Quando cheguei encontrei um Oliver de costas e sem camisa, meu Deus que homem era aquele?

Ele estava cozinhando algo e pelo cheiro acho que eram ovos. Assim que percebeu minha e pegou algo em cima da mesa e me entregou. Era um envelope de aspirina.

– Acho que alguém deve estar com uma dor de cabeça dos infernos depois de ter bebido todas ontem.
– Você estava mexendo nas minhas coisas? — perguntei irritada. — Não te dei permissão pra mexer em minhas coisas — falei aos oitavos — Como você veio parar na minha casa? — perguntei tentando encontrar a calma que eu tinha perdido.
– Uoool parece que alguém acordou de mau humor. Eu só estava preparando algo para você comer sua ingrata. Eu te trouxe ontem para casa, você estava bêbada demais para vir sozinha e sua amiga te deu um chá de sumiço. Então quando eu estava indo embora você me pediu para ficar.

Eu tenho certeza que nunca pediria pra ele ficar, mas não comentei por que não queria prolongar mais essa conversa.

– Obrigada Oliver, mas acho que está na hora de pegar suas coisas e ir.
– Nossa, só queria ajudar sua mal educada, mas já que minha presença incomoda tanto vossa alteza eu vou embora. Até porque estou atrasado para uma reunião. — Falou indo em direção ao quarto para pegar sua camisa e seus sapatos. — Mas antes que eu vá embora tenho que te perguntar, você quer sair pra jantar comigo hoje à noite? — perguntou já de volta a cozinha.

– Não, Oliver. Eu nem te conheço direito.

– Mais um motivo pra termos um encontro. Se você não sabe é para isso que as pessoas têm encontros, para se conhecerem melhor. — disse piscando.

– Bom, eu sei exatamente para que servem encontros, é por isso que eu não quero ter um com você e além disso eu já tenho um compromisso hoje à noite. — abri a porta e o empurrei para fora.

– Ahhh. — bufei irritada trancando a porta e indo em direção à mesa. — Olha não é que isso está bom mesmo. — falei comendo um pouco dos ovos que Oliver acabara de fazer. — pelo menos ele sabe cozinhar. — falei comendo mais um pouco da gororoba.

—________________________

Já eram quase oito horas e nada de Caitlin dar notícias. Nós combinamos de sairmos para jantar junto com Barry, mas acho que eles esqueceram de mim. Como eu já estava arrumada para sair decidi ir comer no Big Belly Burger já que minha mãe querida não estava em casa pra fazer o jantar e eu não estava afim de cozinhar a essa hora. Peguei as chaves de casa, minha bolsa e parti em direção a lanchonete, fui a pé mesmo já que era perto. Procurei uma mesa mais reservada possível e me sentei.

– O que a senhorita vai querer? — perguntou a garçonete com um bloco e caneta em mãos para anotar meu pedido.

– Um hambúrguer com batata frita e um Milk Shake de Menta com chocolate. — Ela anotou meu pedido e foi em direção à outra mesa.

– Oii. — ouvi uma voz conhecida falar enquanto se sentava na minha frente. Só podia ser brincadeira. Deus, o que eu fiz? — Que droga. — exclamei irritada encarando Oliver.

– Já vi que você me ama né? — disse com um ar de deboche.

– Você não imagina o quanto. — falei sarcasticamente.

– Bom, eu gosto de você. — disse como quem conta um segredo.

– O sentimento não é reciproco. -falei no mesmo tom. — Mas estou curiosa sobre uma coisa. — falei com minha voz normal.

– Ficarei feliz em saciar sua curiosidade. — falou malicioso, ninguém está vendo isso não meu Deus?

– Por que raios você esta me seguindo? — falei ainda mais irritada com sua presença.

– Não estou te seguindo baixinha, que eu saiba esse lugar é público e eu só vou comer com uma grande amiga. — disse com um sorriso lindo e irresistível no rosto, o que estava acontecendo comigo hoje?

– Não somos amigos e você não vai comer comigo. — disse cortando o barato dele.

– Eu v...

– Com licença senhorita, seu pedido. — disse a garçonete de meia idade colocando o pedido na mesa.

– E o senhor vai querer alguma coisa?

– O mesmo que ela. — falou lançando um sorriso de molhar calcinhas para a garçonete que fico vermelha instantaneamente e eu revirei os olhas na mesma velocidade.

– Vejo que seu compromisso era bem agitado né? — perguntou Oliver assim que a garçonete saiu.

– O que? — perguntei confusa.

– Você falou que não podia ter um encontro comigo por que já tinha um compromisso e bem posso ver que seu compromisso era bem importante, né? Comer sozinha essas coisas gordurosas que vendem nessa espelunca. — falou com um sorriso de "eu te peguei".

– Primeiro não ouse falar mal do Big Belly Burger e segundo eu não menti para você, eu realmente tinha um compromisso, mas meus amigos me deram um bolo, e terceiro eu não te devo satisfações. — falei irritada comendo um pedaço do meu lanche. Do nada o louco começou a rir. — Tá rindo do que? — perguntei mais irritada.

– É que tem um... — falou entre gargalhadas.

– Um o que besta? — falei querendo rir também do que quer que seja que esse babaca estava rindo.

– Tem molho no seu rosto, você está toda suja. — falou rindo mais ainda.

– Aonde? — perguntei desesperada que alguém me visse toda lambuzada.

– Aqui. — Oliver disse, pensei que ele ia limpar com o guardanapo mais em vez disso ele chupou meu queixo tirando de lá todo resíduo existente de molho.

– Acho que agora está limpo. — disse sussurrando em meu ouvido. Nem deu tempo de assimilar o que ele dizia por que logo a garçonete voltou com o pedido dele estragando nosso clima.

– Aqui está o que o senhor pediu. — falou enquanto colocava o pedido de Oliver na mesa.

– Obrigado. — falou um pouco atordoado.

– Posso falar uma coisa? — a garçonete perguntou do nada.

– Claro. — dissemos em uníssono.

– Vocês formam um belo casal, em todos esses anos que estou trabalhando aqui, e pode se considerar muitos, nunca vi um casal com essa chama no olhar que nem vocês dois.

– Não somos um casal. — disse tímido. — Ainda... — agora mostrou suas garrinhas. Ainda olhei para o safado e o desgraçado estava sorrindo.

– Oh desculpe então. — disse ela saindo meio sem graça.

– Ainda nada, a gente nunca vai ser um casal seu ridículo. — falei áspera.

– Isso é o que você diz né. — disse com um sorriso sexy no rosto. — Bom onde paramos mesmo? — Falou tentando se aproximar novamente.

– Paramos aonde você vai embora e me deixa em paz. — falei empurrando sua cara para longe de mim.

– Tá bom, vou deixar você comer em paz mais não vou embora. — Disse mordendo seu lanche.

– Urgh. — bufei frustrada, sabendo que ele não ia sair daqui. Então desisti e resolvi comer por que estava faminta, afinal foi para isso que eu vim aqui.

– Para onde vai tudo isso? — disse parecendo chocado.

– Isso tudo o que? — falei sem entender a que ele se referia.

– O seu lanche. — exclamou ainda chocado. — Como pode comer tanto e ser tão magra?

– Vou considerar isso um elogio. — falei sem dar muita importância, mergulhando minha batata no milk-shake e vendo sua cara de nojo logo em seguida.

– Eca, que coisa nojenta. — fazendo uma careta engraçada.

– O que? Vai me dizer que você nunca comeu batatsmilke? — agora eu que falei chocada com sua falta de criatividade.

– Não, por que eu respeito que cada alimento foi criado separadamente e você não devia mudar isso, eles só deviam se misturar no nosso estomago o que já é bastante nojento. — falou com cara de quem ia vomitar.

– Do que você está falando? Todo mundo faz isso.

– Eu nunca vi alguém fazer isso. — disse se aconchegando mais no banco.

– Não é ruim, experimenta. — disse mergulhando a batata no líquido e colocando em sua direção.

– Eu não... — falou como se eu tivesse oferecendo uma arma, garoto dramático. Involuntariamente revirei os olhos. — deixa de ser besta e come logo.

– O que exatamente eu ganharia em troca? — como é que é? Ele tem algum problema? Aposto que caiu do berço e bateu a cabeça quando bebê.

– Você ganharia a deliciosa sensação de comer um batatsmilke. — falei irônica.

– Nada disso, eu quero um beijo. — disse fazendo biquinho.

– Nem ferrando. — falei incrédula.

– Por que não? Já nos beijamos antes e foi você gostou. Se eu vou ter que comer essa gororoba eu quero um beijo, nada mais que justo. — falou entrelaçando suas mãos com os cotovelos em cima da mesa, o que deixava ele numa posição super sexy. Que merda está acontecendo comigo? Acho que ele percebeu minha pequena divagação e pergunto de novo. — Então o que acha?

– Eu não vou te beijar, primeiro por que a primeira vez que nos beijamos eu estava bêbada. Isso pode ser considerado abuso, sabia? E segundo eu não vou te beijar por que eu não gosto de você. Você come minha gororoba quiser, mas não espere um beijo por que eu não vou te beijar. — falei com um pouco de desdém. — Confesso que estou um pouco decepcionada com seu poder de convencimento, pensei que playboys já nascessem com esse dom. – falei fingindo decepção.

– Tudo bem grossa, era só você falar não. Eu vou comer — disse tão baixo que quase não escutei.

– Vai comer?

– Vou. — falou pegando uma batata e a mergulhando no milk-shake como fiz a pouco tempo. — e baixinha?

– O que? — falei me acostumando com apelido digamos "carinhoso" que ele havia me dado.

– Você não tem ideia do que playboys como eu podem fazer. — disse dando uma piscadela e colocando a batata na boca. — Uoool isso é bom. — disse lambendo os lábios com cara de assustado.

– Eu não disse playboy? — falei com um sorriso vitorioso, o fazendo revirar os olhos.

– É sério, isso é muito bom. — mergulhando minhas batatas no seu milk-shake.

– Oh seu folgado, pegue suas batatas. — falei pegando minha cestinha e puxando mais para mim.

– Vai negar uma batata?

– Apenas coma as suas.

– Mas as minhas acabaram. — falou tentando pegar mais das minhas mãos.

– Então pede mais e para de pegar as minhas.

– Vou pedir sua chata. — falou sinalizando para que a garçonete viesse até nossa mesa.

– Folgado. — falei pra mim mesma.

—________________________

– Admite que o seu jantar foi bem mais interessante comigo ao seu lado. — Oliver falou quando saímos da lanchonete.

– Eu não vou admitir nada. — falei sorrindo enquanto passava meu olhar pela rua quase vazia.

– Admite vai... — falou me dando um leve empurrãozinho no ombro.

– Já falei que não vou admitir nada. — falei devolvendo o empurrão mais forte que o dele, que eu tenho certeza que não fez nem cócegas naquela montanha de músculos.

– Você veio de carro?

– Você não devia saber? Não estava me seguindo? — falei

– Veio ou não? — perguntou mais uma vez sorrindo.

– Não, minha casa é perto daqui. — falei andando em direção a casa.

– Eu levo você. — falou caminhando junto a mim.

– Não precisa se incomodar, eu posso ir sozinha. — falei parando bruscamente.

– Acha mesmo que eu vou deixar você andar pelas ruas do Glades sozinha?

– Não preciso de proteção sabia?

– Da para simplesmente me deixar te acompanhar? — falou cansado.

– Tudo bem. — falei me rendendo, pois já estava cansada de brigar... por hoje.

Andamos em silêncio, mas não um silêncio constrangedor, e sim aquele tipo de silêncio reconfortante e nenhum de nós queria quebrar esse clima bom.

– Bom parece que chegamos. — falou tímido.

– Eu queria agradecer. — falei tentando me redimir por ser tão grossa pela manhã. — Eu fui grossa com você está manhã e esqueci de agradecer. Eu estava bêbada e qualquer um teria se aproveitado da situação ontem, então obrigada. — falei um pouco constrangida.

– Não foi nada baixinha. — falou tirando uma mexa de cabelo do meu rosto e colocando atrás da orelha.

Sem que eu percebesse ele já estava perto demais com seus lábios roçando nos meus, fechei os olhos esperando receber seu beijo, mas me surpreendi ao receber seus lábios molhados em minha testa. Depois de um tempo beijando o local passo sua boca para meu ouvido.

– Não assim e nem aqui pequena. — sussurro me causando um arrepio quase que instantâneo. — Boa Noite Felicity. — disse por fim, saindo.

Quando ele não estava mais em meu campo de visão abri a porta e assim que a fechei escorreguei por ela alcançando o chão.

– Por que eu tenho que gostar logo dos playboys? — choraminguei baixinho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.