Golden Years

22 Olhos de Bette Davis


Notas iniciais
Olá queridos, olha quem já está aqui novamente! Não demorei desta vez, certo. Primeiro quero agradecer aos lindos que comentaram no capítulo anterior, eu amei! E a uma linda que recomendou a fanfic, gente. Isso não é demais? E quero agradece-la aqui, obrigada e este capítulo é dedicado a você. ♥ Agora vamos ao capítulo! Gente, está água com açúcar está fase da fanfic, não é? E quero esclarecer alguns pontos, os personagens ficam negando os sentimentos ora em outra, pois é primeira narração, logo primeiro pensamento. E pensamentos são confusos. Enfim, a música utilizada no capítulo pertence a Kim Carnes - Bette Davis Eyes de 1981. Bette Davis foi uma atriz muito famosa nos anos 50, seus olhos eram/são muitos grandes e impactantes. Espero que entendem a referência, enfim boa leitura.

Ainda posso ouvir os aplausos pela apresentação de hoje, ficou realmente demais, passamos mais uma vez e por pouco. Mas acho que não são aplausos no momento e sim murros na porta do banheiro.

Deixo a água escorrer pelo meu loiro brilhante, autoestima não faz mal a ninguém. Ainda lembro da Hinata naquela roupa, ela estava linda, perfeita. Como também lembro do ósculo do Idiota do Sasuke com a Sakura. Primeiro fiquei espantado, depois quis rir e muito.

Desligo o chuveiro e me enrolo na tolha antes que a porta seja posta abaixo. Tsunade é fogo, pega emprestado essa casa que só tem um banheiro. Abro a porta e dou de cara com o cara mais apaixonado do momento, vulgo Sasuke.

— Pensei que iria morar debaixo do chuveiro. – Sua voz é irritadiça. Sasuke, eu não tenho culpa se você não faz as coisas direito. Recordo perfeitamente do que nos disse quando voltou a realidade após o beijo. A desculpinha esfarrapada do Uchiha foi “ Não passou de encenação apenas para classificarmos”

Sei Sasuke, mas o melhor foi a dona Sakura que afirmou veementemente positivo, mas Sasuke, a rosada é uma garota e por mais que ela concordasse, jamais deve dizer que um beijo foi encenação ou é insignificante.

— Vê se consegue se afogar. – Abro um sorriso pela sua expressão e bem saio do local e escuto a porta bater. Já está tarde e falta somente o Sasuke e a Sakura para tomar banho. Ficamos por último, pois tiramos a sorte no palito e a Sakura ficou com o menor, resumindo a última a tomar banho. Como dizem por aí, azar no jogo e sorte no amor, que besteira!

Me visto antes que algum desavisado entre no quarto e me flagre peladão. Bem, não iria ver nada de diferente da última vez. Que loucura e só de pensar que ela estava lá. Coloco a minha blusa laranja de guerra, irei sair e vou leva-la para qualquer quanto da cidade. Por que simplesmente quero ficar sozinho com a Hinata e pelo que eu me recordo, o único que irá ser trancado no quarto por Tsunade será o Sasuke.

Sigo pelo corredor até a porta do quarto onde as garotas estão. Bato na porta antes de entrar, não quero morrer baleado após flagrar alguém se vestido. Tendo a permissão abro a porta e vejo apenas a Sakura de braços apoiados nos joelhos fitando a paisagem pela janela. Ela não me parece muito animada.

— Com licença, estou entrando. – Digo e encosto a porta. Está certo que eu vim atrás da Hinata, entretanto acho que ela está precisando de conselhos e quem é melhor em dar conselhos que eu? Ninguém. Vejo seu sorriso abrir, Sasuke sem dúvida deve estar perdido por ele.

— A Hinata acabou de descer. – Sento-me a seu lado e ela diz prevendo o motivo de eu estar aqui. Afirmo positivamente e ela parece aérea demais. Não sei bem como começar e aguardo junto ao seu silêncio.

— Sabe, eu também não gostei dele no início. – Vejo seus olhos se deslocarem para os meus de forma confusa até ela compreender que estou falando do Sasuke.

— Cheio de si e de marra. Achando ser o rei da escola com aquele fã clube dele. – Digo imitando as garotas que dizem amar o Sasuke e ela ri.

— Um garoto mau com a profissão de partir corações. – Escuto ela dizer e rir. Suspiro após afirmar positivamente e espero que Sasuke não me faça arrepender de lhe dar uma força.

— Mas agora eu gosto dele e percebo que ele não é só este idiota que deixa transparecer. – Faço uma pausa esperando ela afirmar positivamente, mas percebo que seu ato é inconsciente.

— Por que se ele fosse apenas um idiota, ele não teria notado você. – Os olhos verdes se arregalam. Não disse nenhuma mentira. Sakura é totalmente peculiar e pelo o que entendo de Uchiha, mais especificadamente de Sasuke, este adora um desafio.

Sinto o abraço dela em meu braço esquerdo. Acho que ela entendeu o que eu quis expressar.

— Obrigada Naruto, por me incentivar a entrar numa furada. – Sua risada aumenta. É eu acho que sou bom nisto. Agora só falta o idiota do Sasuke fazer tudo certo, mesmo que ela não tenha me pedido nada.

— Agradeça me depois, ainda é cedo. – Digo e levanto saindo do quarto. A olho novamente e ela parece bem mais disposta. Desço a escada procurando o meu alvo e quando estou nos últimos degraus posso ver a barra do seu vestido salmão.

Quando a luz dos seus olhos resolve se encontrar com as minhas, neste exato momento sinto meu peito queimar. E seu sorriso seguido daquela vermelhidão que a deixa parecendo um tomate aparece. Eu já disse que adoro tomates? Pois bem, ela fica ainda mais bonita assim. TenTen passa ao meu lado e defere um leve tapa na minha cabeça me puxando para realidade.

— Acorda cabeção, vai lavar o tapete de baba. – O sorriso brincalhão da morena aumenta conforme eu vou compreendendo a situação. Hinata é assim, deixa me fora de órbita apenas ao vê-la.

— Gente, acho que temos um problema. – Escutamos a voz elevada da Temari e seguimos para a outra sala. Chegando lá vemos a Senju sentada em uma poltrona apagada com uma garrafa na mão e várias sobre a mesa.

— O que tem demais? Ele bebeu e apagou. – Neji diz após por um pano da cozinha no ombro. Isso é estranho, até para ele.

— Não é esse o problema, mas sim quem é quem vai colocar ordem neste pessoal? – Temari diz e sai resmungando que não é responsável por ninguém. Seguro a mão de Hinata que me olha e depois fita os outros rapidamente discutindo algo que não faço ideia do que seja.

— Vem, vamos conhecer a cidade. – Sussurro em sua orelha, para que ninguém escute. Saímos em silêncio e ninguém nos descobre. Já estamos na rua, quando percebo que andamos de mãos dadas. Isso o que estou fazendo não é correto, mas nunca fui de fazer coisas certas. A única coisa certa que fiz até agora foi beija-la naquele dia.

— E onde vamos? – Escuto sua pergunta após sentir o desfazer do aperto da minha mão com a sua, apenas para que ela possa rodar de braços abertos no meio da rua pouco movimentada. Ela me faz sorrir. Não tinha pensando nesta parte, apenas na parte que ficávamos sozinhos.

Contudo, como tenho azar na jogatina, vejo um cartaz indicando um parque de diversões próximo onde estamos. E a ideia de me divertir naqueles brinquedos irados é viável.

— Que tal? – Aponto para o cartaz, o qual ela não vai enxergar devido a distância e no seu aproximar para lê-lo retorno segurar sua mão, ato que ela nem percebe. Apenas continua a sorrir.

— Tudo bem. Entretanto acho isso bem clichê. – A voz doce afirma. Realmente, mas eu não importo em viver cenas clichês com você, Hinata.

— E o que há tem errado com o clichê? – Aproximo de seu corpo e pela sua estatura menor eu fico a encarar aqueles olhos lindos.

— Não tem nada de errado. – Sua voz sai mais firme que eu esperava, mas capturo seu nervosismo através do riso, pela minha aproximação consentida.

— Nem mesmo a parte que o bad boy beija a nerd no alto da roda gigante? – Ela nega com a cabeça fazendo seu nariz roçar no meu. Eu não posso estar apaixonado de forma tão rápida por ti. Mas ao tocar de seus lábios nos meus, obtenho a resposta.

Sob a luz da rua, entre estranhos a beijo com delicadeza, como se ela fosse frágil demais para suportar sofreguidão, mas o desejo por mais faz com que eu a suspenda do chão ao abraçar sua silhueta. E me pego sorrindo no meio do beijo, é eu acho que gosto mesmo dela. Do jeitinho que ela é.

— Tome, uma foto do casal mais apaixonado da noite. – Um senhor estica uma foto ainda balançando o papel, para que a imagem fique nítida. Olho em volta e encontro três garotas suspirando pela cena.

— Obrigada! – Hinata diz e pega a foto. Na foto estou eu de laranja suspendendo uma garota de cabelos azulados de vestido salmão. Eu estou com os braços envolta da sua cintura levemente arqueado para trás e ela com os braços envolta de meu pescoço.

— Parece coisa de filme. – Rimos por dizer ao mesmo tempo, passo o braço pelos seus ombros descobertos. O cheiro de seu cabelo, o toque na sua pele macia. São coisas que me faz ter vontade de tê-la assim, para sempre ao me lado.

Observo a enorme roda gigante cheias de cores mais a frente e depois de sentir seus dedos delicados pousar em meu queixo, por questões de segundos me perco em seus olhos.

— Ainda está em tempo do beijo na roda gigante? – Escuto sua voz. Nem que não estivesse eu arranjaria um jeito, apenas para ver seu sorriso.

— Claro! Mas eu também quero ir naquilo. – Aponto para enorme, colossal montanha russa e ela leva a mão na boca levemente horrorizada. Bagunço os fios do meu cabelo no pé da nuca. Ninguém nunca teve coragem de ir comigo naquele brinquedo do demônio. O rosa das suas bochechas aumentam após afirmar positivamente.

— Se você estiver comigo, eu vou a qualquer lugar. – Agora sou eu que sinto minhas bochechas arderem e sorrir não é escolha. É acho mesmo que estou apaixonado por ela.

— Farei o impossível para isso. – Existem várias formas de provar que se está amando ou apaixonado além de dizer o famoso eu te amo. E uma delas é andar naquela montanha russa monstruosa. Acho mesmo que tenho sorte é no amor!

Ino Povs.

Outra realidade, parece que estou numa realidade paralela. Como se tudo, em questões de segundos estivesse se transformando em um mundo de amor. O vento bagunça meus cabelos e de longe consigo perceber seu olhar fixo em minha direção.

Ele me tira o folego. Gaara usa uma camisa xadrez e uma touca que eu odeio. Sim, a odeio pelo simples fato de cobrir aqueles fios escarlates que estou fissurada. Pago o algodão doce e retorno para onde eu o deixei. Com uma mão no bolso do jeans surrado escorado em uma parede ele me espera. Ingerindo cerveja diretamente da garrafa. As pessoas observam-nos pela junção oposta.

Ninguém quis vir comigo na feira de artesanato local, não achei a Hinata e Sakura não havia tomado banho ainda, pois Sasuke deve ter morrido debaixo do chuveiro. Ofereço algodão doce para ele e como esperado a resposta é negativa. Retornamos a andar e eu a observar todas aquelas artes enquanto Gaara apenas me segue.

Não o obriguei a vir, na verdade nem o chamei. Ele que me tirou da cama depois que desisti de sair. Como se houvesse outra pessoa ocupando seu corpo, pois eu juro que vi o sorriso mais aberto que ela já dera. Aqueles lábios me levam ao paraíso.

— Ino, o que somos? – Escuto sua pergunta e deixo uns lenços de lado. Os olhos verdes estão escuros por conta da má iluminação. Não consigo compreender a pergunta de imediato e minha expressão demostra isso fazendo o reformular de forma hesitante.

— Quero dizer, isto o que nós temos se resume a que? – Sorrir, é impossível não sorrir. Sabaku no Gaara querendo saber se nossa relação se define em namoro. É uma ótima pergunta.

— E por que tem que se resumir em algo? – Lhe dou as costas e o puxo pela mão. Não vou me declarar para você, Gaara.

— Sem rótulos? – Ao virar me encontro o sério, afinal sem rótulos significa alguma coisa, mas que não se define em algo sério. E vacilo em minha resposta, como se ela fosse a chave que irá abrir ou fechar as portas no quesito nós.

— Sem rótulos! – Afirmo positivamente, mesmo querendo dizer que gostaria de priva-lo a minha pessoa. Tudo parece leve demais, bem demais, fácil demais e estou adorando isso. E não quero pressiona-lo equivocando me. Essa sensação que ele traz quando chega, como se aqueles olhos berrassem que eu pertenço a ti. E eu devia me preocupar, mas não consigo negar que não gosto disto, que até o momento isso basta.

Ele trava seus passos me forçando a cessar os meus. E o brusco puxar leva-me a bater em seu peito. Me corpo parece desmanchar quando encosto no seu. Sua mão retira os fios do meu cabelo que insiste em ficar entre nossos rostos.

E aquele sorriso, aquele sorriso repuxado no canto, aquele sorriso pela metade aparece. E fico pensando, como ele consegue? Consegue se entregar pela metade, quando eu, uma fracassada no amor. Ao capturar seus olhos me fitando, a flagrar suas provocações infantis contra Neji me faz sorrir por completo. Não consigo me negar a ele desde do nosso do primeiro beijo, acho que foi ali que me condenei.

Os lábios sedentos não escapam dos meu nem mesmo para respirar. Ele morde meu lábio inferior arrancando um filete de sangue. Me afasto colocando minha testa na sua por um instante.

— Estou começando a gostar de azul. – Escuto seu murmurar em meu ouvido, enquanto o aperto em um abraço um tanto desesperado. Azul, ele não gosta desta cor e fez questão de esfregar está informação na minha cara a uns dias atrás em um ensaio qualquer.

— Por conta dos seus olhos. – E o completar a sua frase de forma baixa e hesitante, o aperto de meus braços aumentam, não se distinguir se são os seus braços a me esmagar. Contudo não me importo estou anestesiada demais para prestar atenção em qualquer outro detalhe.

Agora são olhos nos olhos e o coração na boca.

Temari Povs

Qual é a deste cara? Vejo ele se espreguiçar na cama. Diferente dos outros que saíram e da Sakura que espera o vagar do banheiro, ele resolveu ficar aqui, no meu quarto, na minha cama. E o pior de tudo que não estou nem um pouco surpreendida, até chega a ser previsível.

— Sabe, eu acho que você devia ir para sua cama, folgado! – Jogo um travesseiro em seu rosto e ele ri, levando o que eu disse na brincadeira.

— E qual é o problema de eu ficar aqui? Não tem espaço suficiente para nós? – Ele passa o braço esquerdo pelo vazio ao seu lado na cama. Sério que ele está pensando que eu vou cair nesta? Querido, não sou nenhuma garota tola.

— Espaço até que tem, mas sua preguiça é tanta que tenho medo de contaminação. – Ele arque-a a sobrancelha esquerda, daquele jeito que só ele sabe fazer e isso me faz querer sorrir, mas o momento me impedi.

— Já me encontrou assim, como você diz, contaminado pela preguiça. – Escuto sua voz carregada de tédio, sem dúvida Shikamaru não se estressa fácil.

— Ah! E onde eu assino para te devolver? – Sigo para minha cama e jogo meu joelho sobre seu abdômen de proposito, o fazendo exibir uma careta.

— Sinto muito, mais este produto não tem devolução. – Seu sorriso aparece. Será que alguém já lhe disse que é um convencido? Acho que não.

— Mas deveria, veio com um problema de fábrica. Só funciona sobre pressão. – Rir da sua expressão de incrédulo está sendo meu passa tempo neste lugar. Nesta altura do campeonato ele sabe que já estou brincando.

— Você tem razão. – Surpreendo-me a ouvir sua concordância. É difícil concordamos em algo e espero pela sua frase irônica, mas a única coisa que fico olhando e o maldito palito no canto esquerdo da boca. E seu olhar contínuo em minha direção.

— E você é a pressão que o faz funcionar. – Ouvir isso é desconcertante, desvio meus olhos do seus e deixo meu sorriso idiota tomar meu rosto. De longe, está frase é a mais romântica que ele me disse e confesso que isso me deixa no mínimo feliz.

— Não brinque comigo Nara. – Ele tira uma das mãos atrás da cabeça e segura meu queixo logo acima de si.

— Pode deixar, me ensinaram a não brincar com fogo. – E sem pensar duas vezes arranco aquele maldito palito da sua boca. Suas mãos quentes sobem minha camisa larga enquanto eu consigo apenas empreender minha língua na sua.

Sentimento de preenchimento, o qual me entorpece. Não me deixa pensar direito e seus toques nada tímidos atordoam me. Seus dedos se enroscam em meus fios e o passar de sua mão nas minhas costas causa arrepios em meu corpo.

E no passar dos segundos percebo seu desejo aumentar, seria precipitado, não seria certo. Nem mesmo namorados somos, recém amigos! Ideias que brotam na minha cabeça em decidir se devo ou não continuar com está atividade.

E decido parar depois de conseguir me desvencilhar de seus braços. Sua expressão é interrogativa, provavelmente questionando o motivo da pausa. E com os olhos pergunta se não quero aquilo o tanto quanto ele.

— Eu posso esperar o tempo que você quiser. – Alisa minha face com a palma da mão, como se eu fosse uma garotinha indefesa e abre um sorriso. Sem dúvida estou ficando sentimental, isso nunca me aconteceu, é a primeira vez que deixo de me envolver mais profundamente com medo de perder um vínculo criado. A primeira vez que temo perder o que nós temos por uma transa equivocada. Perder Shikamaru.

Afirmo positivamente e deito ao seu lado e uma sensação estranha me toma. Isso soou de forma tão amorosa, mas nossa relação não passa de uma amizade colorida, certo? Agora tenho minhas dúvidas e ainda mais sobre meu posicionamento sobre isso.

O que será que eu significo para ele?

E ao ouvir sua respiração baixa e captar a leve dormência e o relaxar de seu corpo ao meu lado leva-me a conclusão que o vegetal já está dormindo. Serio que temo perder isso?

Estou entrando em contradição.

Sakura Povs

Lembro vagamente sobre algo relacionado a punição divina. E sentada aqui no corredor, em frente a porta do banheiro com a toalha na mão, percebo que estou sendo punida, punida divinamente.

Agora pelo o que eu não sei, mas forças superiores o colocaram na minha vida com este propósito, me punir. Sasuke, aquele cretino não sai nunca do banheiro e já estou cansada de esperar no mesmo tanto que estou cansada dele e das suas ações impensadas.

Acho que já está tornando um costume, ouso dizer até um habito me beijar, quando não espero. Com isso não estou querendo dizer que fico esperando seus beijos, longe disto! Mas também não vou negar que quando isso aconteceu eu não gostei. Por que de mentiroso aqui já basta o Sasuke.

É eu gosto de seus beijos, mas este fato, o qual ninguém precisa ficar sabendo, não o faz ser menos idiota. Eu reconheço, reconheço que gosto dele, nem que seja um pouquinho. Não do Sasuke exibido e inconsequente com a visão centrada no próprio umbigo e é este que está debaixo do chuveiro a horas. Chega! Levanto e soco a porta de leve.

— Sasuke, sai logo daí eu também quero tomar banho! – Grito do lado de fora e não tenho resposta, retorno a socar a porta. Impossível que não está ouvindo.

— Sasuke, você vai acabar com a água do planeta seu cretino! – Retorno a socar a porta fazendo uma barulheira sem fim, daqui a pouco Neji vai vir aqui e me enfocar por conta do horário um pouco avançado. Nem vou conseguir passear pela cidade por culpa dele, culpa do Sasuke.

—Espera sua vez perdedora! – Escuto sua voz com dificuldade devido a minha algazarra. Eu realmente mereço tudo isso? Ele me deixa furiosa.

— Seu inconsequente, vai acabar com nosso ecossistema em um banho! – Retorno a socar a porta, impossível que a ficha não caia. E ao esmurrar a porta mais uma vez, ela se abre.

E por ela posso ver Sasuke apenas com a toalha enrolada na parte inferior da cintura. E meu rosto arde, sim não é todo dia que tenho uma visão destas. E um pouco desconcertante, até mesmo para eu.

Ele me puxa para dentro do banheiro cheio de fumaça devido a água quente do chuveiro. E sacode a cabeça com o cabelo ainda molhado fazendo pingos me acertar. Cretino.

— É todo seu detestável. – Ele caminha em minha direção e sem perceber fico encurralada entre ele e a pia do banheiro. Um sorriso travesso aparece nos seus lábios finos que não parecem macios, mas uma vontade louca faz com que eu pense que sim. Eu quero beija-lo.

— Então sai ou acha que vou tomar banho com você aqui? – A distância entre nossos corpos quase se finda e o encaro com firmeza, afinal quem é Sasuke Uchiha? O garoto que me beija sempre que tem oportunidade de um tempo para cá.

Seu braço vem em direção ao meu rosto, mas apenas para agarrar uma toalha que está ao meu lado. E uma decepção sem fundamento me toma, como se eu quisesse aquele toque.

— Eu não iria ver nada que eu já não tenha visto, Sakura. – Passa a toalha nos cabelos e deveria ter se afastado, mas continua exatamente onde está. A menos de um palmo de distância. Uchiha, não é porque você me viu seminua significa que pode me ver nua.

— Se manda vai. – Aponto para porta entre aberta, mas ele não desvia o olhar, o qual me inibe. Droga, será mesmo que ele precisa ficar tão perto assim? De forma tão bela, com este cheiro de erva doce que exala da sua pele?

Coloco minha mão em seu peito nu e retiro rapidamente, afinal não quero que ele pense que estou desejando qualquer coisa que venha dele, apenas um beijo, talvez dois, isso eu admito.

— Tome cuidado Sakura. O piso está um pouco escorregadio, não quero ter que te segurar caso venha a cair. – Como é que é? Abro um sorriso em resposta. Está pensando o que? Que irei cair só para ser amparada por seus braços? Convencido.

— Pode deixar, Sasuke. – Desencosto da pia para ir para o box, mas ele não cede passagem. E incrimino me por não achar isso ruim. Como se fosse neste momento que ele me beija, como da última vez. Entretanto ele apenas abre aquele sorriso de escarnio e se afasta.

E ao ouvir a porta bater sento me no chão. Serio mesmo que eu quero ele? Isso parece tão insano, idiotice, um completo equívoco. Delírio isso sim!

Contudo uma vontade de ter aqueles lábios finos nos meus de forma quente, leva a conclusão que o transformei em um remédio, um remédio mau. Daqueles que vicia facilmente e são de longo prazo, que para cessar com as dosagens tem que ir diminuindo pouco a pouco.

Pois a sensação de estar com ele, nesta troca básica de energia que as pessoas insistem em dizer que é um ato de amor, me faz bem. Faz os problemas evaporar, meu sangue ferver e rir de arrependimento logo em seguida. Como se eu estivesse entrando em um mar de perdição, mas na sua primeira provocação, todo arrependimento some e fica somente aquela vontade de uma nova dosagem. Sasuke, seu beijo é viciante e causa graves efeito colaterais, como por exemplo insônia.

Insônia que irá me agarrar, quando colocar minha cabeça no travesseiro e fechar meus olhos para dormir, eu sei que sua imagem desnuda e seu sorriso de galã vai me atormentar juntamente com o fato de que ele vai estar dormindo sem sequer lembrar da minha existência.

Isso é injusto, bastante injusto. Por mais que ele tenha me beijado, este ato já ficou bem claro que para ele é mero passa tempo. E a única idiota que fica pensando neles, nos beijos sou eu.

Ele é um garoto mau. Um remédio mau, o qual tenho que aumentar as dosagens drasticamente, estou viciada no idiota que afirmei não gostar. Que afirmei não me transformar em uma seguidora fanática pelo pedaço de mau caminho.

E não sei se estou arrependida por isso. Estou perdida em uma completa contradição.

Neji Povs

Algum ser divino deixou a cortina do quarto aberta e aqui estou eu, acordado pela claridade, enquanto todos os outros babam nas camas macias. Acho que isso é implicância, nem mesmo quando posso dormir até meio dia, eu não consigo.

Sigo para cozinha parar preparar qualquer coisa para crianças que dormem, já que não tomo café da manhã. Nem eu, nem Gaara, mas Sakura sim. Por que ela é diferente.

Coloco água para ferver, quando vejo Tsunade vir em minha direção bem vestida e sóbria. Imagem bem oposta da noite anterior, mas quem liga? Eu não.

— Vou sair, faça que todos estejam prontos ao meu retorno. – Afirmo positivamente apenas para não discutir. Claro, quer que eu troque eles também e dê a mamadeira? Por favor, ninguém aqui é criança, exceto por Naruto.

Ela se vai e retorno para minhas atividades domesticas. É cedo, mas lá vem a cabeleira ruiva do outro cômodo. E diferente de todas as manhãs, quando eu tenho que acorda-lo, não está de cara amarrada, pelo contrário sua expressão está relaxada. Senta a mesa sem dizer nada.

— Tem o que para comer? – Viro descrente que ouvi aquilo, aponto para o balcão sem empolgação.

— Quer que eu prepare seu café, querido? – Questiono fazendo graça e Gaara ri. A noite foi boa, não é? Ele afirma positivamente e eu lhe dou as costas. Não preparo nem para eu, imagina para os outros.

— Eu vou sair com o Nara, vamos até uma loja que vimos. – Afirmo positivamente ignorando totalmente o que Tsunade disse. Dane se! E assim os dois se vão quando Shikamaru chega sonolento.

— Bom dia! – Sinto um beijo na bochecha esquerda quando passo o café. Ino escora no balcão sorridente. Que bom humor. Sabe, tenho uma leve intuição que este humor todo tem relação com Gaara, mas quem sou eu para dizer alguma coisa?

Ino estende a xícara para que eu a sirva com leite e assim eu faço, mas ela percebe que isso não é um habito meu, ficar servindo as pessoas. Se quer, vá e pegue.

Temari senta a mesa após me olhar de forma contínua, eu sei sou muito lindo! Brincadeira a parte, o que será que ela quer?

— O que foi, algo de errado? – Questiono a loira de cachos formosos. Ela bebe o café negando com a cabeça. Abro o forno e tiro os pães de queijo que eu mesmo fiz. Morar sozinho te obriga a aprender algumas coisas.

— Só é um pouco estranho vê-lo na cozinha. – A voz forte da Sabaku faz minha atenção desviar para si. Pois é, como faz me recordar também que Gaara não sabe lavar nem suas roupas, enfim sobra tudo para o Hyuuga aqui. Cozinhar, passar e lavar.

— Acredite, eu passo mais tempo nela do que em qualquer outro lugar. – Ino ri junto de Temari que prova do pão de queijo.

— Hum, já pode casar Neji, não é assim que vocês homens falam? – Ino provoca uma discussão de valores a sete da manhã. Realmente muitos pensam desta forma, seguindo está lógica eu posso sim.

— Bom dia. – Hinata chega e senta se a mesa. E o escravo em questão, que sou eu continuo a lavar a louça que eu mesmo sujei. Respondem e ela se serve. Admito que meu sentimento de empatia aumentou um pouco por ela, repito por ela e não pelo meu tio.

— Ei, Neji o leite acabou. – Naruto diz balançando o recipiente vazio. O olho e seu sorriso morre entendendo o que eu quis expressar. E só levantar e esquentar, simples e fácil. Esses meninos que não tem independência nem para esquentar o leite. Termino de bater o suco de laranja colocando a jarra na mesa. O sorriso da Hinata aparece em agradecimento enquanto as outras não param de falar.

E pensando em outras, vai dizer que ainda estão dormindo? Sakura é compreensível, não levanta nem com água no rosto, mas e ela? Será que também não toma café da manhã? Ou será que nem está em casa?

E como se fosse resposta a vejo entrar pela porta, vestida ainda de pijama e com os cabelos soltos. Cumprimenta todos e quando seus olhos pousam nos meus uma vermelhidão a toma. Que visão, estou vidrado nela.

Somente o cheiro de queimado dos ovos mexidos da Sakura na frigideira me faz acordar. Ela se senta a mesa junto dos outros e observa o que tem para comer. Pega o recipiente de leite vazio e questiona para o loiro se não tem mais.

— Deixa que eu esquento para você. – Coloco leite para ferver novamente enquanto recebo olhares de Ino e Naruto.

— Achocolatado ou café? – Questiono e TenTen fica sem entender a expressão de incrédulos dos outros.

— Pensei que você não servia ninguém. – Sakura chega vestida com uma camisa minha que eu não via faz tempo e escora na porta. Não posso esquecer de apossar do meu pertence furtado pela minha adorada vizinha.

— E não sirvo. – Deixo o leite quente na mesa. Obrigado Sakura, muito obrigado, por me fazer lembrar quem eu sou.

— Nós vamos sair. – Ino diz e levanta, excluindo TenTen que se serve os outros levantam, indo para qualquer lugar da casa. Ficando apenas três pessoas me incluindo.

— Cadê o Sasuke? – Sakura pergunta após beber suco, jogo os ombros para cima. Não posso saber onde todos estão.

— Ainda está dormindo. – TenTen diz após jogar o cabelo para o lado. Sakura afirma com um fino sorriso nos lábios, está tramando alguma. E mal toma seu café e deixa a cozinha.

— E não vai comer nada? – A morena pergunta depois que me sento a mesa. Vou me alimentar da sua imagem.

— Não, não costumo comer de manhã. – Ela afirma e ri, riso que não consigo identificar o motivo.

— Foi você que preparou tudo isso e me diz que não toma café da manhã? Um pouco contraditório. – Realmente não tem lógica, na verdade tudo o que faço não tem lógica.

— E mais, ainda você que tem problemas com garotas que desempenham papéis socialmente atribuídos a figura masculina está desempenhando funções destinadas a mulheres.

Não preciso ser um gênio para saber que está informação chegou a seus ouvidos pelo Naruto. E ela tem razão, na verdade parece que ela sempre tem razão. Eu deveria retrucar, reafirmar minha ideologia e falar que este momento é uma exceção. Entretanto seu riso me faz querer rir por não viver aquilo que acredito. Hipocrisia? E eu estou amando vê-la consumindo algo que eu fiz.

— Então sou uma falsidade para você? – Encosto minhas costas na cadeira e seu semblante fica sério. Os lábios rosados se entre abre pelo tom sério que usei. Garota, eu mal conseguiria te ofender se eu quisesse.

— Desculpe Neji, eu não quis dizer isso. – Observo ela levar a xícara até os lábios visivelmente incomodada. Aqueles castanhos olhos redondos desviam dos meus de tempo em tempo. Se eu pudesse ver está cena de outro ângulo, certamente eu iria estar com uma cara de idiota a consumindo com os olhos.

— Desculpa, é que tirando o Naruto, você é o garoto que me sinto mais a vontade para conversar e eu não penso muito para falar. – Suas desculpas retornam como se tivesse me deferido um tapa na face, como daquela vez.

E o fato desta informação nova me faz querer sorrir. Ela não pensa ao falar e eu em agir.

— Por que não se sente a vontade ao falar com os outros? – É surpreendida pela minha pergunta aparentemente sem nexo. O que quero saber é se meus atos influenciam em suas atitudes. Vejo ela morder o lábio inferior, a franja de lado cair em um olho e o levantar da fina alça da regata que veste.

— Por nós pertencemos a mesma classe social, sabe? É como se tivéssemos algo em comum. – Ao ouvir sua reposta levanto para limpar o restante da bagunça. Está aí uma coisa que não previ. Como será que ela vai agir quando realmente constatar o parentesco entre eu e o Hyuugas. Afirmo positivamente.

— Então você não se interessa por riquinhos babacas? – Vejo seu sorriso aumentar e o acenar positivo da cabeça. Claro que não, nem conversar com eles ela gosta.

— Acho que caso isso ocorresse não daria certo. Seria como um peixe se apaixonar por uma borboleta, são mundos diferentes. Ângulos diferentes de ver a vida, concorda? – Ela traz a louça até a pia e começa a enxugar as outras que estão no escorredor.

— E se um cara fosse diferente. Mesmo que tivesse dinheiro, não se importasse muito com isso e tivesse uma visão diversificada de mundo, você gostaria dele? – A pausa que ela faz torna-se um martírio, como se sua resposta fosse de grande importância.

— Me mostre um garoto que é assim e lhe dou tudo o que você quiser. – O sorriso de vitória aparece. Realmente é difícil, mas não é impossível.

— Mas isso não vai acontecer mesmo que este garoto exista. – Observo ela começar meio hesitante, a encorajo com o olhar para que ela prossiga, mas não suporto sua demora.

— E por que não? – Largo a bucha na pia e dou pequenos passos em sua direção enquanto aqueles olhos fitam os meus.

— Por que eu já gosto de um cara aí. – Seu sorriso aumenta e sua face avermelha por um instante. Minha dedução, afirmo em dizer que um pouco distorcida dos fatos, me leva a concluir que este cara sou eu. Finalmente retiro a mecha de cabelo em frente ao seu olho que tanto me incomodava, passo a palma da minha mão em sua nuca embaraçando meus dedos no seu cabelo.

E eu acho que achei mais um motivo concreto para rejeitar o meu sobrenome e o que ele significa. O gosto doce da sua boca que toca meus lábios um pouco sem jeito por iniciar o beijo faz esquecer tudo o que acabei de escutar. Puxo a para mais perto, para que seu corpo coberto por um tecido leve cole ao meu.

Sinto ela desamarrar meu cabelo que pende para frente e o seu afastar para respirar. Vejo ela usar o objeto furtado para prender os dela em um coque meio bagunçado, mas mesmo assim ela continua linda, ouso dizer que está mais bela agora. Ela senta sobre a mesa e morde o lábio inferior como se tivesse vergonha.

Eu não consigo pensar direito, não consigo encaixar os fatos. E então decido que posso tentar fazer isso mais tarde, pois chega a ser um pecado deixa-la esperando. Retorno a beija-la de forma mais voluptuosa, sinto o peso dos seus braços entorno dos meus ombros. Sem dúvida este está sendo o melhor café da manhã que já tomei.

— E por acaso este cara seria quem? – Minhas palavras saem entrecortadas, pois não posso desperdiçar o tempo que tenho para saciar minha vontade dela formulando frases bonitas. E a necessidade de ouvir claramente uma declaração me toma. Pois a partir de hoje eu admito com todas palavras que eu gosto dela.

Escuto um barulho, o qual me faz cessar e encontro Sakura na porta com o rosto vermelho. Deveria formular milhões de justificativas ou talvez sair do meio das pernas de TenTen ou solta-la. Mas apenas fico exatamente onde estou, com TenTen escondendo o rosto na curva do meu pescoço.

— Foi mal, só vim pegar um copo da água. Finjam que não estive aqui e continuem da onde pararam. – Sakura pega o copo da água e sai numa corridinha detestável. O perfume adocicado que desprende dos fios do seu cabelo me faz quere-la assim sempre. Ela me encara um pouco embaraçada como se estivéssemos fazendo algo criminoso.

— Vai ter que se explicar para Sakura agora. – Escuto sua voz baixa e o brincar de sua mão no meu cabelo enorme.

— Se for para ter você, me explico para qualquer um. – Deveria dizer que eu e Sakura não passamos de amigos, mas tenho algo bem mais interessante para fazer no momento. E acabo por me declarar de forma diferenciada, mas eu não ligo, afinal quem liga?

Sasuke Povs.

Desperto um pouco zonzo pela terceira vez, não consegui dormir direito por causa dela. Meu corpo relaxa novamente na cama macia, mesmo com uma pequena claridade que entra pela janela. Escuro.

Um estrondo me faz despertar assustado, uma música alta começa a tocar. Viro para o lado e vejo a porta totalmente aberta e ao olhar no pé da cama observo um ser de cabelo rosa apenas com uma camisa cinza e um copo de água na mão.

Para que aquele copo de água? Sinto o gelo da água bater na minha face. Maldita!

Seu cabelo é dourado como Harlow

Seus lábios uma doce surpresa

Suas mãos nunca estão frias

Ela tem olhos de Bette Davis

— Acorda Sasuke, veja só até já lhe de um banho, assim não precisa morar debaixo do chuveiro. Não consigo compreender suas palavras pela sonolência, apenas enxugo meu rosto com minha camisa recém tirada.

Ela vai ligar sua música em você

Você não terá que pensar duas vezes

Ela é pura como a neve de nova York

Ela tem os olhos de Bette Davis

Ela vai provocar você

Ela vai te inquietar

Sakura sobe na cama e começa a cantar junto a cantora. Seus pés me acertam ora em outra pelos pulos. Minha irritação é enorme, eu vou enforca-la com o lençol.

Tudo de melhor, apenas para agrada-lo

Ela é precoce, e sabe exatamente

O que é preciso para fazer corar um

Profissional

Ela tem os suspiros indiferentes de Greta Garbo

Ela tem os olhos de Bette Davis

Aquele sorriso travesso no rosto, aqueles olhos me esnobando, os acertos propositais de seus pés fazem eu odiá-la. Os seios que deveriam estar ali, as pernas desnudas, a vermelhidão ausente de seu rosto, aqueles lindos e grandes olhos. Sua detestável, ela é detestável, a minha detestável.

Ela vai deixar você leva-la para casa

Ele aguça seu apetite

Ela vai colocar você em seu trono

Ela tem os olhos de Bette Davis

Ela vai te dar um tombo

Te rolar como se você fosse dados

Até chegar no azul

Ela tem os olhos de Bette Davis

— Sai Sakura, vai fazer alguma coisa útil da sua vida. – Grito entre dentes, ela conseguiu me estressar. Ela tampa os ouvidos com as mãos e continua a pular. Puxo o cobertor para cobrir meu rosto, o que fiz para merece-la?

Ela vai expô-lo

Quando ele neva você

Fora de seus pés com as migalhas que você joga

Ela é feroz e sabe exatamente

O que é preciso para fazer um blush pro

Todos os rapazes acham que ela é um espião

Ela tem os olhos de Bette Davis

Ela puxa meu cobertor após descer da cama. E ao subir retorna a pular e eu desisto. Agora fico a fitar aqueles olhos de Bette Davis. Aqueles lindos e malditos olhos de Bette Davis. Aqueles olhos verdes que insisto em lembrar e provocar.

E ele vai procurar você

Ela vai te inquietar

Tudo de melhor, apenas para agrada-lo

Ela é precoce, e sabe exatamente

O que é preciso para fazer corar um profissional

Todos rapazes acham que ela é um espião

Ela tem os olhos de Bette Davis

Levanto me brevemente apenas para puxa-la pela camisa e por um erro de cálculo sua testa enorme bate contra a minha fazendo ela reclamar. Jogo seu corpo para o lado, sua respiração esta descompassada pela algazarra que fazia a poucos segundos. Seguro pela nuca e ela fica estável.

E ela vai provocar você

Ela vai desconfortar você

Ela tem os olhos de Bette Davis

Ela vai expô-lo

Ela sabe que você

Ela tem os olhos de Bette Davis

— Você tem olhos de Bette Davis. – O sorriso antes ausente toma sua face e os malditos olhos de Bette Davis fecham se, como se soubesse que irei beija-la. Um certo desespero faz com que eu tome seus lábios rapidamente, enrosco minha língua com a sua e exploro seu corpo magro com a mão livre.

Mordo seu lábio inferior, quando o ar me falta. Fito sua imagem, está descabelada e com o rosto rosado. Seu beijo tinha gosto de chá de camomila. O sorriso sacana de provocação aparece, garota o que está pensando?

A empurro da cama fazendo cair no chão e ela fica deitada rindo. Maldita, dez mil vezes maldita.

— Não é justo você dormir. – Escuto ela dizer entre risos, divertindo se por me acordar e nem ligando por ser beijada como da primeira vez. Do que ela está falando? Passo a noite em claro por tua culpa, Sakura e você me vem com essa?

— Você está louca! – Sua risada aumenta como se eu tivesse dito algum absurdo. Pego outra blusa e visto.

— Então é assim? Quando não consegue lidar com uma mulher a chama de louca? – Ela levanta e passa a mão no cabelo com cachos. Louca, isso ela é louca e quer me enlouquecer. Paro para encara-la, na verdade estou me perguntando onde está a Sakura de dias atrás, a qual não me engolia.

Sigo para o chuveiro, chega dela por hoje. Retiro minha roupa e entro debaixo do chuveiro com a água quente, isso me fara relaxar. Contudo a luz se apaga e a água esfria. A energia acabou? Começo a rir por pensar de forma tão inocente.

— Sakura, liga a droga do disjuntor agora! – Grito do banheiro e nada escuto, termino o banho debaixo da água gelada mesmo. Ela vai me pagar, me pagar por acordar me com um copo de água jogado em meu rosto, me pagar por desligar a energia e me pagar por querê-la mesmo assim.

Visto minha calça jeans escura e uma camisa qualquer, tenho que sair desta casa antes que ela resolva me atear fogo. Sigo para cozinha totalmente limpa e vazia, onde ela está?

— Sasuke, vamos sair. Tem café na cafeteira. – Neji chega junto de Tenten e anuncia, afirmo meio fora de ar.

— Está tudo bem, Sasuke? – TenTen pergunta e afirmo positivamente e os dois partem. Os dois estão juntos? Enfim, não estou conseguindo pensar de tanta raiva que Sakura me fez passar. Coloco café numa xícara qualquer e neste exato momento ela entra na cozinha séria, bem diferente de minutos atrás. E naturalmente desconfio de sua atitude.

Levo a xícara a boca e no primeiro gole me arrependo profundamente. O café está ácido e forte, como se tivessem posto limão na mistura. Largo a xícara na pia e vejo ela segurar o riso. Não preciso nem pensar duas vezes parar saber que isso foi coisa dela.

— Sakura, o que te fiz para merecer isso? – Hoje ela está agindo feito o diabo. Os olhos verdes desviam para janela.

— Me beijou. – Eu ri, pois é a única coisa que consigo fazer, mas paro a ver seu semblante sério. Corrigindo.

— Nos beijamos! Eu e você. – Ela afirma fazendo pouco caso da minha entonação na voz. E fica ali, parada a me olhar como se eu fosse o maior cretino do planeta.

— Certo e eu quero te mostrar que existem consequências. – Ela é estranha e sua conversa também. Mas eu não consigo pensar, onde ela quer chegar com isso?

— Quer que eu perceba que isso foi um erro? – Escoro na pia derrotado, eu não sei o que me faz querer ouvir, ficar perto dela.

— Não, eu quero que perceba que as coisas têm valores. – Ela diz convicta da tolice que argumenta. Foi só um beijo, isso não quer dizer que estou louco por você. Mesmo que eu admita que você é um dos meus desafios favoritos, te provocar e depois te beijar como se me pertencesse.

— E que o mundo não gira em torno de si. – Escuto sua conclusão, tsc eu nunca pensei nisto. Mas por que raios ela está me dando esta lição de moral?

— Não se preocupe, Sakura. Eu sei o que estou fazendo. – Deixo sozinha na cozinha, eu preciso pensar. Eu sei o que estou fazendo, estou certo disso. Eu só quero provoca-la, apenas isso. Seria o meu fim estar apaixonado por ela. O meu fim!

Escuto sem passos e olho para trás e a vejo me seguir. Sakura, você não vai me enlouquecer. Ela corre para me alcançar na rua residencial, descalça.

— Não, não sabe! Pois se soubesse iria parar de agir de forma inconsequente. – Paro e giro nos calcanhares. Ela tem razão, pela primeira vez ela tem razão. Eu não sei o que estou fazendo, não sei o que estou fazendo com ela. E ao ver seus punhos cerrados, descalça e apenas de camisa no meio da rua, penso que enlouqueci... enlouqueci por ela.

— Você tem razão, Sakura. Eu não sei o que estou fazendo. – Caminho em sua direção sem pensar, aquela expressão de segura e convicta que está correta faz meu sangue ferver. E quando paro percebo que estou a menos de um metro daquela testa gigante.

— E a culpa disto tudo, de eu te agarrar sem pensar é totalmente sua detestável. – Sem pensar me pego a beijando outra vez e não quero me afastar, não quero perder seus lábios como sei que ela também não quer perder os meus.

E meio ofegante pelo beijo um tanto longo minha raiva se dissipa, seguro sua cabeça e os olhos verdes me fitam assustados.

— Você vai ser a minha detestável. – Sussurro em seu ouvido e eu admito, ela sem dúvida a garota mais detestável que já gostei e concluir isso me alivia. Eu gosto dela, no mínimo uns dez por cento. Sinto ela me empurrar com as mãos e se afastar com a expressão em fúria, entretanto ao chegar a porta de casa, aquele sorriso aparece.

Aquele sorriso que ela dá sempre que me provoca e me faz perder a linha. Aquele sorriso idiota que indica que meu fim chegou. E como peixe morre pela boca meu fim será similar, vou morrer pelos lábios dela. Aqueles malditos lábios que tem gosto de remédio, aqueles malditos lábios, aqueles malditos olhos de Bette Davis.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Digam qual foi a parte que mais gostou do capítulo. Gente, está todo mundo se entendendo tão bem, não é? Pena que agora vai começar os pequenos desentendimentos. Enfim, até o próximo queridos. Beijos.