Golden College

10 It's not hazing. It's brotherhood.


Notas iniciais
Hello, meus amores... Olha quem está de volta, e se esquivando dos catiripapos por conta do atraso... Primeiramente, muito obrigada a reneev, Suh, Shaketdiva, Sweet Selene, Automne Chemin, Sheilinha, nane yagami, Dhimy Jr, Floquinho De Gelo, KS Guerra, delencei, Orphelin, Jenferr e Ishizur pelos comentários divos no capítulo anterior. Vcs são os melhores leitores do mundo. XD Espero que se divirtam lendo esse capítulo. E, ah, só lembrando de que a imagem linda do capítulo não me pertence, créditos ao artista que a desenhou. O capítulo foi betado pela Sarah Hardt Boa leitura.

— GOLDEN COLLEGE —

It's not hazing. It's brotherhood.



Depois de lavar o vaso sanitário com uma escova de dentes, Afrodite começou a esfregar um pano no chão do banheiro para secá-lo, ao mesmo tempo em que falava ao telefone:

— ...Ele é mesmo incrível! E tão lindo... E eu acho que já estou desesperadamente apaixonado...

Eu ainda não consigo acreditar que você teve um encontro com o nosso professor de Espanhol — Mu falou do outro lado da linha

— Shih... alguém pode escutar.

Eu estou distante de todos, ninguém vai me escutar.

— Pois é, eu não consigo parar de pensar nisso.

Percebi. — Mu deu uma risadinha abafada. Já é a terceira vez que você me liga para falar sobre ele.

— Ok. Tudo bem, eu vou simplesmente terminar de limpar esse banheiro e não pensar ou falar nele o dia todo. — Afrodite gargalhou de um jeito afetado. — Quem estou querendo enganar? Eu vou apenas limpar esse banheiro...

Foi então que percebeu DeathMask se aproximando da porta. Oh, Deus! Por que ele simplesmente não me deixa em paz?!

— Tenho que desligar agora. Boa sorte no seu julgamento. Me liga para contar como foi.

Está bem. Até mais tarde.

Afrodite encerrou a ligação e colocou o celular no bolso de sua calça, enquanto terminava de secar o chão, aliviado por já estar terminando. Por Deus! Como aqueles caras conseguiam ser tão porcos?! O banheiro estava imundo, fedorento e parecia não ter sido limpado há anos. Aquilo fora a coisa mais nojenta, cansativa e deprimente que ele já fizera em toda a sua vida. Nunca precisara limpar seu próprio quarto antes, que era cheiroso e organizado, para, agora, ficar limpando a privada imunda daquela fraternidade. Fora sacanagem ele ter ficado, sozinho, com a pior parte da limpeza. Sorte que ele estava de ótimo humor, ainda que tivesse ficado revoltado por ter sido acordado tão cedo, num sábado, pelos veteranos dos Ômega Chi, com o intuito de faxinar a república para a festa que teriam mais tarde. Óbvio que aquilo era só uma desculpa para o trote, claro, já que havia uma diarista que arrumava a casa três vezes por semana.

Pelo canto do olho, ele reparou que DeathMask ainda estava lá, escorado na porta, de braços cruzados, o observando. Seus olhos demoraram um pouco mais naqueles braços fortes e tatuados, que sempre chamavam a sua atenção. Que desperdício! Suspirou e balançou a cabeça antes de falar:

— Você não tem nada melhor para fazer, não, oh idiota? Vai ficar aí, com essa cara de retardado, me olhando?

DeathMask pareceu acordar de um transe, sentindo-se constrangido e irritado por ter sido pego reparando em outro homem daquele jeito. Será que ele percebeu que eu estava olhando a bunda dele?

Limpou a garganta e falou, engrossando a voz forçosamente:

— A sua função aqui, candidato, é limpar esse banheiro e não ficar de conversinha fiada no celular.

Afrodite parou de esfregar o chão, largou o pano, e levantou-se, cruzando os braços e sorrindo debochado.

— Bem, eu não sei se você conseguiu perceber, já que tem problemas com isso, mas esse banheiro nunca esteve tão limpo.

— Mas que porra de cheiro esquisito é esse?! — DeathMask questionou, fazendo uma careta. — Você jogou perfume aqui dentro? Aqui é uma fraternidade de homens de verdade, e não um jardim de rosas! Faça o favor de tirar esse cheiro de bicha daqui...

Afrodite revirou os olhos e fez um gesto de descaso com a mão.

— Eu não tenho culpa de você ter se acostumado com cheiro de urina.

DeathMask fez uma carranca e sentiu vontade de mijar em todo o banheiro para fazer Afrodite limpá-lo novamente. Entretanto, apenas cerrou os punhos e saiu a passos largos, sem dar uma resposta “à altura”.

Afrodite empinou o nariz, achando-se vitorioso, e foi secar a pia, a única coisa que faltava para terminar a sua missão.

Quando, enfim, concluiu tudo, largou o pano dentro do balde com água e se encostou, sentado e exausto, no boxe do banheiro, com os braços descansando apoiados nos seus joelhos.

Seu telefone vibrou no bolso e ele o pegou. Sentiu o coração acelerar só por ver que era uma mensagem de Shura.

“Ainda sinto o seu cheiro. Já estou com saudade...”

Afrodite tinha certeza de que poderia morrer de felicidade naquele momento.

“Tbm tô com sds. Bjs.”

Ficou algum tempo esperando por outra mensagem, que não veio. Então ele se levantou e foi até a pia lavar as mãos. Olhou para o espelho e respirou fundo, ajeitando os cachos de seu cabelo com os dedos. Sorriu e piscou para si mesmo, satisfeito com a imagem refletida.

— Espelho, espelho meu, existe nesse campus alguém mais lindo do que...? Mas o que você está fazendo, seu idiota?! — Ele quase teve uma síncope quando notou, pelo espelho, DeathMask virando um enorme balde cheio de lixo no chão do banheiro.

— Viu, ainda não está limpo. Trate de limpar! — DeathMask sorriu de lado.

— Qual é o seu problema?! — Afrodite se exaltou, com vontade de voar em DeathMask e fazê-lo comer todo aquele lixo.

— Como é que é, candidato?! — DeathMask se aproximou de Afrodite, seu corpo avantajado se sobrepondo ao do outro, e o olhando de forma ameaçadora. — O meu problema?! Eu que pergunto qual é o seu problema! — DeathMask continuou berrando.

Afrodite não deixou que aquele olhar nem que aquela voz grossa o intimidassem e manteve seus olhos desafiadores sobre ele.

— Você é patético! — disse de forma debochada. — Tem tanta necessidade de se auto afirmar que perde a noção do ridíc-...

Nem bem terminou de falar, foi agarrado pelos braços e prensado contra a parede por um DeathMask irritado.

— Eu sou o vice-presidente dessa casa e o educador de candidatos, e você é um calouro de merda que tem que fazer o que eu mandar — gritou, de rosto quase colado ao de Afrodite. E, por Deus, como um homem podia ser tão lindo assim?! — Essas são as regras: eu mando, você faz. E isso não é trote. É fraternidade. Então segura a porra dessa sua língua afiada e acostume-se, porque só vai piorar. Entendido?!

Afrodite respondeu algo que poderia ser um “tudo bem”, ou um “vai a merda”; DeathMask não ouviu direito, porque no momento em que Afrodite movera seus lábios, assim tão próximos aos seus, lembranças do beijo que trocaram anteriormente o atingiram em cheio, e o desejo de beijá-lo foi forte e sufocante, quase tão sufocante quanto a pressão em seu baixo-ventre causada por aquela proximidade.

Ele se afastou bruscamente, soltando os braços de Afrodite e sentindo-se meio desnorteado. Mas que merda! Respirou fundo e deu um sorriso torto e sarcástico, tentando disfarçar o desconforto.

— Agora, se você acha que a florzinha não vai dar conta, você sempre tem a opção de pedir para sair.

— Não conte com isso... — Afrodite jogou os seus cabelos para trás, com as costas da mão, mantendo o nariz empinado e tentando disfarçar que também havia ficado desconfortável com aquela pegada tão forte. Não deveria ter gostado.

DeathMask bufou e saiu imediatamente do banheiro, sem nem olhar para trás, antes que algum de seus amigos chegasse e notasse o seu estado. Estava pegando leve demais, teria que começar a pegar mais pesado para se livrar daquele veado afeminado, antes que enlouquecesse.

Quando ficou sozinho, Afrodite começou a limpar o lixo do banheiro, enquanto mentalmente xingava DeathMask. Ele não iria desistir, não daria àquele idiota homofóbico o que ele tanto queria. Suportaria até o fim, perderia aquela batalha, mas não a guerra. Só que aquilo não iria ficar assim. Ah, mas não iria mesmo! Essa humilhação teria troco.

Me aguarde, DeathMask, me aguarde...

* * *

Enquanto isso, Mu enrolava uma mecha de seu cabelo entre os dedos, e Aiolia lhe repassava algumas estratégias.

— Lembre-se: mantenha o rosto inexpressivo e não se retraia diante dos jurados. Caso algo saia errado, não se abale, não fique cabisbaixo e não se remexa na cadeira. Haja o que houver, você tem que agir como se já soubesse exatamente o que iria acontecer... entendido?

— Entendido. — Mu deu um leve sorriso, achando graça da maneira como Aiolia estava agindo, levando aquilo tão a sério, como se estivesse em um tribunal de verdade. Respirou fundo quando ouviu o toque da companhia, que indicava a abertura do seu Julgamento.

Depois de ter faltado ao desafio de BeerPing entre os Ômega Chi e os Sigma Tau, ele ficara triste ao imaginar que estaria fora da fraternidade. Entretanto, para sua sorte, todos os veteranos concordaram em levar o seu caso a julgamento antes de tomarem uma decisão definitiva.

— Senhores, daremos início a presente sessão de julgamento pelo tribunal do júri da fraternidade Sigma Tau Beta; que tem entre os senhores jurados os irmãos Algol, Mime e Aldebaran.

— Aldebaran jurado?! — gritou um dos garotos. — Isso é marmelada!

Milo bateu o martelo duas vezes.

— Silêncio no tribunal! Está formado o conselho de sentença. — Virou-se para os jurados — Vocês prometem que decidirão com imparcialidade e justiça?

Os três jurados levantam a mão direita dizendo “assim prometo” e sentaram-se nas cadeiras destinadas a eles.

— Que entre o réu.

Mu levantou-se de onde estava, nas cadeiras da plateia, e foi escoltado por dois veteranos para a cadeira que ficava de frente à mesa de Milo.

Depois de fazer as perguntas inicias, tais como: nome completo e idade, o “juiz” quis saber se Mu tinha um advogado.

— Sim, é Aiolia — ele respondeu.

— Combinamos que você diria mestre Aiolia — seu colega de quarto prontamente retrucou ao aproximar-se.

— Silêncio no tribunal! — Milo bateu o martelo novamente. — Mu, você está sendo acusado de negligência, descaso e falta de comprometimento com as atividades da fraternidade, por ter faltado a um de nossos principais desafios. Como calouro, você não tinha permissão para se ausentar em nenhuma de nossas atividades. No entanto, essa casa se reuniu e decidiu julgar o seu caso.

Mu assentiu e sentou-se na cadeira destinada a ele, ao lado do seu “advogado”.

— Com a palavra, o promotor da casa, o irmão Abel.

Abel levantou-se e caminhou até o centro da sala, com o olhar em direção aos jurados.

— Caros jurados, provarei para vocês que o réu aqui presente faltou ao desafio de caso pensado, demonstrando não ter comprometimento com as atividades de nossa fraternidade e não levando o nosso lema tão importante, irmãos em primeiro lugar, em consideração...

— Protesto, meritíssimo! — Aiolia gritou.

— Protesto negado. Continue, Abel...

— Gostaria de fazer algumas perguntas ao réu. — O juiz assentiu e ele continuou. — Mu, poderia nos dizer o que aconteceu para você não ter vindo ao desafio dos Ômega Chi?

— Eu passei o dia todo fazendo um trabalho da faculdade, para que eu conseguisse terminar a tempo de vir para o desafio. Acontece que o cansaço foi mais forte, e acabei adormecendo sobre os papéis. Só acordei na manhã do dia seguinte.

— Mas você em nenhum momento pensou em conciliar as duas coisas. Quando o presidente da fraternidade anunciou o desafio, você já deixou a entender que não estaria presente, ignorando a orientação de que ninguém poderia faltar...

— Protesto! — gritou Aiolia novamente. — Afinal, a prioridade de todos aqui são os nossos estudos!

— Ele vai ficar gritando protesto toda hora? Assim fica difícil...

— Aiolia, deixa Abel continuar, sim... — Milo revirou os olhos. — Mu, responda a pergunta.

— Isso não é verdade, eu pretendia ir ao desfio. Só que eu não poderia simplesmente abandonar o meu trabalho, essa aula é pré-requisito para o meu curso.

— Mas você nega que nunca teve planos de se candidatar aos Sigma Tau, e que foi trazido para cá contra a sua vontade?

— Eu não nego. Isso não significa que eu não queira fazer parte da fraternidade agora.

— Isso aí, meu pequeno gafanhoto, você está indo muito bem... — Aiolia disse, com um sorriso motivador direcionado para o seu colega de quarto. Estava orgulhoso de Mu, que vinha mostrando um comportamento muito mais confiante, sua autoestima visivelmente mais elevada. Graças a ele, claro, que era um ótimo mestre.

— Todos nós sabemos que o primeiro semestre é sempre mais fácil, e temos conhecimento aqui de que você tirou notas altíssimas no SAT. Que disciplina é essa que te deu tanta canseira?

— Anatomia, com o professor Heller.

Os veteranos fizeram uma careta. O senhor Heller era famoso na faculdade por ser um carrasco e pegar pesado com os alunos. Porém, Abel ignorou esse detalhe.

— Mas você não pediu ajuda a ninguém? Porque, bem, é difícil acreditar na hipótese de o réu ter dormido enquanto estava estudando. — Seu tom era extremamente malicioso. — A não ser que ele tenha ficado letárgico assim por outros motivos. Esteve o tempo todo sozinho no quarto?

As orelhas de Mu pinicaram e suas bochechas ficaram avermelhadas.

— Mas o que é isso?! — Aiolia protestou. — Eu vou arrebentar a sua cara, seu babaca...

Mu precisou segurar Aiolia pelos braços, antes que ele pulasse as mesas e atacasse Abel.

— Aiolia, contenha-se, ou, então, terá que se retirar — Milo o repreendeu, depois se virou para o promotor, não satisfeito com a atitude dele. — Abel, sem especulações ridículas.

— Tudo bem. Vamos trabalhar com a hipótese de que Mu estava mesmo estudando. — Abel falou, voltando-se novamente para o “réu”. — Fraternidades exigem tempo e dedicação, Mu. E o seu curso não parece ser dos mais fáceis. Você falhou em conciliar os eventos da fraternidade com os estudos, e tenho certeza de que não conseguirá conciliar nas próximas vezes. Isso é um fato, e esse fato é irrefutável. Então, diga-me, você está disposto a sacrificar sua vida escolar pela nossa fraternidade?

Mu engoliu em seco.

— Não — falou com sinceridade, abaixando a cabeça, causando um burburinho na plateia. Como ele poderia garantir algo assim? Ele sempre faria o possível, mas não poderia prometer uma coisa que não tinha certeza de seria capaz de cumprir.

Abel sorriu, satisfeito com a resposta. Claro que nem ele, nem qualquer outro estudante ali, sacrificaria seus estudos, tampouco o futebol, mas sua função ali, como promotor, era desestabilizar Mu.

— Essa é a razão de muitos garotos como Mu não estarem em fraternidades — falou o promotor para os jurados. — Sendo assim, estou certo de que aqui não seja mesmo o lugar dele.

Aiolia perdeu a paciência. Ele e Abel começaram a bater boca, a plateia também se intrometeu, os jurados entraram no meio e Milo bateu o martelo algumas vezes pedindo ordem.

— Abel, ainda tem algo a dizer? — Milo perguntou após cessar a confusão.

— Eu gostaria de interrogar a minha testemunha.

— Ele tem uma testemunha?! Testemunha de quê? — Aiolia se indignou.

Mu respirou fundo quando Milo pronunciou:

— Que entre a testemunha de acusação.

Um dos calouros levantou-se da plateia e sentou-se no lugar destinado às testemunhas. Trazia no olho um hematoma que agora já estava perdendo o roxo e ficando amarelado. Um dos veteranos levou até ele o livro do candidato, onde ele colocou a mão e fez o juramento de dizer somente a verdade.

— Você pode nos contar como conseguiu essa mancha no seu olho? — O promotor da casa interrogou.

— Foi na briga que tivemos contra os Ômega Chi, na terça-feira — apontou o dedo de forma acusatória para Mu — porque um de nossos colegas no deixou na mão...

Milo fez uma careta lembrando-se de que, por conta dessa maldita briga, havia perdido a oportunidade de ficar com Camus. Droga! Estivera tão perto de fazer as pazes com o seu ruivo. Ele parecia tão entregue, tão apaixonado, tão lindo, tão... tão filho da puta! Sim, era isso que Camus era: um filho da puta que não o esperou. Milo mal falara com os policiais e voltara para o quarto afoito, tropeçando nas próprias pernas ao subir correndo as escadas, louco para ver o seu ruivo, tocá-lo, amá-lo. Mas tamanha fora a sua surpresa quando chegou no quarto e descobrira que Camus não estava mais lá. Primeiro, ele se desesperou, procurou por Camus, tentou ligar para o ruivo. Depois, caíra a ficha de Camus o havia abandonado outra vez, por um motivo muito simples: Camus não tinha nenhuma consideração por ele...

— Milo!? — Abel o chamou. O presidente dos Sigma Tau parecia viajar nos pensamentos, enquanto fazia umas expressões estranhas. — Alôuuu... planeta terra chamando Milo...

— Ordem no tribunal — Milo pareceu acordar, batendo o martelo e se recompondo. — Onde estávamos?

— Aiolia está intimidando a testemunha. Faça alguma coisa!

— O testemunho dele é irrelevante! O que ele tem para falar que todos aqui já não sabem? — Aiolia bradou.

— Abel, a testemunha tem alguma informação que não seja do conhecimento de todos?

— Não.

— A testemunha está dispensada. Pode voltar para o seu lugar — o juiz falou ao calouro e bateu o martelo. — Que entre então a testemunha da defesa.

— E agora? — Mu cochichou para Aiolia. — Nós não temos uma testemunha.

— Temos sim! — Aiolia levantou-se e dirigiu até o lugar destinado as testemunhas.

— O que ele pensa que está fazendo?! — Abel questionou.

— Irei testemunhar, não é óbvio?

— Aiolia quer ser testemunha de defesa? Mas como pode isso, se ele é o advogado?

— Mas eu sou testemunha ocular de que Mu estava dormindo sobre o trabalho. Eu vi quando cheguei no quarto, e ele até resmungou sobre o desafio...

— Aiolia, você não pode ser testemunha e advogado ao mesmo tempo... — Milo colocou a mão na testa e suspirou. Aquilo estava mais parecendo Caso Cerrado, um programa de telebarraco americano que Mime gostava de assistir vez ou outra no Netflix. — Esse tribunal entra em recesso por uma hora. — Milo decidiu e bateu o martelo antes de se levantar. — Alguém me acompanha numa cerveja?

Os Sigma Taus se dispersaram, a maioria indo atrás de Milo.

— Quer saber, acho que eu também preciso de uma cerveja — disse Aiolia para Mu. — Esse seu perfume novo está tirando a minha concentração...

Mu franziu a testa, abaixando um pouco a cabeça e puxando a gola de sua camisa para cheirá-la. Por Buda! Afrodite o presenteara com aquele perfume dizendo que era muito bom! Bem, ao menos ele achou que afrodisíaco fosse algo bom. Será que Aiolia o achara enjoado demais? Era mesmo um pouco adocicado, tinha que confessar, mas ele tinha passado tão pouquinho...

* * *

Não muito longe dali, no laboratório de física de partículas, Camus tentava usar um laser para esfriar ao zero absoluto uma nuvem de átomos de rubídio que havia bombardeado em uma câmara a vácuo. No entanto, distraiu-se por alguns segundos e perdeu o ponto, não conseguindo o resultado esperado.

Ele xingou baixinho, depois virou-se para o seu professor, que o observava.

— Me desculpe professor Saga, teremos que começar tudo outra vez, eu...

— Está tudo bem, Camus. Já fizemos muito por hoje. Esse é um projeto grande, não é algo que vamos conseguir da noite para o dia. Além disso, você parece cansado. Está tudo bem?

Nossa! Era incrível como professor Saga conseguia ser tão compreensivo, não era à toa que ele era um homem admirado em todo o mundo, não somente por sua inteligência, mas também por sua personalidade, pensou Camus.

— Eu estou bem, sim. Só um pouco cansado. Não dormi bem essa noite, estava ansioso com o projeto — mentiu, em partes.

Sim, ele estava ansioso com o projeto, mas não fora por esse motivo que não havia dormido bem. Desde o dia em que ele fora à casa dos Sigma Tau que a única coisa que Camus conseguia fazer na cama, à noite, era revirar-se nela, ora pensando em Milo, ora sonhando com ele quando enfim conseguia cochilar um pouco. Camus já estava acostumado a não ter o carinho de Milo depois desses dois anos separados, entretanto, por conta do beijo que trocaram recentemente, tudo voltara com força ainda maior. Droga! O que é que eu fui fazer lá?!

Arrependia-se. Arrependia-se amargamente por ter se deixado beijar pelo ex-namorado. Entretanto, agora não adiantava chorar pelo leite derramado. Teria que superar aquilo, de uma forma ou de outra. Ainda mais que Milo parecia ter desistido dele, já que, depois daquela noite, ele não fora mais às aulas de Física e também havia faltado à aula de Ciências Políticas na sexta-feira. Sabia que ele estava bem, pois Milo frequentava os treinos de futebol normalmente, Camus fora averiguar.

Ele começou a guardar com cuidados os materiais que havia utilizado, com ajuda do professor.

— Talvez você devesse convidar algum colega para ajudá-lo, uma espécie de assistente. Assim você não se sobrecarrega demais com esse projeto.

— Eu estava mesmo pensando nisso — disse Camus. — E até já tenho uma pessoa em mente.

— Isso será ótimo — Saga falou, olhando para o relógio. Estava na hora do almoço. — Agora estou pensando em dar uma passada no restaurante novo que abriu aqui perto do campus, eu soube que a comida de lá é excelente. Você me acompanha?

Camus assentiu, sentindo-se até lisonjeado por ter sido convidado para comer ao lado do cientista mais brilhante que já conhecera pessoalmente. Sem contar que seria ótimo conversar com alguém tão inteligente e cheio de ideias promissoras para distrair sua mente de ficar pensando em Milo.

Assim que terminaram de arrumar os objetos que utilizaram, os dois deixaram o laboratório, conversando sobre o projeto que estavam desenvolvendo.

* * *

Shina e Marin também estavam preparando-se para deixarem o quarto, mas, ao abrirem a porta, deram de cara com Evan. Sua mão estendida denunciava que estava prestes a bater na porta.

— Evan? Está tudo bem? — Elas notaram a expressão sombria dele e os olhos avermelhados.

— Vocês estavam saindo, eu não quero atrapalhar... — Evan fez menção de ir embora.

— Espera... — Marin o chamou, puxando-o para dentro do quarto. — Não estamos com tanta fome assim, comemos depois.

— Meu Deus! Por que você está tão abatido? — Shina perguntou, enquanto fechava a porta.

— Eu preciso desabafar com alguém... — Evan suspirou, angustiado. — Não aguento mais ficar com isso só para mim... — ele falou, colocando as mãos no peito. — Eu pensei em ligar para o Dite, mas... sei lá, depois que ele entrou para os Ômega Chi, eu quase não o vejo mais.

Marin puxou Evan para se sentar em sua cama.

— Pode nos contar o que aconteceu. Somos suas amigas também.

— Eu sei... E agradeço a amizade de vocês... — Ele começou a chorar e abraçou as meninas, uma em cada braço. — Vou sentir falta.

— Sentir falta? Ah, meu Deus, por quê? — Foi Shina quem perguntou, olhando para Marin por cima do ombro de Evan.

— Estou pensando em pedir minha transferência, não sei se quero continuar estudando nessa faculdade.

— Mas por quê? O que aconteceu? — Marin quis saber.

Ele desfez o abraço e se recompôs, passando as mãos pelos cabelos e tentando segurar o choro.

— Vocês se lembram daquela noite de karaoquê, no Sanctuary, na terça-feira?

— Sim, eu me lembro — disse Marin. — O que que tem?

— Então, depois que vocês foram embora, eu continuei bebendo com um amigo, até que ele me chamou para irmos a um clube de strip, um que tem aqui por perto.

— Eu sei qual é — Marin comentou.

— Lá, eu conheci um garoto que eu achei super gato, e acabei aceitando ir para um dos quartos com ele. Vocês sabem que lá tem uns quartinhos e você pode...

— Sim, nós sabemos, continua...

— Bem, quando eu subi para o quarto com ele, percebi que o cara era um babaca. Resolvi que não estava mais interessado e dei um fora nele... — Evan vacilou e fechou os olhos, lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. — Ele não aceitou o fora, disse que eu estava de frescuras e que eu queria... e me forçou... — Evan não conseguiu continuar sua fala.

As garotas olharam uma para a outra e suspiraram, então Marin passou a mão pelos cabelos dele.

— Não precisa falar mais nada, nós já entendemos...

— Quem é esse garoto? — Shina perguntou, com os punhos cerrados.

— O nome dele é Paul Jenks...

— Eu sei quem é esse retardado. — Ela ficou furiosa. — Ele está na fraternidade do meu primo.

— Tinha que ser! — Marin crispou os lábios. — Esses garotos de fraternidade acham que são os donos do mundo e que podem tudo. Eles não têm limites.

— Eu me senti tão humilhado, sabe! Mas a culpa foi minha, eu não devia ter aceitado subir para o quarto com ele...

— Evan, a culpa não foi sua! — Marin se indignou, levantando-se de supetão e o puxando pelo braço. — Venha, vamos falar com a polícia campus...

Evan se desvencilhou de Marin.

— Não! Não podemos fazer isso.

— Como não?! Evan você tem que denunciá-lo!

— Olha, eu só queria desabafar com uma pessoa amiga! Eu...

— Se você não o denunciar, ele vai fazer novamente a outra pessoa. — Marin o alertou.

— Eu sei, mas... — Evan suspirou frustrado. — Na mesma noite, eu conversei com o segurança do bar, ele me aconselhou a não fazer nada, disse que, como eu estava bêbado, não tinha provas e não daria em nada. Ninguém vai acreditar em mim...

— Eles vão acreditar em você! — Marin se sentou novamente ao lado de Evan e segurou sua mão.

Ele balançou a cabeça.

— Olha, é melhor deixar isso para lá, eu só vou virar alvo de fofocas no campus, nada vai acontecer com ele. — A voz de Evan baixou para um sussurro. — Se já é difícil para vocês mulheres, imagina para mim que sou homem...

— É igualmente difícil para todo mundo, Evan — disse Marin. — E nós vamos ajudá-lo. Por Deus, não é você quem tem que pedir transferência, é ele quem tem que ser expulso da faculdade.

— Nós vamos com você! — Shina falou. — Vamos falar com a polícia e com a administração da faculdade.

— Eu não sei. Eu preciso pensar.

Marin respirou fundo, inconformada. Aquilo não poderia ficar assim. Quantas garotas ou garotos passavam por aquele tipo de situação no campus e ninguém fazia nada?! Alguém precisava fazer alguma coisa. E se Evan não fizesse nada, ela daria um jeito de fazer.

* * *

Enquanto isso, na casa dos Sigma Tau, o julgamento havia recomeçado e a promotoria fazia suas considerações finais.

— Meus caros irmãos, quem de vocês nunca sonhou em participar de uma fraternidade como a Sigma Tau, antes mesmo de entrar para a faculdade? Quem de vocês nunca sonhou em participar das festas, dos eventos gregos, em ter o prestígio que é fazer parte de uma comunidade distinta e única como a nossa? — Abel se virou, exclusivamente, para os jurados. — Entrar para uma fraternidade é o sonho de muitos garotos, entretanto, nem todos têm a honra de participar. As pessoas que entram aqui são minuciosamente selecionadas, como todos nós fomos. — Ele frisou a última frase. — Mas ser selecionado não é garantia de nada. Depois disso, nós ainda passamos por alguns testes antes de sermos aceitos em definitivo. Todos nós aqui, hoje, passamos por esses testes orgulhosamente. — Ele direcionou o olhar dos jurados para os calouros sentados na plateia. — E tenho certeza de que os novos candidatos também estão se dedicando ao máximo. — Ele caminhou até Mu, olhando-o diretamente. Ele não tinha nada contra Mu, estava apenas cumprindo sua função de promotor da casa; contudo, depois do bate-boca com Aiolia, tomara a vitória como uma necessidade pessoal. — Quero dizer, nem todos, já que um deles parece não ter entendido isso ainda. Porque ele, simplesmente, não se importa, não se esforça. E se ele não se esforça, como todos nós nos esforçamos, não merece fazer parte do nosso grupo. Somos companheiros e sabemos que poderemos contar sempre uns com os outros. Mas como poderemos contar com alguém que faz pouco caso de algo que é tão importante para todos nós?

Aiolia cerrou os punhos, fazendo algumas caretas enquanto Abel continuava o seu discurso.

— Acredito que todos nós aqui, em algum momento, deixamos de fazer algo em nome da fraternidade. Mas o candidato Mu faltou ao desafio porque não está disposto a fazer qualquer sacrifício que seja. Por esse motivo — ele olhou diretamente para os jurados —, eu peço que sejam justos, que se lembrem do nosso lema: irmãos em primeiro lugar. Que pensem em todos os sacrifícios que fizemos para estar aqui. Não tivemos tratamento especial, ninguém aqui teve. Por que esse calouro, que não se sacrifica pelo grupo, teria?

Abel voltou para o centro da sala, dirigindo seu olhar para cada pessoa com quem falava.

— Meritíssimo juiz, senhores jurados, pelo que foi exposto aqui hoje — Ele voltou a olhar para Aiolia — peço a expulsão do candidato Mu, por achar ser justa a expulsão.

— Concedo agora a palavra à defesa — disse o juiz, assim que Abel sentou-se em seu lugar.

Aiolia levantou-se, cumprimentou o juiz, a plateia, os jurados e então virou-se para o seu colega de quarto.

— A defesa tem provas de que o réu é inocente e não faltou intencionalmente ao desafio. Entretanto, antes, eu gostaria de perguntar uma coisa ao réu. — O “juiz” assentiu. — Mu, você confirmou que não tinha planos para entrar para uma fraternidade, mas que agora gostaria de fazer parte do grupo. Por que mudou de ideia?

— Pelas amizades que eu fiz aqui — respondeu sem pestanejar.

Aiolia sorriu para ele, depois prosseguiu com sua fala, olhando diretamente para a plateia.

— O meu colega Abel disse algo muito importante em seu discurso. Mesmo antes de entrar para a faculdade, a maioria de nós sonhávamos em fazer parte de uma fraternidade. Mas não somente pelas festas, pelas garotas, pelo prestígio, ou pelos eventos, como ele colocou. Mas porque, aqui, fazemos os melhores amigos da nossa vida universitária. Aqui, compartilhamos esforços, conhecimentos, aprendemos, estudamos, e, claro, também nos divertimos. Essas experiências que vivemos juntos fazem com que criemos laços que duram a vida toda. Mas Mu não tinha conhecimento disso antes de vir para cá, por isso, entrar para uma fraternidade não estava em seus planos. Ele veio lá do Tibete com uma ideia estereotipada de que um garoto de fraternidade é um bobo embriagado, com uma camisa polo cor-de-rosa, tentando ser o novo Stifler do American Pie. Claro que alguns são assim, mas não os Sigma Tau, que tem como meta declarada: o respeito pelos irmãos, independentemente de quais sejam suas habilidades, sua situação financeira, sua cor, raça, orientação sexual ou religião.

Mu olhou para o seu colega de quarto de modo fascinado e suspirou. Aiolia era mesmo incrível, foi o que pensou naquele momento.

— Apesar disso, sabemos que a maioria dos Sigma Tau são esportistas, o que faz com que os eventos levem nosso calendário esportivo em consideração. Até a faculdade leva, e os professores nos dão alguns prazos a mais quando estamos em período de jogos. O que estou pedindo aqui é que levem as prioridades de Mu, ou de qualquer outro que deseja se destacar nos estudos e não somente nos esportes, em consideração. Não estou pedindo tratamento especial, nem para ignorar a iniciação, estou pedindo para seguirem o lema dos Sigma Tau: irmãos em primeiro lugar, e não eventos em primeiro lugar. E irmãos ponderam, irmãos entendem, irmãos dão uma segunda chance. Mas se eu estiver errado e os desejos de quem faz parte desse grupo forem realmente apenas os eventos, as baladas e o “tal prestígio”, sem levar em consideração as individualidades, talvez aqui realmente não seja o lugar de Mu, e, tampouco, o meu lugar. — Aiolia tomou fôlego antes de continuar. — Meritíssimos juiz, senhores jurados, caros colegas, não permitam que Mu seja expulso da fraternidade porque cochilou, enquanto dava tudo de si para tentar conciliar duas coisas importantes para ele: estar com seus amigos e os seus estudos. Ele não faltou ao desafio por descaso. Essa acusação é injusta. Peço que o réu seja absolvido.

— Declaro encerrados os debates. — Milo anunciou. — Senhores jurados, vocês estão prontos para decidir?

Os três deram uma resposta positiva, e seguiram com Milo para uma sala ao lado.

— Obrigada por me defender — Mu agradeceu quando Aiolia voltou a sentar-se ao seu lado e segurou em sua mão. — Você é um ótimo advogado!

— É... parece que sou mesmo... — falou, orgulhoso. — Acho que vamos ganhar. De qualquer forma, se eles te expulsarem da fraternidade, eu também saio.

— Não, Aiolia, você não pode...

— Já está decidido. Agora vamos esperar pela sentença.

Mu não concordava com Aiolia e não achava aquilo justo, embora ficasse ainda mais encantado com a atitude do colega.

Alguns minutos depois, Milo e os jurados voltam para a sala, e todos ficaram de pé, para que o “juiz” lesse a sentença.

— O conselho de sentença decidiu que o réu é considerado culpado do crime de “ausência culposa”...

— O quê?! — Aiolia exclamou, não compreendendo aquilo. — Mas o que diabos é isso?

Milo revirou os olhos. Não era óbvio a assimilação?

— Como os jurados entenderam que não houve intencionalidade do acusado em faltar ao desafio, o Conselho de sentença resolveu que o réu não será expulso da fraternidade, ganhando mais uma chance. No entanto, ele deverá receber uma punição por sua falta, uma vez que essa casa tem regras e elas devem ser seguidas por todos. Sendo assim, a partir de hoje, Mu deverá tingir os seus cabelos com a cor de nossa bandeira, como forma de se redimir. — Milo tocou a campainha. — Declaro encerrado o julgamento.

Todos acharam justo o resultado, exceto Mu que estava de olhos arregalados e o coração disparado. Como assim teria que pintar seus cabelos?!

Já Aiolia não se importara com sentença “culpado”, ficara tão satisfeito por Mu não ser expulso da fraternidade que, no impulso, passou os braços em torno da cintura do colega e o puxou para um abraço, apertando-o com força contra ele, sem ter tido tempo de pensar que aquilo poderia dar mais motivos para que os colegas lhe perturbassem.

Por apenas um segundo, Mu continuou perfeitamente imóvel, ainda em choque pela notícia. Mas depois relaxou um pouco, aproveitando o momento, e retribuiu o gesto, passando os braços pelos ombros de Aiolia e suspirando de prazer. Ele gostou de como se sentiu ao ser abraçado daquele jeito pelo seu colega de quarto.

Aiolia já havia abraçado outros amigos antes, em campo, quando comemoravam alguma jogada; afinal, amigos também se abraçavam, não é mesmo? Mas nunca se sentira tão estranho como estava se sentindo agora. O convidativo cheiro de Mu o envolveu tão forte como os seus próprios braços faziam com seu colega de quarto, e arrepios de excitação percorreram o seu corpo. Uma excitação nervosa, emparelhada com uma pressão em seu baixo-ventre.

— Você pode soltá-lo agora, Aiolia. — Milo se aproximou. — Nós precisamos levá-lo para a sala de castigos. Temos uma agenda cheia hoje, e muita coisa para fazer.

Aiolia abraçou o colega ainda mais forte, antes de soltá-lo. Mas seus olhos não conseguiam desgrudar-se dele.

Mu corou e desviou o olhar, pensando no quanto aquilo era bom e estranho ao mesmo tempo. Depois pareceu acordar e levantou a cabeça de supetão. O castigo?! Mas já?! Agora?! Passou as mãos pelas suas madeixas loiras. Oh Buda, o que é que eu faço para sair dessa?

Não havia o que fazer. Depois de todo empenho de Aiolia por sua defesa, ele não poderia simplesmente desistir. Respirou fundo, teria mesmo que pintar os cabelos de lilás, o que significava que ele já poderia começar a fazer o seu testamento. Sim, porque ele tinha certeza de que o seu pai o mataria assim que descobrisse.

* * *

Notas finais
Então, gente, tenho algumas coisas para comentarem com vocês. Primeiro, gostaria de fazer propagando e falar sobre outra fic que estou escrevendo sobre Milo e Camus. (Correndo atrás do amor) Essa é +18 hahaha... E por falar em +18, eu resolvi que vou escrever ao menos um lemon de cada casal protagonista de Golden College. Se eu não aumentar a classificação da fic, faço capítulos extras e posto separado. Não sei se todos perceberam, no capítulo anterior foi Lune quem chamou a polícia. E por último, vou demorar um pouco mais no próximo capítulo, pq vou fazer uma cirurgia semana que vem e terei que ficar um tempo de repouso. Mas acredito que no final de março já volto a postar. Desde já, agradeço a compreensão de vcs. Então é isso, gente. Beijos mais que especiais para leitores mais que especiais. Até o próximo. E, ah, não se esqueçam de me dizerem o que acharam, nem que seja para dizer que ficou m*** hahahah....