Gold Saints - The High School

1 Iniciando uma nova jornada.


Notas iniciais
Shura é um rapaz da classe média alta que após um acidente com seus pais, muda radicalmente de vida. Será que ele vai aprender tão fácil a nova vida que lhe segue?

Eu me chamo Shura, nunca pensei que uma desgraça na minha vida iria acontecer tão repentinamente! Eu vivia com os meus pais em Osaka e meu estilo de vida era muito bom! Boas roupas, boas comidas, bons brinquedos! Tudo que uma criança como eu era, deleitava-se com tais mordomias.

Meus pais tinham um bom emprego, uma ótima situação de vida! Estudava no colégio mais caro, mais conceituado, o número um local. Tinha um desejo fixo em me tornar um exímio diplomata, viajar por diversas partes do mundo, conhecer esplêndidos lugares. Meus pais me davam o apoio suficiente em concluir meu doido sonho. Éramos uma família feliz... Até que uma tragédia aconteceu!

Num fatídico dia de verão, meus pais resolveram viajar. Queriam muito ir à praia, curtir o sol que parecia bem quente! E eu estava lá, nos meus inocentes 15 anos! Não era paquerador e nem festeiro, apenas um menino tímido e calado, que queria ser, no futuro, um renomado e conhecido diplomata! Estava torrando ao sol, entupido de protetor solar, como minha mãe queria. Nunca imaginei que daria para colocar protetor solar onde menos se imaginava! Olhava para o enorme oceano a minha fronte e pensava na morte da bezerra, embaixo de um guarda sol, sentado numa toalha de praia. Meus pais, com seus amigos de social, resolveram passear de iate pelas águas e dava para ouvir minha mãe chamando pelo meu nome em pleno mar, aquilo me deixou tão vermelho, que pensei em jogar a toalha em cima de minha cabeça. Tudo estava tão tedioso, que acordei ao sentir um leve tremor de terra. Aquilo parecia estranho, pois não havia tido nenhuma notícia de terremoto para aquele mês.

Novamente senti a terra tremer! Não apenas eu, como algumas pessoas que estavam junto a mim. Em imediato levantei, olhava para todos os lados, parecia que tudo estava bem. Quando...

— TSUNAMI!

Era o grito de uma mulher. Meu cérebro demorou para processar a informação, mas minha cabeça virou para direção do mar. Eu vi a enorme onda se formando no horizonte e abaixo dela, o iate que estavam os meus pais. Então, ao ver a real situação, percebi o que estava acontecendo, minha mente queria ir para lá, salvá-los, mas, quando se avistou a enorme onda, uma multidão de banhistas desesperados vinham em minha direção, correndo e eu apenas querendo ir contra eles.

— MEUS PAIS! – Gritava eu sem muito sucesso. – Eu preciso salvar meus pais!

Eu tentava furar aquela barreira humana, porém só era empurrado para trás. Do nada, senti algo pegando em meu braço e me puxando, fazendo-me ir a favor daquele movimento.

— SOLTE-ME! Eu tenho que salvar meus pais! – Voltava a gritar e agora, a espernear, porém aquele que me segurava era bem mais forte.

— Esqueça-os! Você não pode contra a fúria da natureza!

Eu o olhei, era um dos salva-vidas, era estranho alguém dizer tal coisa, sabendo que precisa zelar pela segurança das pessoas. Estava atônito por suas palavras e virei meu olhar para o mar! Vi aquela "fúria da natureza" engolir o iate que estava os meus pais e aproximar-se de nós, pobres banhistas que apenas queriam curtir um agradável dia de sol. Ela era devastadora e realmente parecia em fúria! Lembro-me que, ao salva-vidas por os pés no calçadão, vi aquela onda tocar-nos e nossos corpos serem levados juntos com a força daquilo. Não sabia se eu nadava ou deixava a onda me levar, só sei que aquilo me fez separar do salva-vidas e eu estava indo de encontro a uma casa, imergindo e submergindo junto com outros banhistas que foram atingidos por ela.

Enquanto tentava me "equilibrar" naquela agitação, senti algo me ajudar mais uma vez, deixando-me respirar e sentir-me mais seguro. Agarrei-o e senti que outros me

agarravam. Não sabia o que era aquilo, tentava abrir os olhos e ver quem era, mas a água ainda batia em meu rosto, deixando-me "cego". Em algum tempo, percebi que aquilo dava ao meu salvador pé e que aqueles que em mim se agarravam, soltavam-me, dava para ouvir ao longe os sons de sirenes de bombeiros e mais uma mão me agarrando e me puxando e jogando em mim algo quente e macio, possivelmente uma toalha...

— Garoto você está bem?! – Era uma voz tão longe quanto o som das sirenes. Então não conseguia entender, meus olhos ardiam por causa da água salgada que ainda estava no corpo.

— Meus pais?! Onde eles estão?! – Dizia um pouco desnorteado, por causa da agitação na água. Eles não me responderam. – Eles estão aqui?! – Ainda estava desnorteado e começando a ficar nervoso.

— Garoto, vem conosco...

E eles me empurraram, caminhava e olhava o estrago que encontrava o local... Sujo, molhado, com vários pedaços de sei lá o quê! Tinha diversas pessoas enroladas em toalhas, agitadas e nervosas. Puseram-me sentado no banco de uma das ambulâncias e tinha outras pessoas juntas e próximas a mim. De repente, uma pessoa, acho que o mesmo homem que me ajudou, veio me chamar. Eu levantei daquele lugar e segui até ele, até que veio aquele baque.

— Meus pais? Não pode ser!

Eu comecei a chorar, entrar em pânico, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo, eu corri de encontro a um grupo de pessoas que vinham levando umas espécies de embrulhos, eu queria saber se realmente era real. Eles não me davam uma notícia concreta, apenas dizia que não achavam meus pais, apenas encontrou uma pessoa, que parecia ser a única sobrevivente do iate. Para melhorar a minha situação, ela não lembrava de nada do que aconteceu no acidente. E eu, que estava completamente fora de mim, comecei a ameaçá-lo e muitas pessoas começaram a me impedir e me afastar dele.

Eu fui arrastado... Seguraram-me outra vez e me puseram de novo na ambulância, mas desta vez, me levando para um pronto socorro, onde médicos e enfermeiros me tocavam e eu apenas queria meus pais. Todos sabiam de mim, Shura, o garoto que estava sem pais! Eu fui isolado e fiquei na enfermaria daquele lugar, diziam-me que iriam me dar notícias e cada vez que passava uma pessoa, eu achava que iriam me dizer que eles estavam do lado de fora me esperando para irmos embora e voltar para casa. Mas aquela não era a minha realidade!

Os bombeiros e salva-vidas diziam que acharam todas as pessoas do iate, menos os meus pais. OS MEUS PAIS. Eu chorava e não acreditava em nada que eles diziam e eu queria embora. Já havia se passado uma semana e eu continuava naquele hospital. Eles diziam que acharam tudo, todo o iate, documentos, roupas, utensílios e até mantimentos de reserva, mas não meus pais. O limite havia acabado. Deram meus pais como mortos e fizeram um funeral simples, sem os corpos deles e eu, trajado de preto, olhando um pequeno pedaço de mármore, entalhado com o nome deles, sem nada abaixo. Eu nem pude voltar para casa, pois eu era considerado um menor e não tinha condições em ficar sozinho e eu precisava de alguém para me tutelar. E lá fui eu ficar mais uma semana longe de tudo e todos.

Para eu não ser adotado, conseguiram achar uma tia, uma mulher que é uma parente próxima de minha mãe, porém ela morava em outro local, na cidade de Nagano. O governo confiscou tudo que era dos meus pais, até mesmo minha casa e me enviou para o novo lugar. Cheguei naquela humilde casa, naquele bairro um pouco pobre, eu diria estupidamente pobre, se eu fosse levar em consideração ao local que eu vivia. Eu estava nervoso, jamais tinha visto aquela pessoa e nem sabia o que ela poderia fazer comigo e se ela era realmente de minha família. Apenas vi aquela porta se abrir e uma senhora,

alguns anos a mais que a idade de minha mãe, aparecer. Ela sorriu para mim e deixou que entrássemos... Eu estava muito nervoso.

— Senhora Nagawa, este é o filho da sua parenta, que infelizmente faleceu, seu nome é Shura e ele vai morar aqui com a senhora até a maioridade! Não se preocupe, o governo de Osaka dará fundos para o sustento do menino!

Ótimo! Eu estava sendo vendido pelo governo de meu país e dado para uma mulher que jamais vi! Eles se despediram e ela me mostrou um quarto, estupidamente simples e antiquado! Um armário de um lado e uma cama ao chão. Eu coloquei minhas coisas ao lado e me isolei. Na hora da janta, aquela senhora me mostrou um papel, eu estava matriculado em uma escola próxima dali e as minhas aulas começariam amanhã. Achei absurdo! Eles resolveram tudo em meu nome, sem que eu desse um aval?

— Obrigado, senhora Nagawa.

Jantei algo muito simples, acredito que ela não estivesse esperando por nada e nem muito menos por mim. Terminamos, em silêncio, e fui dormir. Da pequena janela que havia em meu quarto, eu podia ver o céu salpicado de estrelas, observando como era lindo! Eu não via algo assim onde eu morava, aquilo me deslumbrou e nem lembro como acordei no dia seguinte. Eu me levantei de manhã, lavei o rosto e quando eu voltei, numa cadeira velha que havia no quarto, tinha um uniforme colegial. Havia um logo escrito: “Minerva School”. Eu fiquei muito acanhado, porém me vesti, fui até a sala e aquela senhora estava com um “obento” e a minha maleta.

— Bom dia, pequeno Shura! Espero que tenha um bom dia de escola!

Eu peguei aquelas coisas, agradeci por todo o esforço que ela fazia para mim. Eu segui para o tal colégio, havia um pequeno pedaço de papel, com tudo explicado. Depois de algumas quadras, eu encontrei o colégio. Ficava num bairro mais nobre do que aquele que eu estava com a senhora, minha parenta. Fui entrando naquele local e me sentindo um peixe fora d’água. Até que eu encontrei a minha sala. Uma professora, muito doce veio até a porta e me puxou.

— Pessoas, este é o novo aluno que veio de outra cidade! Deem um olá para Shura!

As pessoas me responderam e eu olhei aquilo completamente assustado, eu não sabia onde ir e o que fazer, apenas segurei firme a minha maleta.

— Onde foi que me meteram?! – Pensava.

Notas finais
Agora Shura descobriu sua nova turma, como será sua reação neste primeiro dia com este grupo de pessoas?