Gold Saints - The High School

5 Glórias e Infortúnios


Notas iniciais
No capítulo anterior, Shura pareceu estar mais à vontade com seus novos amigos. Casos e acasos foram vistos, mas o rapaz conseguiu desvencilhar seu orgulho e aceitar melhor a sua nova vida. O que essa nova aventura trará a ele?

Assim passou a minha vida, após aquele mês. Mephisto e Aphrodite me olhavam, o mais delicado me dava sorrisos e cumprimentos, coisas que o mais velho não fazia. Cheguei a pensar que estivessem revoltados com o que aconteceu naquele dia, mas parecia que eu estava enganado ou assim pensava para melhorar meu humor.

Claro e com certeza, eu me adaptei com aquela turma que achava uma ala de um manicômio, apesar deles me chamarem de colegas, eu ainda tinha um pé atrás. E um desses “colegas” era o Aiolia. Garoto pessimamente exemplar, tinha vários sonhos, mas nenhum parecia ser dele mesmo. Nada contra, mas tudo era...

— Meu irmão Aiolos foi o melhor aluno desta escola e eu tenho orgulho disto! Eu vou ser tão bom quanto ele! Já disse que... – Falava Aiolia, podíamos ver que seus olhos brilhavam.

— Aiolia... – Interrompeu Aldebaran. – Você já contou tudo o que seu grande irmão fez!

— Ah, já?

— Hahaha! – Gracejou Mu – Entendo que sempre conta esta história, meu amigo. Mas não precisa repetir! Apesar de Shura ser novato, ele já deve ter entendido, não é mesmo?

Nós estávamos no corredor dos troféus. Tinha fotos e noticiários dos grandes atletas e alunos do colégio, além do senhor Kido, havia foto de três rapazes... Saga, Kanon e Aiolos. Os dois primeiros eram gêmeos e o terceiro, o tal irmão que, realmente, era espetacular! Tudo tinha o nome dele, troféus, notícias, medalhas... Era um espetacular aluno, para uma escola tão... Fraca.

— Oh sim! Eu já li e reli os feitos de seu irmão, Aiolia! Fanático por sinal! E... Você quer ser parecido com ele, não é? – Respondi.

— Sim, em tudo! – Disse todo orgulhoso. – Eu sou o melhor da escola em atletismo! Raso e fundo... Mas tem coisas que não consigo ser melhor... – Após murchou.

— Mwahahaha! – Gargalhou Aldebaran – Aiolia, na época do seu irmão, não havia um cara eu! Mas você é bem veloz! Um dos velocistas mais competentes que eu conheço!

Conforme o enorme rapaz falava e exaltava o colega, mais aquele rapaz de cabelos na cor do mel e olhos como esmeraldas, tinha faíscas nos olhos. Por fim, ele suspirou e em seu rosto brotou um sorriso.

— Poxa cara, valeu mesmo! Eu sei que no quesito força e peso, você é melhor que eu, mas... Vou fazer uma coisa que meu irmão jamais conseguiu! Ganhar a natação!

Todos riram, ou melhor, prenderam o riso, pois mais faíscas vinham daquele rapaz. Voltamos para a sala, pois o sinal havia soado. Uma caminhada curta e simples, indicada por senhor Dohko, que apesar de carrancudo, era boa gente. Ao chegarmos na sala, o “super atleta, cópia de irmão, meu ídolo” tinha um singelo problema... Ele gostava de uma menina da sala e o mais perto que ele chegava nela, era duas carteiras à esquerda, que era onde sentavam.

— Ah... Hmmm... Oi Marin!

— Ah... É você, Aiolia... – Não que ela fosse fria, ela não tinha costume, pois havia uma outra trava...

— Qual é, heim? – Disse a amiga de Marin, Shina, uma marrenta que às vezes chego a pensar em ser parente do Mephisto. – Vai encher o saco de outra!

Aiolia meio que se afastou das duas, baixando a cabeça. Parecia que o grandioso rapaz, valente e imperial como um leão, não passava de um gatinho doméstico perto daquela garota de cabelos vermelhos.

— Ah tá, desculpe... – Ele virou as costas para as duas e eu vi que ele tinha as bochechas vermelhas.

Foi dolorido ver aquele cara, grande, tão cheio de glórias e orgulho, sendo escorraçado como um animal sarnento e este aceitando. Aiolia sentou em seu local e calado permaneceu. O dia pareceu tão chato quanto o inicio de minha chegada, tudo por causa de um fora. Ele permaneceu calado até o encerramento da aula.

— Nossa, como o Aiolia ficou sentido com aquele fora que ele tomou! – Iniciei.

— Ih, isso não é nada para ele! – Informou Mu. – Já vi expressões piores e depois ele sempre melhora.

Ele estava muito na frente de nós, cabisbaixo, até ver alguma coisa na parede. De repente ele começou a se alegrar e pegou algo ali, na parede mesmo. Parecia que seu humor havia melhorado como um relâmpago!

— Ihihi... Não disse? – Terminou o colega de cabelo lilás.

— Nosso campeão sempre consegue algo que o alegre! – Completou Aldebaran.

Não sabíamos o que era, uma interrogação que crescia em nossas mentes e nos fazia acreditar sobre o mito que envolvia naquele repentino sorriso. Apenas víamos eles correndo, todo ansioso, entrando na diretoria.

Alguns dias se passaram, para chegar o final de semana. Foi então que soubemos o que estava acontecendo, era uma competição intercolegial, alguns alunos da Minerva Schooll já haviam se escrito, entre um deles, Aiolia! Estava lá, ele, todo feliz! Chegava a irradiar todo seu semblante, como se fosse um sol resplandecente! Quando anunciavam seu nome, ele vinha de peito estufado, como se honrasse algo para mostrar.

Várias modalidades, atletismo, levantamento de peso, bicicleta e natação... Uma gama de tipos, divididos em dois dias. No sábado, bicicleta e levantamento de peso, no domingo, atletismo e natação. E lá estava nosso atleta, todo irradiante em sua raia. Havia umas pessoas com roupas escuras, aquilo me chamou a atenção.

— Quem são eles? – Perguntei

— São alunos de escolas rivais! — Respondeu-me Shaka.

Assistíamos aos eventos, tinha ginástica artística, arco e flecha, além dos citados que havia o Aiolia. No ciclismo, ele ficou pau a pau com um loiro daquela escola de todos escuros. Ele ganhou na fotografia, por muito pouco. No levantamento de peso, o ouro ficou com Aldebaran, lógico, muito forte e astuto. O que chamou a atenção foi um moreno, de cabelos um tom violáceo, da tal escola de negro, que ficou com a prata. Aioria, bem... ficou em 5º... Haviam outros melhores que ele.

— Bom... Eu... Não estava preparado... Vou treinar para ano que bem! – Dizia confiante.

Ele sabia que aquela modalidade ele não iria conseguir mesmo, apenas disfarçou sua frustração. O domingo chegou e as primeiras provas de atletismo seriam disputadas. Salto com vara, 110m com barreira, 5km com obstáculo, 100, 200 e 400m, arremesso de disco, salto em altura, além de salto em distância. Tudo praticamente ganho com o superatleta, Aiolia. Ele estava tão feliz e irradiante, que não continha a emoção! Até que veio à tarde, bem no comecinho da noite, a única prova de natação... 400m, 100m em cada modalidade. Todas as provas eram simples, nada ao estilo olímpico... Então estava Aiolia lá, com seu sungão, se aquecendo.

— Vai Aiolia! – Gritou Marin da arquibancada.

Ao ouvir o grito da menina que ele se interessava, ele encabulou, quase fazendo perder o sinal de partida. E lá foi o nosso herói, nado peito, nado borboleta, nado de costas... Aiolia estava impossível, sempre na frente, se não fosse por um mísero detalhe... Havia um em sua cola o tempo todo...

O pau a pau foi decido no nado livre, porém não sabia se Aiolia estava se cansando ou se aquele que estava na cola dele melhorou suas braçadas, apenas sei que o vencedor foi...

— Pharaoh, da Pluto School! – Dizia o narrador.

— Como pode? Eu... Eu sou o melhor nessa categoria! – Dizia inconformado Aiolia.

Todos saíam da água, o tal Pharaoh era um moreno de bom corpo, com alongados cabelos negros e um olhar amarelo penetrante. Todos de seu colégio lhe abraçavam, como um exímio campeão. Já Aiolia, era confortado por seus amigos.

— Você não pode ser bom em tudo, Aiolia! – Dizia Shaka. – Apenas foque em uma única modalidade! Que tal declaton? É um pouco de cada coisa!

— Não! Meu irmão era o melhor em tudo e eu vou tão bom quanto ele!

— Aiolia, o Shaka tem razão! Você está muito desgastado e quase perdeu várias modalidades! – Chegava naquele instante Marin.

Aiolia não deu razão à menina e saiu. Ele estava arrasado demais para ser ele mesmo. De repente senti uma mão em meu ombro, fazendo pesar.

— Cuidado com os alunos do Pluto School...

— Hãm? Por que diz assim, Mephisto?

Aquele rapaz, que era mais velho que nós e assimilava um pouco com aqueles de negro, estava com um cigarro na boca e um ar de sério.

— Eles não são flor de se cheirar, ainda mais que eles não estão contentes com o resultado do grandioso “cópia de irmão”... Com certeza, eles vão aprontar algo...

Mephisto me deu alguns tapinhas nas costas e saiu. Aquilo me deixou intrigado... Quem são esses alunos e como o Mephisto os conhecem tão bem?

Notas finais
Qual será a próxima aventura?