Gold Saints - The High School
8 Após a Feira, a Xepa
Notas iniciais
A feira pareceu recorrer muito bem, mesmo com aquele pequeno problema de Mephisto com a misteriosa garota de cabelos róseos. Antes da feira acabar, já não tínhamos mais nada para vender e eu estava surpreendido com Mephisto e seu esplêndido talento para a cozinha. Quanto mais nós falássemos sobre seu talento, mais ele ficava vermelho e berrava conosco:
— PAREM JÁ!! Eu só fiz meu papel, oras!
Após ficava emburrado, ao ponto de virar as costas e sumir. No fundo, era divertido ver aquele rapaz, mais velho e marrento, sendo apenas um gato assustado, tentando se defender. Após tudo, na segunda-feira, estávamos no meio da última aula da manhã, quando veio o senhor Dohko, com um semblante muito feliz.
— Caros alunos da 2A–3... – Iniciou o discurso. – Venho lhes informar sobre a feira. Para relembrar, alguns stands, em principal, as que possuíam comida, como a de vocês, ganham prêmios por visitação, lucros e elogios. Por muito tempo, esta turma recebeu os melhores elogios pelo stand, criação e explicação; e este ano não foi diferente! Temos a honra de dizer que esta turma foi a que mais recebeu elogios, em principal, sobre os deliciosos bolinhos, além de custar um lucro bem expressivo!
Aquela notícia causou um breve reboliço a todos. Nós estávamos agitados, como se jamais tivéssemos tido algo “legal” naquele colégio, em principal para mim, que sou um novato. Até que aquele senhor pigarreou.
— Se acalmem... O senhor Shion está vindo dar-lhes a boa nova!
Então entrou aquele homem, mais alto e roupas distintas. Seu cabelo loiro-esverdeado era um destaque visível.
— Pois bem, — Iniciou. – Estamos felizes com o resultado de tudo e, juntamente com diretoria principal da escola, iremos parabenizar os alunos com um ingresso ao parque que tem na cidade vizinha. Amanhã iremos entregar os convites, para passar o final de semana no local.
Mais um reboliço. Pareciam que jamais haviam visto um parque. Mas foi então que lembrei, muitos não haviam condições de pagar uma escola com mais recursos ou com aspectos mais bonitos. O Minerva School era patrocinado pelo governo, para aqueles que não tinham dinheiro e queriam estudar. Porém o dono, um administrador de uma ONG, criou o colégio e investiu nele, com o intuito solene no aprendizado... E eu entendia aos poucos o verdadeiro motivo dali ser como um alívio para as dores mais terminais, eu estava aprendendo com a minha mesquinhez, o verdadeiro lado de tudo. É, eles tinham razão de estarem felizes. Eles, ou melhor, nós fizemos por merecer.
Meus colegas de classe pareciam ouriçados, mas apenas Mephisto dava sorrisos amarelos como o meu. Parecia que ele não estava muito feliz, ou será que estava, mas a bajulação aos seus bolinhos o fizeram ficar assim, sem graça? Bom, apenas sei que todos estavam numa imensa alegria e aos poucos, eu fui liberando um sorriso.
— Olha, Shura! Sorrindo! – Dizia Milo que estava ao meu lado. – Gostou da notícia, não é?
— É, gostei! – Dizia um pouco encabulado.
— Bom... Todos nós gostamos... – Do nada, Milo ficou um tanto desgostoso. – A escola nunca presenteou nenhuma turma com algo tão... Significativo! Era apenas troféus e medalhas, algo simbólico. Aceitávamos numa boa, pois sempre ficávamos entre os primeiros, por causa de Camus. – Foi então ele deu uma pausa. – Mas parece que o nosso amuleto de sorte é você! – Ele virou para mim e sorria. Eu fiquei estático. – Desde quando você veio, tivemos vários momentos de alegria e sorrisos. Ganhamos esta possibilidade, que nenhuma turma teve... Considere meu obrigado, por toda a turma!
Aquelas palavras me deixaram completamente estático. Ninguém havia me elogiado por algo tão simples, mesmo não sabendo ao certo de meu passado, como aquelas pessoas, naquele instante. Eu era realmente um amuleto? Minha vinda é realmente algo bom? Aquilo me impressionou, de fato, mas meu ódio por tudo o que me acontecia, desde a morte de meus pais, foi desaparecendo. Apenas fui educado, falando um singelo...
— Obrigado! – Após sorri. Um doce e meigo sorriso.
As aulas se encerraram, nossa turma continuou comentando o grande feito, enquanto ouvíamos das outras turmas, aquele chiar típico de intriguinhas. Eu queria me incomodar e tirar satisfações, mas senti uma mão tocando em meu ombro e uma breve calmaria.
— Não vale a pena! – Era Shaka. – Ninguém havia conseguido fazer um esforço como fizemos!
Eu olhei aquilo sem entender, mas.... Realmente, seria revidar de forma estúpida e não seria nada bom, pelo contrário, eu poderia por tudo a perder. Eu comecei a me afastar daquilo e juntamente das coisas que falavam. E assim, eu segui para casa.
Na terça-feira, apenas tomamos duas aulas, pois um bom tempo foi levado para as inscrições e recebimento dos ingressos. Era tudo para o próximo final de semana. Faltavam 4 dias para que tudo ficasse “impecável”, como muitos diziam. O recebimento dos ingressos eram postos em mãos ao aluno e este confirmava em documentação de que recebeu o ingresso.
Os termos eram simples... A escola estava se responsabilizando por tudo e que o aluno apenas precisaria de dinheiro para consumação própria, como guloseimas, fora do horário da refeição diária, dada e proporcionada pelo colégio. Eu levei uma cópia do contrato e tinha 24h para desistência. Aquela senhora deixou eu ir e ligou imediatamente para o conselho tutelar... Eles aceitaram na hora, o que me fez estranhar.
Antes de irmos, mais ou menos, na quinta-feira, um jornal local nos entrevistou, pois aquilo repercutiu por todo o bairro. Eu, pelo menos, estava muito sem graça, pois não sabia ao certo que reação tomar aquilo. Tiramos fotos e eles apenas perguntaram sobre reação e ansiedade.
— Sim, gostamos! – Dizia Aldebaran bem empolgado.
— Não vejo a hora de estarmos lá! – Concluía Milo, o mais agitado. – Foi a melhor notícia que eu tive! Quero agradecer a todos os presentes, ao coordenar Dohko, ao diretor Shion...
As palavras dele eram cortadas por todos que estavam em sua volta e mandavam-lhe calar a boca. Eu, particularmente, me divertia com aquilo.
No dia seguinte...
Era final de tarde, algo em torno de 16h... No aeroporto da cidade, o vai e vem era constante e apenas duas pernas, de tantas, vinham seguras naquele lugar. Pareciam parar mediante a algo. Trazia consigo duas malas, uma, grande e a outra, de bordo. Até que apanhou algo que ali via.
— Hmmmm... Magnifique(Magnífico)! – Ditava a voz.
Era um rapaz de óculos escuros e um gorro na cabeça, como se tivesse saindo de um lugar muito frio. Escondia os cabelos, ainda mais que usava casaco com peles. Voltou a caminhar, indo em direção a um lugar que lhe esperava.
— Très bien(Muito bem)! Quer dizer que eles vão para o parque da cidade vizinha, oui? – Dizia. – Esta sempre foi a vontade de Milo, que eu nunca pude realizar... Merde... Não tem problema... Mes amis(Meus amigos)...
Até que ela chegou perto de algumas pessoas. Agora dava para notar a pele mais clara que os demais e um homem colocava suas malas em um carro.
— Como está, Al...?
— Camus, s’il vous plaît(Por favor)! – Foi então que ele retirou o gorro, revelando seus cabelos, além de retirar óculos e mostrar melhor seu rosto. – Eu estou bem, meu tio! Fiz ótima viagem e se quer saber, amanhã eu estarei ocupado, d’accord(De acordo)?
O rapaz entrava no carro e tinha no rosto, um sorriso estranho, como se calculasse de forma fria, algum movimento ou algo que estivesse estipulando, como se fosse uma mente um tanto maligna.
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