Gold Saints - The High School
9 A Volta Daquele Que Jamais Foi
Notas iniciais
Após a grande notícia, nós, os alunos melhores colocados naquela feira, recebíamos nossos méritos, com uma coisa interessante, que até eu fiquei pasmo.
— Gente, é o seguinte! – Dizia Aphrodite. – Nós vamos ao parque e de acordo com alguns termos, vamos passar a noite lá, num hotel que tem no local mesmo! Eu pesquisei é um bom hotel, não é dos melhores, mas dá pro gasto! – Ele começou a distribuir uns pequenos panfletos. – Pois bem, este senhor, ele faz lotadas e eu pensei em contratá-lo. Eu pago, não se preocupem! Aqui estão os horários de saída e locais de encontro...
— Mas pelo o que eu estou vendo aqui, vamos voltar domingo à noite? – Indagou Mu.
— Oh sim... Vamos! Ou você quer aproveitar pouco? – Reclamou Mephisto. – Ganhamos dois dias completos, seria burrice a nossa ir embora no segundo dia cedo!
— Bem.... Até que existe um pouco de lógica nisso! – Deduziu Aiolia.
— Sim e não se preocupem. Se lerem, na volta, cada um será colocado na porta da própria residência! – Finalizou aquele belo rapaz.
As ideias eram realmente muito boas, na verdade, eram excelentes! Teríamos condução de ida e volta, além de termos a facilidade de nos deixar em casa! Aphrodite era uma alma praticamente caridosa. Pena tinha como guarda costas, alguém tão medíocre e chato. E falando neste, ficou de cara amarrada o tempo todo. Isso era na aula de educação física, estávamos reunidos em círculo, como se fôssemos uma gangue.
Eu notei que o panfleto havia o endereço de onde morávamos, para que, quando voltássemos do passeio, o motorista deixássemos em casa. Eu anotei o meu endereço no lugar devido e entreguei ao formoso rapaz. Realmente, além de ter um rosto tão bonito, era uma alma tão bela quanto.
Assim sendo, amanheceu aquele sábado. A senhora havia aprontado as coisas comigo, quando eu voltei de aula. Uma mala, pequena, a mesma que eu vim para este lugar, após me enviarem, quando eu achava tudo muito chato. Ela se despediu de mim, me deu um pequeno obento com umas coisinhas simples e um pouco dinheiro, dizendo que só foi isso que o conselho havia liberado. Não era muita coisa, mas dava para o gasto, já que era apenas para comprar coisas para si.
— Não tem problema, está ótimo! – Sorria.
Segui minha caminhada para o colégio, que, de acordo com o Aphrodite, era o ponto de encontro de ida para o parque. A viagem duraria de 40min a 1h, dependendo de como estivesse o trânsito. Estavam todos lá, o grandioso Aldebaran; o calmo Mu e seu primo Shaka; o nosso campeão Aiolia; além das meninas Shina e Marin. O último a chegar, sem ser eu, parecia ser Milo, que vinha com uma mochila nas costas e um olhar longínquo. Coloquei a mão no ombro dele e ele me pareceu olhar um tanto assustado.
— Aconteceu alguma coisa, Milo? – Perguntei.
— Ah... Não... – E me dava sorrisos amarelos. – Bem... – Ele parecia fugir daquilo. Até que... – Eu... Não estou realmente legal... – Após me abraçou. – Eu sempre quis ir neste parque, passar um bom período lá! Nunca me senti tão vivaz, mas ao mesmo tempo chateado... Eu sempre sonhei em estar lá, usufruir dos brinquedos e dependências, mas... Mas...
— Mas você vai para lá, oras! – Tentei animar.
— Sim, mas sem o Camus! Ele sempre tentou me levar para lá, disse que iria pagar meu ingresso e tudo o que eu quisesse, mas meus pais... Eles... Nunca deixaram...
— Mas eles te deixam ir na casa de Camus, por que não deixariam ir com o amigo para um parque?
— É que eles acham que eu vou para a casa do Camus estudar, fazer trabalho de escola ou tomar aulas particulares... E não fazer o que eu faço!
— Ah... Tá! – Disse estático.
Eu tinha que imaginar essa resposta! Mas quando eu suspirei com aquele decepcionar, apenas ouvi um som de buzina e, na nossa frente, um van, que da calçada já dava para sentir o bom ar condicionado. Saiu da mesma, Aphrodite, parecendo que iria para algum resort.
— Olá, meus amigos! Estou 5min atrasados, mas foi culpa minha. Mephisto não me deixou levar algumas coisas. Ele disse que estamos indo para um parque de diversões em pleno outubro e não para a praia. – Após gracejou. – Bem, vamos entrar! Acomodem-se!
Eu achei estranho todas as atitudes. Aquele rapaz sisudo estava no banco da frente e saiu do veículo. Além de nos ajudar com a mala, pareceu dar lugar para que o mais formoso, sentasse ali, onde ele estava. E foi assim que ficamos na van. Os dois amigos na frente. Eu e Milo, Shaka e seu Primo, Aldebaran e Aiolia, além das meninas. Começamos a tocar aquele veículo e em alguns minutos, já estávamos em plena estrada.
Enquanto isto, em algum ponto da cidade...
— ALLEZ (vamos)! Você está me atrasando e eu preciso sair! – Esbravejava.
— Mas Al...
— Camus...
— Sim, Camus... Você não disse que iria sair! – Falava uma moça de mais ou menos 30 anos.
— Oui, je l'ai dit... Quero dizer, eu disse! Mas o tio, ele acha que sou como o meu pai, que fala as coisas da boca para fora! E eu não falo! Você acha que eu estou aqui, por quê? Que gosto de gastar milhas das empresas aéreas? – Era Camus, que falava de um jeito bravio.
— De certo, Camus. Quem sou eu dizer que não ou sim? – Ditou a mulher.
— A terceira mulher do meu tio! – Após a beijou na bochecha. – De todas, a mais educada, oui? Deixe-me ir, pois eu já chamei o táxi.
Ele começou a caminhar a passos firmes, mas sem bater a porta, apenas a fechou cuidadosamente, como estivesse trancando-a para sair. Seguiu para um carro bem distinto e entrou neste, com sua mala, pequena, daquelas de bordo. Mencionava algo para o motorista, que seguia uma via expressa.
Já conosco, bom... Eu já não aguentava mais as músicas, em principal, de animes, que eles cantavam. Milo parecia olhar o celular constantemente, tentei ver o que tinha na tela, mas o brilho da luz solar não deixava, mas pela expressão dele, parecia que tinha algo a ver com Camus. Será que ele não deu mais notícia? Tudo estava monótono, quando ouvi a voz rouca do mais velho.
— Por Kami-Sama... Chegamos! – Parecia tão aliviado quanto eu.
A notícia de estarmos já naquele lugar, pareceu muito atraente, pois o pessoal ficou naquele deslumbre todo, como se jamais houvessem visto aquilo. Passamos por algumas atrações e barraquinhas, até chegarmos no hotel, onde o carro parou.
— Este é o hotel... – Informou Aphrodite. – São 10:45... Se quiserem descansar, podem! 12h é servido o almoço!
Aquele belo rapaz ia com seu guarda costas para o interior do hotel, com algumas bolsas. Após, foram os outros. Realmente, estávamos cansados, eu queria apenas um banho e uns 10min em uma cama. Então segui para o balcão e dei meu nome, o recepcionista disse para qual quarto eu iria e coincidentemente, eu estava com Milo.
— Bom, pelo menos alguém legal para eu interagir! – Dizia aquele rapaz sorridente.
Caminhamos então para o nosso quarto. Tudo parecia ótimo e atraente, entramos no quarto e vimos que nossa janela dava para vista ao parque. Aquilo me surpreendeu e quando olhei para Milo, ele parecia cabisbaixo.
— O que aconteceu? – Indaguei
— Nada... Apenas pensando aqui... Só isso... – Ele estava muito para baixo.
— É sobre Camus, não?
Ele afirmou e começou a chorar. Eu o abracei, para afagar suas mágoas. Alguns minutos depois, entra no mesmo hotel, um rapaz falando num celular, parecia muito irritadiço.
— NON(não)! – Esbravejava. – Você diz para mim que eu sou dono de mim e quando quero ser, você me impede? – Até que chegou à recepção. – Au revoir mère(Tchau mãe)! – E desligou o telefone. – Oi, gostaria de um quarto, cama única, por gentileza! – Solicitou.
— Ok, senhor, Alb... – Começou o recepcionista.
— Camus, por gentileza! – Após suspirou. – E poderia me responder se uma pessoa está neste mesmo hotel?
Ele pareceu se resolver naquela recepção e se encaminhou para seu quarto. Eram umas 11:30, Milo, depois de ficar um bom tempo olhando para o nada na janela e às vezes, para o celular, pediu para descer. Parecia que ele não queria ficar ali e ainda tinha o almoço. Estávamos no hall da entrada, indo para o restaurante. Aos poucos, vinham os outros da turma, para preparar para aquela refeição, quando, do nada, Milo mexeu em seu celular. A expressão dele mudou, parecia mais vivaz.
— Aconteceu algo, Milo? – Perguntou Mu.
— O Camus, me mandou uma mensagem, perguntando onde eu estou e se eu estou bem!
— Oras... – Iniciou Aldebaran – Responda-o! Diga onde está!
— Bom... Ok... – E começou a digitar. – Eu estou naquele parque que você sempre quis me levar, num hotel aqui... Estou no Hall, indo para o restaurante. – Após no olhou. – Bom, esperar a resposta! – Após tocou de novo. – Ele me respondeu “Ah, sim! Aquele parque não?”... Vou responde-lo! Esperem! – E começou a dedilhar. Eu via que algumas lágrimas queriam rolar de seus olhos. – Sim! Aquele mesmo! Ganhamos ingressos da escola, não é legal?... Bom... Vamos então? – Quando íamos caminhar, o celular dele tocou de novo. – Mensagem dele... E diz: “Eu sei, por tanto, olhe para trás”... Olhar para trás?
Ele abaixou o celular e aos poucos ia virando a cabeça para aquela direção. A questão foi tão estranha, que até nós, que não tínhamos nada a ver com tal coisa, também olhamos para a mesma direção, foi quando vimos aquele rapaz, tão bem vestido quanto Aphrodite e tinha um sorriso nos lábios, o que era difícil de ver, tanto que espantou a muitos. Aquela cena fez Milo soltar seu celular e correr na direção do amigo. Agora sim, as lágrimas escorriam naquele rosto e dois se abraçaram sem se largar.
Não conseguíamos entender nada do que diziam, mas apenas víamos que Milo segurava a cabeça de Camus e este tinha as mãos para dentro. Por Milo ser maior que o outro, não sabíamos o que acontecia. Apenas que ambos matavam a saudade do outro. Querendo ou não, era lindo de observar... Eu sabia o quanto aquele rapaz de cabelos cacheados sentia com a falta do amigo.
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