LEON

Cancun, Bahamas, Veneza, Paris, Tailândia, Ilhas Gregas... eram só alguns exemplos de onde os casais normais gostariam de passar sua lua de mel. Mas o único lugar que restou para Leon levar a nova Senhora Kennedy, foi para a base de pesquisa e controle do Departamento de Segurança e Anti-Bioterrorismo. Durante muitos anos, Sherry foi trancada em um lugar parecido, e tem sido nesse lugar, que Manuela tem vivido até então.

Era confuso, eles desconfiam do casamento, mas não dão aos dois a oportunidade nem sequer de ter uma noite de núpcias a sós. Depois da cerimônia, Leon acompanhou a pobre Manuela de volta à base, cercados por carros e soldados armados. Uma vez chegando ao seu destino, o agente precisou lidar com questões burocráticas e discutir assuntos de segurança com coronéis e outros figurões que também trabalhavam para o governo.

“ – Quanto tempo você acha que essa mentira vai durar, Agente Kennedy? Não pense que nós não sabemos o que você está tentando fazer!”

“ – Eu poderia até ter alguma chance de provar que o meu casamento é verdade, se vocês me fizessem o favor de soltar a minha esposa!” – Leon vociferou.

“ – Ah, e você espera que coloquemos essa inocente mocinha para sair virando purpurina por aí, queimando coisas e assustando e matando as pessoas? Você sabe muito bem o potencial bélico da garota, ela não pode ficar solta por aí.”

“ – Mas eram justamente vocês que queriam envia-la de volta para a Venezuela! Lá não seria um perigo por quê?”

“ – Todos nós estamos com a corda no pescoço, todos nó estamos sob constante vigilância, nós nem ao menos conseguimos rastrear todos os membros da Família. A última coisa que precisamos é de mais uma BOW aqui!”

Leon apertou os punhos. Manuela não era uma “BOW”... ela era um ser humano, sofrido e traumatizado. Foi a garotinha que ele resgatou e por um momento achou que a havia perdido, foi nos braços dele que ela se esvaindo em sangue, quis morrer, e ali mesmo se desfez em cinzas. Foi quando também descobriu o quanto o vírus era capaz de mutar, e Manuela, de se regenerar. Quem poderia imaginar que um corpo pudesse controlar o T-Verônica dessa maneira? Em momento nenhum ela sequer perdeu a consciência. E por isso, imediatamente foi levada aos Estados Unidos, onde lhe fizeram tantos testes que quase a fizeram em pedaços outra vez. Segundo eles, foi preciso saber até que ponto houve mutação do vírus e até que ponto o próprio organismo de Manuela era especial e por quê.

“ – A ultima manifestação do vírus foi há anos! O T-Verônica está completamente sob controle. Vocês sabem muito bem disso. Os últimos testes provaram que o próprio organismo dela foi responsável por modificar e conter o vírus. Vocês não podem mantê-la presa pra sempre!”

“ – O que o governo venezuelano faria com ela, eu não sei. Mas enquanto ela estiver sob solo americano, eu farei o possível para que essa... pessoa, continue contida!”

Não adiantava discutir. O jeito era continuar apelando para os advogados, fazer pressão com a comissão de direitos humanos, anistia internacional e pressionar o presidente pessoalmente se fosse preciso.

Leon virou as costas e se dirigiu à passos largos rumo a ala especialmente projetada para “conter” Manuela. As paredes e vidros blindados, os alarmes, as câmeras de vigilância...

Céus...

O quarto dela, que na verdade nada mais era que sua cela, seu cativeiro, era todo branco e desprovido da maioria dos objetos comuns. Tinha uma cama, um sofá, um aparelho de TV, computador, uma mesa... e só. Dispostos em algumas prateleiras, estavam todos os presentes que ele trouxe para ela todos esses anos, a única visita que ela recebia.

Manuela correu em sua direção assim que o avistou. Leon sempre sentia um terrível mal estar quando a abraçava. Era de cortar o coração ver uma menina tão boa ser tão desprovida de qualquer contato social, sendo ele o seu único contato com o mundo externo, a única pessoa que restou.

“ – Você parece ótima. Senhora Kennedy.” – Ele brincou.

“ – Sim, eu estou ótima. “

“ – Vai ficar melhor quando eu te tirar daqui.”

Os olhos dela brilharam, não de felicidade, mas de medo.

“ – Me... tirar daqui? Eu não sei se isso é possível... nem se é seguro... eu não sei se quero ir.”

Leon tomou as mãos da moça entre as suas e a fez sentar no sofá junto com ele. “ – É seguro, Manuela. Você pode confiar em mim. Eu sei que você está presa aqui há muito tempo e o mundo lá fora pode te assustar imensamente. Mas você não vai estar sozinha, eu vou estar com você o tempo todo, eu juro.”

“ – Eu confio em você. Eu não sei se confio em mim.”

“ – Então entrega nas minhas mãos, e eu faço as garantias por nós dois. Combinado?”

Ela pareceu pensar por um instante. Leon podia perceber que ela sentia medo. “ – Combinado.”

Se abraçaram uma ultima vez antes dele levantar para ir embora. “ – Vai dar tudo certo, confia em mim mocinha.” – disse então, antes de fechar a porta.

ADA

Era engraçada a expressão mista entre horror e admiração estampada no rosto de cada nômade daquele acampamento. Com certeza Jake marcou a vida deles para sempre, muito provavelmente viraria algum tipo de lenda que seria contada para as próximas gerações. “A lenda do estrangeiro que sobreviveu”.

A proporção que todo o ultimo evento tomou era tanta, que os pais faziam com que as crianças entrassem na cabana de Jake para toca-lo afim de pegar um pouco de sua “força”. Senhoras idosas iam até ele, mães levavam seus bebês resfriados... e tudo o que pediam de Jake era um beijo na testa, pois diziam que era para transmitir um pouco de sua força e boa sorte.

Ada achou muita graça de tudo aquilo. O povo era hospitaleiro e muito supersticioso, acreditavam que “O Estrangeiro Vermelho” vinha de uma linhagem de homens fortes e sortudos, provavelmente guerreiros tão grandes quanto o próprio Khan, só que de terras distantes. Que a Família que o acolheu, o alimentou, a ele e “sua mulher e cria...” a partir de agora, estariam eternamente protegidos pelos espíritos desses homens fortes, defendendo suas casas e dando força e saúde a seus filhos varões. As vezes, ela se via obrigada a segurar o riso.

Claro... todos protegidos pelo espírito de Albert Wesker. Coitados.

E isso era o mínimo que ela conseguiu entender com o pífio khalkha-mongol que ela estudou, como seria pior se ela entendesse tudo aquilo completamente. Aliás, ficou ainda mais impressionada com a capacidade anormal que Jake tinha para aprender, mais rápido que a grande maioria dos outros seres humanos. Ela nunca se dedicou a falar o idioma local e aprende-lo da mesma maneira que se dedicou a todas as outras línguas que aprendeu a falar fluentemente durante toda a sua vida, porém dava uma rápida estudada, vez ou outra desde pequenina... mas Jake começou a estudar com ela o Khalkha-mongol somente quando se mudaram para lá, e agora, convivendo por míseros seis dias com os nômades, ela descobriu que ele a superou e muito!

Agora ao longe ela via Jake retornando, graças ao bom Khan, de novo como o rapaz forte e saudável que ela conheceu. Ele vinha montado em um alazão vermelho cercado por homens, meninos e meninas cada um em suas montarias (os nômades fizeram questão que ele cavalgasse com eles pelo menos uma vez – para dar sorte.). Como sempre, Jake estava muito constrangido de receber tanta atenção, mas se ter como recusar, afinal, precisava agradecer de alguma maneira por eles também terem salvo sua vida.

“ – Então Senhor Muller, quer voltar à cavalo ou acha que já consegue pilotar a sua moto outra vez?”

O mais gratificante era ver a resposta no sorriso debochado e sem jeito de Jake. Depois dos beijos que trocaram aquela noite, Ada podia sentir o quanto Jake a olhava com carinho desde então e sem nenhuma reserva, sem desviar o olhar o tempo inteiro como se estivesse fazendo algo errado. Uma noite como aquela não se repetiu, continuavam a compartilhar o mesmo colchão e a mesma cabana, mas quando dormiam era somente abraçados.

Jake era um perfeito cavalheiro e obviamente entendeu que ela precisava de um tempo para refletir sobre tudo o que aconteceu, e não tentava nada além de simplesmente envolve-la em seus longos braços na noite fria e deixar que ela usasse o peito dele como travesseiro (muito embora, ao ser abraçada quando estava de costas para ele, por mais que ele tentasse disfarçar, ela conseguisse sentir o quanto o “pequeno-grande-Jake-Jr” estava positivo e operante lá embaixo...).

Ada não o beijou de novo... porque ela precisava manter a razão e o controle, ela não podia perder as rédeas da situação, nesse específico momento da sua vida onde tudo virou de pernas para o ar e ela já não tem mais certeza de nada, e agora com Jake saudável outra vez, se ela ficasse aos beijos com ele, definitivamente... ela não responderia mais por si mesma! Em cada noite ali, ela percebeu que o desejava, que ondas de calor corriam o seu corpo, correntes elétricas em resposta a cada toque da pele dele contra a dela. Ela demorava a dormir embora ficasse de olhos fechados e sabia que ele estava acordado também, e a cada segundo acordada, tudo o que ela queria, era finalmente consumar aquilo que ele também quer, e também fica acordado querendo, somente esperando ela se decidir.

Por quê ela ainda não se decidiu? Durante esses dezessete anos seu coração pertenceu a Leon, e muito provavelmente, seria assim pra sempre. Mas durante os muitos meses, por vezes anos em que passavam completamente separados, o fato de se amarem nunca impediu que cada um tivesse suas aventuras. Nesses últimos dois anos, ela se comportou perfeitamente monogâmica, pois seus encontros com Leon passaram a ser tão frequentes que ela entendeu como se o louro dali pra frente fosse sempre estar presente... então aconteceu o que aconteceu. Tudo o que ela pensou estava errado. Sendo assim, ela está solteira, solteiríssima, como nunca esteve antes mesmo de Leon. O que a impedia de cair nos braços de Jake de uma vez?

Não seria remorso por estar usando os sentimentos dele. Ada sabia que ele era sincero, porém ela tem mais experiência de vida, o suficiente para saber que ele ainda é muito jovem para discernir o que é paixão e o que é amor. Muito menos o que é o amor ideal do verdadeiro amor – o amor de verdade não se escolhe, acontece, com todos os seus defeitos e todas as suas possibilidades (e impossibilidades também!). A estória dele com a Sherry não foi algo qualquer e ambos se separaram por burrice, ciúme e infantilidade. Até que ponto ele guardou tal sentimento a sete chaves dentro do peito simplesmente porque soluciona-lo seria doloroso demais? E agora pode estar aí, mergulhando de cabeça numa paixão, para poder fingir que o seu amor não existe e não o decepciona. Então, se não era por Jake, nem por ela... o que a estava segurando então?

Instintivamente Ada levou as mãos à barriga. Seria por respeito ao filho? É...talvez. Ada tinha suas próprias regras morais, era a vida dela e o corpo dela. Logo, ela toma suas decisões baseadas somente em sua própria consciência e não a de outrem. E algo que ela não conseguia admitir, por mais careta que isso pareça para uma mulher como ela, era justamente nesse momento tão único da vida dela, em que o seu filho estava apara chegar, se envolver com um homem só por sexo. Sim, era esse o “x” da questão. Ela nunca iria adiante com Jake, sem antes ter certeza que também estava apaixonada, ou se só estava carente e com tesão.

JAKE

Quando finalmente voltaram para casa, Jake se recusou a ir imediatamente para seu quarto, pois isso seria reconhecer que provavelmente não dormiria mais ao lado da espiã. Depois dos beijos e carícias que trocaram aquela noite, o coração do ex-mercenário se encheu de esperança. Aquilo que antes parecia um sonho distante, agora surgia como uma possibilidade tão próxima... a dúvida que ela visivelmente tinha em ceder logo de uma vez só o deixava ainda mais apaixonado, e Jake ia além... Ele pensava inclusive, que se pudesse voltar no tempo, escolheria ter sido picado por uma cobra outra vez, ter quase morrido outra vez, porque no fim das contas, valeu a pena!

Ada estava dentro da casa quando Jake fez a ronda no local, checando seus esquemas e vídeos de segurança que ficaram ativados durante todos esses dias. Quando a noite caiu de vez e a temperatura esfriou consideravelmente, ele voltou para dentro, encontrando Ada no sofá, próximo à lareira. Displicentemente ele sentou ao lado dela e abriu o notebook. Provavelmente estava cheio de recados e relatórios da agência. Ada pelo visto, ainda não checou nenhum, estavam todos como não lidos. Jake abriu o primeiro.

Era o relatório sobre uma possível missão na Venezuela, outros agentes infiltrados no governo norte americano já estavam trabalhando com a investigação dos avanços e os possíveis usos para o vírus T-Verônica, que à essa altura, estaria sendo enviado para a América do Sul.

“ – Ada... acho que esse é pra você. A equipe que você enviou para a Venezuela... pode abortar a missão. Não vai mais precisar. Pelo menos por enquanto.”

Ela parecia distraída olhando o fogo, o que era decepcionante, preferia quando ela estava olhando para ele...

“ – O que houve.”

“ – Um agente federal casou com a portadora do vírus. Parece uma tentativa clara de mantê-la no país.”

“ – Não deixa de ser uma boa jogada. Quem foi?”

“ – Espere um minuto...” – Jake correu o resto do relatório, olhando as fotos e os outros detalhes, então ele soltou um grunhido de desdém. – “ – Tinha que ser. O herói. O Super Almofadinha.”

“ – Hn?”

Ada parecia confusa, e foi só agora que ela estava realmente prestando atenção.

“ – O Kennedy, a Harper e a Sherry, envolvidos até o pescoço.”

“ – Leon casou?”

“ – É parece que sim. Você o conhece?” – Já era a segunda vez que ele perguntava isso.

“ – Venezuela cancelada então.” – ela disse soltando um longo suspiro – “ — Você pode passar os e-mails pra mim? Não esquece de criptografar... eu estou morrendo de preguiça.” – e por fim colocando os pés pro alto em cima da mesinha de centro e jogando a cabeça para trás, afundando no sofá.

Jake também não gostava de repassar ordens por e-mail, muito menos de criptografia, mas obedeceu. Sabia o quanto Ada dormiu pouco esses dias e provavelmente estava muito cansada. Quando terminou de fazê-lo, fechou o notebook e o colocou em cima da mesinha de centro, logo após também recostou-se no sofá, olhando para o teto e imaginando como seria essa noite, com certeza horrível, sem Ada aos seu lado outra vez. Foi quando sentiu o toque suave das mãos dela, e a voz doce, quase como o canto de uma sereia.

“ – Jakob?” – Falado como se deve, “Yakob”, a pronúncia correta, tanto em sérvio a língua oficial na Edônia (junto com o russo), quanto em alemão a terra de nascimento de seu avô que tinha o mesmo nome. Sua mãe era quem gostava de chama-lo de “Jake” e então ele acabou adotando essa a maneira de se apresentar, (hoje ele sabe que provavelmente era por causa da nacionalidade de seu pai).Fazia muitos anos que alguém não o chamava assim, desde que a mãe morreu, e ele passou a usar somente “Jake”. Nesse momento, Jake virou a cabeça lentamente à sua direita para olhar para Ada, já esperando por alguma noticia ruim ou uma repreensão severa. Quando ele encontrou os olhos dela, olhando fixamente para ele, como se por um momento ele fosse o único, ele nem imaginava o que estava por vir.

“ – Me beija.”

Ada tinha a voz falha, por um momento Jake chegou a ficar preocupado com ela. Ela parecia emocionada outra vez e ele não entendia porque, estava tudo bem agora, não estava? Mas recostada ali entre as grandes almofadas, com aqueles olhos tão brilhantes que lhe pareciam implorar, oferecendo aqueles lábios como se fosse uma fruta madura... até as preocupações de Jake foram embora, porque seja lá o que a aflige, ele a faria esquecer não importando o quê.

Jake se aproximou mais, passando o polegar pelos lábios macios e borrando o batom dela, eram lábios finos e em contato com o dedo dele, parecia uma boquinha ainda menor. Ele escorregou a mão para a nuca dela e a puxou, beijando-a finalmente. Beijando como ela merecia ser beijada, com ele em seu estado perfeito, o beijo que ele queria já há muito tempo. Jake sentiu o corpo inteiro reagir imediatamente quando ela o segurou e o puxou para mais perto fazendo com que ele caísse por cima dela enquanto suas línguas se enroscavam. Sem interromper o beijo, ele rolou para o lado, puxando o corpo leve dela junto ao seu, dessa vez fazendo com que ela caísse por cima dele e ele ficasse livre para acaricia-la nos ombros... nas costas... interrompeu o trajeto quando estava perto de chegar na bunda... há muito tempo que ele vinha sonhando e botar as mãos ali, mas para quem já esperou tanto, não custava esperar alguns minutos mais, ele queria um sinal verde dela primeiro. Por fim ele gemeu quando ela finalmente interrompeu o beijo mordendo o lábio inferior dele com força.

Ela o afastou de leve, o suficiente para que pudessem se olhar, e tudo o que Jake viu nos olhos dela naquele momento, foi luxúria. Ada estava sentada em seu colo, prendendo-o entre os joelhos. Jake estava louco, ele avançou para beija-la outra vez mas ela o segurou.

“ – Jakob...”

“ – O quê?”

“ – Essa Jaqueta... tira.”

O ruivo fez o que ela mandou, tão rapidamente que nem viu em que parte da sala atirou a peça de roupa. As mãos dela passeavam livremente pelo seu peito e o seu abdome por cima da camiseta, conforme eles se beijavam outra vez e interrompendo uma vez mais para ela tirar a grossa blusa de lã. Ele pôde contemplar a visão dos mamilos dela já intumescidos por baixo da blusa de malha denunciando o que ela queria. Jake estava sem fôlego.

Sem pensar duas vezes, num movimento rápido, ele serpenteou a mão por baixo da roupa dela e agarrou um seio. Sim, aquele botãozinho estava duro, Jake o apertou e ela gemeu alto.

“ – Jake!” – Ada lutava contra a respiração entrecortada, tirando a mão dele para fora de sua roupa. “ – Espera. Me dê um minuto, eu tenho que checar uma coisa primeiro.”

A princípio, o ruivo ficou confuso, principalmente porque ela saiu tão rápido de cima dele. Se acalmou um pouco quando escutou a porta do toalete bater. Por um lado, foi até bom, Jake estava a ponto de bala e isso era mal... não queria fazer nada correndo.. não com ela. E um minuto passou. Dois. Três. Quando meia hora passou, Jake começou a estranhar, decidiu caminhar a procura dela... quando constatou que ela não estava.

O ex-mercenário não sabia explicar que tipo de sentimento tomou conta dele naquele momento. Se foi medo, frustração, raiva ou tristeza. Contudo, nem tinha tempo para procurar saber, ele não queria descobrir e nem queria pensar. Correu e abriu a porta de saída com tanta força e ela rachou, como que por instinto, imaginou que se Ada quisesse fugir, provavelmente foi pegar o carro. Se ele fosse até a garagem para chegar se estava certo, provavelmente ela já teria saído e ele não a alcançaria mais. Preferiu confiar em seu palpite e correr diretamente para a estrada de terra que dava acesso a rodovia principal.

Jake correu, correu como nunca correu antes, com seu jeito inclinado e se desviando das arvores tão rápido que não dava nem tempo de fazer uma sombra no chão, quando escutou o barulho de um motor, não pensou duas vezes, apenas se atirou contra o veículo, fazendo-o frear bruscamente.

“ – Jake!?” – Ela gritou, assustada. Incrédula em vê-lo ali.

“ – Sai do carro, Ada.” – Jake se mantinha em frente ao veículo com as mãos espalmadas no capô. A mulher não demonstrava qualquer intenção de sair do carro ou ao menos de desligar o motor. “ – Eu mandei sair!” – Ele berrou.

Ada fechou o cenho, desligou o motor e saiu, de nariz em pé. Jake foi até ela, bufando feito uma fera.

“ – Por quê saiu assim?”

Ela pareceu pensar por um segundo, e por fim disse: “ – Porquê eu faço isso, Jake! Porquê eu sou avessa a compromissos. Porquê eu não gosto de me envolver. Porque eu já enjoei de ter companhia e agora quero ficar sozinha! Por isso. Agora me deixa ir!”

Jake apertou os olhos, com raiva. “ – Você não vai a lugar nenhum! Eu disse que ia cuidar de você e vou. Você vai precisar de mais do que um carro, um helicóptero ou um avião pra se livrar de mim. Não quer olhar na minha cara, beleza! Mas mesmo assim eu vou cuidar de você!” – Então, somente desistiu. Abaixou o olhar e continuou, agora com a voz baixa: “ – Desculpa... depois daquela noite, eu achei que nós... E agora pouco foi você que me pediu um beijo. Mas tudo bem, acabou. Se eu jurar não te encostar mais um dedo, mesmo que você peça, você volta comigo pra casa? Por Favor, eu não posso mais... eu não vou conseguir te deixar sozinha até ter certeza que vocês dois vão estar bem, Ada. Se está tão insuportável assim ficar comigo, tudo bem, eu fico longe, eu durmo na garagem, você nem precisa falar comigo mais...” – Estava triste por chegar a esse ponto, ainda mais agora, depois que o seu coração já tinha se alimentado de tanta esperança. Mas ele sabia que ela precisaria de ajuda, e assim como ela mesma um dia pensou, ele não confiava em mais ninguém para tal serviço. E foi aí, que aquela mulher o confundiu mais uma vez...

Ada simplesmente pendurou-se no pescoço de Jake, envolvendo-o com os dois braços e beijou-o... de novo! Jake não sabia se devia retribuir ou não, mas a abraçou de volta, mantendo-a junto a ele para não mais escapar.

“ — Prometa que nunca vai me jurar uma insanidade dessas!”

“ – Qual é o seu problema, mulher?” – ele saiu do beijo, então viu que ela estava emocionada outra vez... igual naquela noite... igual há momentos atrás quando estavam no sofá.

“ – Ninguém... nunca veio atrás de mim... nunca.”

Jake até imaginava o que poderia significar tal confissão, mas também sabia que Ada Wong não era de se expor, que ele não deveria fazer perguntas, e pior... que ainda corria o risco de que quando esse breve momento de sensibilidade – provavelmente provocado pelos últimos acontecimentos e os hormônios – se esvaísse, quando ela se tornasse altiva outra vez, talvez ela tentasse fugir de novo. E ele mesmo foi testemunha de que tal mudança de humor poderia acontecer numa questão de segundos. Portanto sem perguntas. Sem pressiona-la, pelo menos por agora.

Eles se beijaram mais uma vez, e ele abraçou a forte. Voltaram juntos para casa e mais nenhuma sombra de dúvida parecia assombrar Ada. Ela tomou o mercenário pelas mãos e o conduziu até o quarto dela, ela parecia não ter mais nenhuma intenção de fugir, afinal, trancou a porta mesmo só tendo os dois na casa.

Foi a própria Ada quem começou a despi-lo, ajudando-o com a camiseta preta, quando ela pousou as mãos na fivela de seu cinto, Jake pensou em dizer algo, pensou em perguntar se ela tinha certeza... mas nem isso ela deixou.

“ – Cala a boca, Jake. Eu quero isso há tanto tempo... Agora que criei coragem, por favor, não me interrompa.” – Ela reclamou, puxando o cinto com tanta força que ele escutou o barulho dela cortando o vento e atirando-o longe.

Ela quer há muito tempo... é isso mesmo? Eu escutei direito?

Se ela o desejava pelo menos a metade do que a recíproca era verdadeira, não havia motivos para Jake se conter. Com rapidez se livrou das botas que por sorte, estavam mal amarradas, tirou da espiã aquela blusa inconveniente e finalmente a agarrou pela cintura. Ele queria justamente isso, seus corpos seminus, se chocando. Fez com que ela ficasse por cima quando se atiraram na cama e deu graças a todo e qualquer deus que pudesse existir pelas luzes estarem acessas, pois assim, ele podia contemplar o corpo diante de si.

Tomou os seios dela, um em cada mão e apertou.

“ – Porra. Eles são tão perfeitos.” – Ada gargalhou com o comentário, mas ele não ligou. Estava ocupado demais fazendo aquilo que ele sempre quis fazer quando se perdia do mundo olhando para aqueles peitos. Tomou um deles na boca e chupou com força. “ – Eu já disse que você é linda?” – fazendo o mesmo com o outro em seguida.

Ada riu e se afastou. Ela tinha um olhar safado, Jake não lembrava de algum dia alguém ter olhado para ele assim. E disse. “ – Minha vez. Eu quero te ver. Termina de tirar a roupa.”

Jake obedeceu simplesmente porque quando ela pedia algo, era claro que não aceitaria um não como resposta, tampouco uma demora. Mas a verdade era que Jake nunca teve esse tipo de atenção ao seu corpo quando ele estava nu. Sherry sempre foi tão séria... e as outras... bem, além de nem terem sido tantas assim, uma opinião “paga” é uma opinião suspeita...

O melhor era acabar logo com essa parte, rápido, para então voltar de onde parou. Depois de atirar a cueca em qualquer outro canto, disse: “ – Pronto. Só que eu não tenho nada de bonito pra te mostrar... Já você...” Jake deixou escapar seu sorriso mais malicioso – “ – Estou esperando você também tirar o resto. Ou quer que eu tire?”

A espiã engatinhou até ele, encostando os lábios dela aos dele, os seios dela roçavam no peito dele e isso era bom. “ – Você têm razão...” – Deu-lhe um, beijo. “ – Bonito é a palavra errada pra você.” – depois lambeu a cicatriz dele, do queixo até perto do olho. “ – Você tem cara de bandido, é grandão, mal encarado, nada delicado e muito atrevido.” – Chegou até o lóbulo da orelha e mordeu de leve. Depois cochichou: “ – tem olhos lindos, tem um corpo perfeito, mas bonito não é a palavra certa pra você. Você é gostoso. A palavra pra você é sexy, Jakob!”

Jake gemeu alto quando ela segurou seu pau com tanta força que chegou a doer, ao olhar pra baixo a mão dela parecia muito menor ali em volta dele, enquanto ela o masturbava, o ruivo tentava tirar o que sobrou da roupa dela como podia, recebendo a ajuda dela só no fim, quando ele já estava quase conseguindo. Rolou por cima dela, tentando não se concentrar no que acontecia “lá em baixo” a fim de não terminar a festa antes da hora. Rosnou de satisfação quando a tocou também e viu que ela estava ensopada, prontinha pra ele, tudo o que ele mais queria era entrar ali, agora e de uma vez. Ada se acomodou melhor embaixo dele envolvendo-o entre as pernas... ela também queria agora, contudo, Jake fitou a barriguinha estufada, que ainda era pequena, mas já era tão visível... ele sabia que ficar com medo de fazer mal a Ada ou a bebê era uma preocupação sem sentido, mas ele não podia evitá-la. Ela era tão linda, tão gostosa... ele era tão privilegiado de estar ali, mas ao mesmo tempo existem inúmeras maneiras de dar prazer a ela sem necessariamente fodê-la.

“ – Eu não quero te machucar.” — Confessou, sem muita certeza do que estava dizendo.

“ – Não seja ridículo!”

“ – Certo, mas me avisa se...ohh! Jesus!” – Exclamou, quando ela sem aviso, simplesmente o puxou para ela.

Jake ainda não estava todo dentro dela, mas ainda se controlava desesperadamente para não escorregar de uma vez, e Ada ria sem parar.

“ – Virou religioso, Sr. Muller?”

“ – Muito engraçado.” – riu com ela, mas dessa vez terminando de se enterrar inteiro dentro dela. Ada não ria mais, gemeu baixinho com a mais maravilhosa expressão de prazer que Jake já viu e agora o beijava, na boca, nos ombros, no pescoço... conforme seus corpos se moviam juntos, Jake mal acreditava que finalmente estavam fazendo aquilo, Ada e ele finalmente estavam fazendo amor, foram poucos os dias em que ele achou que algum dia isso pudesse acontecer. No entanto agora eles estavam ali, grudados, suados, na cama dela!

Uma vez ela disse que não costumava receber visitas naquela casa. Mas agora, quem estava lá, quem ela levou para a cama dela? Ele. Jake tinha certeza absoluta que ela nunca levou nenhum outro até ali. Mesmo que ela negue depois, ele sabia que era especial... à sua maneira, mas era. E não deixaria nunca mais que ela negasse isso para tentar escapar outra vez. Encaixou os joelhos dela nos ombros enquanto continuava a se mover com ela, agora sem medo, entrando e saindo, mais rápido... quando percebeu que ela já estava quase lá, mexeu os quadris com mais força, como se pudesse ir mais fundo. E então sentiu, ela finalmente se contrair inteira, tão molhada, com ele ainda dentro dela.

Jake deitou por cima dela e mais duas ou três investidas foram o suficiente para ele gozar também. Os minutos e as horas foram passando, e quando as carícias não terminam, repetir a dose fica inevitável. Antes a noite só estava começando, e quando o dia começou a raiar, ela o perguntou:

“ – Você não dorme?” – Perguntou exausta.

“ – Um homem que quer uma mulher fujona por perto, não tem o direito de dormir.”

Jake ganhou mais um beijo demorado e muito apaixonado antes que ela usasse seu peito como travesseiro mais uma vez, e finalmente dormisse sem que ele a seguisse para o mundo dos sonhos.

Continua...

Ah gente, uns comentariozinhos. Vocês conhecem a Manuela Hidalgo no jogo Resident Evil – the Darkside Chronicles. E conhecem o Josh Stone na DLC Desperate Scape de Resident Evil 5 (onde o fafadinho canta a Jill o tempo todo... e ELA RESPONDE!) Td culpa do Chris, fica aí todo virjão, o Josh cai em cima...hahahahaha

Quanto ao resto, tá eu sei... Jake tem que morrer, fogueira pra ele.... mimimi, blablabla... mas o Jake se deu bem? Como assim??? Enfim... por enquanto, nadegas a declarar. Ficarei de biquinho fechado!