Going After Her
8 Capítulo 8
ADA
Sempre preferiu ir para casa de helicóptero, mas acabou cedendo em fazer uma viajem tão longa de carro, graças ao fato de seu novo guarda costas insistir em carregar sua moto. Essa era a segunda propriedade de Ada, localizada no sul da Mongólia, o país com menor densidade demográfica do mundo, até hoje culturalmente habitada por nômades e onde durante uma viagem de carro, é possível passar longas horas sem ver um único humano . A primeira, é uma casa solitária de frente para o mar numa pequena ilha relativamente próxima a Hong Kong. Dadas as circunstâncias, escolheu o lugar mais reservado.
Estava cansada, mesmo quando era Jake quem estava dirigindo, Ada simplesmente não conseguia dormir. O que era estranho, pois graças aos hormônios da gravidez, sentia muito sono e tem dormido mais do que o normal. Contudo, dessa vez, não conseguiu deixar de prestar atenção em Jake, fosse por um medo até um pouco irracional dele errar o caminho – mesmo ela dando as coordenadas bem especificas para ele – fosse pelo comportamento peculiar do rapaz. Ela não podia imaginar que alguma vez na vida conseguiria rir tanto. Jake era possuidor de um humor negro, impiedoso e terrivelmente sarcástico que a encantava. Era como se finalmente ela também pudesse ter alguém para mostrar tal característica, que ela também era possuidora, sem sofrer represálias. Ela lembrava principalmente de Leon, que embora também sarcástico, não tinha uma aceitação tão boa para o humor negro como ela e Jake tinham, e, frequentemente a repreendia. Os dois espiões juntos, conseguiam fazer uma piada até mesmo as custas da morte de um inocente, ou até mesmo nas próprias desgraças.
Muitas horas de viajem, muitas piadas naquele nível, cada vez que ela precisava parar para fazer xixi. Ou outras mais leves. “ – Pelas barbas do Khan, o que é isso? Tá marcando território?” – Ele resmungava enquanto fazia questão de sair do carro para deixar bem claro que estava virado de costas.
Quando finalmente chegaram, era a própria Ada quem dirigia. Estacionou a Ranger Rover Armoured preta em frente a uma construção de madeira, cercada por arvores, onde funcionava a garagem, suspirando. “ – Finalmente.”
Jake saiu do carro e imediatamente foi até o anexo traseiro onde estava a motocicleta. Ada achou graça, tinha uma mala grossa, enorme, com 25 milhões no porta malas, e o rapaz não guardou ou escondeu... mas dava tanta atenção a uma moto! Ele a empurrou até o interior do discreto e rústico barracão, a lustrou com uma flanela rapidamente, e então voltou.
Seguiram uma rápida trilha por entre as árvores, onde do lado esquerdo era possível ver um lago, límpido, cercado de vegetação, a fartura de peixes que saltavam e os pássaros que sobrevoavam se alimentando deles. Conseguiram sim, chegar antes de anoitecer, a tempo de presenciar os últimos raios de sol no céu alaranjado, permitindo que vissem a bela paisagem antes de tudo ser coberto pela escuridão da noite. Jake a seguia em silencio, seus olhos desconfiados de combatente varriam cada milímetro do local. De repente, a direita, uma escada de pedra esculpida por entre as arvores surgia, os levando para um patamar superior, então, chegaram em casa.
As plantas já tomaram conta do entorno da casa, um deck de madeira a circundava por completo, era como uma grande clareira por entre arvores, onde tinha a casa de dois andares cercada por varandas em cima e em baixo. E Jake ainda em silencio, ainda extremamente observador, carregando as bagagens dela.
Quando finalmente entraram, a noite caiu lá fora. Toda a mobília estava coberta por lençóis brancos, havia poeira no chão. Ada nem se lembrava mais, a ultima vez que esteve ali... Sim, ele trabalha muito. Ela pediu que ele o seguisse até o andar de cima, na ocasião em que construiu a casa, achou idiotice mandar fazer dois quartos, nunca achou que teria hóspedes. Jake primeiro deixou as malas no quarto dela, depois seguiram par o quarto seguinte.
“ – Acredito que aqui tenha algo limpo para usarmos essa noite.” — Ela disse abrindo o armário, separando toalhas, cobertores e lençóis, que pela graça das deusas, estavam limpos.
A calefação não estava funcionando, e o frio era considerável. Acenderam a lareira e começaram a limpar a sala, seria o único lugar aquecido da casa e onde dormiriam esta primeira noite.
“ – Você devia ficar quieta. A ultima coisa que uma barrigudinha precisa é fazer uma faxina.” — disse ele enquanto puxava rapidamente os lençóis das mobílias e batia as almofadas dos sofás.
Ada usava uma vassoura para varrer a sujeira do chão toda em direção a varanda. “ – Eu estou grávida, Jake. Não estou doente.”
O ex-mercenário voltava com um balde e um esfregão, ele era forte e ágil, mal começou e rapidamente já terminava de limpar o chão – Era burro o infeliz que inventou que limpeza era serviço de mulher – ela pensou enquanto começava a preparar dois sofás com as roupas de cama para eles dormirem.
“ – Falando nisso, como fica o seu pré-natal com você morando aqui?” – Ele perguntou.
“ – Até 2006 isso seria um problema... Mas a partir de 2008 o governo mongol começou um programa de atendimento médico domiciliar bastante eficiente. 98% das mulheres grávidas mongóis tem atendimento médico adequado, até mesmo as nômades. Não muito distante daqui, talvez 20 minutos de carro, está a rota de uma tribo, sempre há um médico seguindo com eles, há uns 13km a leste tem um assentamento agrícola onde tem um posto médico, há duas horas daqui é Altai com um hospital de médio a grande porte e em último caso... bem, eu faço parte da seleta camada social com um helicóptero particular que me leve para a China se a coisa complicar, é mais perto que a Capital.” – Ela sorriu.
“ – Só não me diga que você é uma daquelas naturalistas que pretende chamar uma parteira aqui.” – ele resmungou enquanto seu olhar fixava no outro canto, no segundo ambiente da sala.
Era obvio que parteira nenhuma entraria lá. Com a maré de sorte atual, Ada não ousaria tanto. Foi então que ela percebeu, Jake se aproximar do piano de calda, coberto pelo groso lençol branco. Ele puxou o longo tecido revelando um Steinway Grand Piano Model D... Não disse uma palavra, apenas correu as mãos por ele antes de finalmente abrir a tampa. Quando ele dedilhou algumas notas...
“ – Puta Merda! O que você fez com ele, Ada? Tá totalmente desafinado.”
“ – Digamos que eu tive outras prioridades nos últimos... meses... anos...”
“ – É um pecado deixar uma belezinha dessas aqui assim, jogado.”
“ – Certo. Teremos longos meses aqui, de molho, para solucionar isso.”
Ada foi até o banheiro tomar um longo banho, e escovar os dentes. Esquentou a água em baldes para encher a banheira, derramou uns sais que estavam lá há um bom tempo, entrou ali e procurou não se preocupar com mais nada. Quando voltou, Jake tinha feito uma sopa de pacotinho incrementada com um vegetais que ela não lembrava de ter trazido. Trouxeram muita besteira para comer no caminho, mas definitivamente nada fresco.
“ – Onde achou?” perguntou.
“ – No seu terreno. Se não foi você quem fez, alguém fez uma horta bem lá no fundo enquanto você não estava. Tá jogada, mal cuidada, tomada por capim e eu matei duas cobras lá. Mas tem cenouras, batatas, nabo, rabanete e beterraba. Achei alecrim, alho e cebolas selvagens também.”
O cheiro estava muito bom, Ada sentiu o estômago roncar e a boca salivar. Se aproximou da panela e mexeu a concha.
“ – Humm, tem até carne. Não me diga que são as cobras que você matou?”
“ – Pro seu governo, carne de cobra é deliciosa, eu comi muito quando estava na selva, na Venezuela. Deu até dor no coração desperdiçar, as coitadas morreram em vão. Mas não, pode ficar feliz, é de um coelhinho bem fofo e inocente que só queria brincar.”
Os dois gargalharam.
“ – Jake, você não presta!”
Mais tarde, foram dormir, cada um encolhido em seu sofá de frente para o crepitar da lareira. Tranquilos e de barriga cheia.
JAKE
Quando acordou de manha cedo, Ada ainda dormia. Parecia um sono tão tranquilo, que por um segundo, Jake desejou saber com o que ela sonhava. Levantou sem fazer barulho, calçou o seu velho coturno e saiu pela porta dos fundos, evitando usar a porta da sala, para não acordar a espiã.
Agora estava de volta, colocando lenha nova na lareira. Ficou feliz de saber que havia uma boa oferta de ferramentas no pequeno depósito nos fundos da casa, serrote, serra elétrica, marreta, machado, furadeira, picareta, pá... tudo! Apesar do sol já ter nascido, a temperatura ainda era baixa e Jake achou melhor alimentar bem o fogo da lareira para que Ada continuasse a dormir confortavelmente enquanto ele cuidava da manutenção da casa. Reparar as instalações elétricas, a calefação, cortar todo aquele mato lá fora e terminar de limpar a casa (o que faria por ultimo, por causa do barulho.). Ada inda dormia tranquilamente, com uma expressão quase angelical. Ela se contorceu um pouco, se encolhendo no sofá. Antes de sair, Jake buscou o cobertor que usou na noite anterior e cobriu-a com cuidado.
LEON
Os dias se arrastavam para Leon. Antes, pensou que algo estava prestes a mudar. Sentia que algo novo e de muito importante estava para acontecer. Sentia que finalmente, depois de tantos anos numa vida tão confusa, tudo começaria a fazer algum sentido, onde ele finalmente receberia alguma recompensa, quando finalmente teria o seu “final feliz”.
O resultado disso eram dias dedicados somente ao trabalho, enfurnado na agência, discutindo com todos. Evitava ao Maximo ir para casa, onde estaria sozinho, olharia em volta e veria que nada mudou na sua vida miserável. Para completar, noticias ruins não paravam de chegar.
“ – O QUÊ?!” – Gritou ao mesmo tempo que esmurrou a mesa, assustando Helena.
“ – Calma Leon! Não é hora de perder a cabeça, precisamos ter calma e pensar.” — Disse Hunnigan.
“ – Eu não entendo. Ela esteve sob a nossa custódia esse tempo todo, não podem simplesmente leva-la embora.”
“ – É uma decisão da comissão de segurança da ONU, Leon. A Casa Branca está sob investigação e Manuela não é cidadã americana. Ela será enviada de volta para seu país e lá decidirão o que fazer com ela. Não há nada que possamos fazer.” – Disse Helena.
Isso não era verdade. Foi ele quem se embrenhou naquele mato dos infernos, foi ele que escapou do ataque de onças, cobras e zumbis naquele fim de mundo, foi ele quem encontrou aquela menina moribunda e a salvou das garras daquele pai louco. Foi ele quem prometeu proteção a ela...
Por que as pessoas nunca deixam com que ele cumpra suas promessas? Prometeu cuidar de Sherry, e no entanto o governo a capturou forçando-o a trabalhar para eles. Prometeu a Manuela que a protegeria também, mesmo sabendo que essa proteção lhe custasse uma vida tão miserável quanto a de Sherry, pelo menos tinha certeza que ela estava mil vezes melhor do que “em casa”.
E agora, depois de tudo o que ela passou, seria simplesmente mandada de volta. E não havia nada que ele pudesse fazer. Lembrou do medo e do desespero da menina, lembrou de quando se atirou para salva-la, lembrou de todas as promessas feitas... Do corpo ensanguentado dela. Ela queria morrer ali, ela não tinha esperanças e ele as deu de volta, para que agora uma dúzia de abutres a atirassem às onças outra vez.
“ – Helena, você sabe tão bem quanto eu que isso é lavar as mãos. Eles estão a enviando para a morte! Você sabe tão bem quanto eu todos os grupos terroristas que atuam naquela região, dos criminosos ligados ao trafico de drogas ou até mesmo os rebeldes... um mais louco e radical do que o outro, nenhum deles poupará esforços ou terá um pingo de pena, remorso ou escrúpulos em tortura-la ou sacrifica-la só para usar o “material” que ela carrega.”
“ – Manuela nunca trabalhou ou teve uma residência aqui, mesmo se levarmos em consideração o tempo que ela está em território americano, não há meios de pedir cidadania, acredite, os advogados procuraram todos os meios legais.”
Leon parou por um instante e pensou. Os longos minutos de silêncio não foram interrompidos nem por Ingrid, nem por Helena. Ambas sabiam que ele estava pensando e muito provavelmente, as portas de uma solução, mesmo que uma louca solução.
“ – Isso não é verdade. Ainda tem um jeito. E eu te digo, Manuela não vai a lugar algum, nem mesmo por cima do meu cadáver.”
E ele sabia exatamente o que deveria fazer.
ADA
Acordou com o cheiro do chá de hortelã vindo da cozinha. Era um cheiro forte, provavelmente vindo da planta fresca e sem qualquer tipo de aditivos que Jake encontrou em qualquer buraco naquele mato todo... Abriu os olhos e viu que ainda tinha fogo na lareira. Se espreguiçou devagar sentindo uma preguiça violenta, se não fosse pelo cheirinho bom vindo da cozinha e a fome repentina que surgiu, era capaz de deitar e dormir sabe-se lá quantas horas mais.
Esses hormônios me transformaram numa come e dorme.
Conforme caminhava até o banheiro, viu que a casa toda – exceto a sala – tinha sido varrida e esfregada. Após terminar sua higiene pessoal, caminhou até a cozinha e viu ali um pequeno punhado de cassis recém colhidas, junto com os biscoitos e o pacote de pão que carregaram da viagem dispostos em cima da mesa.
Serviu-se de um pouco do chá, que mesmo sem açúcar, para ela estava delicioso, sentou-se à mesa e catou uma daquelas frutinhas negras. Quando escutou os passou de alguém entrando, pensou ser Jake, mas então viu que se tratava de Alexei.
“ – Oi linda.” – Disse ele com um beijo.
“ – Chegou cedo. Achei que só viesse semana que vem.”
“ – Eu imaginei a zona que estaria esse lugar, depois de tantos meses sem vir aqui. Então vim o mais rápido possível. E você como está? Se divertindo muito?”
“ – O que tem de divertido numa casa abandonada no meio do nada?”
Alexei coçou a barba cinzenta que deixou crescer com suas mãos peludas. “- Bom, eu posso dizer que me diverti bastante enquanto você dormia. Tem uma vista bem gostosa lá fora.”
“ – Hã? Do que? Um matagal sem fim?”
“ – Não. Do homem sem camisa cortando o matagal lá fora.”
Ada revirou os olhos ficando de pé novamente. “ – Você podia estar ajudando ao invés de estar aí falando asneiras.”. Foi até a varanda que circundava toda a casa e varreu todo o terreno com os olhos à procura de Jake. Então o viu, na mesma aparência desleixada de sempre, calçado com aquelas botas esfarrapadas, o jeans surrado que pendia nos quadris, o cinto de cowboy, o coldre com sua pistola pendurado de maneira displicente em volta do quadril e exatamente como Alexei disse, sem camisa. Tinha um corpo definido, ombros e peito largos e sem pelos, a barriga tão seca, que mesmo com o uso de um cinto, ainda era possível ver um pouco da cueca
Jake já havia capinado todo o terreno e agora recolhia todo o mato e entulho colocando-os em um grande carrinho de mão. O frio da madrugada e inicinho da manhã já tinha ido embora, mais ainda assim, estava bem fresco, 15 ou 16ºC, mas graças ao trabalho braçal, ele estava bem suado, vez ou outra usando a camisa que tinha pendurado no cinto para se secar o rosto e a cabeça raspada. Então lembrou que para um rapaz edonês, 16ºC poderia ser considerado um climinha quente...
Alexei se aproximou e a abraçou por trás. “ – Eu não disse? Um diamante bruto quase impossível de lapidar, mesmo assim, talvez seja justamente essa a beleza do seu Skinhead.”
“ – Meu skinhead? Alexei, há quanto tempo você não você não seduz, massacra e depois destrói a vida de um rapazinho? Esse tempo todo sem comer alguém tá te deixando com muita imaginação.”
Ada conhecia muito bem a vida amorosa complicada do espião. Ele tinha uma preferência por rapazes jovens na faixa dos 20 aos 25 anos, de aparência frágil e personalidade insegura. Ele sempre se apresentava com um homem forte, bonito, rico, misterioso e experiente. Depois da conquista ele mostrava as garras, se tornando extremamente ciumento, dominador, possessivo e muitas vezes violento. Alexei era do tipo que não perdoava uma traição – ou aquilo que ele julgava ser uma traição — e a sentença era sempre a morte. Os ataques de ciúme eram sempre acompanhados de agressão e ameaças do tipo: “ – Você não sabe no que se meteu, rapazinho.” “ – Você não sabe quem eu sou, nem do que eu sou capaz.”. E quando ele dizia isso, não eram simples ameaças, era a mais pura verdade. E o próprio Alexei fazia questão de deixar bem claro o quanto ele era perigoso e o quanto ele devia ser temido.
“ – Você acha que me engana, Ada Wong, mas eu já te conheço de outros carnavais. Eu posso sentir o cheiro, eu sei muito bem aonde todos esses hormônios explodindo em bombas no seu sangue, vão te levar...”
A espiã se desfez do abraço e escutou o resto do discurso ao longe. “ – Direto pra cama do skinhead!”. Isso lhe provocou um frio horrível na espinha. Já não basta todos os problemas que ela já tem? A gravidez não planejada, a chegada de uma criança numa vida tão complicada, depois vivendo sabe-se lá em que circunstâncias. O futuro incerto. Leon... ele não sabe, não tinha como saber, e no fundo Ada sabia que não é culpa dele. Ela foi ausente todos esses anos. Ela fugia, não dava explicações, ela era a fora da lei, ela teve várias atitudes erradas para com ele ao longo desses dezessete anos... não deveria ser nenhuma surpresa saber que finalmente, ele deu pra trás. Mesmo assim, talvez pela sua sensibilidade exacerbada pelos hormônios da gravidez, mesmo com a sua mente dizendo o contrario, o que o seu coração sentia, era que ela foi abandonada por ele, no momento em que ela mais precisou! Era Leon quem deveria esta ali, mas não estava. Leon escolheu ir embora.
Jake estava, e esteve muito presente o tempo inteiro, tem sido um grande amigo... e o maldito Alexei tinha toda razão! Ela estava sim, uma bomba de hormônios ambulante e a porra daquele rapaz era atraente além de todos os limites. Mas em uma coisa, ele estava errado. Ada Wong era fria e racional... e Ada Wong amou um homem só, aquele que é o pai do bebê que ela carrega. Ela guardava o filho do Leon com todo amor dentro da barriga, e nunca iria profanar esse momento por causa de sexo e hormônios somente, como um animal no cio.
Lembrou dos seis anos que passou sem ter qualquer contato com Leon, e na maior parte desse tempo, o mesmo acreditando que ela estava morta. Lembrou do quanto estava debilitada, ferida fisicamente e psicologicamente quando Wesker a resgatou... Ele era tão atraente e sedutor quanto o filho, talvez até mais. E por mais atraída que ela estivesse por Albert e ele por ela, nunca aconteceu nada. Ele era extremamente profissional, e quando eventualmente estavam juntos sem ser a trabalho, Ada nunca teve coragem, por mais carente que estivesse. O miserável parecia perceber isso e jogava com ela o tempo todo, ao melhor estilo “Sou bom demais para chegar junto e fazer você ceder, vai acontecer, é uma questão de tempo. Mas por que você terá implorado.”
Depois de um tempo, o desvio de conduta de Wesker se transformou em pura loucura, então ela fugiu.
Foi tão fácil resistir ao pai, por que não resistiria ao filho?
JAKE
A semana correu rápido naquela casa. Ao contrário do que Jake esperava. Muito trabalho colocando tudo em ordem, arrumando a casa, o terreno, consertando o telhado, as calhas e a fiação. Agora na segunda semana ali, Jake passaria ocupado com um outro tipo de trabalho. Ele mesmo verificou todo o perímetro da casa, inclusive o descampado que seria usado como pouso de helicóptero se necessário. A própria Ada já tinha boa parte do material instalado, mas estava velho e precisava de manutenção.
Jake não esqueceu o motivo real de estar aqui. Cuidar da segurança de Ada e do bebê, não importando o preço ou as circunstâncias. Sendo assim, começou o seu trabalho. Fez uma lista de material eletrônico, de construção e armas que Alexei deveria trazer o quanto antes. Ele mesmo fez uma planta esquematizada de todo o esquema de segurança que ficaria montado 24 horas por dia em torno da propriedade na qual só Ada e ele teriam pleno conhecimento. Ambos estavam com dinheiro e tempo disponível para transformar aquele lugar, num local tão bem protegido quanto qualquer base militar famosa por ser intransponível – ou pelo menos quase.
Trabalhava o dia inteiro nisso e buscava sempre ser o mais eficiente possível. Ada se zangava constantemente por querer ajudar mais, em troca ele também se zangava com ela. Lugar de mulher buchuda é chocando a cria em paz, e não, fazendo serviço pesado.
Um dia ele estava terminando de limpar e organizar a horta, preparando mais terra, espalhando mais mudas e tirando as plantas daninhas quando escutou um barulho do outro lado do terreno. Foi checar, e chegando lá, viu que Ada havia pendurado um tapete pesado nas cordas e batia nele para tirar a poeira.
“ – O que você está fazendo mulher?”
“ – Batendo o tapete.”
“ – Eu sei que você está batendo o tapete. Eu quero saber por quê.”
“ – Por quê esta sujo.”
Inúmeras vezes pediu que ela parasse, e imediatamente começaram uma discussão, ele sobre ser responsável e ela sobre ser uma mulher saudável e gravidez não ser doença. O bate boca foi caloroso e terminou com ele jogando uma grávida nos ombros e carregando ela a força para a frente da casa enquanto ela esmurrava as suas costas. Ela era forte, mas para a infelicidade dela, ele era muito mais.
As vezes chegava a ser engraçado. O quanto ela relutava em aceitar que no fim, teria que ceder, ou pior, reconhecer que ele tinha razão. Jake estava satisfeito por em sete dias, ela finalmente ter desistido de se rebelar e passar a se comportar – depois de muitos xingamentos e dele ter sido demitido umas vinte vezes.
Mais uma semana passou e agora Ada se rebelava agora de uma outra maneira, se recusando a fazer qualquer outro serviço menos pesado, ou até mesmo leve, como cozinhar por exemplo. Ela dedicava o dia a praticar exercícios, meditar e estudar. Ele não se importava com isso, para falar a verdade, nunca se divertiu tanto com algum afazer doméstico, adorava sair com Ada para comprar os mantimentos, ou para colher os vegetais e as frutas, adorava sair com ela pra caçar... era encantador vê-la usar o arco como se fosse uma amazona apertando ainda mais os olhinhos espreitando a caça. A parte dos exercícios ainda era trabalhosa para Jake, ele tinha muito trabalho pra fazer na casa e Ada poderia se exercitar só ali, no jardim ou no quintal. Mas não, ela também inventava de sair par correr na floresta, ou nadar no lago. Como um bom guarda-costas, Jake não podia permitir que ela fosse sozinha, sendo obrigado a parar o que estava fazendo para ir com ela.
Contudo, isso era de longe algo ruim. Muito pelo contrario. Gostava de vê-la se exercitar, ela era bastante disciplinada com isso, alías. Normalmente ela usava uma calça legging ou um shorts junto com uma camiseta, mas Jake gostava mais quando ela usava uma rouba que expunha a barriga, era algo particularmente bonito de se ver, ela estava linda grávida. E ele gostava de ficar ali, na posição de observador. Mas aí.. ela inventava de sair... No começo só a acompanhava na corrida, um dia resolveu mergulhar com ela.
Naquele dia no lago, ambos haviam corrido tanto que estavam encalorados e suados, apesar da temperatura fresca da região. Quando ela tirou a camiseta, ficando apenas com o top e o shorts para mergulhar, Jake, que já estava sem camisa, aproveitou que usava uma cueca de cor escura e resolveu terminar de se despir para mergulhar também. Para ele, a temperatura da água estava boa, era acostumado a frios extremos, aquilo era nada mais do que um laguinho refrescante num verão europeu, mas estava impressionado como para Ada, aquela água à aproximadamente 9 ou 10 ºC também parecia ser tão agradável. Então aconteceu algo um pouco inconveniente...
Ada resolveu sair da água antes dele, quando ela o fez, ele pôde ver o corpo dela, perfeito, bem trabalhado, agora com muito mais curvas, molhado sob a luz do sol, o tecido do shorts molhado e grudado naquele traseiro perfeito. Quando ela finalmente perguntou; “- Jake, você não vem?”, ele percebeu que ainda não podia, pois tinha uma ereção enorme que deveria ficar muito bem escondida embaixo daquela água, e parecia que, quanto mais ele ficava nervoso sem saber o que fazer com ela, mais ela crescia. Desesperado, precisou aproveitar o breves segundo que ela ficou de costas para correr sapidamente até as suas roupas e vesti-las. Foi uma situação, mas fazer o que? Acontece.
Desde então Jake percebeu que algo estava diferente. Talvez não fosse nada demais, talvez fosse o normal de acontecer com um homem quando ele está o dia inteiro acompanhado de uma mulher bonita. Aliás, bonita ela sempre foi, olhar para ela, ele sempre olhou. Mas agora era diferente, estava genuinamente atraído por ela, tudo nela aguçava seus sentidos quando estava perto. Quando estava longe, se flagrava pensando nela. Mesmo assim, Jake procurar não dar atenção ou dar a isso mais importância do que realmente tinha.
Aproveitou que Ada estava no banho e foi até o piano. Há dois dias começou a afina-lo. Devagar, quando chegava a noite e ele não estava ocupado, e antes de Ada ir dormir. Após alguns minutos ali, finalmente terminou. Jake sentou ao piano e posicionou as mãos, por instante, pensando no que iria tocar, já fazia muito tempo a ultima vez que realmente tocou algo (aquela vez na China, com a Sherry, fugindo de um monte de J’avos para pegar a merda de uma ficha para colocar naquele Buda dourado, não valeu.), fechou os olhos e respirou fundo... devagar, deixou que suas mãos apenas pousassem levemente sobre as teclas. Ele sabia, já fazia muito tempo, mas ele ainda tinha todas elas muito bem guardadas da cabeça, ele não precisava de nenhuma partitura, nem de praticar com algo mais fácil antes. Pensou se começava por pelo menos um prelúdio... mas não, ainda de olhos fechados decidiu que não, e que Ada não levasse um susto, mas quando ele abriu os olhos estava decidido e de uma vez começou a Sonata N°2 de Rachmaniov.
As notas vinham precisas e sem erros, ele por um momento achou que não,mas agora teve a prova de que estava certo, os anos passaram, mas ele ainda sabia tocar. Ainda tinha todas as notas e todas as musicas que mais praticou muito bem guardadas na memória. Quando Ada apareceu na sala e escorou na parede para espiar, ele sorriu ligeiramente convencido e orgulhoso de seu feito. Nem mesmo o ligeiro nervosismo que surgiu por estar sendo observado por ela fez Jake errar uma única nota. E durante dezoito minutos ela o observou, visivelmente impressionada, sem sair do lugar.
“ – Uau. Bravo! Bravissimo, Jake!” – Disse Ada quando ele terminou.
“ – Eu... acho que consegui afinar o seu piano.”
“ – Afinou? Jake, você afinou um piano sozinho, sem o uso de qualquer outro recurso se não seu próprio ouvido. Isso por si só já é incrível, depois você tocou a sonata inteira, de cabeça e, pelo menos aparentemente sem qualquer erro.”
Ele não respondeu, apenas abaixou o olhar, ligeiramente tímido.
“ – Você sabe que é um gênio, não sabe?”
Jake sorriu apenas dedilhando de leve, a Noturne No 20 de Chopin, quando percebeu eu a espiã parou novamente para ouvir, começou então a usar os pedais e dar a música a atenção correta que ela merecia. Essa era a favorita de sua mãe, por um momento Jake achou que toca-la o traria dor e más lembranças, mas isso não aconteceu, muito embora sempre que via ou escutava um piano, lembrava o quanto ela ficou magoada quando ele abandonou os estudos e disse que não queria mais tocar. Então ele se lembrou, aquela foi a ultima vez, há mais de dez anos.
“ – Bom, chega de piano por hoje, eu vou fazer o jantar.” – Ele disse se levantando, finalmente.
“ – Ops, eu já fiz. Por mim pode brincar com esse piano o tempo que quiser.”
“ – Mas eu estou com fome.” – Ele insistiu.
“ – Sendo assim...”
Caminharam juntos até a cozinha, onde estava o creme de abóbora em duas canecas de sopa fumegantes em uma bandeja de banho Maria. Ada desligou o fogo e cada um pegou sua respectiva sopa e indo sentar nas cadeiras da varanda.
Era incrível como naquele lugar tão longe de grandes cidades, fábricas, poluição e poderia até dizer, alguma civilização, a noite podia ser tão escura e ao mesmo tempo a lua e as estrelas brilharem tanto, como se estivesse bem perto. Nem mesmo quando esteve na selva, o céu conseguiu ser tão bonito quanto agora na Mongólia.
“ – Então... quem era o branquelo da família?” – Perguntou ele enquanto provava da sopa.
“ – Oi?”
“ – É, seu pai ou a sua mãe? Sabe... seus olhos são claros.” – Jake tentou de todo modo identificar precisamente a cor dos olhos dela, se eram mel, verdes ou se eram castanhos mesmo com apenas um tonzinho esverdeado. Mas só a possibilidade de ser pego em flagrante enquanto prestava muito a atenção nela o deixava em pânico. Mesmo assim, por algum motivo, preferiu não arriscar dizendo a cor errada, como que nunca tivesse olhado direito.”
“ — Ah! Isso.” – Ela sorriu. “ – Bem, até onde eu saiba eu não conheci exatamente “o branquelo”, ou os branquelos da minha família. Minha mãe tinha olhos verdes, e o cabelo dela era claro, mas ela não era branca, era chinesa descendente de mongóis. O meu pai é chinês, nossa arvore genealógica está mapeada até mutos anos antes de Cristo, sempre na China. Eu tive uma tataravó da etnia Uigur, por exemplo. Depois a minha avó, mãe dele, também era da etnia Uigur, ela tinha o cabelo preto, os olhos puxados mas num tom de cinza quase azul. Então, até que se prove o contrario, eu sou 100% oriental e a culpa desses olhos e cabelos claros na minha família é de muitos hunos, muitos turcos e talvez até um russo aqui e outro ali, vai saber.”
Jake não deixou de reparar que ela se referia a mãe no passado e ao pai no presente. “ – Você tem a sua ascendência por parte de pai traçada até antes de Cristo? Mas, isso é coisa de família importante. Ei... Puta merda, não me diga que você é da realeza ou algo assim. Isso explica muita coisa, a propósito! E o papai Wong, tá vivo?”
Ada estava visivelmente sem graça, como alguém encurralada, sem saber o que responder. Não ela estava envergonhada! “ – Oh, Deus... Sim, papai Wong está bem vivo e saudável... longa estória... E... nós não somos da realeza... ou, bem... não exatamente...”
Silêncio.
“ – Ah foda-se, cedo ou tarde você vai saber. A família do meu pai carrega o sobrenome Wong desde 1542 com um bastardo do Imperador da dinastia Ming ...”
“ – Sim, esse povo vive cheios de bastardos, e eles não permanecem mapeando a linhagem por tanto tempo só quando tem algum motivo para isso.”
Ela percebeu que ele ficou desconfiado...
“ – Sim, é isso mesmo que você está achando. Ele não era um bastardo qualquer, era um bastardo com uma mulher também nobre e ele não foi simplesmente jogado fora. Ele herdou muitas riquezas e terras, com o tempo isso foi se moldando a nova realidade do País, mas a família ainda segue uma linhagem, não por motivos de realeza, mas porque todos os nossos patriarcas são Cabeça de Dragão.”
“ – Eu sabia, você é da Tríade.”
“ – Eu não sou tão envolvida nisso. Eu tive a sorte de nascer mulher. Mas a minha família esteve envolvida desde o inicio, cabeças rolam todos os dias, mas a minha família sempre esteve entre uma das mais poderosas.”
Realmente, isso explicava muita coisa. O porquê dela ser tão rica, o porquê de ser uma espiã tão influente e sempre saber tudo sobre todos antes de qualquer um – ou quase sempre, afinal ela não conheceu a mãe de Jake.
Jake tentou não demonstrar o quanto estava impressionado. Queria mudar de assunto, mas não conseguia, por que isso imediatamente puxou outro assunto que para Jake era mais importante ainda. “ – E o pai do bebê... é alguém importante assim, tipo... Cabeça de Dragão... por isso você guarda tanto segredo?”
A espiã ficou visivelmente melancólica. “ – Nunca. O pai do meu filho é um bom homem, um pouco ingênuo é verdade... Mas é corajoso, honrado e muito honesto. Contudo ele tem uma visão muito romantizada de certo e errado... você nunca o veria metido em algo assim.”
Jake não entendia, se ele era tão honrado e honesto, porque ele não estava ali ao lado dela? Mesmo que Ada nunca tenha contado a ele, o que a fez guardar segredo? Que tipo de homem honesto e honrado não dá a uma mulher segurança o suficiente para contar que ele vai ser pai? Sua mãe também não contou que estava grávida, e ela teve fortes motivos para isso. E assim como Ada, ela sempre repetia que o pai dele era um homem bom, e assim como Ada, tinha esse mesmo olhar amoroso ao falar dele.
Ada tinha um olhar baixo enquanto acariciava a barriga estufada lentamente. Era obvio, ela amava o imbecil. Até mesmo a toda poderosa Ada Wong, caiu na mesma cilada que sua mãe. Jake sentiu uma raiva estranha, tão grande que preferiu ficar falado.
“ – Mas diga, Jake. O que deu errado entre você e a Sherry?”
“ – O que tem a Sherry?” – Ela tinha mesmo que tocar nesse assunto agora?
“ – Eu ví vocês dois juntos, tinha amor no ar... o que deu errado?”
O ex-mercenário parou um instante, ele sabia muito bem o que deu errado, so queria ter certeza se seria de bom tom contar a verdade. “ – Além do fato de nós dois sermos o oposto um do outro... você sabe, ela é uma oficial da lei e eu sou um... eu. Além do fato de eu simplesmente nunca conseguir me adaptar a aquela vidinha feliz, de menina certinha, com amigos certinhos e o David Beckham... as brigas e tudo mais... teve o bebê que a gente perdeu.”
“ – O quê?” – Agora sim, Ada estava chocada.
“ – Eu não sou idiota. Nem ela. Quando nós lemos os dossiês, que ela foi mandada pelo próprio Simmons para me procurar, das pesquisas feitas nela e em mim. Era óbvio que fomos manipulados, eu com o DNA do Wesker, ela portadora do G-virus, eles queriam que nós dois nos envolvêssemos e gerássemos uma mistura dessa genética toda. Quando começamos a namorar, ambos sabíamos disso e sabíamos que devíamos fazer de tudo para que algo assim não acontecesse, filhos estavam fora de cogitação, mas aconteceu. No começo nós nos desesperamos, não contamos pra ninguém, não sabíamos o que fazer... mas antes que qualquer decisão fosse tomada, ela sofreu um aborto espontâneo. Parece que o útero dela se regenera sempre que há a implantação, além do organismo dela reagir violentamente contra o bebê, como uma ameaça, um corpo estranho. Os planos do Simmons estariam frustrados de qualquer maneira, a Sherry não pode ter filhos – não da maneira convencional. Eu estava muito triste também, eu juro... mas eu falei uma burrice, no auge da dor dela eu disse: Foi melhor assim. Depois disso, nós não parávamos mais de brigar e o namoro não resistiu.”
“ – Eu sinto muito, Jake. Por tudo. Pelo bebê de vocês... e por vocês dois. É triste ver algo tão bonito acabar assim. O mundo não é justo.”
Suas canecas de sopa já estavam vazias e colocadas no chão. O sangue de Jake pareceu correr no sentido oposto quando ela escorou a cabeça em seu ombro. Ele não ousou se mover. E nem precisou muito tempo ali, sob aquele céu para que ela adormecesse. Com cuidado Jake a envolveu nos braços para protegê-la do frio. Sabia que não poderiam ficar ali a noite inteira, infelizmente. Daqui a pouco teria que acorda-la para quem ela fosse dormir aquecida, mas iria aproveitar cada segundo daquele momento. Escorou os lábios de leve no topo da cabeça dela, sentindo o toque de seda que eram aqueles fios de cabelo negro, respirou fundo pra sentir o perfume deles.
Naquele momento ele aceitou sua nova condição, a que ele vinha já há algum tempo tentando negar para ele mesmo. E negar por quê? Ela era mais velha, mas e daí? Ela amava outro homem, e daí? Os sentimentos dela não podem controlar os dele. Ada era inteligente, independente, era uma mulher tão corajosa, e mesmo fria e extremamente racional, era sensível e capaz de grandes gestos de amor. Além de ser linda... tão linda que ele não conseguia deixar de olhar para ela, ou tira-la da cabeça. Pra que fingir que por varias noites tem dormido exatamente no mesmo estado que ficou quando nadou com ela naquela lago, só pensando nela. Muito provavelmente, ela nunca venha a saber... nem ele quer que ela saiba. Ninguém precisa saber. Mas ele reconhecia que deveria ser corajoso o suficiente para pelo menos reconhecer os próprios sentimentos para si mesmo, que ele estava sim, perdidamente apaixonado por ela.
Continua...
Gente... voltei das férias. E continuei nelas. Forçada. E obrigada.
To com um problemão, minha faculdade fechou as portas. Já ouviram falar na Universidade Gama Filho? Pois é... to cheia de problema, to desesperada, nem vontade de escrever tenho mais. O que me motivou a continuar foi a possibilidade de tornar o problema, meu e dos meus amigos e colegas um pouquiiiiinho mais publico.
Nós montamos dois abaixo assinados, que estão circulando na internet, eu vou publicar os dois aqui (posteriormente nas outras fics tmb... quem sabe)... por favor, mais importante que um review, é vc pegar dois minutinhos e assinar essas petições. Eu agradeceria imensamente!!!!
Espero que o formato do site publique os links...:( caso isso não funcione, vou tentar publicar no meu tumblr, por favor, passem la pra pegar os links pra assinar.
Um grande beijo a todos.
Link 1: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR68779
Link 2: https://secure.avaaz.org/po/petition/Exma_Presidenta_Dilma_Rousseff_e_Senhor_Ministro_Jose_Henrique_Paim_FEDERALIZEM_a_Universidade_Gama_Filho_e_a_UniverCida/edit/ http://www.avaaz.org/po/petition/Exma_Presidenta_Dilma_Rousseff_e_Senhor_Ministro_Jose_Henrique_Paim_FEDERALIZEM_a_Universidade_Gama_Filho_e_a_UniverCida/?copy
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