Gods of cultivation
5 Capítulo três: A cidade fantasma - Os portões infernais se abrem! Parte: Dois.
Capítulo três: A cidade fantasma — Os portões infernais se abrem! Parte: Dois.
Lanbaoshi tinha uma máscara cobrindo seu rosto. E não pergunte como ele conseguiu, afinal, é óbvio. Em suas experiências mortais, Jimin aperfeiçoou significativamente a arte de se esconder e de possuir aquilo que não é inicialmente seu. E, após recuperar um pouco de sua memória, o contraste entre suas habilidades furtivas e marciais aos poucos se encaixavam perfeitamente.
Como Deus, Park preferia morrer à fugir de uma luta, mas hoje ele só conseguia pensar de que adiantava ter tanta dignidade em morrer lutando, quando o que você apenas faria seria... Morrer. Ele não salvaria ninguém morrendo ou sendo orgulhoso. Não quando suas batalhas perdidas foram devido sua extrema empatia. Logo, para que todo esse pensamento lhe serviu? Para mostrar que ele podia ser usado, manipulado e depois escorraçado de sua própria casa, sem ter uma única chance de salvar aquilo que ele ama?
Além disso, o que ele queria não tinha nada haver com glória ou ser lembrando como uma lenda, muito pelo contrário, o que queria, estando alí, era vingança por seus amigos, irmãos e companheiros. Pois Jimin definitivamente não cometeria o mesmo erro a partir do momento que ele entendeu que não existia dignidade no mundo dos vencedores. Claro que, se os ao seu redor decidissem vangloria-lo, seria somente uma consequência de seus atos. Não uma ambição. De qualquer forma, Park devolveria o céu ao seu verdadeiro líder, nem que para isso ele precise ser tão ruim quanto aquele que lhe colocou naquela posição demasiadamente desagradável.
Se o que o humilhou e tomou tudo que lhe era precioso estava sendo movido por arrogância, egoísmo e ganância, Jimin definitivamente faria questão de fazer com que essa pessoa sinta o peso de suas ações uma à uma. E, dessa vez, ele não permitiria que a plantação daquele falso Deus desse frutos outra vez. Ele arrancaria a corja pela raiz e o queimaria do universo. Apagando sua criação do mundo se possível.
— Claro que, não posso fazer isso sozinho... — Lanbaoshi sussurrou, cessando sua caminhada por um instante.
Em sua cabeça, Jimin tentava procurar uma solução para os problemas atuais, e não em suas realizações futuras.
— Preciso encontrar Taehyung... — Jimin cruzou seus braço sobre o peito — Mas como vou passar pelos portões infernais?
" Deve haver alguma outra forma... Alguma coisa que a quinta calamidade provavelmente os escondeu. Ele não poderia simplesmente ter contado tudo o que sabia... "
Jimin continuou pensando minuciosamente.
Os seres infernais ao seu redor passando por ele como se não existisse ou estivesse atrapalhando o caminho. Em determinado momento, seus olhos que estavam fixos no chão se levantaram. O brilho sútil desaparecendo gradualmente enquanto Park permanecia olhando adiante, mas sem de fato ver o que estava em sua frente. Sua expressão monótona agora estava ainda mais fria, trazendo consigo uma melancolia sem explicação.
Sobre a máscara youkai de Okame[1], um suspiro infeliz foi ouvido.
— Não adianta ficar pensando nisso agora... Preciso encontrar um lugar seguro primeiro. — Ele indagou. Desistindo de achar uma resposta para como abrir os portões infernais.
Logo o cheiro de sangue fresco e energia Yang que o cobria como um manto perderia sua eficácia. O que consequentemente atrairia o olhar dos monstros e fantasmas. Apesar de sua energia Yin estar esgotada, aqueles mais sensíveis provavelmente poderiam sentir sua presença divina e isso definitivamente seria um problema. Estando tão fraco como agora.
Com muito cuidado, o Deus tocou em sua espada. Ele à acariciou como se isso o acalmasse mas com esse ato, tanto a lâmina quanto o pomo da espada se quebrou em pedaços finos de gelo sobre suas mãos. Fuyu era uma arma espiritual diferente comparada à dos cultivadores humanos. Ela estava ligada a sua alma e surgia apenas quando à chamava.
Seu corpo físico e poder são mantidos ao consumir a energia de seu portador, guardando em si a personalidade e a essência do Deus que à empunha por algumas horas e, se por algum motivo seu portador não derramar energia espiritual em sua pedra, ela automaticamente voltaria ao seu lugar de origem. Fuyu havia surgido da neve, e à neve retornava quando não mantida fisicamente.
A arma espiritual de um Deus tinha uma particularidade excêntrica nesse quesito. Embora ela voltasse à ser o que era, ela estaria conectada eternamente ao seu Deus. Pois eles são um. Jimin sempre acreditou que Fuyu tinha sido moldada com os fragmentos de sua alma divina, e que se algum dia este Deus viesse a perecer, sua alma seria resguardada em sua espada. Como um túmulo de gelo impenetrável e eterno.
Ao ver Fuyu desaparecer completamente, Jimin voltou à olhar ao seu redor. Precisava de algo para camuflar sua presença, mas o que seria apropriado para fazê-lo? Até agora, o sangue e a energia Yang acumulado nele tem apagado os resquícios de energia Yin em seu corpo, mas quando Park começar a recuperar ela não tinha certeza se sangue de algum outro monstro iria adiantar.
Ele quis chorar estupidamente como uma criança. Sua vida como mortal definitivamente não é assim tão boa, mas como Deus conseguia ser ainda pior. De repente, houve um peso impactante em seus ombros.
Jimin congelou.
— En-con-tre-i vo-cê... — Jimin amoleceu o corpo, cético, ao ouvir a voz justamente do chefe daqueles Orcs sendo silábica.
Aparentemente, o sangue já não tinha mais o mesmo efeito de quando totalmente fresco. Mas, o que realmente o preocupava mesmo nessa situação, entretanto, é em como ele podia ser tão entediantemente azarado.
— Inacreditável. — Ele bufou, baixinho.
O Deus da criação estava convencido de que a situação estava perfeitamente pronta para piorar, ele sequer se preocupou em se abarganhar de artimanhas gatunas para tentar uma nova fuga e sinceramente, duvidava muito que aquele brutamontes cairia em sua lábia digna de um falastrão quando, surpreendentemente, um grito estridente chamou a atenção de toda avenida festiva, inclusive, a dos dois — caçado e caçador — em questão.
— LIXO! COMO OUSA FAZER ISSO COMIGO?! EU REALMENTE IREI TE MATAR! — Jimin fitou com atenção um mar de cabeças virando-se curiosamente para visar o interlocutor do grito voraz e raivoso.
O Deus em si sentiu o quão odiosa e verdadeiras foram aquelas palavras. A estranha criatura realmente mataria o motivo de sua raiva, e até mesmo Park sentiu que seria um problema caso esse desconhecido também quisesse mata-lo — se fosse necessário — mas, ironicamente, o fato de uma criança estar falando isso minimamente aliviou a tensão extra que caiu sobre os ombros de Jimin.
Ele por outro lado foi o único que pareceu aliviado. Todos aos seu redor estavam paralisados, e até mesmo a mão pesada do Orc atrás de si perdeu seu peso ao notar quem era o estopim daquelas palavras.
Park contudo não se importou com o que estava acontecendo, sorrateiramente deslizando seu corpo para o lado, tinha a intenção de usar a confusão como uma brecha para fugir.
— Meu s-senhor, me perdoe eu...
— CALADO, CRIATURA NOJENTA! — A briga entre a criança e o aparente mercador continuou e os monstros ao seu redor não ousaram mover um só músculos.
Todos estavam paralisados enquanto pareciam observar com temor o que acontecia bem diante deles.
Mesmo que não fosse possível ver seus rostos, Jimin sentiu que algo importante estava acontecendo, mas não dando a devida importância para sua intuição, ele seguiu com seus movimentos ágeis. Quando se viu completamente solto, foi se escorando calmamente por dentre a multidão. Estava tudo muito estranho. E o Deus sequer respirava, com medo de que o barulho de seus pulmões ao trabalhar fossem de alguma forma chamar a atenção de todos os transitantes paralisados.
— AGORA COMO VOCÊ ESPERA QUE EU ASSISTA AO EVENTO ASSIM?! — A criança rosnou, olhando para si mesmo com um desgosto evidente.
Lanbaoshi não tirou os olhos do Orc enquanto se afastava, outrora, o evento seguinte o obrigou à isso. A criança de aparentemente cinco anos havia acabado de saltar naquilo que seria um homem rinoceronte de dois metros, mordendo... Ou ele deveria dizer, roendo? (Ou pelo menos tentando roer?) o chifre da criatura.
O rosto de Jimin imediatamente escureceu sobre a máscara. As mãos tremeram e foram imediatamente em direção à sua boca, que resistia bravamente à um sorriso involuntário. Ele no entanto não conseguiu simplesmente privar-se de sorrir ao ver aquela criatura gigantesca e protuberante se jogar no chão e ajoelhar-se pedindo por sua vida à uma criancinha.
Obviamente ele não havia se esquecido de que estava na cidade fantasma. Fantasmas poderiam assumir a forma humana que desejassem — sejam elas intimidadoras ou indefesas — entretanto o que diz respeito ao humor do Deus da criação ainda tinha suas estranhezas e a cena que assistia definitivamente fez com que ele vacilasse.
Ele imediatamente prendeu a risada, quase engasgando-se vergonhosamente no processo, mas ninguém de fato o percebeu. Ele bufou, aliviado. De repente, também interessado no que estava acontecendo.
Por que diabos todos estavam tão tensos com àquela cena? Quem era a criança, e por que todos pareciam teme-lo?
Jimin calmamente se arrastou mais um pouco entre os corpos. Aproximando-se silenciosamente da barraca onde o tumulto ocorria.
— S-senhor, por favor, não me mate, eu... Eu não sei como isso aconteceu!
— COMO NÃO SABE?! ESTE PRODUTO NÃO É SEU?! COMO ESTÁ VENDENDO ALGO QUE SEQUER SABE O QUE PODE FAZER?! — A criança insistiu, furiosa. Apontando com os dedos pequenos para um cubo arcaico de seis lados.
Ele era formado por pequenas peças quadradas, cada um com um Reifu[2] diferente em sua superfície. No centro havia uma pedra redonda azul enfatizante que lembrava a cor do oceano conectando todos os ornamentos com finíssimas correntes de energia tanto Yin quanto Yang. O objeto tinha uma aparência de madeira apodrecida e velha. Parecia estar caindo aos pedaços, e a maioria dos símbolos escritos nos cubos pareciam ilegíveis. Lanbaoshi franziu o cenho. Pelo menos, ilegíveis para outras criaturas que não fossem Deuses ou seres celestiais.
" O que uma criação divina está fazendo nas mãos de um demônio e um fantasma? " — Ele indagou mentalmente, forçando um pouco mais seus olhos. No centro da pedra, um Reifu em branco estava marcado fixamente. — " Oh...! " — Neste momento, Jimin soube do que se tratava aquele objeto.
A vontade de rir voltando violentamente.
— Senhor eu... — O pobre rinoceronte tentou, mas os olhos da criança que até então eram escuras como a noite queimaram em vermelho.
As criaturas ao seu redor abaixaram suas cabeças imediatamente.
Ao redor do corpo pequeno, uma grande quantidade de energia Yang foi liberada, fazendo todos tremerem em resposta.
— Silêncio, lixo. — Sobre a máscara, Jimin finalmente fez questão de olhar seriamente para o pequeno monstro.
Apesar dos grandes olhos sublimes exalarem realmente a pureza natural de uma criança, o brilho ameaçador por trás de suas pupilas carmesins iam além de sua aparência momentaneamente indefesa. A frieza na expressão alheia realçou a sensação que até então Jimin havia, não ignorado, mas abafado com outras questões. Ele estava, de fato, invadindo um ambiente hostil e inseguro que embora não o fizesse recuar, lhe fazia temer por sua vida a cada segundo.
Lanbaoshi procurou afastar aqueles pensamentos novamente. Voltando sua total e meticulosa atenção ao Xiao emo[3], surpreendendo-se ao notar que mesmo que ele parecesse inervar irritação, — como se um incêndio estivesse acontencendo dentro de suas orbes e as águas que lhe eram oferecidas não parecessem ser o suficiente para cessar o fogo que o sucumbia — o cuidado sútil encontrado no âmago de seu olhar o fizera ver além das chamas crepitantes acesas em seu interior.
Jimin sentia que o cosmos ansiava transformar a criança única aos seus olhos, fazendo-o incapaz de enxergar um único erro sequer em sua aparência. Ela deveria ser perfeita, e exatamente dessa forma que o via; sem um único erro à ser pontuado por seus olhos afiados.
Como se não estivesse surpreso o suficiente, o Deus percebeu que as írises de sangue refletiam a luz que os acometia, mas que nem mesmo os feixes da luz do sol alcançavam a escuridão que emergia das esferas voltando à sua cor de outrora. Eles estavam parcialmente escondidos pelos curtos fios cor de ébano, enfatizando com graça tudo que consistia-o no momento.
O moreno indiscutivelmente guardava a noite em suas orbes profundas, mas o céu vasto que o adornava parecia estar no fundo de um oceano profundamente inalcançável e desconhecido. Não era como voar, mas muito pelo contrário; era como se pudesse perder a respiração a qualquer momento e morrer afogado sem sequer poder se aproximar dele de fato.
Seus lábios eram finos e sutilmente rosados, a tez no entanto, vinham salpicadas de sinais que deixavam-no ainda mais estonteante. Cada pintinha era como uma estrela que completava uma constelações gravada naturalmente em seu espaço, automaticamente transformando-o num aventureiro aspirante quando porventura, nem mesmo eles seriam capazes de tê-lo nas palmas de suas mãos.
Seus cabelos lhe pareciam tão macios e lisos como cortinas que queria deslizar sobre elas, embora a onda sorrateiramente delicada que se formava nas pontas das madeixas rebeldes que se moviam em conjunto para com a brisa suave quase como se fizesse parte dele e com ele, partisse para longe, o encantasse um pouco mais. Não duvidava de que a qualquer momento aquela criatura não fosse desfazer-se em partículas invisíveis à olho nu e perde-se sobre o vento passageiro, afinal, é impossível tamanha beleza existir no mundo.
A sensação de estar caindo constantemente que Park costumava sentir rompeu-se com ele se chocando em algo. Era frio, congelante, mas definitivamente não o machucava, não o feria. As ondas que batiam contra si eram como mãos amaciando seus músculos rígidos e a sutileza com qual ela o amparou na queda são semelhantes ao ato de se jogar na cama depois de um dia exaustivo.
Parar de cair contudo não foi um exemplo de ascenção. Mas, definitivamente, foi o começo de algo que ele não poderia um dia imaginar. A cada segundo que se perdia na Onix alheia, sentia-se tentado a nadar cada vez mais fundo, cada vez para mais longe da superfície. E ainda é como cair, mas dessa vez por vontade própria, então, o termo correto que Park procurava referia-se à; descer. Descer copiosamente em direção ao céu estrelado. Buscando obsessivamente tê-lo nas palmas das mãos.
“A fixação outrora ainda era um horizonte longínquo, rústico e usurpador, uma harmonia de contrários, e de um foco auto-suficiente, visualizador por si só” e, sendo assim, ainda é necessário cuidado. Seja com a direção de seus olhos; que podem se perder e nunca mais encontrar seu caminho, ou com a de seus passos, que poderiam levá-lo à um caminho ardiloso. Talvez Jimin involuntariamente trilhasse essa estrada e assim como Ícaro, deixasse com que as falsas asas lhe oferecidas o fizesse crer que o sol estaria ao seu alcance, mesmo que fosse impossível aproximar-se tanto de uma energia que aquece sua alma. E queima seu corpo.
Sinceramente, Park não sabia como desviar o olhar daquela pequena obra de arte por vontade própria, provavelmente por isso o desenvolvimento das cenas que a trama criou tenham o ajudado nisso.
— Meu rei, se você o mata-lo agora, talvez não encontre uma forma de voltar ao normal. — Um homem de robes completamente pretos se aproximou, ajoelhando-se na altura de seu rei.
Lanbaoshi foi incapaz de ver seu rosto devido à uma máscara semelhante aquelas que faziam parte do festival estar o cobrindo. Sua voz no entanto, apesar de sutilmente rouca e preguiçosa, tinha um quê suave de impaciência.
— NÃO IMPORTA! COMO ELE OUSA VENDER ALGO QUE PODE ME PREJUDICAR TÃO FACILMENTE?! — Aquele suposto rei indagou, verdadeiramente indignado. Jimin de repente, voltou a prender o sorriso.
" Que criança mimada. " — Pensou, antes de um pensamento sombrio o fazer voltar a si.
Apesar da aparência, ela com certeza não era sua verdadeira. Fantasmas quando estão com sua energia Yang instáveis acabam perdendo o controle de sua aparência. As vezes, perdem completamente seu corpo físico. Então, para evitar que isso aconteça, eles tomam a forma de uma criança para poupar o máximo de energia possível. O que, na verdade, não era o caso daquele que estava sendo tratado como um rei, vendo que o ciclo de sua energia Yang fluía normalmente de modo avassalador.
Não que fantasmas crianças não existissem, no entanto, julgando pela forma que “sua majestade” agia ao ver à si mesmo, duvidava que aquela imagem física atual fosse sua realmente. Além do mais, o que essa suposta criança tinha em mãos nada mais é do que um Jeoju kyubeu[4], um cubo antiquado criado por um Deus mais antiquado ainda.
Em negação, Jimin respirou fundo e pressionou as têmporas.
Seokjin mesmo sendo um Grande Deus marcial capaz de mover mares e montanhas com seu poder ainda conseguia ser extremamente inadequado para a posição que carregava as vezes. Ele tinha a curiosidade de uma criança e a paixão inabalável para com o desconhecido. Era normal que Seokjin sumisse por anos no mundo mortal e retornasse ao céu com alguma criação maluca em mãos. E Jeoju Kyubeu, entre todas, foi a pior delas.
O objeto que sua majestade tinha em mãos tinha sido criado há alguma tempo, parecia ter sido esquecido hoje em dia mas na época fazia um certo sucesso entre os Deuses por mais estressante que os resultados finais fossem.
Jeoju kyubeu se tratava de um mecanismo conduzido por ambas energias Yin Yang e sua função era interinamente destinar maldições para àqueles que não conseguissem conectar as cores que brilhariam no cubo após você alimenta-lo com certa quantidade de energia. A jogatina era absurdamente complexa para alguns, e estranhamente decepcionante para outros. Em sua maioria, os Deuses literários tinham uma facilidade maior em concluir esta missão, mas entre os Deuses marciais, esse cubo se tornou seu maior desafio.
Aqueles que não completavam o alinhamento das cores no tempo estipulado sofriam de uma maldição específica, e quanto maior a quantidade de energia que foi posta no artefato, maior é o nível de dificuldade e de dias que durariam a punição. Cada Reifu divino escrito no objeto definia um castigo diferente, e àquela que atingiu o pequeno demônio talvez tenha sido o Reifu da juventude.
Jimin o achou realmente sortudo. Se o Reifu da humilhação tivesse sido ativado, ele definitivamente estaria fadado a passar por algo que o faria perder a face. Essa, entre todas as maldições, rendeu grandes gritos de desespero no céu. Quantos Deuses, por exemplo, Park não viu imitando algum tipo de animal de repente, ou gritando sem motivo algum na frente de todos?! Outros até mesmo arrancavam suas roupas e davam a volta na cidade divina apenas com as vestes de baixo!
Foi um verdadeiro caos. E ao mesmo tempo, divertido. Pelo menos, para aqueles que não sofriam das maldições e viravam motivo de piada.
Lanbaoshi havia sido um dos Deuses que facilmente conseguiram fazer as cores se conectarem, não porquê entendia o mecanismo, mas apenas por saber conduzir estrategicamente cada cor em direção a outra correntemente. Foi natural, assim que iniciou a jogatina, levou apenas um minuto para vence-la e deixar seus companheiros atordoados por longas horas. Na época, ele não entendia o porquê de tanta surpresa. Aquilo era realmente fácil de fazer. Mas não foi assim para outros, também.
Seokjin no entanto logo enjoou dessa obra. Desanimando completamente quando Jimin e Namjoon não encontraram um verdadeiro desafio nele. Claro que, o fato de Taehyung acabar não tendo o mesmo destino o animou, fazendo-o rir sempre que o via em silêncio, por mais que quisesse falar, por um mês inteiro mas, assim como a brisa é passageira. O interesse de Seokjin em uma única coisa era ainda mais célere.
Alguns Deuses ainda jogavam, mas Jimin não teve mais contato com Jeoju kyubeu já que sempre ligava as cores com perfeição e não era castigado nenhuma vez.
— Majestade, entenda que não foi sua culpa. Você simplesmente tocou no objeto quando esta placa diz claramente que você não pode tocar em nada dessa barraca sem prevenção. — Park mirou a armação que mais lembrava uma tenda.
Ao lado, uma placa pendendo para o lado tinha escrito nitidamente nela:
Não toque. Objetos amaldiçoados!
O acompanhante de preto então continuou, firme em suas palavras:
— Você foi avisado, e mesmo assim desobedeceu dizendo que nada seria capaz de amaldiçoa-lo.
— MAS NÃO É! — A criança exclamou, cheia de orgulho.
Jimin quase podia ver as sobrancelhas de seu acompanhante erguendo-se em ceticismo por trás da máscara. Afinal, é um pouco irônico ele afirmar isso estando, literalmente, amaldiçoado por uma criação para divertir os Deuses.
— Perdoe sua majestade, ele não esperava que algo no mundo o forçaria a se tornar nisso. Não se preocupe, ele não vai mata-lo.
O menino firmou os braços no peito, e enchendo as bochechas vermelhas de ar antes de cravar um bico enorme em seus lábios, soltou, irritadiço:
— MAS EU QUERO MATA-LO CHUNJING DE![5]— O entitulado Chúnjìng-de ignorou, dando atenção em suas próprias palavras.
— Mas preciso que nos dê este artefato e nos diga onde o conseguiu. Assim teremos chances maiores de descobrir como isso aconteceu. — Ele apontou para criança bicuda que deu de ombros.
— Lixo! Como ousa me ignorar... — Esta Xiao emo resmungou, mas ao ouvir as palavras de seu acompanhante, o homem rinoceronte afagou seu ego elogiando a grandiosidade de sua majestade. Como se a piedade houvesse partido dele, e não do subordinado mascarado.
A criança mal criada o olhou com superioridade, depois se virou de uma vez.
— Não terá uma segunda chance. — Os fios curtos e as vestes em vermelho no preto seguiram seu movimento brusco.
Ele ainda parecia absurdamente nervoso para com a situação. Mas soube conter seus sentimentos com maestria ao ver seu súdito se ajoelhar e o elogiar. Jimin outrora não pode não contorcer o semblante. Estava tão concentrado na confusão que não se deu conta de alguns fatores indispensáveis.
A cidade fantasma após sua queda havia nomeado um novo rei, e este rei, apesar de estar no corpo de um criança birrenta porém encantadora tinha uma quantidade exorbitante de energia Yang predominando sobre a energia das outras criaturas. Jimin não sabia o quão forte era este fantasma, mas entre todos ao seu redor, ele definitivamente era o mais forte. Em que nível estava, contudo, Park não saberia afirmar.
Lanbaoshi de qualquer forma sentia cada um de seus poros dilatarem só por ter que ficar no mesmo ambiente que ele, e isso, ao seu ver. Não é um bom sinal. A cidade fantasma não tinha leis ou condutas à serem seguidas. É cada um por si, porém... Em uma coisa aquelas criaturas concordavam e seguiam, e estás eram nas palavras e no seu respeito por Goyohan miso. A quinta calamidade é o verdadeiro rei da cidade fantasma e para colocarem outro em seu lugar deveria ser que algo grande havia acontecido no mundo infernal e ele não sabia nem o terço do que.
Mas uma coisa é certa. Este rei, apesar das atitudes infantis, é tão hostil quanto Baekhan.
Lembrava-se vagamente de que a quinta calamidade foi vista como isenta de intenções maliciosas por muitos. Seu hobby favorito não passava de aprofundar-se na literatura humana e aventurar-se no mundo mortal. Ele nunca derramou uma gota de sangue sequer de um humano, e até mesmo via beleza neles! Seus semelhantes achavam-no um verdadeiro estranho, mas ele realmente nunca deixou faltar para com seu povo. O que gerou segurança e admiração.
Ao contrário de Goyohan miso, que nas histórias exalava sabedoria; este pirralho além de ter uma aura hostil ao seu redor, cheirava a sangue.
Jimin conseguia sentir sua intenção assassina a ponto de fazer o sangue em suas veias ferverem em antecipação. A sensação de que ele estava com a cabeça contra a boca do leão e custasse um mínimo movimento para que ela fosse decepada por seus dentes afiados aumentando gradativamente. Ele certamente precisava de foco. Desde que foi mandado a cidade fantasma, não foi a primeira vez que deixava-se levar pelo sentimento e esquecer-se da razão.
Sendo assim, seja qual for os sentimentos que o acometia, Jimin precisava ser esperto e estar sempre um passo a frente.
Organizando seus pensamentos, ele não pode não sorrir afetado. Não havia boatos ou urgência como o surgimento de uma sexta calamidade. No entanto, restando quatro delas, ainda, em setecentos anos, quem pode afirmar com certeza que nenhuma delas decidiu finalmente atravessar os portões? As criaturas da cidade fantasma em hipótese alguma chamariam alguém de rei se este não fosse digno ou tão poderoso quando Baekhan. Não permitiriam que ele se sentasse e cuspisse na imagem da quinta calamidade se ele mesmo não fosse uma.
Lanbaoshi deu alguns passos à frente. Chamando a atenção do público. Quando a pequena criatura o fitou de soslaio, um sorriso macabro surgiu em seu rostinho aveludado.
Uma corrente fria eriçou a espinha de Jimin. O choque ao descobrir por si só com tão poucos detalhes o fato de que a jovem criaturinha sabia não só de sua localização, mas como de sua energia Yin divina, o deixou levemente desorientado. Aquele tempo todo, ele estava pisando em sua zona espiritual[6] e quase como se adivinhasse, o suposto rei esperou calmamente por sua aparição.
Jimin de fato não podia deixar-se levar pela aparência inocente. Por mais ingênua e meiga que fosse, suas palavras, seu olhar, sua postura... Indicavam que ele não era uma criança comum. Mas um monstro no corpo de um. O desgraçado estava friamente conduzindo os acontecimentos ao seu bem querer somente porquê já sabia de tudo o que estava ao seu redor. Ele também não se incomodou o suficiente com a presença de um ser divino, como outros populares da cidade se incomodaria a ponto de querer mata-lo.
Não diria que porventura o rei estava desprezando sua presença. Muito pelo contrário, assim como Jimin. Ele estava observando. Não exatamente como o Deus, afinal ele era como um animal estudando os movimentos de sua presa antes de ter plena confiança em atacar. Não... Esta criança tinha um sorriso venenoso sambando em seus lábios. Ela não estava apenas estudando, analisando ou observando... Ela estava brincando. Meticulosamente brincando com os envolvidos em sua zona. E isso não incluía apenas o Park, — ele foi apenas uma peça nova e mais interessante que adentrou à sua diversão sem querer — mas cada um de seus súditos.
" Que criança mais problemática... " — Jimin indagou se dando por vencido. Embora ele se perguntasse em onde e quando tinha invadido uma zona espiritual de pura energia Yang e não percebeu logo que pisou, mais minutos depois, talvez, somente porquê aquela criatura infernal quis.
Suas mãos estavam para cima, a máscara que escondia seu rosto escondendo igualmente seu sorriso ambicioso. Os instintos aventureiros de Lanbaoshi ainda eram, infelizmente, gritantes. E Jimin ainda não sabia como controlar a adrenalina que corria por sua veias antecipadamente para com o seu molde mais cauteloso e racional.
— Quem é você? — Neste momento, Jimin sentiu o corpo gélido de uma lâmina envolver seu pescoço, forçando a ergue-lo minimamente para cima.
Sua cabeça parecia estar a prêmio e não fazia nem duas horas que estava na cidade infernal.
Lanbaoshi estava prestes a responder quando sentiu algo de estranho. Um bolo se formou em sua garganta e seu coração apertou. O brilho sútil em seus olhos oscilou por um instante e apagou, deixando-os vazio e sem vida novamente. Aquela voz... Como não percebeu antes?! Como não à destinguiu assim que à ouviu? O que ele estava fazendo alí? Por que estava alí? Para que?
A mente de Jimin foi do céu ao inferno, mas os sentimentos guardados em seu coração agiram mais rápidos que seu raciocínio lógico. E de repente, ele só conseguia pensar em como matar aquela pessoa.
— Que pergunta sem lógica. Não me diga que se esqueceu de mim... — Neste momento, a voz de Park tornou-se realmente hostil e num movimento célere e primordial, tanto sua máscara quanto o barbante que envolvia seus cabelos albinos foi arrancados por ele. — Min Yoongi.
O homem saltou agilmente para trás, afastando-se do ser de branco.
— C-como sabe...— Antes que Yoongi pudesse perguntar o que queria, Jimin já estava em sua frente, com a destra sobre sua máscara.
Lanbaoshi apesar de não querer manter seus pensamentos naquele que destruiu tudo que conhecia, percebeu assim que acordou que era inevitável não pensar em quando e como eles se encontrariam. Supondo que não seria logo, tampouco no mais tardar, ele apenas esperou pacientemente em que este momento chegaria. Mesmo que, Jimin não tivesse idéia do que faria ao vê-lo.
Em sua situação atual, não havia opções além da morte ou de ser poupado. E acreditando que entre essas duas, a primeira escolha seria a mais cabível, para que ele tivesse o mínimo de chance, resolveu que, naquele momento, ele desafiaria não só a morte. Mas talvez, o inferno inteiro. Jimin direcionou os resquícios de energia Yin que havia recuperado para suas pernas e pés. Impulsionando-o todo o seu corpo em direção à Min somente com um intuito. Retirar sua máscara.
O fato de Yoongi ter se surpreendido definitivamente foi importante, afinal, ele provavelmente esperava que ninguém soubesse quem ele era. E se os cálculos de Lanbaoshi estivessem certos, mesmo o pequeno rei, não saberia de sua verdadeira identidade e automaticamente se voltaria contra o Min. Talvez ele também se tornasse seu alvo no entanto, seres de energia Yang tinham a estranha mania de se acharem superiores demais para aceitar que foram enganados por alguém e, se aquela criança se desse conta disso. Yoongi se tornaria o principal motivo de ter, novamente, perdido a face.
— Eu não sei o que você quer, mas seja o que for, eu não vou permitir. — Com essas palavras cheias de frieza, Jimin tirou sua máscara.
Os cabelos castanhos escuro e sutilmente cacheados caíram prontamente sobre o rosto pálido que acabou de ser revelado. Mas os olhos miúdos daquele subordinado forçadamente abertos sobre as extremidades, revelando o quão verdadeiramente surpreso estava não se comparava à expressão que se transformou ligeiramente confusa ao vê-lo. Jimin vacilou por um instante em sua expressão. Mas tão rápido quanto essa distorção facial surgiu, mais rápido ela foi capaz de desaparecer. Trinta segundos depois, Yoongi sentiu a máscara cobrindo seu rosto violentamente de novo.
— Você não é ele. — O Deus se afastou, sussurrando: — Mas seu rosto é o mesmo... — Neste momento, as sobrancelhas de Jimin franziram. — Shuangbaotai[7]? — Ele respirou fundo, sentindo dores em sua cabeça quando de repente sentiu a presença sufocante de energia Yang aumentar significativamente.
Jimin imediatamente olhou para a criança alguns metros de distância.
O semblante promíscuo havia desaparecido. O sorrisinho pretensioso que despontava em sua boca pequena findando como se aquela criança nunca fosse sorrir ou se divertir na vida. Ela não parecia apenas com raiva, e ao perceber isso, Park instantaneamente ergueu a postura desleixada e devolveu o olhar irado do pequeno rei. Mas ao contrário do menino em questão, naquelas írises translúcidas não haviam nada além de um grande e imenso vazio.
— COMO OUSA ATACAR MEU ESCRAVO?! — Calmamente, Park olhou para a figura de preto. Encarando-o fixamente.
— Escravo? — Embora houvesse soado como uma pergunta, o Deus não buscava uma resposta.
Em seguida ao seu comentário, vários outros surgiram. Um atrás do outro.
— Esse homem... É um Deus?
— O que um Deus está fazendo na cidade infernal?
— Ele não parece ser grande coisa.
— Mas Deuses não são proibidos aqui?
Essas últimas palavras causaram um alvoroço. Então, os cochichos se tornaram gritos, linchamento, e ameaças de morte dos mais baixos calãoes. O sangue nos olhos do rei imediatamente sugaram a cor escura de suas íris. A cada grito, uma veia interna estourando em sua testa e pescoço. Estava uma completa bagunça. O que, aparentemente, irritou profundamente a criança.
Uma corrente de energia Yang obscura o cercou, fazendo com que alguns fios curtos flutuassem sobre as madeixas negras. Os vasos sanguíneos ao redor de seus olhos surgiram, dilatadas e profundamente sombrias, quase como se o sangue correndo por elas fossem tão escuras quanto a noite. Em seu rosto redondo, uma fúria visível serpenteando em seus mínimos detalhes deixando-o ainda mais destrutivo. Com essa demonstração de superioridade todos aos seu redor imediatamente se curvaram, de cabeças grudadas no chão como se alguém agressivamente tivesse feito isso com suas próprias mãos.
— CALEM.ESSA.MALDITA.BOCA! — O Deus que até então não o olhava finalmente voltou a encara-lo.
Este rei fez o mesmo. Ambos permaneceram dessa forma até Jimin se virar completamente em sua direção. Yoongi demorou um pouco para se recompor, mas quando o fez, recuou, indo em direção ao seu mestre.
— Vossa majestade...
— NÃO! ELE TE MACHUCOU, NINGUÉM TE MACHUCA! — Jimin viu o subordinado se ajoelhar à altura de seu rei assim que o alcançou. Aconchegando suas mãos brancas nos cabelos frizados.
— Eu estou muito bem. Não estou machucado. — Yoongi disse verdadeiramente. — Mas o que você quer fazer? Você já sabia que este Deus estava aqui às escondidas, não sabia...? Você devia mata-lo. Deuses são proibidos na cidade fantasma. — Ao concluir aquilo, o Deus não sabia se ficava surpreso com a naturalidade que foram ditas aquelas palavras ou incomodado com o sentimento amargo que preencheu sua boca.
Não querendo permitir que pensamentos estranhos o consumisse aos poucos, ele ergueu sua cabeça e deu passadas longas e pesadas em direção aos dois à frente. Nenhum deles no entanto demonstravam-se intimidados com seus movimentos. O que um Deus sem um único pingo de energia Yin pudesse fazer além de morrer em suas mãos, afinal?
— Vocês não podem me matar. — Ele afirmou. — Pelo menos não enquanto vossa majestade quiser recuperar sua verdadeira forma. — A criança juntou o sobrolho.
— O que quer dizer?!
— Estou dizendo que, se quiser voltar ao normal. Precisará de mim. — Mentira! E a face de Jimin sequer tremeu. — Essa coisa que está em sua mãos... Eu criei ela. Se me matar, antes farei com que permaneça assim para sempre. — Dessa vez, o irritado rosto da criança contorceu-se em pavor.
— Para sempre?! — Ele questionou, indignado. E estranhamente convencido das palavras alheias.
— Exatamente. E não só isso! Posso fazer com que outras maldições te persigam a ponto de enlouquece-lo! Vossa majestade certamente não quer isso. — A criança parecia realmente estar caindo em sua descrição, mas um segundo depois ela sorriu desdenhoso e cruzou os braços.
— Bobagem! Eu não posso ser amaldiçoado! Tampouco ser amaldiçoado para sempre. Além disso, o que um Deus fraco como você pode fazer?! — Esse rei começou a rir, convencido.
— Pois bem. Pague para ver e me mate. — Jimin disse com tanta firmeza que neste momento a criança perdeu a vontade de continuar rindo. Aos poucos, o benefício da dúvida surgindo como uma serpente traiçoeira.
O Deus observou calmamente as expressões mistas do rei travarem uma batalha interna. Dessa vez, ele não parecia mais tão confiante de si e a firmeza em que proferiu seu falso testemunho definitivamente o deixou confuso. Supostamente ele era uma calamidade, sendo assim, seria indiscutivelmente difícil para ele aceitar que algo no mundo poderia atingi-lo.
— Você pode provar o que diz? — Ao ouvir aquela voz e lembrar-se de seu rosto, foi impossível não espremer os lábios apreensivo.
— Me de o cubo.
— Como posso ter certeza que não fará nada? — Jimin sorriu sombrio, porém foi como se ele estivesse sendo solidário.
— Não irei. Dou minha palavra. — Ele notou que aquele subordinado ainda estava indeciso. Então ele forçou o sorriso meigo. Suas pálpebras albinas se encontrando no processo. — Oras, vamos lá. Eu sou um simples Deus literário, eu não minto. — Jimin aguardou pacientemente abrindo os olhos albinos somente quando sentiu o peso do artefato em suas mãos.
— Se fizer algo de estranho. Eu te mato sem pensar duas vezes. — Esse Deus mirou o pequeno rei antes de se prostar à sua altura. Assim como seu subordinado fazia. Ambos ficaram quase do mesmo tamanho, e com um assentir sútil, ele disse:
— Não se preocupe vossa majestade. Eu ainda procuro viver. — Com essas palavras, o rei deixou o cubo em suas mãos e recuou alguns passos.
Jimin percebeu que a energia Yang que esta criança liberava não era assim tão intensa quanto antes, e seus olhos não mais vermelho estavam parcialmente pacíficos comparado à antes. Isso não querendo dizer que ele estava calmo, ou menos irritado. Respirando profundamente, o Deus sentiu a energia que corria pelos filamentos enérgicos. Surpreendendo-se ao notar a quantidade de Yang que havia sido posta no artefato. Aparentemente, se essa criança não conseguisse ligar as cores em dois meses, ele ficaria nesta forma por mil anos!
O Deus quis rir verdadeiramente, mas em sua expressão nada foi transmitida para os olhos daqueles que o observavam. Ele fitou o cubo e em seguida, começou a movimenta-lo. Conforme os segundos passavam, as cores iam alcançando uma à outra, enquanto no processo, aquela criança ia gradativamente crescendo. Agora ele era um jovem homem de dezesseis anos, mas antes que Jimin completasse o cubo e o rei alcançasse sua forma física original, ele julgou que aquilo foi o suficiente para provar suas palavras e do que era capaz em relação ao cubo. Logo, ele voltou a embaralhar as cores, deixando-as mais complicadas do que antes.
Os olhos grandes da criança estavam arregalados quando Park teve a audácia de proferir o que tanto queria quando se revelou publicamente:
— Farei com que volte ao normal. Mas para isso, terá que me acompanhar até os confins do inferno. — Ele entregou o cubo para o subordinado. — Então, vossa majestade. Este Deus fraco quer saber. O que fará?
Fale com o autor