God of Mischief | Loki

31 Capítulo bônus: Desforra


Notas iniciais
Ai meu Deus estamos de volta com a programação normal! Pulem de alegria! Então este capitulo foi feito como um bônus mostrando algo que afeta a historia mas a Lia não teria como ver. Sim ele ficou curto. Sim vocês que controlem suas ansiedades. Vou pedir mais uma vez aqueles que ainda não entraram no grupo do face que entrem. Motivo: Depois de GOM vou escrever um spin off da historia com Banner e Tony e por la vocês tem a certeza de ficarem sabendo quando entrar no ar. Segue o link: https://www.facebook.com/groups/385064741636249/ Comentem e recomendem galera! Fantasmas vocês são sempre super bem vindos. Mesmo que não queiram comentar, não deixem de entrar no grupinho! Divirtam-se!

Atravessaram o portal aos tropeços. O que aconteceria a ela? Mais agentes a atacariam? Ela estava desarmada. A menos que pegasse uma arma do chão. Liana era esperta. Ele precisava confiar que ela garantiria sua sobrevivência até que pudessem se reencontrar. Ele mesmo tinha problemas muito mais imediatos.

– Insolente! – Odin bradou, o atingindo com um soco tão forte e repentino que o pegou completamente desprevenido. Loki apenas não caiu no chão porque se chocou contra Heimdall, que parecia surpreso pelo comportamento do rei. O deus da trapaça voltou-se para o pai, com olhos ferinos e expressão de puro ódio.

– Quando eu disse que você estava na hora de abdicar não foi um elogio, sabe? Pensar que eu iria fazer o que você queria é apenas uma prova disso. – Alfinetou, massageando o rosto com a mão. O velho estava fora de si. O filho o tinha desafiado tão claramente que havia tirado Odin completamente do sério. Avançou contra o moreno, que desviou-se de sua mão com um movimento simples. Loki o atingiu pelas costas, com um chute na metade da coluna o fazendo cair de joelhos. O olhou de cima. – Está aprendendo seu lugar?

– Você vai engolir suas palavras e seu desrespeito! – O rei gritou brandindo Gungnir e acertando o rosto do homem com a longa haste. O moreno cambaleou, o que deu ao mais velho tempo para atingi-lo com um segundo soco. O som do choque do punho contra a face era ensurdecedor. Odin era forte, muito mais experiente em batalha e estava armado. Loki foi arremessado pela porta do salão, caindo sobre a Bifrost. Levantou-se fazendo surgir sua armadura e o elmo. Um pouco de proteção, mas nenhuma arma. Avançou contra o pai, numa sequência de movimentos tão rápidos e fluidos que o velho tinha dificuldade em defender-se. Socava, acotovelava e chutava com precisão e força, extravasando a raiva que sentia. Acertou uma cotovelada, na boca do homem e viu os dentes dele colorirem-se pelo sangue de uma ferida aberta. Sorriu irônico, ganhando ainda mais vontade de matar àquele que o infernizava há tanto tempo. Nunca estava bom não é? Nunca era forte o bastante. Que experimentasse sua força. Nunca era rápido o bastante. Que experimentasse sua velocidade. Que experimentasse seu rancor e sua mágoa. Que experimentasse os anos de frustração e esquecimento. Que experimentasse seu esforço e sua admiração. Que experimentasse o ódio que ele mesmo havia criado a partir de outro sentimento muito mais terno.

Loki queria feri-lo de todas as formas possíveis e não apenas fisicamente. Queria a desforra. Queria vingança. Queria impor o sofrimento a ele. Odin devia saber que ela estivera viva durante todo esse tempo. Havia tentado mantê-lo longe e pagaria pelas mãos dele. O moreno segurou a haste de Gungnir e empurrou a lâmina lentamente contra o pescoço do pai. Ele podia ver Heimdall assistindo. O guardião não interferiria. Isso seria uma afronta à honra do rei.

Odin via o triunfo nos olhos do caçula. Via um turbilhão de sentimentos que o tornavam assassinos. O desejo de sangue brilhava em represália a dezenas de erros e gestos falhos. Mas principalmente os olhos de Loki gritavam que ele havia cometido o pior dos erros. Tentar mantê-lo longe da mortal era como criar um monstro ainda pior do que um gigante de gelo poderia ser.

– Eu devia ter matado aquela mortal no momento em que pus os olhos nela! Da mesma forma como deveria ter deixado que você morresse no gelo! Não vou mais cometer erros! Quando a encontrar vou garantir que tenha o fim que merece! E você vai assistir de camarote! – O velho gritou enlouquecido. Aquilo fez um urro escapar gutural pela boca de Loki, enquanto aumentava a pressão contra Gungnir. Era a segunda vez que ameaçava Liana abertamente. Se Odin não se defendesse morreria. O homem o chutou com toda sua força descomunal na altura das costelas, fazendo-o ofegar sem ar. Achou que tinha ouvido osso se partindo. Desceu o punho com rapidez contra a lateral da cabeça do filho, fazendo o elmo ressoar como um sino. O impacto foi tão grande que o derrubou de joelhos aos pés do idoso. Loki tentou se levantar, mas Odin manejou sua lança o atingindo com a lâmina acima do olho lançando-o alguns metros à frente. Sangue respingou o chão.

O Pai de Todos lançou-se contra ele. Cravaria sua arma no pescoço daquela maldita serpente de traição. O filho teve tempo apenas de rebatê-lo com um chute de ambos os pés, na altura do tórax que o fez recuar alguns passos. Loki pôs-se rapidamente de pé num salto, com um impulso dado pelos braços. Sangue escorria, de um corte fundo próximo à raiz dos cabelos. Mal teve tempo de preparar-se antes de receber um chute no rosto. Tentou bloquear, mas desarmado sua desvantagem era clara. Revidou com duas cotoveladas, uma no estômago e outra no rosto do velho. Ria, apesar do esforço.

Aquilo esgotou o resto de paciência do rei. Ele disparou Gungnir. O elmo foi atingido lançando Loki por mais de dez metros. O moreno desabou inconsciente. Se não estivesse com sua proteção, estaria mais do que morto.

Odin caminhou calmo e soberano, limpando o suor do rosto com as costas da mão livre. Acabaria com aquilo agora. Degolaria Loki e justificaria a Frigga que havia sido em própria defesa. Que ele havia perdido o juízo e tentado matar a todos e tudo que tinha podido fazer era findar a loucura do filho. Ergueu a arma encarando o rosto ensanguentado e indefeso. E pensar que havia sido uma criança tão bonita e inteligente. Nunca havia abandonado sua natureza monstruosa. Preparou-se para descer a lâmina.

– Não! Não! – Aquilo o fez erguer os olhos. Frigga e Thor vinham a cavalo, ela gritando desesperada. A mulher devia ter pressentindo. Odin precisava fazer agora. – Ele é meu filho! É meu filho! – Gritava. Ela fez um floreio com as mãos e o mar de Asgard ergue-se nas laterais da ponte. O velho teve apenas tempo de olhar chocado para a esposa. Ela não tinha poder para algo como aquilo. Estava descontrolada. Sua força levada ao limite pelo desespero. Não havia como se defender. Ele jamais a atacaria. O mar desabou sobre ele o arrancando da ponte, fazendo-o despencar muitos metros abaixo. Mais que suficiente para tira-lo de perto de Loki, mas não para matar.

Frigga desmontou sem sequer olhar o marido que emergia, na superfície do mar. Atirou-se sobre o filho caçula, sendo seguida por Thor. Tremia enfraquecida pelo esforço e nervosismo.

– Filho! Querido! Thor me ajude! – Chorava, sem força para erguê-lo do chão. O loiro tremia com uma expressão dura, quando o ergueu com cuidado.

– Majestade. – Heimdall, chamava num tom suave e polido. Era a imagem da calma. – Precisam tira-lo daqui. Quando o rei subir novamente não estará em seu juízo perfeito. Não vai ouvi-la.

– Eu sei... – Ela tremia, limpando o sangue de Loki com a manga longa do vestido turquesa. Frigga mal se aguentava em pé, mas continuava cuidando do filho. – Meu menininho. Ele precisa de ajuda.

– Mãe, eu cuido dele. Faça-o parar. – Thor falou firme, referindo-se ao descontrole que o pai tinha no momento. A deusa ofereceu um sorriso fraco ao filho. Estava agitada e confusa.

– Eu vou precisar de você comigo. Não vou conseguir sozinha... – Ela estava em pânico. Seus planos tinham falhado e o que era para ter sido um dia agradável ao filho havia se tornado puro caos. Precisava protegê-lo, mas não poderia acompanha-lo. Tampouco podia controlar a fúria de Odin sem ajuda. Ele estava possesso demais para que suas palavras bastassem. Precisava de uma decisão rápida. – Leve-o àquela mulher. Ela vai ajudar. Diga que irei busca-lo quando as coisas se acalmarem. – Thor assentiu, beijou a testa da mãe.

– Fique tranquila mãe. – O deus falou tentando soar tranquilizador. No entanto, sua voz demonstrava o quanto aquela situação era revoltante e preocupante para ele. Thor amava o irmão apesar de tudo.

– Não demore, por favor. – Ela pediu nervosamente. Ela tremia profusamente. A mulher acariciou o rosto do filho desacordado. Estava tão fraca que o guardião precisou apoia-la para que não caísse no chão. Thor a olhava preocupado, mas a mulher apenas fez um gesto para que fossem logo. Precisava proteger o filho. Ela não era importante. Heimdall apressou-se a abrir passagem. E os irmãos deixaram Asgard pela segunda vez naquele dia.

Notas finais
Não deixem de vir pro grupo no face!