Goal!
18 decidões
Notas iniciais
Kai voltava cedo do trabalho, há dias que não sentia-se bem... desde aquele dia, no qual revira o empresário, que não conseguia tirar as lembranças ruins e os pensamentos dolorosos de sua cabeça... seria melhor se jamais tivesse voltado a vê-lo.
Mudou de apartamento e mudou de telefone há dois anos e meio, sabia que em seu trabalho o outro jamais iria, afinal trabalhava em um jornal... mídia... era a última coisa que Takamasa queria! Sorriu tristemente... e ele acreditando que já tinha deixado isso de lado... que era só trancar no fundo de sua mente, no fundo de seu coração que tudo estaria bem... estava errado!
Acendeu as luzes do apartamento, retirou os sapatos e andou direto para se jogar no sofá, ligou a televisão e ficou fitando o noticiário da tarde sem realmente entendê-lo... sua cabeça estava em outro lugar
Ouviu a campainha tocar, amaldiçoou seu assistente, só ele vinha em sua casa sem ser anunciado pelo porteiro, o que teria que fazer para se livrar daquele mala? Quando iria entender que não estava doente?
Levantou-se em passos firmes e deixou todo seu mal-humor se intensificar, o pobre baixinho não merecia, mas acabaria recebendo toda sua fúria. Abriu a porta com brusquidão, não olhando quem se encontrava do lado de fora e já começando a gritar
-Eu já disse que eu não estou doente e não preciso de chá, só não estou legal para trabalhar hoje, preciso desenhar isso para você Na...- parou assim que abriu os olhos e reparou que a figura parada a sua frente era bem diferente daquela que esperava... como ele tinha descoberto onde morava?
-Kai... posso conversar com você? – Miyavi perguntou, a voz implorativa e o olhar lacrimejante... Kai só queria estar em um pesadelo
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-Eu estou bem, mãe, eu já disse, foi apenas uma torção, não vou poder treinar por 15 dias e vou perder 3 jogos, mas... vou ficar bem, Aoi-san está cuidando bem de mim! – o loiro falava calmamente ao telefone – sim mãe, ele é um bom amigo... vou dizer que você agradeceu! – Uruha sorriu ao notar o olhar animado do namorado para si – não... tudo bem... eu sei me cuidar, não vou atrapalhar o Aoi, ele que se ofereceu pra cuidar de mim!... eu já disse que eu não estou dando trabalho ... também amo você, beijo! – Kouyou se despediu, desligando o celular e jogando-o para o lado, na cama espaçosa, respirando fundo, sua mãe havia ligado mais de 10 vezes nesses dois dias, desde que sofrera o acidente em campo no último jogo
-Minha sogrinha acha que você está me incomodando? – Aoi perguntou, sorridente, sentando-se na cama, ao lado do loiro de tala azul na perna direita
-Ela nem sonha que é sua sogrinha, Aoi, ela acha que eu estou te dando trabalho e queria vir para cá só para cuidar de mim, eu disse que você quem se ofereceu, mas sabe como é mãe, neh! Ela disse para te agradecer pela gentileza! – Uruha respondeu, suspirando, cansado, entediado... era horrível ficar sem fazer nada, nem enfrentar aquele maldito time novamente no jogo de amanhã iria poder!
-Hum! Você não me dá trabalho, estou gostando muito de você aqui, bem juntinho de mim, o tempo todo! – o moreno discursou em uma voz manhosa, selando um beijo estalado na bochecha pálida do mais novo
-Você está me mimando isso sim, ainda bem que você tem que treinar nas manhãs, estava tentando controlar seu grude, mas você é impossível! – Uruha resmungou em um bico infantil
-Hun? Isso quer dizer que ficar comigo é chato? – o moreno perguntou meio ofendido
-Eu adoro ficar com você Yuu, mas não o tempo todo... que tal um espaço para o Kouyou sozinho de vez em quando? – pediu de maneira doce e meiga, não queria que Yuu se sentisse mal pelo seu pedido, sabia que esse sempre fora o problema do mais velho, mas... tinha suas vontades de individualidade também
-Neh! Seria possível que isso... é um aviso prévio de que quer terminar? – o mais velho perguntou meio receoso... não de novo, até o garoto iria deixá-lo?
-Não, que isso? Não mesmo, Yuu... não é isso, eu quero ficar com você, gosto muito de ficar com você, não teria te agarrado naquele carro, naquele estacionamento se não quisesse você comigo... é só que... você sabe que você exagera às vezes, não sabe? De vez em quando as pessoas querem um momento para ficarem sozinhas com elas mesmas, só porque estamos juntos não quer dizer que tenhamos que ficar grudados o tempo inteiro, até porque ninguém pode saber que estamos nesse tipo de relação... Só estou pedindo um pouquinho de espaço, hun?! – Uruha tentou explicar, a voz calma e convincente, um sorriso gentil, os olhos sem maquiagem sinceros e a mão segurando a do mais velho, buscando uma forma de fazê-lo compreender sua vontade
Aoi respirou fundo, aliviado, de alguma forma teve medo, mas como sabia... Kouyou era diferente de suas ex-namoradas que apenas bateram a porta em sua cara e disseram que ele as sufocava ou que ligaram avisando que não dava mais... tinha que se esforçar também, por mais que certos traços de sua personalidades fossem difícil de se mudar, afinal já era um adulto de 30 anos.
-Eu entendo, meu amor! Vou te deixar respirar mais, neh! – o mais velho respondeu, um sorriso sincero... teria que mudar, ou perderia a única pessoa que aceitava ficar ao seu lado. Levantou-se calmamente, mas sentiu o puxão de sua mão para baixo
-Mas eu não quero o tempo sozinho agora, você tem um jogo importante amanhã, quero que vença esse maldito time... o que acha de repor a motivação transado com seu namorado? Estou com a patinha quebrada, mas ainda consigo servir meu dono! – o loiro perguntou sugestivamente, levando a mão do namorado a fazer um carinho em sua coxa, puxando sua bermuda para cima, tocando a pele até que já não fosse mais possível erguer o pano, passando por cima deste até sua entre perna, parando a mão do mais velho ali – Hein? Não quer? Não fazemos isso há um tempo! E... você tem jogo amanhã... mas eu não! – Uruha finalizou a voz intencionada notavelmente seduzir
-Uru... quando você fala desse jeito... – Aoi começou em uma voz gemida, o olhar hipnotizado pela ousadia do namorado, o mais velho totalmente envolto na aura sedutora
-Eu te deixou louco, eu sei... então o que acha de deixar essa loucura te dominar e gozar dentro do seu pobre namorado ferido? – cortou ao mais velho, retirando sua mão da dele, levando-a para a barra de sua camiseta regata, levantando-a o suficiente para mostrar o abdômen, se acariciando intencionalmente ali, abrindo mais as pernas, voltando a mão para a de Aoi, levando a morena por seu corpo, chegando a seus lábios, lambendo o indicador do mais velho de maneira sugestiva, deixando bem claro sua libido
-Huum! Koou... –o capitão do Antlers gemeu, se deixando voltar para o colchão involuntariamente, ajoelhando-se com calma, não desviando os olhos do trabalho erótico do mais novo em seu dedo... oh! O garoto era mesmo muito provocante... iria se arrepender de provocá-lo daquele jeito... não iria ter calma, iria tomá-lo com todo o desejo que tinha... sem se refrear.
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-Como você passou pela portaria? Como você descobriu onde moro? – o jornalista falou, sério, raivoso, espremendo os dedos na madeira da porta
-Sabe que eu sempre dou um jeito quando quero! Eu... por favor Kai, vamos conversar, você já fugiu de mim por dois anos e meio! – o empresário respondeu com a voz calma
-Você tem razão, você sempre dar um jeito quando quer! Dar um jeito de invadir lugares, de enganar pessoas, de fazer os outros de idiotas, de se sair bem de tudo, você sempre dar um jeito, seu maldito jeito cheio de mentiras! – o jornalista gritou, descontrolado, não agüentava mais tudo aquilo entalado, por dois anos e meio sufocou aquilo dentro de si
-Não era mentira Kai, nunca foi... – Miyavi começou, pausado e firme apesar da fúria do moreninho e das lágrimas nos olhos deste que pareciam querer sair a qualquer momento
-Foi tudo mentira Takamasa-san, e essa é a única verdade! Vá embora! Saia já daqui, eu não quero te ver, não quero te ouvir, não quero saber nada de você, vá para sua casa, para sua esposa, sua caçula nasceu há alguns meses não é? Felicidades! Duas meninas logo de uma vez! Deve ser trabalhoso! Boa sorte! Agora suma da minha frente antes que eu chame a segurança, faça um escândalo, ou pior... conte toda nossa linda história no jornal para o qual trabalho... não seria mais tão respeitado no mundo dos negócios se soubessem, não? Quer arriscar Takamasa-san? – Kai cortou, exasperado, alterado, machucado e mesmo assim decidido
-Kai, por favor... – o empresário tentou mais uma vez, e novamente foi interrompido
-Kai-san? Algum problema? – a voz preocupada vinha de um homem baixinho de cabelos em um castanho brilhoso
-Nenhum! Esse senhor já está de saída, Nao-san! – o jornalista respondeu, o olhar ameaçador em direção ao Takamasa
-Com licença! – Myiavi falou, engolindo todo o sofrimento... mais uma vez não conseguia... e novamente... aquilo nunca acabava
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-E então, o que acha? – o jovem detetive perguntou com um sorriso vitorioso
-Bom! – Hozu respondeu, olhando mais uma vez a foto... então era aquilo que os dois faziam quando estavam sós? Pelo visto tudo tinha saído melhor do que pensava – mas não o suficiente, quero um vídeo, e de preferência de algo mais... vergonhoso! – o jogador ordenou, tomando mais um gole da bebida transparente, sentando em uma mesa de um bar qualquer da cidade
-Video? Vergonhoso? Hã? Quer que eu filme esses dois se comendo? Não cara, sério, eu vou acabar vomitando! – o jovem respondeu
-Pelo o que estou te pagando, me trazer uma mera foto não vale nem um terço, um vídeo dessas aberrações acasalando ou nada feito! E nem adianta me ameaçar, se arrependerá se fizer isso, assim como tenho dinheiro para pagar você, tenho dinheiro para pagar outro, com outro tipo de profissão! – aquilo era uma ameaça verdadeira, e o jovem engoliu seco com ela... onde tinha se metido?
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-Oh!... AKi.... hum....! – Takanori gemia sem pudor, empinava-se para o namorado, encostava a bochecha rosada no azulejo branco do banheiro, apoiava as mãos na mesma e gemia... gemia sem pudor
-Taka... oh!.... Pequeno... como você é gostoso! – Akira disse em um grunhido rouco e grave, segurando mais firme no quadril do menor enquanto continuava a se arremeter contra o namorado, entrando e saindo deste em uma velocidade alucinante, o barulho dos corpos se misturando com o barulho da água quente do chuveiro ligado
Takanori resmungou quando sentiu o falo do namorado deixar seu interior, abriu os olhos para encará-lo e reclamar, mas foi virado de frente com uma brusquidão faminta, e nem percebeu quando suas pernas tinham sido pegas, seu corpo levantado. Seus pés não tocavam o chão, suas mãos se agarravam à nuca alheia por instinto e suas costas foram imprensadas contra a parede fria do cômodo. As pernas abertas e encaixadas no quadril do lateral e por fim o menor foi invadido novamente, os movimentos retomando o ritmo intenso e rápido de antes.
Mais alguns minutos e o clímax veio para ambos, o corpo do mais velho despencando dos braços fortes, sendo segurado apenas pelo corpo maior contra o seu, os ofegos descontrolado e um sorriso cúmplice nos rostos
-Você... está cada vez melhor! – o baixinho falou
-Eu tive um bom professor! – Akira rebateu, a respiração mais controlada e um beijo doce nos lábios do menor
- Esse fogo todo foi por causa do telefonema do meu avô? – o auxiliar perguntou, sorrindo divertido
-A palavra noiva e seu nome juntos não me deixaram nada contentes, não sou uma mocinha doce, delicada e fofa, mas não vou perder você pra ninguém, só senti que tinha que te fazer meu naquele momento, você não vai ser de mais ninguém, nenhuma garota, sobrinha ou filha de amiga da sua avó vai tirar você de mim! – lateral ditou, convicto e decidido
-Eles fazem isso desde os meus 18 anos... acho que talvez esteja na hora de eu contar que não gosto de garotas... ao menos eles param de ficar tentando me empurrar noivas! – o auxiliar comentou, ponderando bem a ideia
-Eu acho ótimo, vamos à casa do Matsumoto-sama, você conta que é gay e aproveitamos e deixamos claro que você é meu, meu e só meu! – o maior respondeu exasperado, abraçando o namorado com vontade e carinho enquanto a água quente caia pelo corpo dos dois
-Você... isso é verdade? – Takanori perguntou, meio assustado com as palavras do namorado
-Eu já menti pra você alguma vez? – o lateral se resumiu
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