Goal!
19 Amizade
Notas iniciais
COmeçando as postagens desse fds!
Espero que gostem
Betado pela Azumi-chan!
-Bom dia! – Takanori cumprimentou o jovem deitado na cama com cara de quem tinha acabado de acordar – Nossa! Você é horrível quando acorda! – alfinetou parecendo sério.
-Muito engraçado Matsumoto-san! – Uruha bufou irônico, sentando-se lentamente – como conseguiu entrar? – perguntou, mudando de assunto, soube pelo técnico que o fisioterapeuta viria para analisar a recuperação de seu tornozelo, mas com certeza não esperava vê-lo assim que tivesse acordado.
-Aoi-san me emprestou uma chave! E então, vamos ver as condições de sua perna? Fazem 3 dias... o médico falou que com 10 já poderia tirar a tala, mas ainda não forçar, não é?Mais 5 dias de repouso depois! – o baixinho rebateu de uma forma profissional e séria, afinal estava em horário de trabalho, informal, mas estava. Suspirou pesaroso, de alguma forma ele só queria estar em Shizuoka com o namorado que havia partido ao amanhecer... seria o primeiro jogo que não estaria lá, isso lhe dava um pouco de receio. E depois das palavras do lateral na noite anterior queria mais do que nunca não desgrudar dele... “Tão fofo!” Não se conteve em deixar um risinho escapar com o pensamento e terminou de adentrar o quarto... “Estranho” foi o que pensou ao notar o quanto o quarto era espaçoso e requintado para ser o de um hóspede.
-Quarto legal para ser de visitas, não acha? Gostaria de ver o quarto principal! – o menor comentou, jogando verde, sentando-se no colchão e deixando a bolsa com seu equipamento ao lado da cama.
Era mais do que uma desconfiança do que estava rolando ali, não que o mais velho fosse de ficar fuçando a vida dos outros, não mesmo, mas era impossível para ele não desconfiar, até porque sabia da opção sexual do atacante desde que este chegou tentando disfarçar dor no traseiro em um dia de treino, e tudo bem que nunca foi segredo que ele e o capitão do time eram como unha e carne, amigos para sempre, brothers, ou o que fosse, entretanto se soubessem que o “loirinho propaganda” gostava de homem com certeza veriam aquilo tudo como estava vendo bem agora.
Tudo bem que o atacante estava lesado, mas oferecer–se para cuidar dele, quando ele poderia muito bem contratar uma enfermeira, e dar todas as recomendações que Aoi tinha dado ao deixar a chave... era óbvio que tinha mais do que amizade e companheirismo ali.
-Mas esse é o quarto principal! — Kouyou respondeu, olhando clinicamente o rosto do mais velho que aparentava ser mais novo que si.
Takanori sorriu de lado, então o jogador estava admitindo, ou apenas não tinha percebido no que aquela resposta implicava?
-Quer dizer que Aoi-san é meio violento na cama! – provocou maliciosamente.
-Depende do dia, ontem ele quase me matou, mas fui eu que provoquei então está tudo certo! – o mais novo respondeu com um sorriso semelhante – tem um daqueles remedinhos para dor com você?
-Oh! Não vai se enrolar todo tentando desmentir? – o auxiliar perguntou, meio surpreso pela confissão tão descarada do outro.
-Eu não iria conseguir mesmo, você já sabe coisa demais e é esperto demais para ser enganado – Uruha deu de ombros, apoiando as costas na cabeceira e tentando ficar um pouco de lado por motivos óbvios, não devia ter provocado tanto o moreno, este realmente não teve dó! – e você prometeu que não iria contar a ninguém, confio em você, já que está em situação parecida, afinal Reita-san também é um jogador.
O mais velho deixou-se surpreender levemente pela implicação do loiro mais novo, porém logo sorriu meio sem graça, então estava meio óbvio assim!? Ao menos parecia poder confiar no atacante, e parecia que poderia ter um aliado ali.
-É verdade! Estamos em situações parecidas, então acredito que possamos nos ajudar! – respondeu de forma sincera.
-Também acredito! – o mais novo rebateu, um suspiro aliviado, por um momento realmente ficou com medo do outro não ser como pensava que era e acabar delatando-os, estava tranqüilo em ter seu segredo protegido e ... pelo visto... ter alguém com quem compartilhar algumas coisas! – Fala para o Reita ter mais cuidado, ele baba demais em cima de você! – advertiu em tom humorado.
-Eu vou tentar! – o mais velho confirmou divertidamente.
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“Que jogo! Mesmo sem Uruha, mesmo sem o jogo da dupla dinâmica, Kashima Antlers vencem na casa inimiga e voltam à assumir a liderança do campeonato!” – a voz de um dos comentaristas anunciava com entusiasmo enquanto imagens do time vencedor eram mostradas, sendo assistas com euforia por dois loiros de alturas contrárias sentados no sofá.
“Foi um show de perseverança e habilidade, apesar da falta do futebol arte do novato e dos lances extraordinários de Aoi e Uruha, o Kashima mostrou que mesmo incapacitando um de seus astros que não vão conseguir vencê-lo, realmente, um jogo admirável nessa noite!” – um segundo continuou os comentários.
“E olha a alegria dos Antlers! Estão felizes da vida! Já que além de mostrarem jogo tiveram sorte com a derrota do Yokohama para o Gamba Osaka ontem! Será que é sinal de um sexto título chegando?” – o primeiro comentou mais uma vez.
“Nosso repórter conseguiu chegar no capitão! Vamos ver se ele dá entrevista!” – o segundo interrompeu e a imagem foi mudada para uma câmera que filmava Aoi, uniformizado e ofegante, mas extremamente feliz, perto das instalações internas do estádio enquanto o barulho de comemoração ainda ecoava pelo local.
Kouyou sentiu toda sua alegria ampliar, assistir ao jogo da televisão sem poder estar lá era uma sensação horrível! Mas ver seu time ganhar foi ótimo! E ver o moreno ali na tela era mágico... parecia que voltava há alguns anos atrás quando era um fã de carteirinha do mais velho e o usava como espelho para sua carreira.
“Aoi-san, Aoi-san, uma pergunta!” – o jovem repórter da TV falou exasperado ao chegar perto do moreno.
“Essa foi pra você, garoto!” – o capitão gritou assim que se viu diante da câmera, numa animação digna de vitória.
“Você dedica a vitória para o Uruha-san que provavelmente deve estar assistindo pela televisão?” – o repórter perguntou aproveitando a simpatia e alegria do moreno.
“De minha parte, com certeza, se o garoto estivesse aqui teríamos um placar bem melhor do que 2 à 1, pode acreditar!” – Aoi respondeu, parando um pouco e respirando, o sorriso amplo e as mãos apoiadas no quadril.
“Acha que o Antlers será campeão pela sexta vez esse ano?” – o entrevistador retomou.
“Faremos de tudo para trazer essa taça pra casa mais uma vez, e sem dúvida alguma conseguiremos, temos um time de ótimos talentos, um técnico excelente, uma equipe digna de copa do mundo e força e garra para isso, sem dúvida, esse ano vai dá Kashima Antlers!” – o capitão respondeu, gritando o nome do time com euforia, alguns jogadores surgindo por detrás da tela e pulando em uma comemoração animada atrás do moreno, Reita junto a eles, aparecendo bem atrás do entrevistado e mandando um beijo para a tela.
“Pra você, meu amor!” – sibilou de forma óbvia, o que fez o pequeno sentado no sofá se aquecer em um sentimento gostoso, mas ao o mesmo tempo dar um tapa em sua testa... seu namorado era maluco?
“Está dedicando a vitória pra alguém, Reita-san?” – o repórter aproveitou e lançou a pergunta ao compreender o que o jogador dissera.
“Para o amor da minha vida, essa pessoa não pode estar aqui hoje, mas queria dedicar a ela!” – o lateral respondeu de forma animada, gritando de comemoração junto aos companheiros.
“E o Kashima está feliz, o amor está no ar! È uma noite feliz!” – o comentarista da TV interrompeu “ Mas eu ainda acho estranho essa faixa no rosto do Reita-san!” – continuou, o barulho de risadas por parte do segundo comentarista se fazendo presente.
“Estranho é, mas virou moda, tem torcedor adoidado seguindo o estilo do lateral!” – o segundo falou após controlar os risos.
“E mais uma vez o futebol lançando moda! Depois da maquiagem do Uruha-san, a faixa do Reita-san é a bola da vez! Fiquem a seguir com o jornal da madrugada!” – o primeiro retomou, finalizando as transmissões de maneira rápida devido a programação.
-Caramba! Seu namorado é doido! – Uruha falou assim que seus olhos já não se focavam mais na TV, não era interessante assistir jornal, a não ser que fosse o esportivo.
-Nem me diga! Kami-sama! Agora os jornalistas das revistas de fofocas não vão deixá-lo em paz até descobrirem algo!- Takanori suspirou, preocupado, quando o loiro disse sobre falar que ele era dele, e só dele, pensou que fosse brincadeira, ou que no máximo eles assumiriam para suas famílias, agora dar um deslize deste em rede nacional? Akira não tinha noção, não? Será que ele sabia que um escândalo homossexual poderia acabar com a sua carreira?
-Eu não queria estar na sua pele, vocês vão ter que fazer o cão agora para se esconderem até o assunto passar! – Kouyou retomou.
-Depois dessa... eu vou para minha casa, fiquei aqui o dia inteiro, já são mais de meia noite e eu ainda estou na rua, mais um pouco e não consigo taxi para ir embora! – o baixinho disse, levantando-se do sofá.
-Dorme aqui! Sei que não tem nenhum outro lugar melhor para ir, Akira volta só amanhã pela tarde! – o mais novo ofereceu, pegando sua muleta e apoiando-se nesta para levantar-se do estofado, tinha desfrutado um ótimo dia de conversa e troca de informações com o mais velho. Percebera que ele apesar da aparência era bastante maduro e responsável, e apesar da responsabilidade e idade podia ser uma pessoa divertida e uma ótima companhia, achava ter encontrado um amigo e tanto ali!
-Fica oferecendo a casa dos outros? Essa casa nem é sua! – o mais velho sorriu – agradeço o convite, pirralho, mas quero estar limpo, cheiroso e descansado no apartamento do Akira quando ele chegar amanhã,vou transar com ele antes de começar a tirar a história da dedicação a limpo! – o baixinho finalizou,a intimidade desenvolvida durante as conversas do dia permitindo o comentário e arrancando uma risada do jovem atacante.
-Entendo! Boa sorte! – Uruha respondeu, observando o menor ir até o quarto pegar suas coisas e seguir rumo à saída do apartamento – valeu pelo remédio, vamos marcar de sair para trocar mais informações algum dia, como mais velho e mais experiente no assunto você tem o dever de ser meu sempai e me ajudar! – gritou divertidamente quando este já abria a porta do imóvel
-Pode deixar! Se o Aoi-san permitir, porque pelo tanto de recomendação que ele me fez quando ficou sabendo que Medeiros-san me escalou para cuidar de você eu arriscaria dizer que ele é do tipo grudento e super-protetor! – o fisioterapeuta comentou com um sorriso amplo,levando a mão ao bolso para pegar seu celular e chamar um taxi.
-Você nem sabe o quanto! – o mais novo suspirou,ainda divertido, acenando brevemente para o baixinho que já fechava a porta do local.
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-Nao-san, eu já disse, eu não preciso de chá! – o jornalista repetia aquilo pela quinta vez no dia.
-Mas Kai-san... você tem que se acalmar! – o assistente contestou, oferecendo mais uma vez a caneca para o moreno sentado na mesa de trabalho.
Os demais do departamento sem divisórias ignoravam completamente a discussão e o barulho das vozes altas, estavam acostumados, não era a primeira vez que aquilo acontecia e nem seria a última.
-E quem te disse que eu não estou calmo? – o Yutaka perguntou com um riso falso e impaciente na face.
-Seu texto, não está coerente! – o baixinho apontou a tela do computador, um riso vitorioso ao ver o jornalista se sobressaltar e reler o que tinha digitado na matéria... realmente, onde estava com a cabeça? Sua matéria era sobre pontos culturais da cidade e de repente palavras como “matar”, “degolar”, “destruir”, “mentiroso” tinham aparecido no meio do texto.
-O que acha de um chá, hun? – o menor retomou, simpático, ajeitando o óculos antes de deixar a caneca sobre a mesa do maior.
-Se é tão bom em corrigir reportagens alheias por que está aqui como assistente? Você é até um ano mais velho que eu e tinha uma carreira brilhante no jornal de Tokyo! – Kai resmungou, iniciando a extinção das palavras intrusas da tela do computador.Era curiosidade sua em relação ao mais velho.
Depois de tudo que aconteceu há dois anos e meio atrás o jornalista tinha aprendido a investigar a vida de qualquer um com quem se relacionasse, fosse amizade, colega de trabalho... outra coisa.
De qualquer forma o assistente tinha chegado há dois meses, seu antigo tinha sido promovido à cronista, e qual foi a surpresa de Kai quando descobriu em sua pesquisa que seu mais novo assistente era na verdade mais velho que si! E com um currículo até melhor que o seu, levando-se em conta que o baixinho tinha trabalho como repórter investigativo no maior jornal do país.
-Tive motivos para sair de lá e encontrei motivos para ficar aqui! – o menor se resumiu, voltando a sua mesa, ao lado da de seu “chefe”.
A curiosidade assassina do mais novo começou a ser despertada, tinha deixado esse assunto para lá há algum tempo, mas tendo em vista a cena que o assistente presenciou e a total falta de perguntas deste sobre o ocorrido o jornalista estava mais do que interessado em descobrir a índole de seu pequeno assistente de cara engraçada. Além disso, precisava de algo para lhe entreter e o distrair de pensamento desagradáveis.
-Nao-san,vamos sair hoje para beber, após o trabalho! – Yutaka ditou como uma ordem.
-Hã? Mas é segunda-feira! È começo de semana! – observou o mais velho, um pouco corado e surpreso, seu chefe nunca fora do tipo sociável e amigo, na verdade o achava bastante duas caras, desconfiava que o mais novo estava querendo algo! Com certeza tinha a ver com aquela discussão que viu na entrada do apartamento do moreno!
-Não interessa! Vamos sair hoje para beber! – Kai finalizou sem realmente dar importância ao comentário de seu assistente.
Notas finais
AGora vamos responder as reviews.... =]
Esse fds ainda vem mais, no minimo mais 2 no máximo mais 4! =]
AGradeço por tudo!
Reviews?
PS: GEnte, fiquem calmos com a entrada do Nao, ok? Nada de susto! =]
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