Goal!

8 Punição


Notas iniciais
HAi! MAis um cap, é pequeno mas é de coração, lembrando que esse fds ainda tem mais ok?
Mais um cap betado pela Azumi-meu anjo-chan!

-Como assim? – Medeiros perguntou, arqueando uma sobrancelha, Aoi era outro que nunca havia dado trabalho em relação à conduta esportiva... todos seus melhores jogadores iriam decidir se tornarem rebeldes ou o quê? Já podia se sentir de volta ao Brasil onde enfrentava transtorno com o comportamento da maioria do time do qual era técnico, pensava que o Japão seria diferente, se mostravam um povo tão disciplinado!

-Ele não sabe do que está falando... – Uruha falou exasperado, o desespero crescendo em seu interior. Aoi não podia fazer aquilo, não podia contar nada, muito menos para o técnico! Ele não tinha prometido contar para ninguém? Por que isso agora? O mais velho não era seu amigo?

-Eu arrastei o Uruha ontem para uma festa, acabei deixando-o de lado e algumas amigas começaram a empurrar bebida para ele, com receio de rejeitar ele acabou bebendo de mais, eu... como mais velho, devia ter cuidado melhor dele, por isso, a culpa foi minha – o capitão mentiu em tom tão verdadeiro que seria impossível não acreditar.

Kouyou pode soltar a respiração ao ouvir a mentira do moreno e ver que ele não contaria nada do segredo entre eles.

-Mesmo que isso seja verdade, Kouyou já é bem grandinho para saber se cuidar não? Deveria ter pensado primeiro em seu trabalho e no contrato que tem assinado com esse time! – o técnico continuou, mais impaciente que antes, agora que ele via! Era uma rebelião de seus tão amados jogadores comportados! Só podia! – agora é torcer pra não ter engravidado uma das garotas, escândalos serão péssimos! E eu fugindo do Brasil por causa de problemas como esses e do outro lado do mundo enfrento a mesma coisa! – terminou respirando profundamente, não iria voltar em sua decisão, mas não podia perder seus dois melhores jogadores num mesmo jogo – de qualquer forma Kouyou está suspenso do próximo jogo, e ficará suspenso dos próximos 2 treinos também, acho que é tempo o suficiente para repensar mais nas suas ações e se situar que está em primeira divisão agora!

-Se me permite, se ele será punido acho justo eu também receber a punição, afinal fui eu quem o influenciei e... – o moreno começou um pouco afobado. Era consciente da veia saltando na testa do senhor de face ocidental, mas para si importava mais a expressão desolada e os olhos lacrimejando do amigo ao qual tinha tanto estima, e que estava passando por aquilo por culpa sua.

-Não, não posso retirar o capitão do time, e muito menos perder outro dos meus melhores jogadores, Kouyou tem que aprender a responder sozinho por seus atos e você tem um contrato a cumprir Shiroyama – Medeiros cortou,a paciência já lhe acabando, precisava se acalmar antes que seu stress o tomasse por completo, sua esposa odiava quando chegava estressado do trabalho – agora saiam antes que eu aumente a punição do garoto! – ordenou, lançando um olhar significativo de repreensão ao capitão do time que abriu a boca em sinal de que iria tentar argumentar.

Yuu recuou a fala, não conseguiria nada do técnico. O sentimento de impotência o invadiu enquanto se virava e encarava o loiro a beira de lágrimas.

-Vamos Kou... – murmurou em tom baixo, ajudando o mais novo, que parecia estático no lugar a se dirigir até a porta aberta, conduzindo-o pelo corredor da administração do estádio dos Kashimas. Uruha se deixava guiar,ainda tentando digerir tudo. Como sua vida podia ter virado tanto de cabeça para baixo em apenas dois dias? Por quê? Por quê?

-Não chora Kou... por favor! – a voz calma e gentil do mais velho o tirou de sua confusão, não tinha percebido que as lágrimas tinham caído e nem que já estavam no vestiário,vazio àquela hora da noite. Todos tinham sido liberados após o treino e o técnico tinha chamado o mais novo para a conversa algum tempo depois.

Aoi abraçou o mais novo em um impulso de querer consolá-lo, não percebeu que seus braços enlaçavam o corpo delgado com mais força do que o normal e não se importou com os braços do amigo não o corresponderem.

Uruha apenas continuou parado, não conseguia pensar em nada direito, como foi acontecer isso consigo? O que ele fez de errado? Não era capaz de precisar do moreno o abraçando e nem percebeu quando este se afastou minimamente. Os olhos chocolate não viam os orbes negros o encarando com hipnose. Uruha só foi voltar a si quando sentiu o contato dos lábios molhados sobre os seus, e foi incapaz de reagir até sentir o toque da mão em sua nuca, prensando seu rosto contra o do mais velho e uma língua começando a invadir a sua boca.

Empurrou o corpo do mais velho com tudo que tinha, separando o contato bruscamente.

-Que merda você está fazendo? – gritou exasperado, limpando a umidade de suas bochechas e se virando para pegar sua mochila que tinha organizado durante o tempo de treino, já que não havia participado de tal.

-Kou... eu... me des...- não foi possível terminar, o mais novo já tinha saído porta à fora em passos pesados e rápidos.

Aoi ainda se adiantou a seguir o loiro, mas deteve-se, como tinha conseguido piorar as coisas daquele jeito?

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-Neh! Por que não quer ir jantar comigo? – Reita perguntava exageradamente alto enquanto seguia o fisioterapeuta pelo campo vazio do estádio naquela noite após o treino, não usava uniforme, uma vez que já estava devidamente banhado e trocado e os cabelos pareciam organizados – o que era de se estranhar, mas ele tinha caprichado no visual com o que tinha em seu armário para convencer o baixinho a sair consigo. Qual foi a surpresa pela negação deste!

-Por que você é gostoso demais! È perigoso! – Takanori respondeu ainda sem parar de caminhar pelo campo em direção a saída do estádio. O lateral tinha-o abordado bem na hora que ficava viajando olhando o gramado, sonhando o quanto queria estar em um quando pequeno e no desejo de criança de ser jogador – desejo impossível visto o desastre que era no esporte.

-Hã? Como assim? – perguntou, não sabendo se entendia aquilo como elogio ou como algo ruim.

O baixinho parou e se virou bruscamente, quase fazendo o lateral esbarrar em si.

-Por favor, você quase me estuprou com seus olhos durante o treino de hoje, não sei como ninguém desconfiou, me deixou com uma puta ereção que foi difícil de acalmar, se a gente for jantar, a gente vai acabar se divertindo, você vai me levar em casa, eu vou te beijar,aí vamos começar a nos agarrar,vou te convidar para subir até meu apartamento e acabaremos na minha cama – argumentou exasperado, aquela proximidade toda depois dos assédios oculares do dia estava deixando o auxiliar a beira de um ataque.

-E qual o problema nisso? – o lateral perguntou gostando por demais do roteiro da noite.

-Eu não transo antes de um mês de namoro! È uma regra própria, a fiz depois de anos de aprendizagem que sexo casual e precipitado só levam a fracasso e sofrimento! A gente nem tem nada ainda, só nos beijamos, bem, na verdade eu te beijei, por isso, não mesmo, preciso de um tempo livre da sua tentação ambulante para me situar! – ditou irredutível,terminando o percurso para fora do imenso estádio, andando pelo estacionamento vazio, com exceção de 4 ou 5 carros.

-Deixa ao menos eu te levar em casa, vai demorar passar táxi há essa hora, e você ainda não chamou nenhum não é? Eu prometo me comportar, e posso garantir que não vamos transar ok? Até porque eu nunca fiz nada assim com outro cara então nem saberia o que fazer! – o lateral continuou, tentando entender direito a lógica do pequeno, sem deixar de segui-lo.

Mais uma vez Takanori parou de maneira brusca e se virou, Akira tendo que frear para não trombar com o baixinho.

-Você... não é gay? – perguntou surpreso pelas palavras do outro – quer dizer... como sabe que é gay se não... transou com outro cara ainda?

-Eu disse a você que não sou gay, quer dizer... não era! Eu não sei se sou, apenas estou interessado em você, acontece que você é um homem então... acho que isso me torna gay... de qualquer forma estou louco por você, e essas coisas complicadas de existência não são comigo, apenas sinto e só! – respondeu da melhor forma que pode, não sabia se tinha sido mesmo claro, mas achava que era mais ou menos isso.

-Bem eu... achei que estava brincando ontem e que só tinha dado uma de inocente, mas... – a coloração rósea predominou na face do fisioterapeuta, de repente queria muito agarrar o loiro à sua frente – onde está seu carro?

-Hum? Bem ali! – respondeu com um sorriso sincero apontando para o conhecido esportivo azul fosco, duas vagas mais à frente – vai me deixar te levar em casa?

-Te deixo me levar em casa, me lavar pra cama, me levar pro céu, para onde você quiser! – respondeu de maneira divertida puxando o lateral pelo pulso até o carro próximo.

Akira apenas se deixou guiar pelo menor, apertando o alarme do carro e abrindo-o. O mais velho se apressou em entrar no banco do carona, e Akira se colocou atrás do volante.

-Como assim te levar para cama? E a regra de sem sexo antes de 1 mês de namoro? – perguntou sem entender a repentina mudança do mais velho.

- Depois do que você me disse e do tão fofo e inacreditavelmente perfeito que você é, quero te amarrar o mais rápido possível! A regra não se aplica a você já que você não faz parte do grupo ao qual a regra foi criada, por isso, me leve para casa Reita,vou te ensinar direitinho como é que se transa com um homem! – respondeu com um sorriso notavelmente malicioso, se atrevendo a deixar a mão pequena acariciar a entreperna do loiro maior.

Akira não pensou duas vezes e ligou o carro, arrancando às pressas em direção ao mesmo endereço do dia anterior.

Notas finais
espero que estejam gostando!
Será que poderiam deixar um reviewzinho?
Faria a escritora muito feliz
beijo!!!!!!